quinta-feira, 15 de março de 2012

GP da Austrália 2012 - Programação e LINKS

Curta a página do BLOG no FACEBOOK clicando AQUI e siga-me no Twitter: @inacioF1 Esses são os horários para o GP da Austrália desse ano:
Quinta-feira
22h30-0h, 1º treino livre (SporTV 1)

Sexta-feira
2h30-4h, 2º treino livre (SporTV)
Sábado
0h-1h, 3º treino livre (SporTV)
3h-4h, treino oficial (Rede Globo)
10h - treino oficial - REPRISE - (SporTV)
*


Domingo
3h, largada, 58 voltas (Rede Globo)
10h largada, 58 voltas - REPRISE - (SporTV)
*




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Para acompanhar a cronometragem oficial da F1, clique AQUI

LINKS PARA ASSISTIR NO COMPUTADOR
- É só clicar e fechar as propagandas que aparecem bem no meio da bendita tela da "TV":

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(*) Horário a confirmar.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Quem escondeu leite?

Amanhã a noite (horário de Brasília) começam os treinos para o GP da Austrália de F1 e junto com eles muitas das dúvidas que as pessoas tem sobre a real competitividade de cada time começa a ser respondida.

Muitos especialistas acham que o pelotão intermediário será especialmente compacto e competitivo esse ano, com equipes como Sauber, Lotus e Force Índia podendo dar trabalho às grandes em algumas circunstâncias. Mesmo Williams e Toro Rosso parecem ter carros melhores que os de 2011, podendo pontuar com mais regularidade trazendo mais emoção às disputas.

Lá na frente, Ferrari e Mercedes podem ser as surpresas: o time italiano pode começar apanhando, sobretudo em ritmo de corrida - na classificação estariam melhores, já que o problema de consumo excessivo de pneus não aparece aí - enquanto a equipe alemã poderia disputar vitórias apesar da pré temporada discreta e estaria preparando para o GP de estréia um novo pacote aerodinâmico que ficou escondido nos testes exatamente para não revelar aos rivais alguns novos conceitos que teria, mesmo que pouco visíveis.

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Quem será que esconde mais leite? A Ferrari ao vender a imagem de que nasceu ruim em que todos (inclusive eu) acreditam desconfiando? A Mercedes com seu discurso de que o carro foi um mero passo à frente em relação ao modelo anterior, mas sem falar em vitórias (se bem que até isso já está mudando)? A Red Bull e McLaren que sequer simularam uma classificação nos 12 dias de testes que participaram, dando a entender que sabem-se rápidas, mas não queriam facilitar a medida de quanto? Ou a Lotus, que sempre foi muito rápida mas pode não ser tudo isso na realidade? Além disso, volto a levantar a questão do pelotão intermediário: estará ele tão competitivo e próximo dos ponteiros assim? Lá embaixo, terá a Caterham, pela primeira vez usando o KERS, evoluído a ponto de se meter nesse grupo, relegando Marussia e HRT definitivamente para trás?

Façam suas apostas!

terça-feira, 13 de março de 2012

Lotus aposta em atualizações

Novas hastes de fixação da asa dianteira
Em 2010 a atual equipe Lotus (que era a Renault nos tempos de Kubica e Petrov) tinha como um dos grandes trunfos suas constantes atualizações aerodinâmicas para o R29. Em 2011 esse foi justamente o calcanhar de aquiles: elas cessaram e o rendimento do R30 caiu vertiginosamente, passando de frequentador de pódios para figurantes que lutavam para marcar magros pontos.

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Agora em 2012 a equipe dá mostras que poderá recuperar o  ritmo de novidades de 2010, já mostrando antes do GP da Austrália várias pequenas atualizações em sua asa dianteira e mesmo no assoalho, como vemos nas várias fotos distribuídas nesse post.
Novo desenho na extremidade do assoalho



Tratam-se de mudanças sutis, de refino aerodinâmico, como nova curvatura nas aletas verticais da asa dianteira, novo desenho nas hastes de fixação que prendem a asa ao bico, as realocação das bases das câmeras para a parte interna delas, e uma pequena alteração na expremidade dianteira do assoalho.

