sábado, 19 de fevereiro de 2011

Tempos dos testes em Barcelona - Final do 2º dia

Esses são os tempos do 2º dia de testes da Fórmula 1 em Barcelona nessa sexta-feira.

A se destacar novamente a melhor volta de Vettel, comprovando o que muitos já supunham e que o próprio Fernando Alonso confirmou em declaração ontem: A Red Bull deve ser a equipe a ser batida nesse início de ano.

Além disso destaco também o bom número de voltas completadas pelas equipes Mercedes (131 voltas com Rosberg), Sauber (125 - Kobayashi), Williams (118 - Barrichello) e Red Bull (104 - Vettel) o que mostra que seus carros aparentemente são resistentes. Nesse sentido é uma boa notícia para a Williams, que segundo a revista inglesa Autosport hoje usou KERS sem apresentar problemas como das outras vezes e ainda conseguiu registrar tempos rápidos.

Outro coisa que começa a me chamar a atenção é o bom ritmo da Toro Rosso, que mesmo que esteja blefando para "fazer um bonito" com carro leve e pneus macios, mostra que pode ter potencial em voltas lançadas.

             Piloto/Equipe                         Melhor volta         Diferença   Nº de voltas

1
S. Vettel
Red Bull
1:23.315

104
2
J. Alguersuari
Toro Rosso
1:23.519
+0.204 97
3
F. Alonso
Ferrari
1:23.978
+0.663 90
4
R. Barrichello
Williams
1:24.008
+0.693 118
5
N. Heidfeld
Renault
1:24.242
+0.927 41
6
K. Kobayashi
Sauber
1:24.243
+0.928 125
7
N. Rosberg
Mercedes
1:24.730
+1.415 131
8
J. Button
McLaren
1:24.923
+1.608 54
9
P. di Resta
Force India
1:25.194
+1.879 80
10
H. Kovalainen
Lotus
1:26.421
+3.106 58
11
V. Petrov
Renault
1:26.884
+3.569 61
12
V. Liuzzi
HRT
1:27.044
+3.729 70
13
T. Glock
Virgin
1:27.242
+3.927 66
14
R. Teixeira
Lotus
1:31.584
+8.269 26
 

Achado o escapamento lateral da McLaren

Depois de passarmos a semana sem atividades, fotos tiradas nos testes em Barcelona parecem dar a resposta para a questão que muitos engenheiros, jornalistas e fãs de Formula 1 se perguntavam:

Após vermos imagens dos escapamentos dando "meia volta" no fim do carro da McLaren (foto 1), onde eles saiam?

Aparentemente a saída de ar é embaixo das entradas de ar laterais do MP4/26 quase junto ao assoalho  aproveitando a cor negra daquela área para mascarar um pouco os canos de saída (foto 2).

Essa solução foi testada na sexta-feira, mas não durante todo o dia, tendo o carro sido fotografado depois com essas saídas fechadas, como nas fotos do lançamento do carro. (clique nas imagens para ampliá-las)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tempos do teste em Barcelona - Final do 1º dia

Esses são os tempos do 1º dia de testes da Formula 1 em Barcelona nessa sexta-feira.

A se destacar a volta de Vettel, comprovando o que muitos ja supoem: deve ser a equipe a ser batida nesse início de ano e a boa quantidade de voltas completadas pelas equipes Virgin (116), Ferrari (101) e Hispânia (116), lembrando que essa última é a única equipe que ainda testa com seu carro do ano passado.

               Piloto/Equipe                                       Melhor volta          Nº de voltas
     
1
S. Vettel
Red Bull
1:24.374

37
2
F. Alonso
Ferrari
1:25.485

101
3
J. Alguersuari
Toro Rosso
1:25.638

57
4
K. Kobayashi
Sauber
1:25.641

78
5
J. Button
McLaren
1:26.365

77
6
P. di Resta
Force India
1:26.575

26
7
R. Barrichello
Williams
1:26.912

52
8
M. Schumacher
Mercedes
1:27.512

90
9
N. Karthikeyan
Hispânia
1:28.393

116
10
H. Kovalainen
Lotus
1:30.065

54
11
J. D'Ambrosio
Virgin
1:30.950

116
12
V. Petrov
Renault
1:35.174

20
13
N. Heidfeld
Renault
1:44.324

27
 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Red Bull em slow-motion

Essas impressionantes imagens filmadas em câmeras de 1000 quadros por segundo mostram o novo Red Bull RB7 (2011) de Sebastian Vettel e Mark Webber andando em câmera lenta no traçado espanhol de Jerez de la Frontera. Ao que se sabe essas imagens foram gravadas com os carros andando em velocidade normal. Note o equilíbrio dele nas entradas, contornos e saídas de curva, o grande trunfo da equipe no ano passado e ao que tudo indica nesse ano novamente.

