sábado, 19 de abril de 2014

GP da China - Classificação

E na chuvosa classificação do GP da China deu Lewis Hamilton outra vez. A previsão para a corrida, às 4 horas da manhã desse domingo, é de tempo seco, então vamos ver como os carros se comportam nesse cenário, sobretudo os que tem problemas de tração como Williams e Ferrari. Vamos agora à nossa análise de "quem ganhou e quem perdeu" nessa fase do fim de semana:

QUEM GANHOU:
  • Lewis Hamilton, sobrando sobre Rosberg mais uma vez e quebrando o recorde de poles-position para um piloto britânico (era de Jim Clark);
  • Daniel Ricciardo. O sorridente australiano está se acostumando a dar passeio em Vettel. Dessa vez colocou logo meio segundo entre eles.
  • Fernando Alonso, mostrando uma certa recuperação na Ferrari que poderá até brigar com as Red Bull se o tempo for seco.
  • Williams, mostrando que as atualizações no carro funcionaram bem, mesmo em pista molhada onde costumam apanhar.
  • Felipe Massa, indo bem na chuva e ficando à frente de Bottas.
  • Grosejan, pela primeira vez colocando uma Lotus no Q3 e com chances de pontuar pela primeira vez no ano.
  • Hulkenberg, mais uma vez à frente de Perez
  • Vergne, deixando o companheiro e "novato sensação" Kvyat para trás.

QUEM PERDEU:
  • Rosberg, errando e rodando sem conseguir acompanhar Hamilton na pista molhada - ou sequer as Red Bull. Vai ter que remar amanhã na corrida se quiser continuar líder na tabela.
  • Vettel, levando tempo de Ricciardo mais uma vez. Saiu do treino com a cara amarrada...
  • McLaren, com seus dois carros fora do Q3...
  • Kimi Raikkonen, não se achou com o nervoso carro e foi eliminado pelas mais fracas Lotus e Toro Rosso.
  • Maldonado, nem conseguiu dar uma volta por problemas no treino da manhã, largando em último
  • Gutierrez, o eliminado da vez no Q1 com sua pesada Sauber, que finalmente deve vir com um carro mais leve na etapa da Espanha
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Mercedes estreia novo bico e asa dianteira

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Apesar de ser a equipe mais rápida do grid, a Mercedes não dorme no ponto e continua aperfeiçoando seu carro. Agora a equipe alemã (mas de sede inglesa) trouxe para o GP da China um novo bico e uma nova asa dianteira. Lewis Hamilton e Nico Rosberg poderão contar com um bico levemente mais alto e recuado, aparentemente permitindo maior fluxo de ar para a parte inferior do carro. A asa em si tem duas versões: uma com suas laterais redesenhadas e uma fenda a menos e também com aquelas pequenas aletas secundárias que ficam à frente das principais, redesenhadas. Clique na imagem para ampliá-las! 

Reveja o programa "TV CORRIDA" com Allam Khodair

O programa "TV Corrida" vai ao ar todas as 4ªs feiras às 15hs sempre AO VIVO na alltv.com.br. Nessa semana contamos com a presença do piloto Allam Khodair, que corre pela equipe Full Time na Stock-Car e que falou sobre sua carreira, do atual inicio de temporada na Stock-Car 2014 e o que achou da nova Fórmula 1, além de responder às perguntas enviadas pelos internautas durante o programa, confira:

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ecclestone planeja nova F1 com pilotos aposentados


Bernie Ecclestone revelou estar pensando em lançar uma categoria no melhor estilo Fórmula 1 masters parecida com as que já existem no golf e no tênis, e que reuniria ex-pilotos de Fórmula 1 que ainda se sentem dispostos a competir nas pistas.

Ainda segundo informa a revista Forbes, Ecclestone já teria registrado o nome "Historic Formula One" com esse intuito. Gerhard Berger disse ter certeza que seria um sucesso e que muitos ex-pilotos gostariam de participar. A nova categoria poderia utilizar os antigos motores V10  dos anos 90 e seria uma preliminar das corridas da temporada regular da categoria atual. O ex-piloto e atual comentarista Martin Brundle disse: "seja lá qual o formato das corridas, eu quero participar, especialmente se ela for preliminar das etapas de F1" Eddie Irvine, o quase campeão de 1999 também opinou sobre a possibilidade de sucesso dessa categoria: "Pessoalmente, não é pra mim, mas penso que os fãs iriam adorar e alguns pilotos também." 

