terça-feira, 13 de julho de 2010

Brasileiro é um mau torcedor


Desde o começo do ano, Felipe Massa não vem atravessando sua melhor temporada, especialmente comparando seu desempenho com o de seu companheiro Fernando Alonso, que apesar de especialmente errático, tem sido constantemente mais rápido que o brasileiro.

Com esse pano de fundo, tem se observado em fóruns de discussões, Orkut, e mesmo conversas com amigos que muitos deixaram de acreditar em Felipe Massa e que ele teria se resignado como segundo piloto da Ferrari. O tom das conversas vai desde a descrença ao deboche grosseiro, mas o que mais me espanta é que essas mesmas pessoas que hoje questionam Massa até o ano passado apostariam suas almas na fé que tinham nele. Pergunto: Em 1 ano Massa desaprendeu a ser aguerrido, rápido e técnico como mostrou-se em 2008 e inicio de 2009? Não.

Não vou aqui aprofundar as razões que levam Felipe estar abaixo das expectativas esse ano, mas sim o lamentável comportamento volúvel da massa torcedora (sem trocadilho) que por tantos anos pegou injustamente no pé de Barrichello e que agora elege Felipe Massa o novo Judas a ser malhado e achincalhado. A maior parte dos torcedores brasileiros parecem só torcer quando é fácil, quando está tudo bem, e assim que as coisas desandam, aquela certeza no talento de seus ídolos se esvai como fumaça, como se um piloto tivesse que estar no auge em 100% de sua carreira e qualquer coisa abaixo disso significasse fracasso, fraqueza e covardia.

Esses brasileiros tinham que olhar mais para seus próprios umbigos. Suas vidas são tão formidáveis assim, que nunca tiveram reveses? Quem hoje debocha de Massa é, em sua maioria, o mesmo espírito de porco que torcia pelo insucesso de Barrichello quando esse corria na Ferrari em condições muito mais adversas que as hoje enfrentadas por Massa.

Ora! Se você acredita em alguém e se diz torcedor dele, que seja coerente e torça integralmente. Não estou dizendo para fechar os olhos para eventuais erros ou maus resultados, mas torcedor de verdade tem que dar apoio sempre, pois sabe que a vida é cíclica e se hoje Massa está mal, ontem estava bem (e para você estava tudo bem) e amanhã  poderá voltar a estar no topo. Se você torce por alguém torça porque acredita nele, esteja ele bem ou não.

Felizmente os verdadeiros torcedores de Massa, Barrichello, Piquet, Senna, etc. são fieis e os pilotos sabem disso. Felizmente também os pilotos tem inteligência suficiente (e que as vezes falta a muitos torcedores) para nortearem suas vidas naquilo que eles acreditam, e não no que a internet propaga (o lado ruim da inclusão social?). Se Barrichello tivesse se baseado no que os "cornetas" falam, sua carreira teria se encerrado na Jordan e ele nunca teria assinado com a Stewart, nem ganhado corridas com a Ferrari. Mas depois disso os ataques a ele pioraram, mas independente disso ele assinou com a Honda e engoliu calado as piadas que tinha que ouvir pelo seu carro ruim e deu novamente a volta por cima em 2009 na Brawn e hoje se encontra bem estabelecido numa equipe que o admira, a ascendente Williams. Tudo porque ele, assim como os chefes de equipes e seus reais torcedores, acredita no seu talento, independente das fases ruins.

Massa está passando por uma fase ruim, está apanhando mais que Alonso de um carro cuja equipe ainda não conseguiu tornar realmente bom, mas ele sabe o que é capaz de fazer e está sereno, até porque já mostrou isso recentemente. Dessa forma o mínimo que um verdadeiro torcedor deve fazer por ele é torcer, mostrar apoio especialmente nessa hora difícil onde ele tem que se adaptar e se reinventar para voltar a ganhar. Entretanto, se for para avacalhar que seja com educação, e depois se cale e não venha dizer que "sempre acreditou nele" quando ele der a volta por cima.

O simulador de suspensão da Renault

Veja nesse interessante vídeo o funcionamento do equipamento que a Renault usa para simular ondulações e trepidações das pistas para projetar e testar novas suspensões e amortecedores para os seus carros em tempos de proibições de testes. Outras equipes também tem esse equipamento.

As novidades em Silverstone - Lotus

A Lotus estreou com relativo sucesso em Silverstone um novo desenho da parte traseira de seus carros. A carenagem que cobre o motor, em sua parte de trás (1), ficou menor e mais esguia, parecida com a da equipe Mercedes. Nota-se também que a equipe passou a adotar os escapamentos superiores (2), como os que a Force-Índia usam atualmente. Além disso, as entradas de ar laterais (3), também conhecidos como os "pontões" agora terminam com um formato mas trabalhado, ligeiramente mais rebaixado e estreito, diminuindo a área de arrasto aerodinâmico e facilitando o fluxo de ar para a traseira do carro. Com todas essas novidades a equipe de Trulli e Kovalainen busca reduzir cada vez mais sua diferença de tempos para as equipes já estabelecidas como a Toro-Rosso, veja:        (Clique na imagem para ampliá-la)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Análise do meio de ano: WILLIAMS

Com a ida de Barrichello e a chegada do campeão da GP2 Nico Hulkenberg à Williams, muitos perceberam que a equipe inglesa reuniria ingredientes importantes para desenvolver em 2010 um avanço importante rumo a tão esperada e ainda não cumprida, "volta ao topo". Além dos pilotos, a equipe também dispensou os motores Toyota, fornecidos numa parceria que lhes obrigava a ter o fraco Kazuki Nakajima como um de seus pilotos, o que lhes custou valiosos pontos no campeonato passado. Muitos pensaram que se associariam à Renault, mas preferiram se aliar a Cosworth, talvez por saber que embora novata e tecnicamente abaixo dos demais motores do grid, a fabricante inglesa lhes possibilitaria maiores chances de crescimento em conjunto, inclusive pela proximidade das fabricas de Williams e Cosworth.

