segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Imagens do McLaren 2011 vazam

Uma inocente visita ao museu da McLaren em sua sede acabou rendendo mais do que o inicialmente imaginado. Como a fábrica dos carros de F1 opera no mesmo lugar, todo envidraçado, um visitante conseguiu fotografar fortuitamente a construção do modelo 2011.

A imagem, de 29 de Novembro, não entrega muito do desenho do novo carro, mas pode-se perceber claramente que aquelas laterais elevadas perto do bico, como a Red Bull usou nos últimos anos e várias equipes a copiaram, não foi seguida pelo pessoal de Woking.

Veja a imagem do MP4-26 de Lewis Hamilton e Jenson Button sendo construído no canto direito da foto acima e sua ampliação no detalhe abaixo: (Clique nas imagens para ampliá-las)


sábado, 11 de dezembro de 2010

Asa traseira móvel



As grandes novidades da F1 2011 anunciadas pelo Conselho da FIA em Mônaco ontem foram as regras mais claras para o uso da asa traseira móvel e a remoção do artigo que proibia as ordens de equipe. Houveram outras novidades acerca do fechamento dos boxes, largura da faixa de rolagem nos boxes etc, mas as principais novidades que percebermos nas pista são as duas primeiras que mencionei.

Hoje falarei das asas traseiras móveis. Senão, vejamos:

A asa traseira móvel só poderá ser utilizada quando o competidor de trás estiver a menos de um segundo do competidor à sua frente. Só quem está atrás pode usar. A medição do "1 segundo de distância" se dará com base na cronômetragem e terá que ser autorizada caso a caso, pelos conselheiros desportivos da FIA que estiverem na corrida. Aparentemente tudo muito simples não?

Não. Essa cronometragem onde será auferida a "diferença autorizativa" de menos de 1 segundo, será com que base? Na última volta? No último trecho cronometrado? Em algum outro dispositivo (GPS) que mede em tempo real dos carro na volta inteira? Não se sabe.


Pois bem, com isso ainda indefinido, suponhamos que uma equipe com base no ponto de cronometragem "X" percebe que seu piloto está a menos de 1 segundo atrás de seu competidor pede a FIA autorização para o uso da asa, a FIA analisa e concede o direito de inclinar a asa.
Ora! Até esse procedimento todo ser autorizado e posto em prática pelo menos 4, 5 curvas já foram percorridas e a distância de 1 segundo foi alterada! E aí? A equipe rival vai apelar da decisão?

Suponhamos então outro caso: Um piloto está a mais de um segundo atrás de seu rival, disputando a 19ª colocação, só que o piloto a sua frente erra o ponto de freada e quem está atrás vê-se subitamente encostado em seu rival, a menos de 1 segundo! sua equipe corre para pedir autorização para usar a asa móvel. Só que nesse momento outros 4 carros estão em situação semelhante e se forma na porta da torre de controle uma pequena fila para concessão da autorização de uso da asa e todos perdem tempo e o momento de ultrapassar se perde... Ou se o pedido é por rádio ou telefone, as linhas ficam congestionadas e alguém sempre ficará na espera, se ferrando. E aí?

Vamos a mais um caso! Nas primeira voltas, vale usar isso? Afinal, pelo menos por 3 ou quatro voltas iniciais teremos a maioria dos carros a menos de 1 segundo atrás de seus rivais. E aí quem está atrás de alguém vai querer usar a asa, mas quem está a sua frente também está atrás de alguém e também vai querer usar a asa, e assim sucessivamente, anulando em parte o objetivo do uso delas. Além disso nessas voltas iniciais os conselheiros da FIA terão que analisar dezenas de pedidos várias vezes na mesma volta, pois teremos dezenas de carros encostados um nos outros. E aí, como eles vão dar conta de verificar e responder com celeridade a tantos pedidos simultâneos? Imagine em um circuito travado como Mônaco, Valência, Singapura, Abu Dhabi, Hungria entre outros se algum piloto um pouco mais lento segura todo um pelotão...

Muito bem. Com base nesse cenário de caos inadministrável, imaginemos que a FIA conceda então às equipes autonomia para usar a asa quando elas mesmas verificarem que estão a menos de 1 segundo de seu rival a frente.

