terça-feira, 15 de abril de 2014

Suspensão ativa pode voltar à Fórmula 1

A super Williams FW14B de 1992 e sua suspensão ativa sendo testada nos boxes
O grupo de estratégia da Fórmula 1, formado por Ferrari, McLaren, Mercedes, Red Bull, Williams e um membro rotativo (atualmente Lotus) está considerando pedir a revisão da decisão de 1993 onde a FIA baniu o sudo da suspensão ativa na categoria. A justificativa para a eventual revisão dessa regra é justamente uma das coisas que a levaram a ser criada: a redução de custos na categoria (além de ser também um importante recurso para conter a avassaladora supremacia da Williams de Mansell e Prost, que sobrava nas pistas entre 1992 e 1993).

O raciocínio é relativamente simples: com a suspensão ativa é muito mais fácil para todas as equipes encontrarem um acerto ideal dos seus carros, que ficam sempre com o carro todo com a altura ideal para a pista nas retas, curvas, acelerações e freadas, seja com o tanque cheio ou vazio, exigindo menos gastos que os complexos sistemas mecânicos atuais, lembrando que atualmente vários carros mais sofisticados de rua já usam esse tipo de suspensão, não sendo mais uma tecnologia tão cara e complicada para se incorporar.

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A decisão de pedir a revisão dessa regra ainda não foi tomada e seria apenas para 2017 e também seria apenas mais uma das opções que o grupo examina para baratear a categoria. Eles igualmente avaliam mudar as atuais rodas aro 13 para rodas aro 18 (que usariam pneus com desenho mais parecido com os esportivos de rua) e simplificar áreas do carro que são muito caras de se produzir, como as complexas asas dianteiras, sistemas de combustível, estruturas de segurança contra impacto, além da possibilidade de reduzir ainda mais o número máximo de mecânicos que podem comparecer a cada GP e o horário de trabalho deles nos boxes. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Domenicali deixa Ferrari. Alonso vai esperar?

Parece que essa "coceirinha" no pescoço era um prenuncio da degola
E Stefano Domenicali caiu. Depois de só acumular derrotas em sua gestão, Stefano Domenicali pediu demissão do cargo de chefe da equipe Ferrari e sai do cargo para "sacudir" as coisas por lá. E essa versão de que pediu demissão pode ser na verdade uma saída mais honrosa que a equipe lhe concedeu. Agora vai poder jogar cartas no porão com Martin Withmarsh, ex chefe da sua rival McLaren que sumiu depois de também perder o poder (sem a mesma saída honrosa).

Eu já questionei AQUI a liderança de Stefano algumas vezes e agora parece que a Ferrari finalmente percebeu a fraqueza do seu agora ex-líder. Ele foi o (único) culpado por tudo de ruim que lá aconteceu? Evidente que não, mas seu dever como líder era identificar corretamente e solucionar os problemas e ano após ano, pelas mais diferentes razões, isso não pareceu acontecer. Só não entendo porque colocar em seu lugar um homem sem experiência de pista como Marco Mattiaci, que chefiava as atividades comerciais da marca italiana nos Estados Unidos.

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Essa escolha, aliás, pode ter algumas explicações: ou é uma chefe-tampão, que fica até conseguirem anunciar alguém que realmente queiram e aí podemos elucubrar nomes já ventilados recentemente AQUI, como Flávio Briatore, Bob Bell (conceituado diretor técnico da Mercedes que anunciou hoje que saiu do cargo em novembro do ano passado mas ficará na equipe até o fim desse ano), e mais coerente ainda, Ross Brawn, que poderia voltar para a Ferrari após seu ano de descanso e pescaria ou realmente acham que Mattiaci tem o dom necessário para liderar a equipe de volta ao topo, mesmo sem maiores comprovações conhecidas por quem não é da fábrica.

