quarta-feira, 6 de abril de 2011

GP da Malásia com chuva

Está se aproximando (em pouco mais de 24 horas os carros já estarão andando na pista) o Grande Prêmio da Malásia. A pista com duas longas retas deve permitir uma melhor observação e comprovação da eficiência da novas asas traseira móveis, mas a grande notícia para esse GP é a possibilidade muito grande de tanto treinos como corrida serem realizadas sob chuva, e quando chove por lá não costuma ser pouco:

Confirmando-se essas previsões acima do weather channel, (60% de chances de chuva para os três dias), a corrida promete ser muito mais imprevisível, tumultuada e mesmo perigosa do que o esperado e os novos pneus de chuva da Pirelli passarão por um verdadeiro batismo de fogo. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

O mega-livro da Ferrari

A Ferrari disponibilizou para reservas seu novo mega-livro chamado "Opus Ferrari", uma publicação de 857 páginas pesando 37 quilos contando toda a história da empresa de carros e equipe de competições. Os preços variam entre 3.200 dólares e 32.000 dólares (lá na Inglaterra, aqui deve ser mais caro  com os impostos e lucro do importados)

O belíssimo livro está sendo vendido em 3 luxuosas versões de colecionador:

Classic: Com capa de seda e com as assinaturas de Felipe Massa e Fernando Alonso por aproximadamente.








Cavallino Rampante
:
Com o logotipo usado nos carro colado na capa, essa edição limitada à 500 unidades terá assinatura de todos os "grandes da Ferrari", seja lá o que isso quer dizer.








Enzo:
Com apenas 400 cópias numeradas a mão, essa edição vem numa caixa de fibra de carbono e tem as assinaturas de todos os campeões vivos da Ferrari.






segunda-feira, 4 de abril de 2011

Novo papel de parede 2

Como prometido, de tempos em tempos (15  em 15 dias, preferencialmente, mas pode variar um pouco) vou trocar o papel de parede do BLOG e disponibilizar a imagem pra vocês. E a ótima a imagem que agora podem salvar é de Ronnie Peterson, James Hunt, Patrick Depalier e Mario Andretti em 1976. Clique na imagem para ampliá-la e salve!

Interlagos, segurança e a CBA


Depois do terrível acidente de Gustavo Sondermann no último domingo dia 3 de abril, muitas foram as vozes que, no calor do momento saíram em busca de culpados pelo terrível desfecho do acidente, inclusive eu nas primeiras horas. Depois, alertado por algumas poucas vozes mais abalizadas me calei e deixei a emoção diminuir antes de me pronunciar de maneira mais isenta e aprofundada sobre um tema tão delicado e emotivo. Soltei uma pequena nota no dia e só.

Passado o momento, atravessada a noite, resolvi encarar os fatos e voltar à carga sobre o assunto. O acidente foi terrível sim, em condições meteorológicas ruins com consequência na dramática redução de visibilidade dos envolvidos.

Aparentemente Sondermann teria sido tocado no lado de dentro da curva e a atravessou, sendo em seguida acertado por quatro carros, um de raspão, outro que arrancou sua traseira, o terceiro, de Pedro Boesel que desferiu o golpe mais violento e que teria sido o causador dos ferimentos mais graves (Pedro também se feriu, com fraturas no braço e ombro) e um quarto, que nada mais fez do que arrastar o carro de Sondermann por mais alguns metros como vemos nao vídeo abaixo:


Ha algumas coisas que se fazem necessárias esclarecer, sob o meu ponto de vista:

1ª - A total falta de culpa de todos os pilotos envolvidos. Tratou-se de um acidente de corrida e as condições não permitiam que qualquer um deles agisse de maneira diferente naquele momento.

2ª - O pneu traseiro direito montado no sentido inverso no carro de Gustavo não teria peso no acidente, pois não ocasiona perda de estabilidade, apenas menor tração e perda de tempo.

3ª - A pista não apresentava naquele trecho, nas palavras de Aluizio Coelho que dirigia o safety-car à Lito Cavalcanti, nenhuma poça d água que ensejasse condições particularmente ruins na curva do café.

4ª - Segundo relato do jornalista esportivo Octavio Muniz, não houve qualquer impacto do carro de Gustavo nos muros internos ou externos da curva do café.

5ª - Segundo o mesmo jornalista, o "Hans", protetor de pescoço, estava mal preso e essa folga teria permitido que a cabeça do piloto rotacionasse mais do que o corpo aguenta.

6ª - O impacto lateral é um dos mais terríveis à qualquer piloto, exatamente pelo menor possibilidade de absorção de impacto tanto do carro como do pescoço.

O que se pode extrair desse terrível desastre? Que os dirigentes da CBA, da Vicar, dos pilotos e demais envolvidos no automobilismo precisam se sentar e repensar os padrões de segurança existentes no momento para melhorá-los. A curva é insegura? Segundo pilotos é uma das mais temidas do calendário nacional, já matando o piloto de Stock Car Light Rafael Speráfico em um acidente muito parecido no fim de 2007 e um motociclista numa corrida recente lá, mas não ha qualquer problema no asfalto, sinalização e mesmo nos muros que desde o ano passado passaram a ser "softwall", que absorve mais o impacto que, repito, não ocorreu com o carro de Sondermann.

Os carros são inseguros? Aparentemente não. Numa batida lateral de alta velocidade e de proporcional magnitude até um carro de F1 não poderia garantir a total segurança de seu ocupante por conta da violência do impacto.

