sábado, 21 de dezembro de 2013

Sauber anuncia Esteban Gutiérrez - E Nasr?

Já era madrugada no Brasil e mais ainda na europa quando a equipe Sauber anunciou a renovação de contrato do piloto mexicano Esteban Gutiérrez para a temporada de 2014 ao lado do recém contratado Adrian Sutil. A Sauber ainda contará com o auxílio do novato russo Sergey Sirotkin, que será o piloto reserva da equipe, já que não conseguiu a super-licença da FIA e - dizem - não entrou com todo o dinheiro que havia prometido para ser titular.

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Com isso restam apenas as vagas nas pequenas Caterham e Marussia para o ano que vem e o brasileiro Felipe Nasr segue na cada vez mais difícil luta de entrar na Fórmula seja como piloto titular, algo que tentou e não conseguiu na Sauber (que o esperou literalmente até o fim da sexta-feira, como teria sido acordado), seja como reserva em alguma boa equipe, desde que com a certeza de correr nos treinos das sexta-feiras de manhã para de fato acumular experiência com a categoria. Não se sabe se ele está na disputa pelas vagas de titular nessas equipes pequenas acima.

Assim, entre os dezenove pilotos já confirmados, os bem cotados e os ainda apenas especulados, vejamos agora em que estágio está a "dança das cadeiras" das vagas da Fórmula 1 de 2014:

RED BULL
Sebastian Vettel
Daniel Ricciardo


MERCEDES
Lewis Hamilton
Nico Rosberg


FERRARI
Fernando Alonso
Kimi Raikkonen


LOTUS
Romain Grosjean
Pastor Maldonado


McLAREN
Jenson Button
Kevin Magnussen


FORCE ÍNDIA
Nico Hulkenberg
Sérgio Perez

SAUBER
Adrian Sutil
Esteban Gutierrez

TORO ROSSO
Jean-Eric Vergne
Daniil Kviat


WILLIAMS
Felipe Massa
Valteri Bottas


MARUSSIA
Jules Bianchi
Max Chilton (?)
Rodolfo Gonzales (?)

CATERHAM
Giedo van der Garde (?)
Kamui Kobayashi (?)
Marcus Ericcson (?)
Charles Pic (?)
Heikki Kovalainen (?)

7 comentários:

Ailton Barbosa disse...

Ao mesmo tempo que o Felipe Nasr é um excelente piloto, eu acho que faltou aquela vitória pra garanti-lo, sabe? Acho que tanto o Felipe Nasr como o Luiz Razia não precisam de patrocínios para integrar à F1. Só acho que a F1 deve rever seus conceitos para que o dinheiro do piloto se sobre-saia ao talento. Voltar a ter patrocínios da industria do Tabaco, e voltar a ser como era antes. Acho que é uma puta balela essa história de que patrocínios de cigarro influenciam na decisão de uma pessoa em fumar ou não. Vejam bem, eu sou Ferrarista desde 1995 e vi o Ayrton Senna ser Tri na F1, ambos levavam patrocínio da Marlboro (os Mclaren do Senna e as Ferraris) e eu nunca coloquei um cigarro na boca. Sério, acho este puritanismo do "politicamente correto" história pra boi dormir, politicagem. Se tivéssemos o talento se sobressaindo em relação aos patrocínios que pilotos têm de levar às equipes de F1, na boa, tanto o Felipe Nasr como o Luiz Razia já estariam na F1 de velhos, da mesma forma, tenho plena convicção de que o Bruno Senna não teria sido dispensado da F1 como foi. Não concordam?
O problema é que por conta desta mentalidade financeira da F1, estes 3 gênios que citei não estão em um carro competitivo. Acho que este negócio de "teto orçamentário" é bobeira, deveriam liberar os patrocínios do tabaco novamente e devolver à F1 os pilotos que merecem estar lá por talento, não por dinheiro (como é o caso do Perez, do Maldonado, Chilton, Van de Garde, Charles Pic, etc.)

Gustavo Lima disse...

p... onde eu assino o comentário acima???

Concordo plenamente.

Anônimo disse...