O Red Bull RB7 segundo a maioria dos pilotos e especialistas de F1 deverá ser o carro mais rápido da F1 pelo menos nesse inicio de temporada (as outras a alcançarão?), confira:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

McLaren testa novo escapamento

Se no início dos testes a McLaren estava testando apenas seu carro equipado com os escapamentos tradicionais, terminando no difusor traseiro como mostrei AQUI, agora a situação mudou um pouco. Além do sistema tradicional a equipe inglesa passou a testar também um novo modelo de escapamento já baseado no conceito criado pela Renault, isto é, com a saída do escape em algum ponto mais a frente nas laterais do carro. Essas saídas entretanto ainda não foram identificada em fotografias, mas a curva que os canos de escapamento fazem dentro do carro no fim das laterais da carenagem traseira já (foto 1), como vemos acima.

Trata-se evidentemente de uma solução provisória, pois essa curva no fim do carro só os faz alongar a distância que os gases tem que percorrer para sair do carro, o que pode acarretar em uma pequena perda de potência. Numa provável evolução do projeto da McLaren, todo o sistema de escapamento deverá ser replanejado para, à exemplo da Renault (foto 2), encurtar esse trajeto entre o bloco do motor e o orifícios de saída, otimizando seu funcionamento. Clique nas imagens para ampliá-las!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Red Bull ja faz algumas modificações

Provando que uma equipe campeã não deve dormir sobre os louros da vitória, a Red Bull já começa a apresentar as primeiras modificações em seu RB7, carro 2011. A primeira é o uso de um escapamento que agora se prolonga ao longo do assoalho (4) até o fim começo do difusor traseiro, diferente do original usado no lançamento quando ele não tinha esse prolongamento e ainda terminava junto ao fim da carenagem lateral (2).












 








Além disso, como vemos nas imagens abaixo, a equipe austríaca também trouxe um novo desenho para a saida de ar da carenagem superior. Antes o desenho da abertura era menor e mais circular (antigo), agora ele e maior e mais largo (novo), mas continua tendo o seu fluxo de ar apontado para asa inferior do aerofólio traseiro do carro na busca de que esse fluxo de ar auxilie no ganho de pressão aerodinâmica na traseira do carro, veja: (Clique nas imagens para ampliá-las)
  
  

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Williams abaixo do peso?

O bom tempo obtido por Rubens Barrichello nesse domingo dia 13 no último dia de testes em Jerez de la Frontera, Espanha, continua gerando comentários pelo mundo.

Como o carro não estava com pneus super macios nem muito leve com pouca gasolina para apenas uma volta lançada (deu mais 8) quando registrou seu tempo, cabeças começam a ser coçadas e vozes de dentro da Formula 1 se mostram desconfiadas com a real velocidade do carro que até então figurara no fim da listas de tempos e acham que a equipe de Frank Williams pode ter obtido essa marca com o carro mais leve que os demais.

A suspeita da concorrência se deve pelo fato da equipe não ter  usado o KERS, que pode pesar algumas dezenas de quilos e sua ausência, ainda que sem os benefícios de seu "boost" por, 6.7 segundos por volta, poderia dar ao carro a leveza necessária para ganhar preciosos e numerosos décimos de segundo contra uma concorrência mais pesada.

A equipe garante ter usado lastros com o mesmo peso da peça faltante para completar os 640 quilos de peso mínimo exigido pela FIA esse ano (não em testes), mas como não há verificação externa alguma, não dá para comprovar. Sobre isso um piloto de uma equipe que não quis se identificar comentou com a revista alemã Auto Motor und Sport: "Eu não acredito nesse tempo. Se ele for verdadeiro eles (Williams) estarão lá na frente (com as equipes de ponta)".

A especulação ganharia força também pelo pouco número de patrocinadores da equipe e no interesse da Williams em ficar com boa imagem justamente agora que anunciou a venda das suas ações ao público, e nesse sentido conseguir ser meio segundo mais rápido que a concorrência seria o tipo de publicidade positiva que ajudaria a atrair o interesse de eventuais patrocinadores para a equipe e valorizar os papeis dela no mercado.

E vocês, acreditam que a Williams precisa participar de blefes como esse? Eu acho pouco provável. O que me admira é gente "da F1" como esse tal piloto anônimo se fiar nos tempos de testes sendo que o próprio Barrichello declarou que eles pouco valem como medida de comparação pra saber se um carro é rápido. Ser rápido numa única volta é menos importante (mas nem por isso desprezível) que ser regularmente rápido em 10, 20 voltas seguidas.

