domingo, 24 de novembro de 2013

O adeus dos motores V8 da F1 até estourá-los!

Acelerando até o fim
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Após terminada a corrida, enquanto todos empacotavam suas coisas, as equipes Caterham e Red Bull já com seus carros parcialmente desmontados, reuniram os presentes e ligaram por uma última vez seus motores 2.4L V8 da Renault e os levaram além da rotação máxima de 18 mil rpm (até as 22 mil e estourá-los, no caso da Red Bull) para uma despedida oficial desse tipo de propulsor da categoria, que passará a acomodar os novos motores V6 1.6L turbo com motores acoplados à uma fonte de potência elétrica semelhante ao KERS só que mais forte a partir de 2014.



A mesma Renault já havia feito uma despedida semelhante em 2005 quando os motores 3.0 V10 também se deixaram de ser utilizados pela categoria. Achei que essa foi uma singela mas bela homenagem num dia que se viu a despedida de Massa da Ferrari (AQUI), de Webber (AQUI) e dos motores Cosworth (foto menor) da Fórmula 1.

Que maldade...


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Olha a piadinha que fizeram com Max Chilton, o piloto da Marussia e eterno último colocado dessa temporada... A foto acima mostra Romain Grosjean correndo a pé após o motor de sua Lotus quebrado, com a seguinte frase em inglês: "ainda assim mais rápido que Chilton". Que maldade...

O último adeus da Ferrari a Massa




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A Ferrari divulgou essa foto com todos reunidos e vestidos com camisetas especiais com as cores do capacete do brasileiro e com a inscrição "obrigado Felipe" para a última foto de adeus a Felipe Massa, que a partir de agora passa a bater cartão na equipe Williams.

Imagem da corrida




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Definitivamente essa foi a imagem da corrida de hoje: Mark Webber sem capacete, balaclava e luvas pilotando seu Red Bull de volta para os boxes de cara para o vento sem se importar com eventuais multas ou penalidades da FIA. Amanhã sai minha "análise equipe-por-equipe" do GP Brasil de F1, o último dos motores Cosworth, do mesmo Webber da foto acima e provavelmente de alguns outros pilotos do meio do pelotão para trás também...

sábado, 23 de novembro de 2013

Hulkenberg na Force Índia

Segundo garante a revista Auto Motor und Sport, depois de tanto esperar pelo chamado de uma equipe grande e ver-se preterido por elas, Nico Hulkenberg resolveu não arriscar ficar a pé novamente como em 2010 e fechou contrato para voltar a correr pela sua antiga equipe de 2012, a Force Índia.

O talentoso alemão esperava até pouco tempo atrás por uma definição da Lotus, mas com o tempo passando e o imbróglio financeiro da equipe permanece e as negociações com o fundo de investimentos Quantum nunca saindo do papel, parece que preferiu a segurança de uma equipe média do meio do grid, confirmando uma vez mais as previsões de Eddie Jordan que havia cantado essa bola mês passado. O companheiro dele, ao que tudo indica deverá ser seu compatriota Adrian Sutil.

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Em isso se confirmando, a vaga que ele ambicionava na Lotus e que a própria equipe dizia abertamente que gostaria de garantir a ele deve mesmo ficar para Pastor Maldonado e seu gordíssimo patrocinador, a petroleira venezuelana PDVSA (Sérgio Perez, também com bolsos recheados, poderia voltar para a Sauber), que segundo alguns comentam, poderia aumentar ainda mais os valores pagos em relação ao que desembolsam na Williams.

Sobre as negociações da Lotus com a Quantum, elas continuam acontecendo, mas mesmo que finalmente o acordo saia do papel e o dinheiro chegue para apagar o incêndio financeiro imediato, a impressão que tenho é que essa sociedade será no mínimo de alto risco para a equipe a médio e longo prazo, quando mais injeções de dinheiro e uma melhor gestão da equipe se fizerem necessárias, lembrando que o homem que sempre fala pela Quantum não é bem visto no meio e tem processos nas costas.

Vamos aguardar um comunicado oficial...

ATUALIZADO: O jornal alemão Bild reitera que Hulkenberg realmente já assinou seu contrato com a equipe Force Índia e acrescenta também que seu companheiro de equipe em 2014 deverá ser Sérgio Perez, não Adrian Sutil. A ver...