Então uma equipe usa o trecho "X" para mostrar que está a 0,997 atrás e autoriza, mas a equipe do rival a frente certamente pode discordar disso porque tem como base o ponto "Y", onde seu piloto já estava a mais de 1,002 segundos a frente. E aí?

Mesmo que a FIA defina um ponto de cronometragem específico único, a decisão então terá sempre como base um momento que se alterou na prática e mesmo assim teremos centenas de pedidos ao longo da corrida para serem analisados por 3 ou 4 pessoas, as mesmas que em tese já estavam ocupadas esse ano verificando o comportamento em pista dos 24 pilotos e 12 equipes em manobras polêmicas, chicanes cortadas, linha de saída de boxes não respeitadas, pit-stops desastrados, etc.

Do jeito que foi apresentada sem detalhes e com regras difíceis de serem aplicadas na prática, haverá sobrecarga dos agentes da FIA encarregados de analisar os pedidos, erros, demora, contestações durante e após as corridas e margem para muita reclamação das equipes e torcedores. Só quero ver como vão resolver isso...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: Ferrari

Depois de um ano praticamente perdido em 2009 com um carro ruim e um de seus pilotos nocauteado por um acidente no meio da temporada, a equipe italiana radicalizou: Demitiu seu piloto mais caro o ex-campeão mundial (pela própria Ferrari) Kimi Raikkonen, mesmo mantendo o pagamento de seu salário por mais um ano e contratou para seu lugar o bicampeão Fernando Alonso.

Além disso, diferentemente da Mclaren que se esforçou para recuperar a competitividade de seu carro ainda durante aquela temporada, preferiram enterrar os desenvolvimento do F60 e focar no carro de 2010, que seria em tese o carro para voltarem ao topo.

Com os primeiros dias de testes do carro 2010, ao mesmo tempo que ficou claro se tratar de um carro melhor que seu anterior, ja apareceram os primeiros rumores de que o carro não seria rápido o suficiente e precisaria ser amplamente revisto numa segunda versão, conforme cantei a bola AQUI .

Iniciado o campeonato, a vitória de Alonso no Bahrein iludiu os mais entusiasmados que chegaram a acreditar que seria uma temporada arrasadora da esquadra Italiana.

Mas o engano foi passageiro. Terminada a corrida inicial evidenciou-se que o carro não tinha a mesma velocidade de suas rivais Mclaren e sobretudo, Red-Bull, tanto que só foram ganhar de novo depois de 10 corridas e, para coroar, ainda foi a mais suja, vil, baixa e torpe vitória do campeonato de 2010, com Felipe Massa sendo obrigado a dar passagem a Fernando Alonso para logo em seguida ambos fazerem discursos afinados de que nada aconteceu e que não houve ordem.

Desde então a Ferrari passou a ter sua própria e numerosa torcida contra, sobretudo porque suas duas rivais diretas davam provas, em todas as corridas, de que seus pilotos recebiam um tratamento realmente igual para disputar o título.

O carro desde o meio do ano entretanto, melhorou, passando por várias modificações aerodinâmicas e mecânicas (lembrem-se dos motores que quebravam) e chegou a um nível de competitividade que permitia pontuar mais robustamente e aproveitar os vacilos da Red Bull quando essa cometia algum erro ou sofria problemas e perdia corridas ganhas, o que permitiu a Alonso chegar na etapa final na improvável posição de favorito e líder do campeonato.

Mas eis que o destino aprontou das suas e o Espanhol caiu do cavallino e perdeu o campeonato encaixotado atrás da improvável Renault de Petrov enquanto Vettel saboreava mais uma de suas vitórias, essa definitiva e arrebatadora.

Quanto à seus pilotos, bem, não ha muito a se dizer que já não seja sabido: Fernando Alonso deu um banho em Massa em todo o ano, sobretudo em sua metade final. Massa sofreu com os novos pneus que não aqueciam como deveriam e nem ele nem a Ferrari conseguiram resolver completamente esse problema na temporada. Além disso, aquela ultrapassagem de Alonso nos boxes da China serviu de alerta a Felipe que seu companheiro seria muito mais duro do que ja prometiam os especialistas. O fato é que Alonso construiu pouco a pouco uma vantagem na pontuação relevante o suficiente a ponto de convencer a Ferrari a fazer uso da imoral ordem interna para fazer Felipe ceder sua vitória na Alemanha. Nesse momento ele percebeu que apesar de seus nove anos de vínculo com os italianos, foi o espanhol e em apenas 6 meses que conquistara a confiança, simpatia e até preferência da equipe e isso jogou sua motivação ja abalada por um carro pouco feliz ao seu estilo de pilotagem, no subsolo.