Dentro de poucos dias saberemos um pouco mais sobre a verdadeira competitividade e ritmo dos carros pretos e dourados pilotoados por Romain Grosjean e de Kimi Raikkonen. Clique nas imagens para ampliá-las:
Nova localização das bases para câmeras
Elementos verticais com nova curvatura

O que esperar de Bruno Senna em 2012

Bruno Senna começa 2012 numa missão tão ou mais difícil que Felipe Massa: tem que ir muito bem - dentro da realidade competitiva de sua equipe - para garantir uma vaga no ano que vem, visto que seu contrato é só para 2012. Diferente de Felipe, entretanto, Senna, com muito menos tempo de estrada, não tem a seu favor o fato de ter corrido anos numa equipe de ponta nem de ter disputado um título mundial, então sua continuidade na categoria vai depender mais fortemente ainda de seu desempenho.

"Ah, mas ele tem patrocínios que o garantem!" dirá alguém. Médio.Como vimos,eles não foram o bastante para garantí-lo na Renault, por onde correu parte do ano passado e mesmo os patrocinadores só o apóiam porque esperam que ele corresponda. Uma temporada ruim em 2012 pode significar perda de parte desse importante apoio financeiro, então será na comparação direta com os resultados de Pastor Maldonado que ele tem que se destacar.

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Contra si Bruno tem o fato da Williams não ter um grande carro, por melhor que ele seja em relação ao péssimo carro de 2011, o que certamente não ajudará ele a se destacar muito no grid. Além disso terá que ceder seu cockpit ao piloto de testes Valteri Bottas em 15 primeiros treinos livres de sexta-feiras, pois seu contrato exige isso, o que acarretará em menos tempo para se familiarizar com o carro e ajustá-lo para classificação e corrida que seu companheiro de equipe, Maldonado.

A seu favor Bruno tem, ao meu ver, a velocidade, consistência e maior inteligência, o que poderão evitar que se meta em batidas ou erros de julgamento tanto no que tange a estratégias de corrida como em ajuste de carro. Pelo que sei, tanto os mecânicos da Renault como os da Williams gostaram muito do feedback técnico que ele apresentou, o que pode ajudar na busca dos resultados vitais para ele nesse ano, onde já não terá "o desconto" de estar numa equipe péssima e estreante (2010), nem de não ter participado de uma pré-temporada e ter que assumir um carro desconhecido no meio de uma temporada (2011). Em 2012 ele conhece o carro muito bem desde o começo, e ela pertence ao competitivo pelotão intemediário, mesmo que o FW34 "não seja lá uma Brastemp".

Vamos lembrar que o contrato de Bruno com a Williams vale só para 2012 e a julgar pelo mega-patrocínio de Maldonado e pelo tratamento "vip" que Bottas está recebendo esse ano (também leva um bom dinheiro), a dupla de 2013 parece já estar desenhada, de modo que de olho no ano que vem o brasileiro terá que impressionar muita gente lá dentro para mudar esse panorama ou mesmo para conseguir uma boa vaga (quem sabe uma melhor) na concorrência. Será que seu talento vai conseguir extrair leite dessa pedra inglesa? 2012 será sua maior e provavelmente derradeira chance na F1, então dedos cruzados.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O super difusor da Caterham

A Pequena Caterham tem como grande luta desse ano encostar nas equipes do pelotão intermediário e chegar entre os dez primeiros em alguma(s) prova(s). Ano passado ela já estava mais descolada de suas antigas companheiras em noviciado de F1 Virgin (hoje Marussia) e HRT e esse ano a diferença entre elas deve aumentar, ensejando até que a equipe sonhe com seus primeiros pontos.