Barrichello foi piloto pagante por sete temporadas na Jordan e Stewart, porque Gutiérrez não pode ser pagante por alguns anos? Desde o kart, Rubens sempre foi bancado pela Arisco, já na Formula Um trocou a poderosa Arisco pela gigante Pepsi, também teve forte apoio de empresas como Davene, Nokia e NET. Em 1995 o valor do patrocínio da Pepsi ficou em torno de 3,5 milhões de dólares, uma fábula na época. Quanto seria esse valor atualizado hoje, chutando, uns 25 milhões? Rubinho comprou vaga em dois times medianos, Gutiérrez esta fazendo o mesmo na Sauber, deixem o mexicano ter sua chance da mesma forma que Rubinho 18 anos atrás, e Barrichello demorou SETE anos pra conseguir vaga de 2º piloto-declarado na Ferrari. Nasr esta na mesma situação delicada que Félix da Costa, quando tinha que emplacar nas categorias de base, empacou! Nasr e Coletti jogaram fora um título importantíssimo na GP2, mas Coletti nunca mostrou expressão nas categorias de base. Nasr e Félix da Costa já possuíam títulos, o problema é que ficaram devendo nas duas últimas temporadas, isso custou caro. O importante é estar em alta sempre nas categorias de base, sempre aparece uma boa oportunidade na Formula 1.

http://en.wikipedia.org/wiki/Stefano_Coletti
http://en.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_F%C3%A9lix_da_Costa
http://en.wikipedia.org/wiki/Felipe_Nasr

O português acabou tomando "baile" de Kviat que mostrou ser o piloto do "momento" nas categorias de base, a carreira do russo se mostra muito superior ao do brasileiro e o português.

http://en.wikipedia.org/wiki/Daniil_Kvyat

Kviat não comprou vaga na Toro-Rosso, conquistou com bons e ótimos resultados nas últimas temporadas. Uma gigante como Red Bull não precisa apelar para pagantes, todos sabem, ela esta em busca um "novo" Vettel. Kvyat vai ter vida fácil em 2014? Não, vai ser um ano de aprendizado, mas isso também iria acontecer com Nasr e Félix da Costa. Desempenho melhor que o russo antes da F-1, só Nico Hülkenberg e Valtteri Bottas! Mas é aquela coisa, se pegar carro ruim na F-1, não tem como mostrar serviço. Foi o caso dos pilotos da Williams em 2011/13. Nem a experiencia de Barrichello salvou o time em 2011, Pastor ainda era novato não tinha obrigação de salvar o time. Williams em 2011/13 foi um fiasco, mas os menos culpados foram os pilotos. Massa vai pegar uma pedreira em 2014, ainda pode tomar sufoco de Bottas na equipe. Aconteceu com Barrichello em 2011, pode acontecer com Massa em 2014.

http://en.wikipedia.org/wiki/Nico_H%C3%BClkenberg
http://en.wikipedia.org/wiki/Valtteri_Bottas

A Red Bull sempre foi extremamente exigente com pilotos novatos, esta apostando no talento de Kvyat, que Toro-Rosso faça um carro decente em 2014 pra brigar no pelotão do meio com as rivais. Quanto ao Brasil na F-1, não se iludam Felipe Nasr mostrou nas últimas temporadas ser piloto limitado, é mais um pagante que pode chegar na F-1, é mais um que deve ficar no mundial até a grana acabar. Temporadas de Nasr em 2012/13 foi uma decepção, perdeu chance de mostrar que estava pronto pra F-1. Volto a repetir, quando um país passa a ter pilotos PAGANTES como B.Senna e L.Razia, pode ter a certeza, esta tudo acabado! Nasr vai pelo mesmo caminho... O que o Brasil fez nas últimas décadas pra formar outro grande piloto pra correr na categoria máxima do esporte a motor? Merecemos outro campeão na Formula 1? O problema não é ser piloto pagante, Fangio foi bancado pelo governo argentino da mesma forma que hoje Maldonado é bancado pelo governo da Venezuela. Só que Fangio pegou filé, sempre correu por times de ponta, Maldonado não teve essa sorte. O argentino pelo menos, chegou com talento e ATITUDE puxando as equipes para seu lado(exatamente como fizeram Fittipaldi, Piquet e Senna). Barrichello e Massa não tiveram essa capacidade de liderança.