O ano começou e se tornou evidente que a equipe teria uma dura luta pela frente se quisesse realmente beliscar pontos, pois Além das 4 grandes (Red-Bull, Mclaren, Ferrari e Mercedes), Renault e Force-Índia estavam mais fortes esse ano, tornando o almejado 5º lugar no campeonato uma meta distante.

No início os resultados foram tímidos, com uns poucos pontinhos ocasionais, mas desde Montreal o carro evoluiu bastante e colheu os frutos em Valência e Silverstone, graças aos maus desempenhos das rivais mais fortes e sobretudo à velocidade e perspicácia de Barrichello no desenvolvimento do carro e a sua pilotagem impecável que consegue extrair tudo que o equipamento tem, apesar dele ainda não ser um carro dos melhores e ter o seu motor como o mais fraco dos quatro fornecedores do grid

O grande desafio da equipe para a segunda metade da temporada será trabalhar para que a Cosworth continue melhorando seus motores, reduzindo a diferença para os Mercedes, Ferrari e Renault, e manter o ritmo de desenvolvimento do carro em si, visto que suas rivais trazem novidades para as pistas a cada etapa. Quanto aos pilotos, creio que estão fazendo o que se espera deles: Barrichello com sua velocidade e experiência cumpre o papel de força motriz na ressurreição da equipe e Nico Hulkenberg ainda entendendo os circuitos e reações de seu F-1, marcando pontos quando consegue, mas precisando de um pouco mais de sorte e resultados em seu noviciado. As próximas etapas com circuitos de alta velocidade, onde o motor conta mais, prometem ser um pouco mais difíceis para que a equipe de Frank continue no frequentando o "top 5" como nas últimas duas corridas. Essas semanas serão de muito trabalho em Grove para tentar minorar essa desvantagem.

As novidades em Silverstone - Mclaren

A equipe de Woking estreou em Silverstone um grande pacote aerodinâmico com os tais escapamentos baixos que jogam seu fluxo de ar nos difusores traseiros ("Blow diffusers"), uma asa dianteira redesenhada (que mostrei nas fotos 3 e 4 na sexta-feira) e um novo assoalho redesenhado. O resultado foi pífio, a ponto de não o terem usado na classificação nem na corrida. Mas segundo uma entrevista de Jenson Button para a rede de televisão inglesa BBC, a equipe já sabe porque não funcionou e quais as correções necessárias, portanto esperem para breve a volta dessas novidades, possivelmente acompanhada por outras. Abaixo vemos o velho (1) e o novo assoalho e seu difusor traseiro (2). Mais abaixo vemos  escapamento antigo (3) e o novo (4), onde percebe-se que não se trata de uma mera mudança na saída de ar, mas todo um redesenho das laterais do carro:   (Clique nas imagens para ampliá-las)
 
            

domingo, 11 de julho de 2010

O escapamento da Ferrari (detalhe)

Veja no detalhe o escapamento novo que a Ferrari estreou em Valência e usou também em Silverstone. Estas lisas vermelhas são usadas pela equipe para medir o desgaste causado pelo calor dos gases na estrutura do carro:

sábado, 10 de julho de 2010

Análise do meio de ano: HRT/HISPANIA

Resumir a primeira metade de ano da Hispania é muito fácil: Um lixo. Depois de quase não sair do papel no começo do ano, mudar de dono e de nome, a Hispania (ex-Campos Meta) não andou com seu carro sequer um metro antes dos treino do GP do Bahrein. As corridas foram se sucedendo e a draga continuou, com seus carros disputando palmo a palmo a rabeira da F1. Seus pilotos Karun Chandhok e Bruno Senna não podem ser cobrados em nada, pois o carro mal projetado pela Dallara (já devidamente rompida com a equipe) quando não quebra, o que é raro, não permite um desempenho sequer razoável a seus pilotos.

Agora, bem no meio da temporada, como que para sacramentar o desespero e despreparo da equipe, substituiram Bruno Senna pelo fraquíssimo Sakon Yamamoto e sua carteira recheada de ienes na estapa de Silverstone. Detalhe: Segundo jornalista que cobriam o evento, fizeram isso sem avisar ao brasileiro, que cumpria sua agenda normalmente representando a equipe eventos com a imprensa internacional, sem os próprios assessores da equipe saberem de algo. Uma atitude baixa que mostra a amoralidade de Colin Kolles, o dirigente da equipe.

O que esperar do segundo semestre? Nada. A mudança de pilotos por uma corrida (ou por todas) em nada aumentará a competitividade do combalido time que corre sério risco de não correr em 2011 por merecida falta de interesse de investidores.

Os iates da F-1 - Parte 2

Continuamos a mostrar os iates e lanchas dos pilotos e dirigentes da F-1, aqui vão mais 6 (ou sete, contando um alugado esporadicamente pelo finlandes). A primeira parte desse ensaio está AQUI!

6-  "Indian Empress", Vijay Mallya (Force-Índia);
7-  "Kogo", Mansour Ojjeh (Mclaren);
8a-"Iceman", Kimi Raikkonen, mas ele alugava um maior para festas em Mônaco (8b)
9-  "Necker Belle", Richard Branson (Virgin)
10- Sem nome conhecido, Lewis Hamilton
11- Sem nome conhecido, Felipe Massa