De qualquer modo parece claro que ao menos grande parte dos problemas de competitividade do carro desse ano vão se arrastar mais ainda, porque vai demorar um bom tempo para o novo líder conhecer e se ambientar ao ambiente de corrida e a seus comandados, conseguir entender, diagnosticar e pensar em soluções para corrigir o rumo errado em que se encontram. E nesse ínterim, será que Fernando Alonso terá a paciência de esperar (ou capacidade para liderar) e apostar em uma sexta temporada seguida por lá em 2015 ou vai se sentir ainda mais tentado a ir para a promissora McLaren-Honda (mas que, convenhamos, hoje não está muito melhor)?

Desejo toda a sorte ao novo comandante, pois gostaria muito de ver a Ferrari disputando vitórias roda com roda com McLaren, Williams, Red Bull e Mercedes lá na frente.

sábado, 12 de abril de 2014

Ford e BMW podem voltar à F1. Renault e Mercedes quase saíram


Bons tempos de mais motores na pista - e desenvolvimento liberado

A implantação dos novos motores V6 1.6L Turbo teve alguns efeitos positivos para a Fórmula 1, além de fazê-la mais ecologicamente amigável ao meio ambiente: ela despertou o interesse de antigas fabricantes que já correram por lá: Honda, Ford e BMW.

A Honda já anunciou que volta ano que vem ao lado da sua ex-parceira McLaren e outras duas montadoras tem sido citadas como possíveis interessadas em voltar ao grid da categoria, exatamente porque ambas também tem uma linha ampla de motores turbo de alto rendimento, de modo ga facilitar o intercâmbio de tecnologia e ao mesmo tempo criar um vínculo de marketing entre os motores de pista e de rua.

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Ford apostou pesado na Stewart até comprá-la no fim de 1999
Claro que a possibilidade dessas fabricantes voltarem ainda é especulativa, mas certamente uma das intenções da FIA é exatamente essa e a torcida para que ocorra é grande. Hoje temos apenas 3 marcas na pista: Ferrari, Mercedes e Renault. Há 10 anos, tínhamos 8 fornecedoras (Ford, Renault, Honda, BMW, Ferrari, Cosworth, Toyota e Mercedes) e há 20 anos então, eram 9 (Ford, Renault, Mugen-Honda, Ilmor, Hart, Ferrari, Mercedes, Yamaha e Peugeot), demonstrando claramente como é necessário pensar a categoria também sob esse aspecto.

Outro efeito menos conhecido, entretanto, foi manter 2 dessas parcas 3 atuais fornecedoras na pista. Tanto Renault como Mercedes avisaram que se a FIA mantivesse em uso os velhos V8 2.4L aspirados, eles abandonariam a categoria  por não haver relevância com sua linha de produtos de rua, assim como a Cosworth o fez no ano passado, mas por questões econômicas (eles tem o novo motor pronto, mas precisam de investimentos e uma equipe parceira)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Fórmula 1 terá nova equipe


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Gene Haas, dono de uma das principais equipes na Nascar recebeu o sinal verde oficial da FIA para correr na Fórmula 1 na temporada 2015. A informação da concessão dessa autorização foi transmitida nessa sexta-feira ao dirigente, segundo informa o jornalista inglês Jon Noble, editor da tradicional equipe inglesa Autosport.

Agora vem a parte mais difícil: montar propriamente a equipe com centenas de mecânicos, engenheiros, projetistas e seus vitais patrocinadores para conseguir projetar a tempo um carro desde a estaca zero para o ano que vem, além de fechar com um fornecedor de motores, contratar pilotos, tudo isso em muuuuuuuito pouco tempo. Será que eles conseguirão alinhar os carros a tempo em menos de 1 ano ou vão preferir deixar para 2016 - se é que isso pode ser feito?

Reveja o programa "TV Corrida" com Chico Serra!

O programa "TV Corrida" vai ao ar todas as 4ªs feiras às 15hs sempre AO VIVO na alltv.com.br.
Nessa semana contamos com o grande Chico Serra, piloto que contou sua trajetória de vida, passando pelo kart, F-Ford, F3 inglesa, F2, Fórmula 1 e Stock-Car. Ele também falou do contato com Ayrton Senna (e da carta que recebeu dele), de Nelson Piquet e dos irmãos Emerson e Wilsinho Fittipaldi.

