quinta-feira, 29 de julho de 2010

Toro Rosso de bico novo

A Scuderia Toro Rosso que a muito tempo não mostrava evoluções aerodinâmicas em seus carros, resolveu trazer para a etapa húngara um novo modelo de bico. A peça agora conta com duas estruturas laterais que direcionam o fluxo de ar sob o bico e reduz a turbulência do ar na área. A equipe era uma das que ficaram para trás no desenvolvimento de seu carro e havia parado de pontuar nas últimas provas. Vamos ver se essa novidade vai trazer pelo menos parte da competitividade da Toro Rosso de volta, possibilitando a Buemi ou Alguersuari disputar com os pilotos da Renault, Williams, Force-Índia e Sauber uma vaga no cobiçado Q3. (Clique na imagem para ampliá-la)

Siga-me no Twitter: @inacio1

Os escapes das equipes

Um importante fator na Formula 1 atual é o formato e terminação dos escapamentos. Nas imagens abaixo vemos a diferença entre 4 equipes. A primeira (1) e mais copiada é a Red-Bull, que criou o conceito de Blow-diffuser, isto é, um escapamento cujos gases emitidos alimentam o difusor traseiro, aumentando o downforce (pressão aerodinâmica) do carro dando-lhe mais estabilidade e aderência. Uma das que copiaram a equipe de Webber e Vettel foi a Mclaren, que tentou usar sua versão em Silverstone, mas não conseguiu bons resultados e agora voltou a tentar na Alemanha o mesmo dispositivo (3) com algumas modificações. Outras equipes, entretanto, não conseguiram projetar as suas versões do caro aparato, como a Sauber (2) e a Lotus (4), adotando um conceito mais antigo com os escapes e suas saídas montadas na parte final-superior das carenagens laterais dos seus carros, jogando assim o ar quente quase integralmente nas asa traseiras, veja: (Clique na imagem para ampliá-la) 
 Siga-me no Twitter: @inacio1 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O novo difusor da Mercedes

A equipe alemã chefiada por Ross Brawn aproveitou a sua corrida em casa para estrear as novidades em seu carro. Além da nova asa traseira com desenho peculiar, o time de Schumacher e Rosberg passou a usar também um novo difusor traseiro no fim de seu assoalho. A peça agora ganhou um contorno arredondado em sua parte superior (1) e perdeu algumas aletas internas no extrator de ar, também redesenhado (2), veja:
(clique na imagem para ampliá-la)

Siga-me no Twitter: @inacio1

terça-feira, 27 de julho de 2010

Titônio Massa fala do episódio em Hockenheim

 O pai do Piloto Felipe Massa se manifestou sobre o lamentável episódio acontecido na Alemanha. Para ele o erro foi da equipe que não deveria ter exigido isso do filho nesse momento do campeonato onde ele ainda tem chances. Revelou ainda que achou que Felipe chorou. Veja e opine:
 
Siga-me no twitter: @inacio1

Red Bull e sua asa dianteira flexivel

Outro assunto que foi polêmico no GP da Alemanha seria a asa dianteira da Ferrari e sobretudo Red-Bull que seriam flexíveis sob grande velocidade, mas que no final da corrida foram liberados por passarem nos testes da FIA e estarem dentro das especificações mínimas de rigidez exigidas . Só que olhando para os testes pré-temporada encontramos evidencias que apontam que testaram sim a tal asa flexível. Talvez eles tenham conseguido fazê-la funcionar como o desejado e passar nos testes. Veja as imagens 1 e 2 e note como os testes para esse objetivo parecem de fato terem existido: (Clique nas imagens para ampliá-las)

 

Mais uma razão pra briga Webber x Vettel?

Analisando os carros da Red Bull que correram no GP de Silverstone e que deram aquela polêmica toda por causa do bico que só Vettel usou, repare que pode haver mais um componente que causou essa briga: Um duto frontal diferente para o alemão que passou desapercebido pela grande mídia. Veja que na imagem comparando os dois carros pelo mesmo ângulo, enquanto no carro de Webber atrás da câmera de TV superior ha uma superfície lisa e uniforme (1), no carro de Vettel é perceptível uma pequena entrada de ar (2), compare: (Clique na imagem para ampliá-la)
  Siga-me no Twitter: @inacio1

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Barrichello tira sarro dos outros pilotos - o outro lado

Independente de toda a polêmica da Ferrari, Barrichello ontem teve mais um dia de humor. Seu ex-companheiro de Brawn GP Jenson Button teve presença de espírito para usar a camiseta que recebeu de seu amigo brasileiro. Enquanto a camiseta que Barrichello usou mostrava a frase "Eu bati o Stig", a que ele deu a Hamilton, Webber e Button tinha os dizeres "Eu NÃO bati o Stig", Veja:

Ressaca do dia seguinte

Depois de todo o dissabor de ontem com a marmelada Ferrarista (também houve uma marmelada da Formula Indy, tirando a vitória merecida de Helio Castro Neves), já fico imaginando o descrédito que Felipe sofrerá a partir dessa semana.

Em suas declarações posteriores, Massa disse não temer a repercussão negativa entre os torcedores brasileiros, pois acredita que eles lembrarão do Massa guerreiro que disputou o título de 2008. Engana-se. Para alguns temas, povo é conhecido por ter memória curta (ao que os políticos agradecem), mas quando se trata de avacalhar, espezinhar e fazer piada, o povo tem memória afiada (ao que Barrichello lamenta).

Grande parcela brasileiros que assiste F1 não gosta realmente da corrida, gostam sim é de ver brasileiros ganhando, pois incutiram que o prazer da competição não está na competição em sí, nas maravilhas técnicas que aqueles pilotos são capazes, no máximo apuro aerodinâmico e mecânico aqueles carros representam na pista, os 24 melhores e mais caros carros do mundo. Isso se deve em parte parte ao bombardeio de algumas emissoras que vinculam diretamente a atratividade da competição a presença brasileiros no lugar mais alto do pódio, como se os demais pegas na pista fossem menos interessantes, arriscados ou meritórios. O brasileiros se acostumaram a Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e especialmente a Ayrton Senna, o mais mediático dos multicampeões brasileiros.

O problema é esse: O tempo passou, as circunstâncias mudaram, a Formula 1 mudou, mas os hábitos do brasileiro não mudaram, alimentados pela eterna esperança de um mega-piloto que ganha tudo contra todos, que peita seu chefes de equipe (mas o brasileiro que quer isso não peita o seu próprio chefe no escritório) e que não veio, pelo menos não do Brasil.

Essas expectativas que Massa frustrou. Expectativas tão enormes que seu talento não teria condições de corresponder, especialmente contra um rival que se mostrou mais poderoso dentro da própria equipe, Fernando Alonso. Massa obedeceu ordens sim podia ter peitado? Sim, mas ia se ferrar com a equipe, então aceitou e se ferrou com o Brasil.

Agora ele se encontra num limbo que já teve Barrichello como hóspede. Um passou a bandeira para o outro no ideário de fracasso nacional. Barrichello depois da polêmica austríaca de 2002 já mudou de equipe algumas vezes, ganhou corridas e hoje, se não tem o prestígio de antes junto ao brasileiros, ao menos recuperou parte de sua paz como piloto, talvez até por já não ser tão cobrado (a cobrança estava em Massa). Vamos ver como Felipe se recupera, como será seu futuro na Ferrari atualmente dominada por Alonso, se terá futuro nela ou assim como Rubens, só será feliz de novo numa nova equipe.