2011 deverá ser para a Ferrari um ano melhor em matéria de carro, que segundo (sempre) prometem, será mais veloz que esse desde o começo. Para seus pilotos entretanto, vejo uma situação perigosamente estabilizada com Alonso confortavelmente instalado na posição principal e Massa na secundaria. Caberá ao brasileiro rearranjar suas forças para superar o espanhol nas pistas - desde o começo do ano - e reconquistar a confiança da equipe para evitar ter que ouvir novas mensagem desagradáveis pelo rádio, especialmente agora que elas foram liberadas pela FIA.

O poder de reação de Felipe Massa em 2011 será decisivo para sua carreira na Ferrari com consequências diretas no seu futuro na F1. Se ele for bem, a escolha entre ficar na Ferrari ou aceitar convites de equipes boas e com possibilidades de lhe dar um carro para disputar título será dele, que estará no controle da situação. Já se seu desempenho for medíocre, parecido com o desse ano, poderá até ser dispensado da Ferrari e convites em equipes "menos boas" é o que restarão e consequentemente suas chances de título minguarão. Mas não se iludam, Felipe não entregará os pontos sem muita luta.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: Mercedes

Consagrada campeã de construtores em 2009 e tendo seu piloto levada também o título de pilotos, a Brawn GP foi comprada com grande alarde pela montadora Mercedes Benz. Sua primeira contratação foi Nico Rosberg, que faria dupla com Jenson Button, só que esse preferiu ir para a Mclaren onde acreditava que encontraria um equipamento ainda melhor e um desafio novo em sua carreira.

Com isso o novo time foi atrás de sua nova estrela, a maior do automobilismo alemão e amigo do chefe de equipe Ross Brawn: Michael Schumacher.

Com o heptacampeão aceitando voltar à F1 pela atual equipe campeã criou-se uma enorme expectativa de que estariam reunidos novamente todos os ingredientes para disputar o título de 2010.

Só que não foi isso que se viu. O fato da equipe ter corrido 2009 com um orçamento bem menor do que suas rivais mais fortes e disputar o título até a penúltima etapa do mundial, consumiu recursos financeiros, técnicos e tempo que já poderiam estar sendo usados na concepção do carro 2010. Com isso o carro nasceu mais cru e com menos refinado do que seus rivais, não se adaptando tão bem aos novos pneus dianteiros mais estreitos, entre outros.

Além disso, a principal aposta do time - Schumacher, sentiu o peso de estar inativo por 3 anos, demorando a pegar o ritmo de um GP e mesmo conseguir extrair o máximo do carro em uma volta lançada, que era seu forte. Acrescente a isso o fato do carro ter sido concebido para o estilo de pilotagem de Button, completamente diferente do seu (com tendência a sair de frente, ao invés de sair de traseira como prefere) e ao orçamento ainda não tão grande a ponto de possibilitar modificações profundas ao longo da temporada. Ah, e isso pra não esquecer que os testes eram limitados na pré-temporada e proibidos ao longo do ano, o que não ajudou em nada na ambientação do veterano piloto alemão.

Com todos esses fatores quem acabou se destacando foi o de certa forma subestimado Rosberg, que estava completamente ativo nos últimos anos de F1 e preparado para extrair o máximo de seu carro, chegando ao pódio algumas vezes durante o ano, sobretudo no começo do campeonato quando o carro estava com seus desempenho mais próximo ao dos carros líderes Red Bull, Mclaren e Ferrari.

Para 2011 a expectativa é que o carro nasça mais ao gosto de Schumacher, que estará mais adaptado à F1 e podendo medir-se com o fortalecido Rosberg num ambiente de aparente igualdade de condições naquela que poderá ser sua última temporada na F1 caso decepcione novamente. A equipe em si dispõe agora de um orçamento maior para poder encostar técnicamente em suas rivais e começou a pensar no carro do ano que vem com muito mais antecedência, podendo finalmente meter-se, como se esperava esse ano, numa encarniçada quadriplice disputa pelo título.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: Renault

Depois de ter 75% de suas ações vendidas a um desconhecido grupo de investidores chamados Genii no fim de 2009, a Renault entrou em 2010 desacreditada por ser agora, em tese, de gente que nada entende de F1 e poderia minar os avanços da equipe.

