Nessa preciosa fotografia conseguimos ver a olho nu o fluxo de ar que sai da traseira do carro de um Formula 1 (no caso, uma Red Bull), especialmente em contraste com as cores amarelas ao fundo da foto. Repare como o ar tem seu fluxo direcionado para cima pela asa principal e sobretudo pelo difusor do assoalho traseiro como. Esse fluxo se tornou visível por que o ar que sai de lá (que inclui o despejado pelos escapamentos e da carenagem que recobre o motor) é mais quente que o ar do ambiente, criando essa sutil e esclarecedora distorção visual.
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Umas palavras sobre a Williams
A Williams lançou suas ações para venda na bolsa de Frankfurt. Devido ao péssimo começo de ano seu valor já caiu mais de 27%, quase 1/3. A equipe não pontuou até agora e conseguiu (aplausos?) terminar um GP pela primeira vez na China, igualando na pista o 13º lugar da Lotus de Trulli como melhor colocação de chegada até agora.
O FW33 tão ousadamente concebido estaria apresentando nas quentes pistas do mundo resultados bem diferentes dos vistos nas frias pistas invernais europeias (cerca de 8 décimos aquém do que esperavam), deixando o diretor técnico Sam Michael e seus comandados os cabelos em pé e cadeiras balançando. Algo precisa ser feito. E está sendo.
Um grande pacote com novas asas dianteira e traseira e assoalho deve estrear na próxima etapa na Turquia e em seguida, em Barcelona, os escapamentos "a là Red Bull" voltam remodelados depois de apresentar problemas nos treinos da China. Aí é esperar que eles reduzam drasticamente a distância para suas rivais, que, não se engane, não estão paradas e também virão com várias novidades no mesmo período.
Se pensarmos que ano passado a Williams começou o campeonato com resultados discretos (mas já bem melhores que os desse ano) e depois se tornaram frequentadores de carteirinha da zona de pontos, creio sim na reação deles.
Tomara mesmo, pois seus poucos patrocinadores e investidores precisam de sinais fortes de que a "velha e boa Williams" ainda está lá para não abandonarem o barco, isso para não falar nas pretensões da equipe em atrair novos parceiros de peso para estampar seus nomes na sua quase vazia carenagem. Clique nas imagens para ampliá-las
O FW33 tão ousadamente concebido estaria apresentando nas quentes pistas do mundo resultados bem diferentes dos vistos nas frias pistas invernais europeias (cerca de 8 décimos aquém do que esperavam), deixando o diretor técnico Sam Michael e seus comandados os cabelos em pé e cadeiras balançando. Algo precisa ser feito. E está sendo.
Um grande pacote com novas asas dianteira e traseira e assoalho deve estrear na próxima etapa na Turquia e em seguida, em Barcelona, os escapamentos "a là Red Bull" voltam remodelados depois de apresentar problemas nos treinos da China. Aí é esperar que eles reduzam drasticamente a distância para suas rivais, que, não se engane, não estão paradas e também virão com várias novidades no mesmo período.
Se pensarmos que ano passado a Williams começou o campeonato com resultados discretos (mas já bem melhores que os desse ano) e depois se tornaram frequentadores de carteirinha da zona de pontos, creio sim na reação deles. Tomara mesmo, pois seus poucos patrocinadores e investidores precisam de sinais fortes de que a "velha e boa Williams" ainda está lá para não abandonarem o barco, isso para não falar nas pretensões da equipe em atrair novos parceiros de peso para estampar seus nomes na sua quase vazia carenagem. Clique nas imagens para ampliá-las
domingo, 24 de abril de 2011
Programa "Esporte Motor" 20/04/2011
Nesse programa fui sabotado por minha propria equipe de edição, que me puxou tapete ao vivo, tirando-me o norte. Mas o que é deles está guardado: Que mil carrapatos lhes invada as axilas e seus braços não se dobrem para combatê-los.
Esporte Motor 20.04.2011 from Edição allTV on Vimeo.