Atualizado: Ontem a noite troquei algumas mensagens com o Rubens Barrichello sobre o tema. Sua reação ao tomar conhecimento do assunto foi de ironia "Esqueceram de falar que passei glube (cola) no pneu...", portanto rechaçando a possibilidade da Williams ter falseado o tempo com algum recurso artificial, como andar com o carro abaixo do peso.

Dessa forma me parece encerrado esse episódio, mas aos mais otimistas que já imaginam a Williams como a mais rápida do grid com base nesse tempo mais rápido dos testes, o próprio Barrichello ontem deu o recado: "De um tanque vazio pra um tanque cheio tem pelo menos 4.5s... Imagina o que não da pra fazer. A Red Bull ainda é a mais rápida de nós."



Os números que realmente interessam

Nos testes da Formula 1 é muito difícil precisar quais os carros mais rápidos de fato e quais estão fazendo bons tempos apenas por estarem em condições muito favoráveis, como o melhor momento da pista, pneus super macios e pouco peso de combustível. Segundo o que Rubens Barrichello declarou ontem após cravar o melhor tempo dos 4 dias de testes em Jerez, olhando-se o ritmo de das voltas realizadas em "stints" (séries de voltas consecutivas) curtos, médios e longos a equipe mais rápida continua sendo a Red Bull e as demais estão todas mais ou menos embaralhadas, talvez com a Ferrari um pouco mais próxima à equipe dos energéticos.

Mas um ponto fundamental a ser observado nos testes é a durabilidade dos carros, isto é, quantas voltas cada equipe acumulou, o que costuma ser um bom indicativo de quanto uma equipe poderá se dedicar aos avanços reais de seu carros. Explico: se uma equipe quebra muito e anda pouco, os engenheiros terão que se dedicar mais às correções do projeto mecânico daquilo que está quebrando do que na criação de evoluções aerodinâmicas ou mesmo mecânicas para que o carro seja mais rápido na pista, porque antes de ser rápido, o carro tem que conseguir correr.

Claro que setores da equipe continuarão trabalhando nessas evoluções, mas se o carro quebra na pista, eles pouco poderão avaliar seu trabalho e as coisas empacariam nesse segmento.

Sob essa ótica, uma equipe cujos carros andam bastante já tem a durabilidade comprovada, podendo focar mais recursos nas evoluções deles e não em mera manutenção e correção. Já equipes cujos carros não andam muitas voltas podem estar com problemas mais básicos, tendo que resolvê-los antes.

Peguemos a Williams como exemplo. A equipe de Barrichello é a única equipe cujo KERS (de fabricação própria) não tem quilometragem. Todas as demais equipes usam o equipamento fornecido pela Renault, Ferrari ou Mercedes, que bem ou mal já correram e foram aperfeiçoados ao longo da temporada de 2009, ano em que o equipamento foi pela primeira vez empregado. Nesse ano a Williams se absteve de usá-lo, e agora está sofrendo as conseqüências desse noviciado tardio, tendo que passar pelos mesmos problemas e desafios que suas rivais já passaram à época.

Barrichello, ainda nesse exemplo, deu muito mais voltas que Maldonado pois após ter seu KERS apresentando problemas no início do sábado retirou-o do carro e substituiu seu peso por lastro até o fim dos testes.

Esse percalço deve e tem que ser corrigido pela Williams, mas à maneira de cada equipe, elas também enfrentam seus problemas. Lotus e Virgin andaram pouco, mostrando que se em velocidade já estão minimamente mais competitivas ainda tem um caminho longo a ser percorrido na busca de durabilidade.

Entre as equipes de ponta nada evidencia mais esse abismo que Ferrari e McLaren, uma andando quase o dobro de quilometragem da outra, dando mostras que os ingleses de Woking precisarão dividir seus valiosos 8 dias restantes de testes entre a necessária busca de resistência do novo MP4-26 (terá sido tão boa idéia adiar a estréia dele em 2 semanas?) e as evoluções em busca de equilíbrio e velocidade ao passo que os italianos já podem se dedicar com mais tranqüilidade à esses últimos aspectos.  

No fim dessa semana os testes se darão em Barcelona. A importância desses testes são ainda maiores pois se trata de uma pista do calendário oficial da Formula 1, onde dados como desgaste de pneus por exemplo, vão refletir a realidade de um GP, ainda que a temperaturas atuais sejam mais amenas.

Clique nas imagens para ampliá-las. Veja abaixo o número total de voltas completadas por todas as equipes nos 4 dias de testes em Jerez:

Equipe            Nº de voltas

Ferrari:                    463
Red Bull:                 394
Mercedes:               338
Sauber:                   320
Toro Rosso:             296
Renault:                  275
Force-Índia:             264
Williams:                253
McLaren:                233
Virgin:                     216
Lotus:                     198