Anônimo disse...

PARTE - 2
J.Lammers iniciou sua carreira na F-1 pela equipe Shadow, que já estava em seu estágio final no mundial. Com o apoio dos cigarros Samson, o holandês dividiria o monoposto com o jovem italiano Elio De Angelis. Depois de bater bate no muro no GP de Detroit 82, fraturando o polegar, Lammers perde a vaga na Theodore para Tommy Byrne que apareceu com um patrocínio satisfatório. Com o apoio da Cerâmica Imola, Alboreto é convidado para um teste com a equipe Tyrrell, em 81. Foi contratado para substituir o argentino Ricardo Zunino no GP de San Marino. Foram dez corridas e um 9º lugar no GP da Holanda. Pela Tyrrell em 1989 saiu no meio da temporada com problemas envolvendo a equipe e seu patrocinador. Antes do Grande Prêmio da França, Ken Tyrrell aceitou o patrocínio da Camel. "Não gosto de quebrar contratos e pedi para a Tyrrell conversar com a Marlboro. Mas Ken disse que o problema era meu". ENTENDERA? A MARLBORO BANCAVA, MAS PILOTO QUE PAGAVA MAIS MUITAS VEZES PUXAVA O TAPETE DO OUTRO(era pagante do mesmo jeito)! Para o GP da França 89, Ken Tyrrell dispensava Alboreto e convocava o francês J.Alesi com o patrocínio da...Camel. Boutsen em 1983 arranjou 500 mil dólares em patrocínios e comprou um lugar na Arrows. Schumacher foi bancado por uma corrida(GP da Bélgica-91), no valor em torno de 300 mil dólares, mas o alemão era fora-de-série ao volante, com apenas uma classificação chamou atenção de Flávio Briatore. Logo o alemão foi contratado para ser titular ao lado de Piquet na Benetton. Se o piloto é fora-de-série, o apoio financeiro no começo da carreira fica em segundo plano. Vimos isso com Fangio bancado pelo governo argentino. B.Gachot tinha uma estrutura profissional, com todo o suporte do patrocínio da Marlboro – que era uma espécie de Red Bull, a Marlboro bancou cifra altíssimas em cima de vários pilotos nos anos 70/80/90, poucos se destacaram. Rubinho foi outro caso, ele sempre teve apoio da forte Arisco desde o Kart. Em 1995 pela Jordan trocou a Arisco pela gigante Pepsi(patrocínio em torno de 3,5 milhões de dólares, atualizem esse valor hoje...uma fábula), depois teve apoio da Davene, Nokia e NET na Stewart até 99. Rubens começou como piloto pagante na F-1, mas se o piloto conseguiu apoio é porque alguém botou fé, ou seja, valeu a pena o investimento(mas não é o que a Arisco pensa até hoje). Mesmo caso é com Chilton, seu pai esta investindo no filho, nada mais natural, se a grana é limpa, qual o problema? A.Senna por mais talentoso que foi nos tempos de kart, era taxado como filhinho de papai, pra competir nas categorias de base na Europa, Senna dependeu de dois bancos(Nacional e Banerj). Sem esse fortíssimo apoio ele nunca chegaria a F-1. Estamos no planeta Terra e não em um paraíso, quem pode mais chora menos. Histórias de pilotos sendo "apoiados" são as mais variadas, basta pesquisar e ver que isso sempre existiu na F-1...

Anônimo disse...

