quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Williams 2012 vs 2011 - Análise técnica

Esse ano será importantíssimo para a Williams, ela tem que se recuperar do péssimo ano de 2011 se não quiser perder mais patrocinadores ou até mesmo seus pilotos pagantes vão largar essa canoa se o furo for muito grande, condenando-a ao fim do grid ou ao fim de fato.

Para isso a Williams veio com um modelo 2012 que continua explorando seu grande trunfo do ano passado: o câmbio compacto que esse ano ainda se beneficia do fato do motor Renault ser um pouco menor que o antigo Cosworth, criando uma área traseira mais livre aerodinamicamente na espectativa de recuperar um pouco da pressão aerodinâmica perdida com o fim dos difusores duplos de 2010 e dos escapamentos "sopradores" de 2011. Ainda sobre o motor, o chefe de operações da Williams, Mark Gillian conta: "O motor Renault consegue operar com a agua e o óleo em temperaturas maiores o que sob o ponto de vista aerodinâmico é melhor, além disso ele perde menos desempenho quando vai ficando muito rodado (problema que havia no Cosworth) e no permite usar mapeamentos eletrônicos com maior flexibilidade". De volta a parte traseira do FW34, vemos que o fim da carenagem tem um corte mais suave, que vem desde cima da carenagem, sem o corte abrupto e reto visto no FW33.

Outro diferencial é que agora o aerofólio traseiro é preso pela sua asa inferior por uma estrutura que acaba logo após os braços traseiros superiores da suspensão (sistema pull rod, como já era antes, possibilitando o peso do sistema ser mais baixo), ao passo que antes havia uma longa haste central que ia até lá em cima o que também tinha influência no fluxo de ar.

Na metade da frente do carro, o princípio de 2011 também se manteve: bico alto (e por isso o degrau, visto que a McLaren foi a única que reduz a altura do bico desde o cockpit, não precisando do declive abrupto do degrau) para aumentar o fluxo de ar para o assoalho e laterais inferiores do carro.

"Ah então o carro é uma mera evolução do carro fracassado do ano anterior!?" Apesar de carta semelhança visual, não! Cerca de 95% das peças desse carro são novas, isso é, foram reprojetadas exatamente para em conjunto serem bem sucedidas onde no anterior deixava a desejar. "O carro é bem mais compacto sob a carenagem, mas isso não podemos mostrar", disse Gillian.

Outro dos grandes segredos do carro reside no assoalho e no difusor traseiro e esses também foram alterados, bem como o motor novo da Renault, que com a reengenharia da traseira alterou um pouco (esperamos que para melhor) o centro de gravidade e equilíbrio do carro, bem como do consumo dos pneus, um problema ano passado.

Só como curiosidade técnica, essa substância leitosa que parece tinta escorrida na foto do carro 2012 ao lado é um líquido usado para verificar o curso do fluxo de ar conforme o formato que ela fica espalhada após o piloto dar algumas voltas.


Agora vamos aguardar o fim dos testes e início do campeonato para ver se dessa vez a Williams estanca a sangria do último ano ou se ela flertará ainda mais perigosamente com a extinta equipe Tyrrell em matéria de trajetória decadente.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Grandes diferenças no carro. Mas Maldonado já teve problemas no 1º dia. Frank tem que rever a forma como está a equipe. Espero que ela seja competitiva pelo menos não se arraste em último junto com a HRT.

Reideer disse...

Percebeste que o difusor traseiro do carro 2012, na parte inferior, tem uma espécie de asae no 2011 não?