Rubens Barrichello entra em 2011 na sua 19ª temporada de Formula 1, tendo disputado mais de 300 corridas e alcançado números bastante significativos na categoria: 11 vitórias, 14 poles position, 68 pódios. Apenas por essas informações o nome de Rubens Barrichello deveria ser unanimidade entre os admiradores de Formula 1. Deveria, mas não é.
Não é porque o brasileiro, incentivado por parte da mídia, acredita que qualquer resultado que não seja o 1º lugar não é digno de admiração e reconhecimento. Para o brasileiro médio, quem não vence tudo sempre "não presta", mesmo que ele mesmo, o corneteiro, seja um zero à esquerda e nunca tenha ganhado nem um torneio de biriba. São as idiossincrasias de nosso povo contraditório e muitas vezes ignorante no assunto que se propõe a palpitar.
Mas a opinião contrária, por mais mal fundada que seja, quando respeitosa, deve ser respeitada silenciosamente. Rubens Barrichello sabe disso e pratica, mas desde que saiu da Ferrari em 2005, tem se empenhado em reconstruir sua imagem junto ao público brasileiro, que dá demonstrações cada vez maiores de que está entendendo o recado (quem estava no GP Brasil do ano passado sabe do que estou falando).
Os anos na Honda foram duros, mas todos viram que ao menos era tratado com idoneidade e em 2009 teve um grande ano na Brawn, onde amealhou 2 vitórias que só não foram mais porque a equipe mostrou letargia ao atender seu pedido para trocar a problemática marca de freios do seu carro - assim que trocou, o placar contra Button mudou um bocado a favor do brasileiro. Esse ano positivo na Brawn cacifou Barrichello a fechar com a Williams para 2010, equipe que vinha numa curva descendente desde 2005, último ano de sua parceria coma a fabricante de carros BMW.
Em seu primeiro ano na Williams Rubens recebeu um carro de projeto conservador, graças em parte ao novo motor Cosworth que reestreava e que demandou cerca de 1 mês de adaptação para ter um chassis projetado segundo suas peculiaridades pela equipe. Com isso em mente, a Williams decidiu que não era o momento de ousar e sim de construir um carro robusto para num campeonato de transição conseguir passar o ano da melhor forma possível e evoluir durante o ano o quanto fosse possível.
Missão cumprida à risca graças em muito a chegada de Barrichello que trouxe sua experiência e motivação, transformando o carro inicialmente lento, senão num foguete, mas num membro regular do Q3 e pontuador assíduo.
Terminado 2010, 2011 significaria para nas projeções da Williams, o momento que eles tanto ansiavam: O ano de estréia de um carro arrojado, criado com base nos mais de 30 anos de ensinamentos técnicos e lastreados na experiência prática de Barrichello - nascia o FW33, um carro com desenho inovador e que tem como ambiciosa missão reconduzir a Williams a um papel de maior protagonismo na Formula 1.
Mas alto lá!
Não esperem vê-los na disputando roda a roda o título e as vitórias com a Red Bull, não é esse o caso e eles mesmos sabem disso. A ambição da equipe e Barrichello com esse carro é se destacar à frente do pelotão intermediário, com mais possibilidades de obter um melhor resultado caso as favoritas vacilem ou as estratégias de corrida permitam.
Segundo as palavras do brasileiro o carro nasceu mais rápido que o do ano passado, o que revela maior potencial para bons resultados, mas o KERS da equipe tirou valiosa quilometragem nos testes, sobretudo para Maldonado e ainda paira sobre o aparato a dúvida se realmente não deixará a equipe na mão nas corridas, sobretudo as primeiras. Lembre: a Williams é a única equipe que está estreando esse equipamento em 2011. As outras bem ou mal já têm experiência da temporada 2009 e esses ajustes naturais de noviciado que estão atrapalhando um pouco no começo do ano da equipe de Grove.
Resumindo: esperem de Rubens Barrichello um ano melhor que o de 2010, mais pontos, melhores posições de largada e até um ou outro pódio ocasional, mas se preparem também para a eventualidade dele não terminar algumas provas por causa do KERS e assuntos correlatos.
