segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O ano da Williams

 - Post 500 -

Quem lê o título desse post pode ser levado a crer que se tratará de um texto recheado de otimismo e apontamentos dos "porquês" 2011 será um ano glorioso para a equipe inglesa

Não é.

Ok, ha algum otimismo, mas não ufanista, e escrevo principalmente sobre a importância desse ano para a equipe e porque o FW33 tem a missão importantíssima de recolocá-la no mapa das grandes equipes, ainda que não no topo delas.

Com a debandada geral de patrocinadores no fim de 2010 a Williams assinou com Pastor Maldonado porque ele traria pesadas cifras da petroleira PDVSA, que em conjunto com uma racionalização dos investimentos e gastos da equipe lhe dariam (ou darão) o suficiente para atravessar a temporada de 2011 com um orçamento razoável e definido.

Além da PDVSA não notamos outros patrocinadores de peso entrando aparecendo na carenagem do carro, pelo menos não ainda, o que significa que a equipe não atravessa um momento de grande atratividade comercial.

Com tudo isso em mente o papel de Rubens Barrichello ao municiar a equipe durante o período de 2010 com informações e impressões precisas sobre os rumos a tomar na criação e desenvolvimento do carro de 2011 se tornou vital para um ressurgimento da equipe.


O FW33 foi o primeiro projeto mais ousado da equipe em anos, e ousadia na medida certa, ainda que custe um pouco de confiabilidade no início, costuma também ser pré-requisito pra bons desempenhos e escalada na tabela de pontos. Carros conservadores só dão certo quando conservam algo reconhecidamente vencedor e com sobras (Williams FW14, 14B e 15C e Red Bull RB5, 6 e 7 são exemplos), o que não era o caso dos últimos carros da equipe, tornando a ousadia do carro 2011 mais do justificada, necessária.

Adam Parr, presidente da Williams tomou portanto a decisão correta ao autorizar o planejamento e concepção desse carro novo, pois ele sabe que se a equipe não melhorar a olhos vistos seu desempenho nas pistas já esse ano, aproveitando-se da valiosíssima experiência, velocidade e motivação de um piloto que entra na sua 19ª temporada de F1, se tornará cada vez menos atraente para patrocinadores (e porque não, potenciais compradores de suas ações na bolsa), e sem eles não ha dinheiro para a contratação dos melhores pilotos e mesmo engenheiros, criando um círculo vicioso que arruinaria a equipe que vem se tornando figurante na F1 desde o fim da parceira com a BMW em 2005, temporada, aliás, que já não ganhou mais corridas.

Com a saída de Rosberg em 2009 e Hulk em 2010 a equipe em tese perdeu dois nomes de potencial comercial e apelo jovem, mas com a presença de Barrichello ganhou recursos técnicos inestimáveis que felizmente vem sendo capitalizados, recursos esses que creio dever ficar na Williams até pelo menos 2012, pois vejo Barrichello extremamente competitivo e feliz com o que faz, assim como a equipe com seu trabalho, especialmente agora com a entrada de outro piloto novato.

A verdade é que a equipe de Frank Williams vive nesse ano um momento decisivo, sabe disso e parece ter se preparado para de fato reiniciar sua caminhada rumo ao protagonismo na F1, aliando a ousadia na medida do carro, a experiência e motivação de Barrichello e os recursos financeiros e arrojo de Maldonado, que quer mostrar que é mais que um saco de dinheiro no grid.

PS: Esse é o post de Nº 500 do meu blog, obrigado ao vocês leitores que tornaram meu blog relevante, que o divulgam em seus Twitters, E-mails e Facebook e lêem meus posts diários!

8 comentários:

Franciele disse...

Bom dia josé inácio

É primeira ves que faço um comentario neste blog, quero te dar os parabens pelas materias pois sao muito esclareçedoras e de grande valia para nos leitores.
Eu gostaria que voçe falase um pouco sobre o cambio inovador da willimas que li numa materia hoje.Obrigado.

sergio disse...

Muito legal suas colocações.
Abraço,
Sergio A. Barrichello

Anônimo disse...

Parabéns pelo excelente Blog!! Torço muito para que a Williams volte a ser grande através das mãos de Rubens, se a equipe conseguir uma performance boa durante a corrida o que faltou no ano passado, terá dado um grande passo.

andre jung disse...

parabéns pelo post 500, parabéns pelo blog!

WBrandt disse...

Concordo. Vejo esse ano como um ano decisivo para a Williams... e da Cosworth também. Go Williams!!! Go Rubens!!!

José Inácio Pilar disse...

Obrigado pessoal. E que venham mais 500.000, ainda que trabalhando de graça, hehehe!

Andre Jung é o André Jung que estou pensando? Se for, peço mandar seu e-mail para blogevoce@gmail.com , gostaria de entrar com contato com você, abraços

Pessin disse...

Parabéns pelos 500, Inácio. Aliás, em belo post para comemorar.
Abraço

Saulo Bastos disse...

José, excelente e entusiasta seu texto. Vamos aguardar o desenrolar da temporada.