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O complexo volante da F1 2014


A equipe Sauber divulgou um vídeo e uma foto de seu complexo volante do carro da temporada 2014 com um infográfico mostrando as funções das dezenas de botões de apertar, girar e virar em sua superfície. A legenda está toda em espanhol, então a maioria de vocês vai entender grande parte das funções direitinho. A grande novidade do ano é a adoção, por várias equipes, de uma tela de cristal líquido que passa informações mais precisas sobre algumas funções e reações dos sistemas do carro. Clique na imagem acima para ampliá-la! Abaixo segue o vídeo em inglês:

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Briatore na Ferrari?

Parece que o lugar de Stefano Domenicali está a perigo. Segundo alguns rumores vindos da Europa, Ross Brawn e mesmo o controverso Flávio Briatore (que também é empresário de Alonso) estariam numa lista de possíveis substitutos para o cargo de chefe de equipe da poderosa Ferrari.

Entra ano sai ano Domenicali não consegue liderar sua enorme e cara equipe rumo a um projeto vencedor de carro e sempre passa os campeonatos correndo atrás do prejuízo. É ele que projeta os carros? Claro que não, mas é ele que define e coordena as pessoas que o faz e não parece estar funcionando há algum tempo, basta lembrar que um piloto nunca foi campeão na equipe sob seu comando, iniciado em 2008.

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Com mais um inicio de ano decepcionante e às voltas com o fantasma da saída de Alonso rumo à McLaren, circula a informação não confirmada de que Luca de Montezemolo teria dado um ultimato ao seu comandado para que resolva os problemas de motor (falta de potência e peso excessivo, segundo se comenta) e do carro (desgasta demais os pneus traseiros).


Pode ser que esses rumores não se provem certos e acabem não se concretizando, mas certamente a pressão sobre os ombros de Domenicali está ainda maior, após a saída de Montezemolo antes do fim do GP do Bahrein e a irônica comemoração de Fernando Alonso pela conquista 9ª colocação nesse GP, justo no ano em que a Red Bull tropeçou e não está liderando com folga e eles poderiam ser a força dominante, papel hoje preenchido com folga pela rival Mercedes.

Será que Domenicali reage e fica ou sai do comando? Pelo histórico, não conseguirá tirar um coelho da cartola (aliás, já falei sobre sua questionável liderança NESSE ARTIGO do ano passado). Se sair, quem você preferia ver assumindo seu lugar, Ross Brawn ou Flávio Briatore? Não gosto da ideia de Briatore de volta à F1, mas esse pessoal tem memória seletiva e esquece suas picaretagens... Também vou colocar o nome de Martin Withmarsh como uma possibilidade, pois este saiu bem por baixo de sua própria chefia e parece estar sendo escondido em algum porão na sede da McLaren! Aguardemos...

Mudança no carro da Lotus


Apesar de ainda não ter marcado seu primeiro ponto no campeonato, a enfraquecida equipe Lotus não se acomodou e paralelamente a sua busca por resolver os problemas mecânicos e eletrônicos que a afligem desde a pré temporada, também tem investido em novidades aerodinâmicas, como por exemplo um novo difusor de ar dianteiro, aquele que fica no começo do assoalho e que divide o fluxo de ar entre os lados do carro em sua parte inferior.

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Antes essa área tenha uma conexão entre o assoalho e o cockpit feito por uma única haste, para não permitir que a ponta do assoalho tivesse variações em sua altura. Agora aparentemente há 5 hastes, todas mais grossas, sobretudo a central, possivelmente para coordenar melhor o ar que passa por lá. Será que essas superfícies a mais não geram mais arrasto aerodinâmico? Certamente eles pesaram essa possibilidade e avaliaram que valia a pena. Clique na imagem para ampliá-la!