GP Brasil - Classificação


E na chuvosa classificação do GP Brasil de Fórmula 1, Vettel nadou de braçada, com o perdão do trocadilho rasteiro. A terceira parte da classificação foi sucessivamente adiada pela caldalosidade da chuva e só ocorreu 45 minutos após o previsto. Vejamos agora quem ganhou e quem perdeu na última prova de classificação da temporada 2013:


 QUEM GANHOU:
  • Vettel, com sua 45ª pole position. Esse é mais um recorde que ele deve quebrar em sua carreira
  • Rosberg, conseguindo se aproveitar da pista molhada para diminuir um pouco a diferença para Vettel
  • Alonso, que também soube capitalizar a pista molhada para uma normalmente ente terceira colocação no grid e ainda pediu desculpas à equipe por não poder fazer melhot, no que ouviu pelo rádio: "Eu não creio que você algum dia precise se desculpar para nós." Que moral, heim.
  • Ricciardo e Vergne, colocando os dois carros da Toro Rosso no Q3.
  • Bottas, à frente das duas McLaren e bem a frente de seu companheiro Maldonado.
  • Paul Di Resta, uma vez mais à frente de Sutil.
  • Ferrari, que pelo menos na classificação chuvosa parece poder chegar à frente das Lotus e assim manter o terceiro lugar na tabela de construtores.


QUEM PERDEU:
  • Webber, sem tirar o coelho da cartola em sua corrida final.
  • Massa, que não conseguiu uma posição melhor em sua corrida de despedida da equipe italiana.
  • Hamilton, surpreendeu na primeira fase, mas nas outras ficou pra trás.
  • Kovalainen, que não passou para o Q3, acusando a natural falta de prática com o carro.
  • A dupla da McLaren, fora do Q3, ainda por cima com Perez se acidentando no fim do Q2 e Button sem mostrar particular brilho.
  • Maldonado e Gutierrez, eliminados no Q1
  • Sutil, apagado.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Massa usa macacão e capacete especiais



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Felipe Massa está usando um macacão e um capacete especiais em seu GP de despedida da Ferrari. O casco, pitado por Alan Mosca, é de uma core vermelha escura e traz referências as suas corridas na equipe italiana e o macacão tem as cores verde e amarelas num grafismo que lembra o que é usado tradicionalmente em seu capacete, misturados ao vermelho de sempre, veja!

Lotus segue perdendo talentos...

Depois do piloto Kimi Raikkonen e o diretor técnico James Allison se bandearem para a Ferrari, o chefe de aerodinâmica da Lotus Dirk de Beer também se bandeou para lá. Passado algum tempo, foi a vez do chefe de aerodinâmica computacional (CFD), Jarrod Murphy, sair de Enstone com destino à rival Mercedes.

O tempo continuou passando, o dinheiro dos tais investidores continuou não aparecendo, Kimi ameaçou parar de correr ainda durante a temporada por levar o calote (acabou parando de qualquer jeito para operar suas costas, num timing que deve ter a ver com a inadimplência da Lotus) e a insegurança financeira deve ter se aprofundado entre os funcionários da deficitária organização, pois mais dois técnicos da importante área aerodinâmica da equipe também pediram as contas.

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Paul Cusdin
e James Crook já estão a caminho da Caterham e agora teriam sido liberados mais cedo numa negociação entre as equipes para que Heikki Kovalainen pudesse assumir a vaga de Raikkonen nas duas últimas etapas. Aparte isso, a Lotus é a única equipe que ainda não anunciou oficialmente com que motores irá correr a partir de 2014, ainda que tudo se encaminhe para continuar sendo a Renault.

Diante de tudo isso, mantenho minha pergunta formulada meses atrás: Será que com tantas perdas na área técnica (ainda que repostas por outros profissionais), falta de dinheiro para pagar as contas mais básicas -como salários dos pilotos! - e a duradoura insegurança de um duvidoso sócio-investidor que fica eternamente para comparecer financeiramente mas que nunca deposita o dinheiro a equipe Lotus poderá repetir o êxito desses dois últimos anos com o carro de 2014, um projeto que por sua complexidade e novidade exige muito investimento técnico e financeiro?