Quando lançaram o modelo R30 então, muita gente reforçou ainda mais essa impressão, porque o carro, sem além de não ostentar nenhum patrocinador na carenagem além do parceiro de combustivel e logotipo da própria montadora francesa, parecia visualmente uma simples evolução do fracassado R29 do ano anterior , de modo que muitas foram as vozes que lamentavam a canoa furada em que Kubica inadvertidamente se metera.

Só que o ano começou e o R30 se mostrou bastante competitivo, sendo o único carro capaz de incomodar Mclaren, Ferrari e Red Bull e ocasionalmente a Mercedes (de Rosberg) mas isso apenas na mão do piloto da Polônia.

No outro cockpit sentava-se o russo Vitaly Petrov, oriundo da GP2 onde acabara de ser vice-campeão (atrás de Nico Hulkenberg) depois de quase 4 anos na categoria, trazendo patrocínios e a atenção de seu país, um importante ponto de interesse de Bernie Ecclestone.

Desde o inicio da temporada ficou claro o papel de liderança exercido por Kubica, que ditava o ritmo da equipe e cobrava por constantes evoluções, no que era atendido pelas diversas e variadas atualizações que a equipe trazia em quase todas as etapas.

Conforme o tempo foi passando, ficou mais claro que apesar de não terem um orçamento tão folgado como o das líderes, se tratava de uma equipe muito coesa e dedicada, mérito também do chefe de equipe Eric Boullier, que tocou a estrutura enxuta, mas a essas alturas já com alguns patrocinadores interessantes, com grande eficiência e sabedoria.

Terminado o bom ano solidamente encastelados na 5ª posição do Construtores, ficou a sensação que só não incomodaram mais a M

Para 2011 a Renault deverá ter um carro nem condições ainda melhores, quem sabe beliscando uma ou outra vitória na mão do Polonês, uma vez que também não enxergo objetivamente condições financeiras para um salto qualitativo que a permita disputar o título em pé de igualdade com as equipes maiores.

As duvida permanecem sendo quem será o companheiro de Kubica, que por si só não é nem tão importante assim, provavelmente com a manutenção de Petrov e, sobretudo, se  a equipe será mesmo comprada pela Proton que brigou com seu ex-sócio Tony Fernandes na Lotus com quem trava uma batalha pra levar para as bandas de Enstone esse nome, conforme contei AQUI.

Coluna da REDETV

Minha mais recente coluna no portal da REDETV versa sobre as corridas de GT1 e GT Brasil ocorridas em Interlagos no fim de semana dos dias 27 e 28 de Novembro e que acompanhei "in loco".

Quatro corridaças, aliás, transmitidas pela própria REDETV.

Leiam a íntegra AQUI!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Barrichello no Williams 2011

Rubens Barrichello provou nessa segunda-feira em Grove, na sede da Williams na Inglaterra, o molde do banco de seu novo carro 2011. Os detalhes do carro não estão visíveis, bem como a cor final, que nesse modelo ainda é branco mas que não deve refletir as cores finais do carro, tendentes ao azul, tradicional da Williams.
O macacão do piloto também deverá ser outro visto que os patrocinadores irão mudar.

  • Aproveite e leia o "Balanço de temporada" da equipe Williams clicando aqui.
  • Leia também o artigo explicando a atual disputa pelo nome "Lotus" na F1 clicando aqui

Veja:  (Clique na imagem para ampliá-la)

SIGA-ME NO TWITTER: @inacio1

Balanço da temporada: Williams


Outrora grande e poderosa, a Williams enfrenta desde o fim de 1997 o declínio de seu desempenho nas pistas. Mas do fim de 2005 em diante esse declínio teve um fator a mais e mais grave: Numa Formula-1 dominada por motadoras milionárias ou proprietarios bilionários, os ingleses passaram a sentir ausência de um grande parceiro técnico e financeiro como a BMW. Conclusão? As temporadas de 2006, 2007, 2008, 2009 foram todas medianas para a equipe, sem jamais estar posição de disputar títulos ou sequer vitórias. Nesse cenário, 2010 seria um ano ainda pior.

