quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Carros da F1 2014 poderão ser ainda mais potentes


Para quem está preocupado com a queda dos tempos de volta dos carros da Fórmula 1 a partir de 2014, quando passam a valer as novas regras do regulamento técnico que introduz os motores 1.6L V6 turbo no lugar dos atuas 2.4L V8, parece que não haverá razões para grandes decepções.


Segundo a projeções iniciais, o novo motor deveria render cerca de 600 cavalos de potência e seria auxiliado por um novo KERS com 160 cavalos, e por um período de acionamento maior de 33 segundos por volta, sendo que atualmente ele gera 80 cavalos e pode ser usado por apenas 6 segundos a cada volta.

Ok, essa informação sobre o KERS está mantida e será essa potência e tempo mesmo, o que por si só já representará um grande ganho em relação aos tempos atuais. Ocorre que os atuais cálculos dos especialistas que acompanham o desenvolvimento dos motores dão conta que o avanço dos fabricantes nos projetos dos motores turbo avançou bastante desde os primeiros estudos e a potência já estaria se aproximando da casa dos 700 cavalos, portanto 100 a mais do que o imaginado inicialmente, o que somado com os 160 cavalos do sistema elétrico combinariam uma potência total na casa dos 850 cavalos, cerca de 70 a mais do que os motores aspirados da Fórmula 1 atual.

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É claro que também haverá as novas restrições técnicas no carro (bico bem mais baixo, escapamento central e único sem efeitos aerodinâmicos, asa traseira sem aquela asa inferior, asa dianteira mais estreita, fim dos apêndices aerodinâmicos no entorno das entradas de ar laterais, etc.), mas segundo se comenta no meio, as equipes também já estaria conseguindo contornar relativamente bem essas limitações de modo a não perder tanta carga aerodinâmica como se esperava.

Em tese tudo isso deveria se refletir em tempos de voltas bem próximos aos atuais, ainda que as equipes fatalmente devam enfrentar problemas de quebras dos motores, KERS e desgaste acentuado de pneus nesse primeiro ano, já que a soma de tantas novas variáveis de engenharia será totalmente nova tudo terá a interrogação do ineditismo experimental, só que (e esse é um importante "só que") a economia de combustível passará a ter um peso fundamental nessa nova engenharia de corrida, então não adianta muito ter o motor mais potente se ele gastar mais combustível que os rivais o que o brigaria suas equipes a saírem mais carregados/pesados de combustível, mas como o tamanho do tanque também será bem menor, acabaria por obrigar os pilotos a aliviarem o pé ao longo da corrida sob o perigo de sofrer uma pane seca...

Agora nos cabe esperar (ansiosamente) para ver como todas essas novidades vão funcionar e como os diferentes carros das 11 equipes vão aparentar!

14 comentários:

Thiago Jhonathan de Souza disse...

José Inácio, as asas dianteiras continuarão sendo ''limpa trilhos'' cobrindo até os pneus como ocorre desde 2009? E as asas traseiras continuarão sendo aquelas coisas horríveis de carros de categorias inferiores(estreitas e altas) ou voltarão a ser largas e baixas?

Jagua disse...

O DRS vai ser extinto em 2014?

Trevisan disse...

Vamos ver quem será a BRAWN GP da vez.

Renato disse...

A limitação de consumo de combustível vai ser mantida? Sem essa limitação acredito sim em potências até maiores que 700cv, mas com a limitação não sei.....

José Inácio Pilar disse...

* As asas traseiras serão iguais.
* As asas dianteiras serão mais estreitas (7,5cm a menos de cada lado)
* A restrição ao tamanho do tanque de combustível vai ser introduzidas sim, e esse aumento de potência já considera essa restrição.
* O DRS vai continuar valendo.

abs!

Thiago Jhonathan de Souza disse...

As asas dianteiras continuarão enormes, continuaremos tendo muitos pneus furados em tentativas de ultrapassagens. Já as traseiras nem falo nada, espero estar enganado, mas tirando o fatos dos bicos serem mais baixos (o que ajuda um pouco na estética)os carros de 2014 serão tão ou mais ridículos que os da era 2009-2013.

Alexey Karpov disse...

Não sei do que as pessoas (torcedores, mídia e dirigentes) tem tanto medo desses motores turbo. Em 1983 eu tive o privilégio de assistir ao fantástico Brabham BT52 equipado com motor BMW 1.5l de quatro cilindros turboalimentado dar a Neslson Piquet o título de campeão mundial naquele ano. E sim o ronco vai mudar. Será mais grave e poderá se ouvir no fundo o som da turbina, principalmente nas reduções. Não vejo a hora disso tudo acontecer. E torço para que a "BRAWN GP da vez" seja a Marussia com o Bianchi. Seria muito legal.

Ganhar dinheiro na internet disse...

Querem ainda mais poder?

Ricardo Luis disse...

Imagino que tudo se encaminhe para a fórmula 1 de 1988 a 1993, visto que desde aquela época, não tivemos nada mais expressivo no quesito talento do piloto, ou seja, nenhum piloto teve que tirar "leite de pedra" e superar os outros no talento, mas sim só nos quesitos carro e equipamentos melhores, apenas isso. Pra falar a verdade está um porre assistir outro alemão sendo várias vezes campeão com um carro superior. Muito sem graça.

@clserra disse...

Fala Inácio!!! sabe o que me preocupa nisso tudo? Olhando para o grid de pilotos, a inexperiência dos mesmos, será como dar uma arma a uma criança. Espero estar enganado.

@clserra disse...

Grande Inacio. Olhando para o grid, o que me preocupa é a inexperiencia dos pilotos para 2014.
É como colocar uma arma na mao de uma criança. Espero estar errado.

Anônimo disse...

Acredito em potencias muito maiores do que esta, pois, essa cavalaria já era alcançada no começo da década de oitenta com motores turbinados.Trinta anos depois, é de se esperar que a utilização de materiais e projetos com mais tecnologia.Resta saber quais serão as limitações impostas pela FIA, em relação a consumo, durabilidade e pressão de trabalho das turbinas.

Anônimo disse...

A potência máxima dos motores do próximo ano poderá estar em 700 cv mas dificilmente esta será a potência efetiva dos motores a serem usados em função das demais restrições do regulamento: apenas 5 motores por piloto (ou seja, cada motor deverá durar 4 corridas mais os treinos), limitações no consumo de combustível e impossibilidade de alterar o projeto durante o ano. Provavelmente os motores terão por volta de 550cv.

Wendel Gomes disse...

Por que a eterna restrição aerodinâmica, principalmente em relação ao escapamento? Isso não é um contra-senso à busca de mais eficiência?