Como em 2010, deverá superar seu novato companheiro de equipe na maioria das corridas, graças à sua segurança, expertise e tranqüilidade (Pastor Maldonado é mais do que um piloto pagante, é aguerrido e reconhecidamente rápido, mas ainda afoito e um pouco estabanado em disputas de posição). Com uma relação harmônica, confortável e saudável, Barrichello e Williams deverão manter a parceria para 2012, tendo o brasileiro um bom ano e queira.
Leia também: "O que esperar de Felipe Massa em 2011"
Não é porque o brasileiro, incentivado por parte da mídia, acredita que qualquer resultado que não seja o 1º lugar não é digno de admiração e reconhecimento. Para o brasileiro médio, quem não vence tudo sempre "não presta", mesmo que ele mesmo, o corneteiro, seja um zero à esquerda e nunca tenha ganhado nem um torneio de biriba. São as idiossincrasias de nosso povo contraditório e muitas vezes ignorante no assunto que se propõe a palpitar.
Mas a opinião contrária, por mais mal fundada que seja, quando respeitosa, deve ser respeitada silenciosamente. Rubens Barrichello sabe disso e pratica, mas desde que saiu da Ferrari em 2005, tem se empenhado em reconstruir sua imagem junto ao público brasileiro, que dá demonstrações cada vez maiores de que está entendendo o recado (quem estava no GP Brasil do ano passado sabe do que estou falando).
Os anos na Honda foram duros, mas todos viram que ao menos era tratado com idoneidade e em 2009 teve um grande ano na Brawn, onde amealhou 2 vitórias que só não foram mais porque a equipe mostrou letargia ao atender seu pedido para trocar a problemática marca de freios do seu carro - assim que trocou, o placar contra Button mudou um bocado a favor do brasileiro. Esse ano positivo na Brawn cacifou Barrichello a fechar com a Williams para 2010, equipe que vinha numa curva descendente desde 2005, último ano de sua parceria coma a fabricante de carros BMW.
Em seu primeiro ano na Williams Rubens recebeu um carro de projeto conservador, graças em parte ao novo motor Cosworth que reestreava e que demandou cerca de 1 mês de adaptação para ter um chassis projetado segundo suas peculiaridades pela equipe. Com isso em mente, a Williams decidiu que não era o momento de ousar e sim de construir um carro robusto para num campeonato de transição conseguir passar o ano da melhor forma possível e evoluir durante o ano o quanto fosse possível.

Terminado 2010, 2011 significaria para nas projeções da Williams, o momento que eles tanto ansiavam: O ano de estréia de um carro arrojado, criado com base nos mais de 30 anos de ensinamentos técnicos e lastreados na experiência prática de Barrichello - nascia o FW33, um carro com desenho inovador e que tem como ambiciosa missão reconduzir a Williams a um papel de maior protagonismo na Formula 1.
Mas alto lá!
Não esperem vê-los na disputando roda a roda o título e as vitórias com a Red Bull, não é esse o caso e eles mesmos sabem disso. A ambição da equipe e Barrichello com esse carro é se destacar à frente do pelotão intermediário, com mais possibilidades de obter um melhor resultado caso as favoritas vacilem ou as estratégias de corrida permitam.
Segundo as palavras do brasileiro o carro nasceu mais rápido que o do ano passado, o que revela maior potencial para bons resultados, mas o KERS da equipe tirou valiosa quilometragem nos testes, sobretudo para Maldonado e ainda paira sobre o aparato a dúvida se realmente não deixará a equipe na mão nas corridas, sobretudo as primeiras. Lembre: a Williams é a única equipe que está estreando esse equipamento em 2011. As outras bem ou mal já têm experiência da temporada 2009 e esses ajustes naturais de noviciado que estão atrapalhando um pouco no começo do ano da equipe de Grove.

Como em 2010, deverá superar seu novato companheiro de equipe na maioria das corridas, graças à sua segurança, expertise e tranqüilidade (Pastor Maldonado é mais do que um piloto pagante, é aguerrido e reconhecidamente rápido, mas ainda afoito e um pouco estabanado em disputas de posição). Com uma relação harmônica, confortável e saudável, Barrichello e Williams deverão manter a parceria para 2012, tendo o brasileiro um bom ano e queira.
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