terça-feira, 22 de outubro de 2013

Kvyat, a escolha da Toro Rosso

Antonio Felix da Costa, Carlos Sainz Jr. e o eleito Danii Kvyat
E ontem, como todos acompanharam, a equipe Toro Rosso anunciou a contratação do jovem piloto russo Danii Kvyat para substituir o australiano Daniel Ricciardo ao lado de Jean-Eric Vergne em 2014. Mas porque?

Todos achavam que essa vaga seria, por merecimento e anterioridade, de Antonio Felix da Costa, o piloto revelação que também faz parte da academia de novatos da Red Bull e está a mais tempo sendo preparado para ascender à Fórmula 1, mas ele teve uma temporada difícil na F-Renault V6 (terminou em 3º no campeonato e obteve 3 vitórias num carro que não era o melhor do grid) e o indecifrável Helmut Marko costuma ser implacável com tropeços e com sua inflexibilidade já enterrou a carreira de outros jovens talentosos. Sob o ponto de vista da experiência, até outro novato, o espanhol Carlos Sainz Jr. faria mais sentido nessa vaga, mas este também não faz um grande ano.

Que fique claro, porém, que o russo não é um piloto ruim, ao contrário: venceu corridas em quase todas as categorias que competiu, e hoje está na luta pelo título na GP3, mas sua inexperiência com carros de maior potência e velocidade chama a atenção, especialmente quando a equipe tinha, como vimos acima, nomes mais indicados para a vaga. Só que o russo tem um grande vantagem competitiva sobre o português: o seu país! A Rússia é um mercado muito mais interessante para ser conquistado nas vendas de latinhas de energéticos, visto que lá moram 150 milhões de potenciais compradores ante aos 10 milhões de habitantes dos nossos irmãos portugueses.

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Kvyat no teste de novatos em julho: seus rivais foram mais rápidos.

Além disso não custa lembrar que 2014 é o ano que estréia a corrida de Socchi e ter um piloto local disputando essa temporada e corrida leva ao encontro interesses da Red Bull e de Bernie Ecclestone, que teria um empurrãozinho nas vendas de ingressos e possivelmente na audiência da transmissão da temporada, lembrando que outro russo, o Sirotkin, também deve estrear pela Sauber.

Com isso, enfim, o jovem piloto russo terá a oportunidade de provar seu talento na categoria máxima do automobilismo, sem antes ter se preparado na F-Renault V6 nem na GP2 repetindo em menor grau o desafio de Kimi Raikkonen em 2001, que pulou da ainda mais distante F-Renault 2.0 direto para o cockpit da Sauber. Ao mesmo tempo sinaliza que o programa de talentos da Red Bull, que aparentemente priorizava o talento dos pilotos acima de tudo, também parece considerar os cada vez mais práticos e influentes apelos financeiros.

3 comentários:

Ricardo Fernandes disse...

É absolutamente lamentável a decisão da Red-Bull, que só tem duas razões. Os 15 milhões de Euros que vai trazer em patriocinios, e por em 2014 haver uma corrida na Russia, pelo que a caça aos Rublos vai ser enorme.
Apesar de a Toro Rosso ter na mesma promovido um piloto da cantera Red-Bull, claramente Felix da Costa, era o candidato Nº1 para o lugar, tudo foi feito nesse sentiro, pelo que é um choque enorme aquilo que aconteceu. Já com Filipe Albuquerque fizeram a mesma coisa, matando um dos três grandes talentos que Portugal teve para a Formula 1 (mais Alvaro Parente e agora Felix da Costa).

A época de 2013 não foi famosa para o Português, mas era mais que óbvio que não tinha o carro mais competitivo.

Parabéns pelo artigo, diz mesmo tudo o que se passou.

Abraço de Portugal.

Nuno Mata disse...

Raios partam!!! Já é a segunda vez que lixam um piloto português!!! "ah e tal, ñ olhamos ao dinheiro q possam trazer". O tanas é q não! ñ duvidando da possível qualidade do piloto, está claro o interesse comercial q esta chamada pode ter para a Red-Bull na russia. Pq, ñ m lixem, mas ñ foi pelos resultados, nem mt menos pela qualidade, pois se esta última fosse determinante, pergunto-me o q andava então a fazer o nosso Felix da Costa como piloto de testes da Red-Bull (a mãe e ñ a Toro Rosso), a ajudar no simulador da equipa, etc, etc...! Capitalismo puro, como em tudo o q nos rodeia....a Formula 1 ñ é excepção, e o dinheiro q alguém pode ganhar sobrepõe-se à qualidade...infelizmente.

Beto Rubiatti disse...

Atualmente se você almeja a Fórmula 1, nascer na Rússia já é meio caminho andado.