quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rubens Barrichello - 1ª parte

No mês que se inicia, um dos maiores pilotos da história do Brasil completa 38 anos de idade. Rubens Barrichello completa esse ano 18 anos de carreira na Formula 1, superando a incrível marca de 300 corridas corridas disputadas.

Vamos lembrar como foi a trajetória de Rubens por todas as suas temporadas e equipes ao longo de sua prolífica carreira:


1993 - O início de sua carreira se deu pela equipe Jordan equipada com os fracos motores Hart e cujo chassis era a evolução do carro do ano passado, que por sua vez foi o chassis do ano anterior adaptado. Foi um ano de aprendizado, conseguindo uma performance sólida pelo que o carro oferecia, quando não quebrava.

1994 - Ainda com os motores Hart, dessa vez a Jordan criara um chassis mais equilibrado e rápido, possibilitando a Barrichello disputar pódios e mesmo marcar uma pole-position em Spa. Seu acidente em Ímola e a morte de Senna foram os destaques negativos do ano
1995 - Agora com uma parceria com a Paugeot, a equipe Jordan proporcionaria a Barrichello um carro melhor, certo? Errado. O carro nasceu mal projetado, com problemas sérios de confiabilidade, sobretudo no frágil motor e na embreagem, impedindo o brasileiro de completar as corridas que conseguia se destacar, perdendo alguns pódios certos.


1996 - Carro mais uma vez mal concebido, sofria de falta crônica de carga aerodinâmica na parte traseira, o que comprometia a tração do carro nas curvas de baixa e desgastava os pneus. O clima entre a equipe e o piloto azedou e Rubens foi para a Stewart ao fim da temporada.

1997 - Equipe nova, vida nova. Sob o comando de Jackie Stewart, Barrichello voltou a receber a confiança que merecia e consequentemente fez uma boa temporada com o equipamento de uma equipe novata, com problemas de confiabilidade que o noviciado impõem.  Os motores Ford também se mostram frágeis. O segundo lugar de Barrichello em Mônaco (marcando os únicos pontos da equipe) foi o destaque do ano.

1998 - Com um carro projetado com  foco principalmente em aerodinâmica, enfrentou problemas de câmbio e eletrônica. Com poucos recursos, a equipe não conseguiu corrigir a trajetória ao longo do ano e perdeu desempenho. Destaque para o 5º lugar em Barcelona.

 1999 - Com uma parceria mais forte com a Ford o que passou a investir mais na equipe e entregou um novo motor o menor do grid, a Stewart pode investir mais no carro, possibilitando a Rubens um ano mais sólido.
No meio do ano a Ford comprou a equipe, e depois anunciou que em 2000 se chamaria Jaguar, e ofereceu a Barrichello a chance de ser o 1º piloto da equipe, mas o brasileiro preferiu apostar suas fichas numa equipe de ponta já estabelecida e aceitou o convite para pilotar a Ferrari e ser companheiro de equipe do temido e polêmico Michael Schumacher.

2000 - Em seu primeiro ano na Ferrari, Barrichello percebeu que a estrutura da equipe era bem maior do que a que estava acostumado na Jordan ou Stewart. Também percebeu que pela primeira vez estava numa equipe que poderia lhe oferecer equipamento para disputar vitórias, o que conseguiu em Hockenhein numa corrida memorável. O peso de estar numa equipe grande e ter seu país (e principal emissora de TV)cobrando um título pós-Ayrton Senna pesaram mais do que nunca.

2001 - Em um ano sem vitórias pela equipe italiana, Barrichello agradou a sua torcida com desempenho sólido e constante o ano todo, sendo muito constante. Infelizmente o  carro deste ano, apesar de muito competitivo, era mais adaptado ao gosto de pilotagem do alemão. Assim como no ano anterior, a ajuda do brasileiro foi decisiva na conquista do título de Schumacher e da Ferrari.


Amanhã continuo com os outros 9 anos da segunda metade da carreira de Barrichello na Formula 1 e uma análise do conjunto de sua obra, que tenho certeza ainda há de crescer mais.

3 comentários:

Leo disse...

Muito bom o texto José, parabéns!!!! Legal reviver a história desse ser humano fantástico e grande piloto. Sò espero q lá na F1-Formula 1, a galera pegue leve no seu trabalho

leo_95 disse...

Muito legal!

Só pra constar:

Antes que venham dizer que o post tá errado, que a Vodafone só entrou em 2002, o F2001 foi usado nas primeiras corridas de 2002 com o Vodafone.

Alessandro Ferreira disse...

Rubens deveria estar no automobilismo amerecino. Onde os brasileiros são respeitados e podem mostrar seu verdadeiro talento.
Vejam como Helio Castroneves e Tony Kanaan são bem vistos.
Barrichello na INDY sem dúvida desde que esteve em Laguna Seca em 1996 conversando com a ROGAN PENSKE se tivesse tomado a decisão aquela época. Já teria conseguido vitórias e títulos!

Pelo menos eu acredito nisto!