Para isso a equipe tem que correr atrás de novidades, e foi isso que ela fez ao testar semana passada um novo e enorme difusor de ar no fim da carenagem do carro. Esse difusor tem como função auxiliar na dispersão do ar quente que sai do motor e radiadores e não deverá ser usada em todas as etapas, mas apenas nas mais quentes quando há maior risco de super aquecimento. Clique na imagem para ampliá-la.
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O que esperar de Massa em 2012

Felipe segura no braço uma escapada da nova e nervosa Ferrar
O que esperar de Felipe Massa em 2012? A resposta está fácil: muito mais do que ele apresentou em 2011 e 2010 e dessa vez ele tem uma motivação a mais: Sendo esse seu último ano de contrato, se não for bem desde o começo, a Ferrari pode não renovar o contrato com ao fim da temporada.

Entendam, quando digo "ir bem" não chego a falar em colocar Alonso no bolso (o que seria ótimo), mas em reduzir o abismo de resultados, sobretudo em corridas, que separa os dois desde que passaram a dividir a mesma equipe. A Ferrari precisa de dois pilotos em condições similares de competitividade que pontuem o máximo que os carros permitam, senão nunca terão chances de bater seus rivais e é aí que Felipe vem sendo um problema para eles, pois nos dois últimos anos ficou a mais de 100 pontos de diferença de Fernando Alonso no campeonato de pilotos e portanto, pouco somando ao de equipes - que define a divisão de lucros da F1.

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Se o carro desse ano tiver realmente nascido mal como deu a entender nos testes e muitos especulam, a missão de Massa pode ser dificultada e seu emprego pode estar sob um risco ainda maior, pois quando as coisas vão mal a tendencia é trocar as peças "deficientes", como Stefano Domenicali e ele próprio, numa eventual grande reestruturação da equipe para 2013. Independente disso sua maior meta não se altera: por pior que o carro seja, tem que ficar próximo de Alonso na pontuação geral, até porque se o carro for ruim, será ruim para os dois, o que por si só não justificaria mais um ano de resultados tão díspares.

Seu discurso esse ano é de quem está confiante e consciente de que ficou devendo em 2011 e precisa de bons resultados, e quem esteve com ele acha que viu "mais brilho" nesse incio de ano do que no anterior, ensejando que, quem sabe, "agora vai". Que vá, pois, porque um ano melhor para ele pode tanto garantir sua permanência na equipe italiana ou, caso realmente saia, possibilitaria melhores convites para o ano que vem, quando a maioria das equipes estará aberta a negociações (no momento há pelo menos 16 vagas sabidamente em aberto para 2013, incluindo as duas dos brasileiros).

Não se enganem: Felipe Massa pode conseguir isso, como vimos em 2008, a questão é: terá ele a força mental de vencer pela primeira vez dentro da equipe que parece ter elegido (por merecimento) Fernando Alonso como seu favorito desde que ele chegou a bordo e onde o clima entre as partes já não é parece tão bom? Tomara que sim, seu futuro depende diretamente disso.

domingo, 11 de março de 2012

Ecclestone sobre Massa

O todo poderoso da Formula 1 deu um a declaração ao jornal Austríaco Der Spiegel que atinge diretamente Felipe Massa. Questionado pelo jornal sobre a situação da Ferrari, Ecclestone disse:

"Eu acho que para eles (Ferrari) é uma questão de alternativas. Quem dos pilotos disponíveis é melhor que Massa? Eu tenho muita confiança que Robert Kubica estaria sentado naquela Ferrari agora, se no ano passado ele não tivesse sofrido aquele terrível acidente"

Sobre isso acho que mais do que uma critica do inglês ao brasileiro, é mais um reforço para a importância vital que essa temporada de 2012 terá para o futuro de Felipe na categoria: Ele precisa ir muito melhor esse ano do que foi nos anteriores (amanhã pela manhã publico aqui no site minha análise sobre o que esperar de Massa esse ano), pois a julgar pelos resultados que vimos, a presença de Kubica na escuderia poderia sim ser uma realidade hoje.
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Ainda sobre a Ferrari, Ecclestone deu seu apoio a Stefano Domenicali: "O problema da Ferrari não tem nada a ver com liderança, os problemas estão do lado técnico. Ao invés de saírem despedindo alguém, deveriam comprar alguém: Adrian Newey."