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Bernie Ecclestone também falou um pouco sobre seu conceito: "uma categoria com antigos pilotos seria uma boa ideia. Falamos sobre isso e devemos fazer algo, muitos desses antigos pilotos ainda são muito bons e você os colocaria em seus antigos carros." acrecentando que hoje em dia até existe uma categoria (licenciada por ele) que usa esses carros antigos, "mas eles tem pilotos diferentes, eles correm com as pessoas que compraram esses carros, não pessoas como Mansell e Piquet, minha idéia seria usar estes."

Alguns anos atrás houve uma iniciativa semelhante, a GP Masters, que reunia vários ex-pilotos de F1 acima dos 40 anos como Nigel Mansell, Emerson Fittipaldi, Ricardo Patrese, Rene Arnoux, Alan Jones, Jacques Laffite, Eddie Cheever etc em carros parecidos com Fórmula Indy em pistas menos conhecidas, mas a categoria acabou não dando certo, algo improvável de acontecer sob a tutela de Ecclestone.

A idéia parece ótima e já posso imaginar que por aqui Rubens Barrichello seria um dos possíveis interessados em competir nela, mas será que Bernie realmente quer tirá-la do papel ou apenas achou um jeito de falar que a F1 antiga (sem os motores turbo) era melhor para pressionar a FIA por mudanças na atual categoria?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Niki Lauda acelera um Fórmula 1 moderno

Em 2001 o tricampeão Niki Lauda disse em tom crítico de deboche que "até macacos poderiam pilotar os Fórmula 1" com tamanha ajuda eletrônica disponível (naqueles tempos os carros tinham controle de tração, controle de largada, distribuição eletrônica de freios, além do câmbio semi-automático, direção hidráulica etc).

Em 2002, ainda à frente da equipe Jaguar, o veterano austríaco teve a oportunidade de pilotar um desses carros que criticou, e o resultado foi uma vergonha...

Foram 2 rodadas em 3 voltas, 15 segundos de diferença para os tempos de seus pilotos titulares e o comentário em tom de mea culpa e brincadeira: "Meus engenheiros disseram que chegava nas curvas na mesma velocidade de Pedro (de La Rosa, piloto titular da equipe na época), a diferença é que eu não contornava as curvas!"

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Red Bull perde apelo na FIA


A FIA divulgou um comunicado informando que foi mantida a desclassificação do piloto Daniel Ricciardo do GP da Austrália (ele terminou em segundo) pela irregularidade no seu fluxo de combustível verificada no sensor existente após a corrida. O piloto acabou consumindo mais do que o permitido em alguns momentos da corrida e apesar da Red Bull recorrer alegando que o sensor tinha falhas e que o regulamente tinha brechas, perderam.

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Durante os debates no tribunal recursal da FIA os representantes da equipe Mercedes ainda pediram uma punição mais severa aos envolvidos. A equipe dos energéticos, que durante os últimos dias vinha dizendo que tinha fatores fortes a favor de sua defesa, divulgou uma nota onde se dizem "decepcionados", mas que aceitam a decisão do tribunal e agora está focada no GP da China, que acontece já nesse fim de semana.

A FIA deve divulgar uma explicação completa sobre essa decisão ainda no decorrer dessa semana.

Suspensão ativa pode voltar à Fórmula 1

A super Williams FW14B de 1992 e sua suspensão ativa sendo testada nos boxes
O grupo de estratégia da Fórmula 1, formado por Ferrari, McLaren, Mercedes, Red Bull, Williams e um membro rotativo (atualmente Lotus) está considerando pedir a revisão da decisão de 1993 onde a FIA baniu o sudo da suspensão ativa na categoria. A justificativa para a eventual revisão dessa regra é justamente uma das coisas que a levaram a ser criada: a redução de custos na categoria (além de ser também um importante recurso para conter a avassaladora supremacia da Williams de Mansell e Prost, que sobrava nas pistas entre 1992 e 1993).