Com o fim da parceira com a Toyota em 2009, tiveram que adaptar seu carro já avançado no projeto aos novos e desconhecidos (em desempenho) Cosworth. Isso lhes custou 6 semanas de desenvolvimento,  pois enquanto suas rivais se concentravam em apurar aerodinamicamente seus projetos finais, a Williams corria atrás de  alterar as estruturas do chassis, câmbio, suspensões, sistemas hidráulicos, distribuição de peso, sistemas de arrefecimento, escape etc para receber o novo motor. Esse tempo e recursos despendidos os deixaram para trás no inicio da temporada.

Além disso, tinham 2 pilotos novos na casa, o então campeão da GP2 Nico Hulkenberg e o veterano Rubens Barrichello eqgresso da campeã Brawn. E essa foi a "sorte" da equipe. Sorte entre aspas, porque contavam com ela desde o começo. Rubens Barrichello com sua experiência em diversas equipes e conhecido acertador de carros aos pouco foi mostrando o caminho das pedras para a equipe, o que acarretou inclusive mudanças nos seus tuneis de vento para se tornarem mais precisos, seguindo os apontamentos do brasileiro.

O resultado é que já antes do meio do ano a equipe que outrora lutava para se classificar lá pela 12ª, 14ª posições, passou a ser visitante habitual - com seus dois carros - no TOP 10 das classificações aos sábados e a pontuar com regularidade nas corridas, alcançando até um 4º e um 5º lugares com Barrichello capitaneando a equipe na sua ressurgência no meio do pelotão.

Um fator que colaborou com o desempenho da equipe foi o ganho de consistência de Hulkenberg, que já mais experiente e ambientado ao carro passou a acompanhar de perto, quando não superar, o desempenho de Barrichello em algumas ocasiões no fim do ano.

Outra coisa que também ajudou a equipe foi a melhora do motore Cosworth, que chegou a ter sua permanência com a equipe ameaçada para 2011 devido a problemas crônicos de desgaste do motor que tinham como conseqüência maior a perda significativa de potência conforme seus motores iam se tornando mais velhos, problema esse resolvido a contento pelo fabricante inglês, que continuou a evoluir ao longo da temporada até atingir níveis de desempenho similares aos de seus rivais Mercedes, Renault e Ferrari.

Todos esses fatores positivos levaram a equipe a superar no fim do ano sua rival Force-Índia na classificação do Campeonato de Construtores, o que além de ser melhor para a imagem da equipe, lhe garante mais alguns milhões de euros para o ano que vem. O lado negativo, entretanto, é que esse desempenho não foi suficiente para evitar a perda de vários grandes patrocinadores, como RBS, Phillips, Allianz e McGregor, desfalcando grandemente o orçamento da equipe para os anos seguintes (os contratos de patrocínios normalmente são de 2 anos ou mais).

Como conseqüência imediata, Nico Hulkenberg, um piloto de talento comprovado e que conseguiu demonstrar isso mais claramente na segunda metade do ano, perdeu sua vaga para Pastor Maldonado, um Venezuelano rápido, sim, mas que sinceramente não vejo com talento suficiente para chegar a um tíulo de F1, diferentemente de Nico. Mas... e há sempre um “mas”, ele vem com a carteira recheada de dinheiro  (dizem que pode chegar a mais de 60 milhões de reais) da PDVSA, a petroleira estatal de seu pais, o que é mais do que bem vindo no atual momento da Williams.

Em 2011 a Williams não deverá da um enorme salto e disputar pódios regularmente, não se iludam. A Williams deverá, sim, começar o ano numa condição bem melhor que iniciou 2010, provavelmente até melhor que encerrou esse ano, isto é:  Pontuando regularmente e se classificando com freqüência entre os 10 primeiros, isso porque aquela grande perda de tempo que teve com as adaptações de motores não se repetirá, podendo a equipe dedicar todos os seus recursos em sua completa base em Grove aos avanços do carro em si, já com as valiosas contribuições de Barrichello desde a sua cncepção do FW33, o que não ocorreu no carro do ano passado, uma vez que o brasileiro pegou o carro já praticamente pronto.

A ver.