Nesse caso Ecclestone puxa a sardinha para Domenicali e Montezemolo, seus aliados que saíram da FOTA, enfraquecendo a organização que luta para tirar de Bernie mais dinheiro a partir do ano que vem. Essa atitude política do time italiano lhe agradou muito e Ecclestone agora afaga não só o Chefe da equipe como indiretamente o presidente dela, Luca de Montezemolo, que se prepara para disputar o cargo de 1º ministro da Itália - afinal, seria péssimo para ele ler que não sua liderança na equipe não é boa numa equipe de F1 exatamente quando pretende administrar todo um país.

Conversa com Ricardo Divila

Acabo de terminar uma longa conversa com o renomado projetista Ricardo Divila, engenheiro brasileiro que projetou os carros da Fittipaldi-Copersucar e depois trabalhou na Ligier, Minardi e finalmente se transferiu para os modelos de turismo, trabalhando atualmente com a divisão de competição da Nissan e colaborando com a Pescarolo-Dome nos seus protótipos.

Falamos sobre muitos assuntos, como Adrian Newey, então recém-formado que ele recebeu de braços abertos na Copersucar (as pessoas conhecem assim a Fittipaldi, então chamarei assim para facilitar). Contou que ele chegou com um projeto de carro protótipo já pronto embaixo do braço, com incrível riqueza de detalhes. Percebendo o talento e atenção para os detalhes de Newey, Ricardo já o colou direto para cuidar dos estudos em túnel de vento.

Sobre a F1 atual, muitas informações interessantes. Sobre a Ferrari, disse que com a saída do grupo liderado por Jean Todt, seria natural uma queda de desempenho  até formar-se outra equipe de mesmo nível para substituí-la

Para Divila, o grande mérito de nomes como John Barnard, Ross Brawn (Mercedes) e Mike Gascoyne (Caterham) mais do que o talento individual, é criar equipes coesas e eficientes de projetistas, saber cercar-se dos nomes certos (e possíveis).
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Perguntei se ele não voltaria para a Formula 1, meio que ele trabalhou com sucesso por muitos anos e ouvi que não se sente tentado a voltar a trabalhar nela com tantas restrições de regulamento e com carros conceitualmente muito distantes dos carros que andam nas ruas, de modo que essas limitações a novos conceitos não o seduzem, e está muito feliz nas suas "correrias" entre seus compromissos profissionais no Japão, Oriente médio e Europa.

Sobre aerodinâmica, contou uma coisa muito interessante. Nos modelos de turismo, os carros em escala que vão para os túneis de vento usam pneus/rodas duros, feitos de metal ou fibra de carbono. Na F1 pelo fato dos mesmos serem expostos e a atenção aos detalhes ser total que as equipes recebem réplicas dos pneus reais feitos pela própria fabricante pois a mera deformação das partes de cima e de baixo da peça  (em cima o pneu fica milimetricamente mais estreito e alto com a ação da força centrípeta e embaixo mais largo e achatado pelo peso do carro/pressão aerodinâmica) já influencia, além de alterar seu formato quando está com maior ou menor pressão aerodinâmica, quando inclinado lateralmente nas curvas, no "zero vírgula" que a categoria persegue.

Por fim falamos longamente sobre uma curiosidade: Sabe quantos carros Ferrari F150 do ano passado existem por aí? Mais de 20! Com a grande demanda por carros de F1 (não só da Ferrari) para eventos e exposições de parceiros, patrocinadores etc., existem empresas que fazem réplicas exatas para abastecer essa necessidade. A cada ano essas fábricas recebem os moldes reais das peças originais dos carros das principais equipes para que construam dezenas deles para serem exibidos ao redor do mundo para a alegria dos fãs com máquinas fotográficas. Os carros são reproduzidos nos mínimos detalhes (os moldes são originais, lembre-se) com cada asinha, curva no assoalho, etc. só que sem a mesma espessura em algumas peças (como o cockpit), oco por dentro (motor, câmbio, tanque de gasolina e demais sistemas eletrônicos e hidráulicos são desnecessários, já que não aparecem) e calçados em pneus promocionais super duros (os mesmos usados nas tais “filmagens promocionais” que as equipes fazem).

Um dia espero fazer uma entrevista com ele via internet ao vivo no meu programa.