No programa da semana passada recebemos o piloto Christian Fittipaldi para falarmos sobre os mais recentes GP´s de Fórmula 1, de Fórmula Indy, da sua carreira em 2013 correndo pela Grand Am nos Estados Unidos, além de responder as perguntas feitas ao vivo pelos internautas na nossa sala de chat interativo:
No ano de 2001, os dirigentes e pilotos da extinta CART, hoje Indycar, estavam felizes e orgulhosos do GP inaugural da "Firestone Firehawk 600", uma corrida do campeonato daquele ano que estreava na categoria a utilização do Texas Speedway.
Tudo muito bem, só que graças à elevada inclinação da pista (24graus) e o avanço dos carros, eles alcançaram 380 quilômetros por hora e conseguiam dar as voltas inteiras com pé embaixo, sem aliviar o acelerador nem muito menos frear. Com isso, eles atingiam uma força G muito elevada nas curvas e algumas voltas o sangue simplesmente parava de chegar no cérebro dos pilotos com o fluxo normal e eles passavam a se sentir mal.
Os acidentes começaram nos treinos com Maurício Gugelmim e Cristiano da Matta batendo. Mais tarde Kanaan e Zanardi disseram que se sentiram tontos e desorientados. O piloto Patrick Carpentier, por exemplo, disse que passados 4 minutos após sair do carro, ele ainda não conseguia andar em linha reta. Durante a classificação os pilotos reportaram que ficavam entre 14 e 18 segundos por volta (que tinha 23 segundos) submetidos a uma força superior a 5G. Esse vídeo em inglês abaixo fala longamente sobre o caso: Curta a página do BLOG no FACEBOOK clicando AQUI e siga-me no Twitter: @inacioF1
A direção de prova, então, fez uma pesquisa com seus pilotos e 21 dos 25 disseram que ficavam desorientados, com sintomas de vertigem, incluindo problemas nos ouvidos e visão após dar mais de 10 voltas seguidas. Eles também disseram que eles perdiam visão periférica e seus tempos de reação à estímulos ficaram mais lentos. Isso ocorria porque eles estavam dirigindo sob efeito de uma força de 5,5G por tempo demais, segundo disse um ex-diretor da NASA que foi chamado pelo médico da categoria, Steve Olvey, para ajudar no caso. Olvey disse que nunca tinha passado por uma experiência dessas em seus 25 anos de experiência de pista.
Michael Andretti disse: "Foi um problema que todos os pilotos estavam passando, mas eles não tinham ideia do que estava se passando. Essa é uma área que nós nunca experimentamos antes, fisicamente." A organização da corrida ainda tentou salvar o evento, propondo que as equipes diminuíssem a pressão aerodinâmica nos carros e uma redução na potência dos motores para que eles não atingissem tanta velocidade, mas não teve jeito: não havia como garantir a segurança dos pilotos naquelas condições e a corrida foi adiada. Posteriormente tentaram remarcá-la, mas as agendas da pista do Texas e da CART não coincidiam e a corrida terminou cancelada, os organizadores processaram e ganharam a ação contra a categoria e o contrato para os anos seguintes foi anulado.
Essa pintura já virou até clichê, de tão usada que foi ao longo dos últimos tempos para expressar o misto de saudade com esperança o que todos gostaríamos que Ayrton Senna tivesse feito após a batida na Tamburello. Ainda assim é a melhor imagem para representar esse dia que sempre se repte todos os anos... Lembrando sempre que no dia anterior morria na mesma pista, só que a bordo de uma Simtek, o austríaco Roland Ratzenberger
Aproveitando que nesse próximo fim de semana teremos a categoria correndo aqui no Brasil (SP), separei esse vídeo em inglês, onde temos a oportunidade de acompanhar Nigel Mansell em seu primeiro contato com um carro de Fórmula Indy (um Lola-Ford de 1992) na pista de Firebird, no Arizona. Antes de propriamente acelerar o carro da Newman-Haas, o inglês foi conhecer a nova pista a bordo de uma típica banheira americana de quatro rodas, um Cadillac.
No fim acelerou o monoposto, rodando propositalmente algumas vezes para conhecer o comportamento do carro em condições extremas, de acordo com o narrador inglês e conforme foi pegando a mão quebrou o recorde da pista:
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Nesse vídeo acompanhamos as atividades do test-driver da equipe Ferrari, o espanhol Pedro de La Rosa às voltas com o simulador da equipe e na troca de experiências e impressões com os demais membros do time italiano, confira:
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Muito se falou que a Mercedes teria em seu carro de 2013 um sistema de suspensão ativa operando para melhorar seu desempenho na pista, mas a verdade, segundo a revista alemã Auto Motor und Sport, é que a Lotus também tem o seu e ele ainda seria o mais eficiente deles.
O sistema funciona conectando hidráulicamente (e não eletronicamente, como foi proibido ao fim de 1993) os 4 cantos do carro - as quatro suspensões independentes - equilibrando o monoposto durante as frenagens, acelerações e curvas, mantendo a altura do carro em relação ao solo o mais estável possível, além de compensar o gasto de combustível ao longo da corrida de modo a não alterar muito o comportamento dinâmico da suspensão durante a corrida, já que esse consumo significa a perda de cerca de 150 quilos durante uma corrida, o que altera bastante o equilíbrio e comportamento do carro.
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O chefão da Mercedes, Ross Brawn, diz abertamente que "a Lotus tem o mais simples e provavelmente o melhor sistema (de suspensão ativa)."
"Nós acreditamos que o sistema integrado é o que melhor está funcionando", emenda o projetista do time prateado, Aldo Costa. Além de Mercedes e Lotus, a revista ainda acredita que Red Bull, McLaren, Ferrari, Williams e Sauber também estão trabalhando nas suas próprias versões do sistema, que segundo as atuais regras é legal e poderia ser utilizado nos próximos anos, já que as novas regras que virão não alteram essa possibilidade de aprimoramento dos carros.
Sobre a já eficiente suspensão da Lotus, o diretor técnico da equipe ainda avisa: "tentamos algumas modificações internas nesse fim de semana (Bahrein), que são uma evolução de algo que testamos na pré-temporada."
Como vocês já sabem, nesse fim de semana teremos a etapa de Tarumã da Stock-Car, cuja classificação e corrida serão transmitidas pelos canais Sportv. Abaixo seguem os links de TV (é só clicar no nome dos canais ao lado)!
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Nos treinos livres de sábado no Bahrein, Lewis Hamilton enfrentou um problema raro na F1: Seu pneu dechapou, com a faixa de borracha que fica em contato com o asfalto sendo totalmente removida mas sem esvazia-lo. O problema acendeu uma luz amarela na Pirelli, pois isso aconteceu sem nenhuma razão externa aparente: o pneu não estava quente demais nem passou sobre detritos na pista. Enquanto eles investigam o que causou o defeito, nós temos a rara oportunidade de ver a malha de aço que forma a estrutura da peça.
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Aliás, Felipe Massa acredita que aconteceu a mesma coisa com seu primeiro pneu que teve problema na corrida, desacreditando na versão oficial da fabricante italiana, que ele teria passado sobre detritos de outros carros. Clique na imagem para ampliá-la!