Esporte Motor 20.04.2011 from Edição allTV on Vimeo.
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Schumacher ou Rosberg?
Sim, estou viajando nesse feriado, também sou filho de Deus! Enquanto isso separei esses vídeozinhos para vocês verem até minha volta no domingo! Veja esse comercial da Mercedes:
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Por dentro do Motorhome da Ferrari
Depois de lhes apresentar um vídeo sobre a montagem do belíssimo motorhome da McLaren no ano passado, é hora de vocês conhecerem o da Ferrari e apresentado nada mais nada menos do que pelo novo "queridinho" da equipe, o bicampeão espanhol Fernando Alonso para um canal de TV espanhola com direito a uma discreta aparição de Felipe Massa saindo da cozinha:
terça-feira, 19 de abril de 2011
Red Bull e a bendita asa flexível
Ano passado devo ter criado uns 3 ou 4 posts sobre esse assunto. Esse ano a polêmica está presente de novo. Dessa vez, com mais detalhes. Não seria só a asa que, sob pressão do ar nas longas retas, penderia sua extremidades, como mostraram as foto ao lado, em comparação com a McLaren em Melbourne
Agora também se fala que o assoalho inteiro do carro é mais inclinado, com a frente mais baixa e a traseira mais elevada, de modo a propiciar algum ganho aerodinâmico com essa diferença de alturas entre a frente baixa e o fim alto (talvez uma diferença de pressão?) As imagens abaixo, colhidas no GP da China não deixam muitas dúvidas de que essa maior inclinação existe, e que segundo disse Rubens Barrichello, aumentar essa altura em apenas 1 milímetro (é milímetro mesmo, não centímetro) já altera todo o comportamento do carro. Imagine então quase dois dedos, como parece ser a diferença aferida no olhômetro?
"Ah, mas na foto acima a asa dianteira da Red Bull está quase na mesma altura da asa da Renault", dirá alguém. Sim, pois está numa curva de baixa velocidade, sem sofrer a ação da pressão do ar. Com o ar a quase 300 km/h a tendencia é repetir a cena acima.
Parece simples não é? Mas lembre-se que o carro todo foi projetado para trabalhar em função dessa altura diferente, então para as outras equipes copiarem não basta só levantar também, pois os resultados práticos podem ser até piores que os atuais se não for planejados com todo o cuidado, cálculos complexos, muitas horas em túneis de vento, simulações computacionais de dinâmica de fluidos (CFD), e tudo isso demora tempo e demanda grandes recursos financeiros e humanos.
Clique nas imagens para amplá-las
Agora também se fala que o assoalho inteiro do carro é mais inclinado, com a frente mais baixa e a traseira mais elevada, de modo a propiciar algum ganho aerodinâmico com essa diferença de alturas entre a frente baixa e o fim alto (talvez uma diferença de pressão?) As imagens abaixo, colhidas no GP da China não deixam muitas dúvidas de que essa maior inclinação existe, e que segundo disse Rubens Barrichello, aumentar essa altura em apenas 1 milímetro (é milímetro mesmo, não centímetro) já altera todo o comportamento do carro. Imagine então quase dois dedos, como parece ser a diferença aferida no olhômetro?
"Ah, mas na foto acima a asa dianteira da Red Bull está quase na mesma altura da asa da Renault", dirá alguém. Sim, pois está numa curva de baixa velocidade, sem sofrer a ação da pressão do ar. Com o ar a quase 300 km/h a tendencia é repetir a cena acima.Parece simples não é? Mas lembre-se que o carro todo foi projetado para trabalhar em função dessa altura diferente, então para as outras equipes copiarem não basta só levantar também, pois os resultados práticos podem ser até piores que os atuais se não for planejados com todo o cuidado, cálculos complexos, muitas horas em túneis de vento, simulações computacionais de dinâmica de fluidos (CFD), e tudo isso demora tempo e demanda grandes recursos financeiros e humanos.
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