PARTE - 1
Filhos de milionários já corriam na década de 50/60, como não existiam patrocinadores a coisa ficava meio "camuflada", esporte a motor sempre foi para milionários, começando pelo kart. A fama de pagante começou a partir da década 70 com a entrada de patrocinadores, só que a coisa era em menor escala comparada as décadas seguintes. Um bom exemplo foi G.V.Lennep, através do patrocinador Marlboro, ele correu para o time Iso-Marlboro de F.Williams. Lauda no inicio da carreira, pediu vários empréstimos bancários para chegar à March e BRM. Depois, o seu talento fez o suficiente para que Regazzoni, o recomendasse a E. Ferrari, que o contratou para 74. Conta-se que com o salário de Lauda, foi mais do que suficiente para pagar as suas dívidas aos bancos, mas o fato é que Lauda teve que pagar para correr no início na F-1. P.Revson nasceu numa abastada família judia, fundadora dos Cosméticos Revlon. A fortuna da família estava, na altura de sua morte, avaliada em 1 bilhão de dólares. Nesse caso, o rapaz nem precisava de patrocinadores, bancava do próprio bolso da mesma forma que Pedro P. Diniz fez nos anos 90, nenhum deles se interessou em colocar o nomes Revlon e Pão de Açucar em seus carros, o que importava era correr. Para Elio de Angelis a F-1 também veio rápido, em 78 com um teste pela Shadow. Suas origens, no entanto, mostravam Elio como mais um piloto rico, que só garantira vaga na F-1 graças à generosa ajuda financeira de seu pai. Pra quem vive "carregando caminhões de merda" pelos pilotos dos anos 80, dizendo que nessa época não existiam pagantes, Elio é apenas o início. Nos anos 80 a coisa se multiplicou, haviam pelo menos 9 equipes nanicas, basta observar a temporada de 1987, pilotos pagantes era o que não faltava nas equipes menores.

Temporada de Fórmula 1 de 1987
http://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_de_F%C3%B3rmula_1_de_1987

A coisa era tão discrepante em 87 que existia até o Troféu J.Clark (para pilotos com motor aspirado), vários times sequer podiam sonhar com o caríssimo motor turbo. Bom lembrar, Nakajima entrou na F-1 apadrinhado pela Honda, logo, a nacionalidade também pesou! Politicagem sempre existiu no mundial, casos de Fangio e Maldonado são semelhantes, dependeram de governo do país pra entrar na F-1. Dizer que a F-1 atual só tem pagantes no meio e fundo do pelotão, chega ser hilário, isso sempre existiu no circo. Em 80, Héctor Rebaque foi piloto da Brabham substituindo o argentino Ricardo Zunino. O piloto mexicano trouxe para a equipe o patrocínio da petrolífera mexicana PEMEX. Slim Borgudd foi um ex-piloto que correu pelas equipes ATS e Tyrrell. Antes de ser piloto, Slim era baterista, tendo inclusive feito trabalhos para o grupo sueco Abba. Ou seja, automobilismo era um passa-tempo, como era famoso, teve facilidades pra chegar a F-1. Andrea De Cesaris, filho de um comerciante abastado, que mais tarde se tornou representante da Marlboro(precisa falar mais alguma coisa?). Com apoio da Marlboro, sempre conseguiu vaga na F-1. No ano de 1987, De Cesaris vai para a Brabham que dependia de um patrocinador para disputar todas as provas, na época o time já se encontrava em irreversível estado de decadência. Na véspera do encerramento das inscrições, o italiano chega ao Rio de Janeiro com o patrocínio na mão (GP Brasil era disputado em Jacarepaguá), e vai logo para a pista. Eddie Jordan queria o piloto romano para o campeonato de 1992, mas o novo patrocinador do time irlandês era a Barclay, o rival da Marlboro, De Cesaris não podia ficar.

Anônimo disse...

Acompanhei as duas temporadas do Nasr na GP2 e, apesar de não terem sido meteóricas, estiveram longe de ser medíocres, o moleque evoluiu muito. Quem diz que ele não é bom certamente não deve ter acompanhado as corridas, principalmente as da primeira metade da temporada, seu carro era um dos que mais apareciam nas transmissões fazendo ultrapassagens e proporcionando pegas fortíssimos no final das corridas, o garoto largou duas vezes no fundo do pelotão e chegou nos pontos. Posso assegurar que Felipe está entre os três destaques da GP2 em 2013, sendo o mais jovem e menos rodado da turma. Põe no bolso o Gutierrez e o Chilton juntos. A questão é que a politicagem é muito forte na F1 e o azar do Nasr foi a manutenção do Massa. Quanto ao russo da STR, acredito que é a bola da vez, pode até ter ido bem na GP3, mas as conveniências econômicas e políticas falaram mais alto na sua contratação, não se iludem.

Lucas Gabriel Danielato disse...

O Charles Pic nao já estava confirmado na Caterham ?