O que fazer então, para melhorar a segurança? Reativar a chicane existente (e que os próprios pilotos se mostraram contra no passado recente por ser "chata")? Reforçar ainda mais os carros? Reduzir a velocidade deles? Reprojetar a curva inteira, algo que teria custos proibitivos e demandaria uma engenharia colossal pelas condições do local? Não sei. Não sou técnico e não tenho a pretensão se saber as respostas. Para isso existem os engenheiros, médicos, pilotos, dirigentes etc que conhecem a fundo os carros, o corpo humano e a dinâmica dessas muitas e complexas variáveis.

O fato é que mesmo sendo uma fatalidade de corrida - mais uma nesse local -  algo precisa ser feito em favor dos que lá arriscam suas vidas para entreter milhares e enriquecer alguns. Quando o assunto é a vida, nenhuma preocupação é exagerada.

À frente dessas responsabilidades está a CBA, Confederação Brasileira de Automobilismo, que ja vem pressionada ha muito por pilotos, equipes e imprensa por se concentrar muito na arrecadação de taxas. Veremos se apresenta o mesmo interesse por melhorar as condições de segurança seus contrubuintes. Tomara.

domingo, 3 de abril de 2011

Gustavo Sondermann

Hoje presenciei um acidente fatal em Interlagos. Gustavo Sondermann morreu a pouco em consequência de uma forte batida na corrida chovosa da Copa Montana na curva do café, a mesma que viu a vida de Rafael Speráfico se esvair no fim de 2007.

Antes de buscar culpados vou serenar, acalmar e lembrar que automobilismo é mesmo perigoso e Interlagos é a pista mais segura do Brasil, aprovada pela sempre exigente FIA.

Minha solidariedade vai para a família do Gustavo, que agora esta mergulhada no desalento, na mais profunda e aterradora dor que ha.

Até amanhã.

ATUALIZADO: O hospital divulgou o boletim oficial do Gustavo Sondermann. Ele teve traumatismo craniano grave, hemorragia cerebral difusa e fratura da primeira vértebra cervical, que interrompeu o fluxo sangüíneo para o cérebro, tornando o quadro irreversível.
Daqui 10 horas vão repetir o exame neurológico para reconfirmar que não ha mais atividade cerebral (é o protocólo em situações como essa).

ATUALIZADO 2: Segundo o jornalista Octavio Muniz, uma fonte do hospital teria lhe contado que o problema foi que a proteção de pescoço de Gustavo (o equipamento "Hans") não estava bem presa, e o piloto ficou com a cabeça solta, podendo torcer o pescoço para qualquer lado na hora do impacto.







SPP e a Stock-Car



Estou na Stock Car em Interlagos. É interessante comparar o clima do evento, em tese o maior do Brasil com o da Formula 1, a maior do mundo que corre mesmo lugar. Claro que as instalações, luxo e até "fauna" local são compreensivelmente menos exuberantes, mas ainda assim algo desagradável liga as duas categorias: A "SPP". A "Síndrome do pequeno poder" é aquela doença que abate pessoas que normalmente tem vidas pacatas e ordinárias mas que vez ou outra por terem credenciais plásticas penduradas no pescoço se imbuem de transitória autoridade e se pavoneiam em exibi-la tal como suas rotundas barrigas.

Passeando pelas entranhas sociais do autódromo é comum cruzarmos com esses tipos, que se dividem em funcionários de segundo escalão da organização e convidados vips.

Na Formula 1 eles são mais numerosos e de fato mais poderosos (os dirigentes), mas nas categorias nacionais os do segundo grupo, os "vips", são os mais salientes em suas ações de auto afirmação.

Curioso esse mundo do automobilismo em que muitos orbitam e poucos de fato apitam. Felizmente na pista o espetáculo vale a pena, seja na Formula 1 seja na Stock. Quando puderem vão aos autódromos, é bem diferente da TV.


sábado, 2 de abril de 2011

Os buracos nos bicos dos F1

Um detalhe que pode passar desapercebido na Formula 1 é o bico dos carros. Mais precisamente aqueles pequenos buraquinhos que a maioria deles (mas nem todos) ostenta no seu meio. Qual a sua função? A função daquela abertura é exatamente aquela que parece ser: arrefecer, esfriar alguns sistemas elétricos e hidráulicos alocados perto daquela área.

Na foto abaixo vemos um carro da equipe Hispânia sem o bico montado, deixando à mostra os reservatórios e sistemas que recebem parte daquele refrescante fluxo de ar, ar este que continua fluindo até o interior do cockpit do piloto, também "esfrinado-o".

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Renault literalmente queima o asfalto

Essas 3 imagens coladas abaixo mostram um fenômeno interessante causado apenas pelo carro da equipe Renault. Ele queima o asfalto. Graças ao seu escapamento com saídas à frente nas entradas de ar laterais, o fluxo de ar muito quente do motor é direcionado diretamente para as laterais do carro, junto ao asfalto, literalmente queimando a sua superfície após algum tempo de exposição. Note que o mecânico da equipe se preocupa em manter um ventilador apontado para aquela direção no momento que o carro encosta, mas mesmo assim o calor é muito grande e deixa sua marca. Até a pintura que demarca a posição do carro parar no pit-stop é interrompida naquela área para não ser derretida, veja:

Fico com dó de algum mecânico que por desatenção esqueça mesmo que por poucos segundos o pé perto dessa área de perigo na hora que o carro acelerar...

Clique na imagem para ampliá-la