
"O motor Mercedes é cerca de 15 cavalos mais potente que o nosso, assim como o Ferrari oferece mais potência, mas em facilidade de condução (dirigibilidade) e economia de combustível o motor Renault está na frente, assim alcançamos os objetivos melhor que o Mercedes, precisamos de menos gasolina." esclarece Caubet, com surpreendente clareza sobre dados normalmente mantidos em sigilos, e ainda complementa: "A Red Bull, por exemplo, pode começar uma corrida com cerca de 15 a 18 litros a menos de combustível a menos no tanque do que a concorrência e isso estabelece a diferença." O que faz sentido, pois se o carro já nasce concebido com esses dados, seu tanque pode ser projetado menor e como o motor em sí também é um pouco menor que os rivais (segundo se comenta nos bastidores), os benefícios aerodinâmicos de um carro mais compacto também se fariam presentes.
Vejamos isso na ponta do lápis: cada 10 litros a menos de combustível significa cerca de 0,3 a 0,4 segundos a menos nos tempos de volta dependendo da pista. Com 15 a 18 litros a menos, os carro equipados com os motores franceses largam numa corrida com uma diferença nada desprezível de cerca de 7 décimos de segundo por volta em relação ao peso de seus rivais mais potentes e volumosos o que segundo faz crer Caubet, acabaria compensando os 15 cavalos a menos.
E você, o que prefere, um pouco mais de potência ou um pouco menos de peso?