segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hulk sai, Barrichello fica, dinheiro entra

A equipe Williams acaba de anunciar o fim do contrato de Nico Hulkenberg com eles. O motivo muitos já sabem: Dinheiro. O Piloto alemão recebia um pequeno salário da equipe, o que em si não era o problema. A coisa pegava no fato de terem perdido vários grandes patrocinadores para o ano que vem, fragilizando o caixa dos ingleses e consequentemente suas chances de evolução no campeonato.

Com isso o time de Grove avisou Willi Weber, empresário de Hulk que seria bom não só eles baixarem a bola quanto às pretensões de um aumento salarial que ensaiavam, como ainda irem a campo atrás de patrocinadores. Não foram. Acharam que só o conhecido talento do piloto bastaria para assegurar-lhe continuidade. Não bastou.

A Williams foi atrás de novos candidatos com euros nos bolsos. Adrian Sutil era um deles, com seus 2 milhões em patrocínios, mas os 15 milhões de Pastor Maldonado foram mais sedutores. Conscientes que perder o talento de Hulk seria uma ruim a médio e longo prazo os ingleses ainda tentaram costurar um acordo de 5 anos onde Hulk correria 2011 com a Hispânia podendo voltar em 2012 no lugar de Barrichello ou Maldonado, caso um deles não ficasse na equipe após o fim do ano que vem, mas ele não topou e o vinculo com a Williams acabou de vez hoje.

Pastor Maldonado, que testará pela equipe de Frank semana que vem (já sob enorme pressão para não fazer feio), deve ser em breve anunciado como titular. Trata-se de uma aposta arriscada, pois ao mesmo tempo que trás dinheiro precioso para o time, trás um talento comparativamente menor que o de seu antecessor e a fama de ser um piloto afobado e propenso a lambanças na pista. "Ah, mas ele foi campeão da GP2, igual o Hulkenberg", dirá alguém. É verdade, mas precisou de quatro anos para alcançar algo que o alemão conseguiu logo na sua estréia, o que ja mostra bem a disparidade da matéria prima dos dois.

Acrescente-se a isso o fato que em 2011 Hulk ja conheceria todos os circuitos e saberia como um carro de F1 se comporta ao longo de um fim de semana, estando portanto muito mais competitivo e certamente somando mais valiosos pontos para a equipe do que o inexperiente Maldonado que terá que aprender tudo desde a estaca zero.

Não creio que Pastor será um segundo Nakajima, que conseguiu a proeza de não pontuar durante toda a temporada de 2009, sobrando para Rosberg toda a responsabilidade por marcar os pontos que classificam a equipe no campeonato, mas de uma coisa tenho a mais absoluta certeza: Com Hulk a Williams pontuaria mais e Barrichello estaria ainda mais estimulado.

Mas a nota da dispensa do alemão teve pelo menos um lado positivo: A já esperada e antecipada confirmação de Rubens Barrichello na equipe para 2011. Barrichello teve, segundo todos os membros da Williams, um papel fundamental no desenvolvimento e evolução do carro da equipe esse ano e desempenhará essa função ainda mais profundamente no carro de 2011, do qual participou desde a concepção do projeto. Sobre ele repousam as expectativas da equipe de terem um carro sensivelmente melhor do que o desse ano, especialmente em ritmo de corrida, já que nas classificações conseguiram evoluir bastante ao longo do ano.

Outra empresa que confia muito em Barrichello para melhorar em 2011 é a fabricante de motores Cosworth, já que Barrichello correu entre 2008 e 2009 com motores Honda, Mercedes e Toyota (num evento promocional da Williams no Catar em em 2009), além dos próprios Cosworth esse ano, dando ao fabricante importantíssimas bases de comparação na qual se baseiam grandemente para melhorar a dirigibilidade e distribuição de potência de seus propulsores em todas as faixas de giros, calcanhar de Aquiles deles esse ano.

Enfim, a troca de Hulk por Maldonado não será tão boa assim, mas ao menos tem o seu lado positivo, que todos já sabem: Garantirá a Barrichello e à Williams um dinheiro a mais bem vindo no desenvolvimento do FW33.

E se o Venezuelano não andar razoavelmente bem, ele que não se ache muito seguro por ter seus milhões, como Nico Hulkenberg sabe bem, ninguém é insubstituível pra Frank Williams.

Um comentário:

Charles disse...

O lado bom disso é que chega mais dinheiro e caso o equipamento esteja em condições de competir na frente do grid, Rubens tem um parceiro que fará só sombra e vai reinar absoluto! Estou ao mesmo tempo esperançoso com a Williams, mas meio desanimado. Esperançoso porque tem exemplos de grandes orçamentos e carros horríveis (HONDA), de equipe que foi montada rapidamente e ganhou título (BRAWN GP), porém desanimado, pois não sei se a Williams com Sir. Frank e CIA tem a mesma garra que Barrichello para ter um carro vencedor. Não quero ver a RBR passeando ou competindo com Mclaren ou Ferrari por causa da inconstância dos seus pilotos