O raciocínio é relativamente simples: com a suspensão ativa é muito mais fácil para todas as equipes encontrarem um acerto ideal dos seus carros, que ficam sempre com o carro todo com a altura ideal para a pista nas retas, curvas, acelerações e freadas, seja com o tanque cheio ou vazio, exigindo menos gastos que os complexos sistemas mecânicos atuais, lembrando que atualmente vários carros mais sofisticados de rua já usam esse tipo de suspensão, não sendo mais uma tecnologia tão cara e complicada para se incorporar.

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A decisão de pedir a revisão dessa regra ainda não foi tomada e seria apenas para 2017 e também seria apenas mais uma das opções que o grupo examina para baratear a categoria. Eles igualmente avaliam mudar as atuais rodas aro 13 para rodas aro 18 (que usariam pneus com desenho mais parecido com os esportivos de rua) e simplificar áreas do carro que são muito caras de se produzir, como as complexas asas dianteiras, sistemas de combustível, estruturas de segurança contra impacto, além da possibilidade de reduzir ainda mais o número máximo de mecânicos que podem comparecer a cada GP e o horário de trabalho deles nos boxes. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Domenicali deixa Ferrari. Alonso vai esperar?

Parece que essa "coceirinha" no pescoço era um prenuncio da degola
E Stefano Domenicali caiu. Depois de só acumular derrotas em sua gestão, Stefano Domenicali pediu demissão do cargo de chefe da equipe Ferrari e sai do cargo para "sacudir" as coisas por lá. E essa versão de que pediu demissão pode ser na verdade uma saída mais honrosa que a equipe lhe concedeu. Agora vai poder jogar cartas no porão com Martin Withmarsh, ex chefe da sua rival McLaren que sumiu depois de também perder o poder (sem a mesma saída honrosa).

Eu já questionei AQUI a liderança de Stefano algumas vezes e agora parece que a Ferrari finalmente percebeu a fraqueza do seu agora ex-líder. Ele foi o (único) culpado por tudo de ruim que lá aconteceu? Evidente que não, mas seu dever como líder era identificar corretamente e solucionar os problemas e ano após ano, pelas mais diferentes razões, isso não pareceu acontecer. Só não entendo porque colocar em seu lugar um homem sem experiência de pista como Marco Mattiaci, que chefiava as atividades comerciais da marca italiana nos Estados Unidos.

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Essa escolha, aliás, pode ter algumas explicações: ou é uma chefe-tampão, que fica até conseguirem anunciar alguém que realmente queiram e aí podemos elucubrar nomes já ventilados recentemente AQUI, como Flávio Briatore, Bob Bell (conceituado diretor técnico da Mercedes que anunciou hoje que saiu do cargo em novembro do ano passado mas ficará na equipe até o fim desse ano), e mais coerente ainda, Ross Brawn, que poderia voltar para a Ferrari após seu ano de descanso e pescaria ou realmente acham que Mattiaci tem o dom necessário para liderar a equipe de volta ao topo, mesmo sem maiores comprovações conhecidas por quem não é da fábrica.

De qualquer modo parece claro que ao menos grande parte dos problemas de competitividade do carro desse ano vão se arrastar mais ainda, porque vai demorar um bom tempo para o novo líder conhecer e se ambientar ao ambiente de corrida e a seus comandados, conseguir entender, diagnosticar e pensar em soluções para corrigir o rumo errado em que se encontram. E nesse ínterim, será que Fernando Alonso terá a paciência de esperar (ou capacidade para liderar) e apostar em uma sexta temporada seguida por lá em 2015 ou vai se sentir ainda mais tentado a ir para a promissora McLaren-Honda (mas que, convenhamos, hoje não está muito melhor)?

Desejo toda a sorte ao novo comandante, pois gostaria muito de ver a Ferrari disputando vitórias roda com roda com McLaren, Williams, Red Bull e Mercedes lá na frente.