quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Festa dos 200 GP´s de Button


Quando um piloto é querido no meio da Formula 1 ele pode criar cenas preciosas para quem acompanha a categoria. Na celebração dos duzentos grandes prêmios na carreira de Jenson Button no sábado após a classificação, o Box da McLaren recebeu alguns convidados ilustres, como Frank Williams e Ross Brawn, que fizeram discursos elogiosos sobre seu ex-piloto, além de engenheiros e mecânicos que trabalharam com ele ao longo de seus quase 11 anos de carreira.

Na ocasião também pode-se ver um cena rara: Fernando Alonso dentro do QG da McLaren, equipe da qual saiu brigado ao fim de 2007. O espanhol e outros pilotos (os que não estavam em reuniões pós-treino com suas equipes) ao fim posaram ao lado do inglês e sua placa comemorativa. Mal sabia Button que no dia seguinte ganharia a corrida húngara para coroar a data.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Porque a Williams não melhora?

Todos nos acostumamos a ler antes das corridas as declarações ora de Sam Michael ora de Adam Parr que a Williams trará novas asas dianteiras, asas traseiras, assoalho, difusor, dutos de resfriamento de freios etc. No início eram palavras que garantiam expectativas de uma melhora palpável no FW33 mas quase sempre tais novidades não surtiam o efeito planejado pela equipe e seus dois carros continuavam a figurar na segunda metade do grid.

O que acontece com a Williams esse ano? O carro é tão ruim que não há novidade que o melhore? Eles desaprenderam a projetar peças novas? É culpa dos pilotos? As respectivas respostas seriam: mais ou menos, mais ou menos e não.

A Williams não desaprendeu a fazer carros, mas erraram a mão no FW33 que no projeto realmente deveria ser um carro muito rápido, como esboçou ser nos testes de inverno. Ok, a Williams não projeta um carro realmente superior desde 1997, ano que, não por coincidência, Adrian Newey saiu da equipe. Desde então oscilaram entre carros medianos e carros razoáveis, vez ou outra atrapalhados por motores fracos (Cosworth  em 2006, 2010 e 2011 e Toyota entre 2007 e 2009). Desde 2006, sem o apoio da BMW eles foram ano a ano perdendo patrocinadores e assim, dinheiro.

Sem dinheiro você acaba não contratando os melhores projetistas, técnicos e engenheiros do mercado, pois eles custam caro e as rivais ricas pagam mais e tem-se que escolher alguns apenas resultando num certo enfraquecimento técnico da equipe. Mas essa pode não ser a única nem maior causa do fiasco de 2011. Ao meu ver, o maior vilão é o túnel de vento. Como falei aqui, até o ano passado as equipes usavam modelos dos carros na escala de 50% para testar suas peças e esse ano a escala foi aumentada para 60% e creio que nessa adaptação para os novos padrões algo se perdeu, fazendo com que os resultados das peças lá testadas não bata com a realidade nas pistas, como os próprios pilotos e Sam Michael já deram a entender em entrevistas.

Se daqui do alto de meu despretensioso escritório deduzi isso com base no que eles falam, no que vejo nos treinos e no que leio nas fontes sérias, é por que certamente eles lá dentro já devem saber faz tempo e estão tentando corrigir, mas isso custa tempo (e essas férias serão bem vindas para isso) e dinheiro, algo que não sobra na Williams.

O que farão então? Penso que já devem saber o que está errado na fábrica e estão corrigindo, mas o resultado disso  deverá ser conhecido minimamente em pequenas novidades paliativas no FW33 e aí sim, no FW34 de 2012 as coisas deverão avançar.

Aliás, se as corridas e sobretudo classificações de Barrichello esse ano não tem sido "tudo isso", é exatamente por causa desses problemas, visto que como piloto mais experiente cabe a ele testar a maioria das peças e novidades que a equipe produz e que muitas vezes não funcionam e acabam encostadas para serem revistas mais pra frente. Isso requer do brasileiro mexer muito no acerto do carro todas as vezes que se muda uma peça, ao passo que Maldonado pode se concentrar em buscar desde o começo dos treinos um ajuste melhor para seu carro, já que testando menos peças as suas variáveis na busca pelo ajuste são bem menores.

Nesse sentido, se a Williams tiver coerência e juízo, manterá a dupla Rubens Barrichello e Pastor Maldonado para 2012.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As aletas da McLaren

Ganhadora dos últimos 2 GPs com Lewis Hamilton e Jenson Button respectivamente, a McLaren mostra seu característico poder de reação com constantes novidades em seu MP4-26. O modelo que já está a rivalizar com as Red Bull sobretudo em ritmo de corrida trouxe como última novidade perceptível (lembre-se que há tantas outras não detectáveis por fotografias) um novo desenho nas aletas nas laterais da asa traseira do carro.

Antes o desenho era mais quadrado e agora ficou mais refinado, curvo e com menos porém mais largas aletas que direcionam o fluxo de ar dos escapamentos e do fim da carenagem naquela parte do difusor traseiro do carro, reduzindo o arrasto aerodinâmico (turbulência do ar que prejudica o desempenho), como vemos na imagem acima. Clique na imagem para ampliá-la

domingo, 31 de julho de 2011

GP da Hungria - Análise e resultados

Uma grande corrida numa pista que não costuma reservar grandes emoções para os telespectadores. Agradeça a chuva, que no começo e no meio da corrida deu o ar da graça, ainda que de leve.

McLaren: Depois de uma boa largada ambos se posicionaram em bons lugares mais uma vez mais foi Button quem soube capitalizar melhor a bagunça da corrida sendo cerebral e poupando os pneus. Hamilton foi rápido como sempre, mas uma troca de pneus na hora errada e uma punição por voltar à corrida arriscadamente depois de rodar sozinho sepultaram suas chances de vitória, mas ainda assim chegou num bom 4º lugar. Parece que a McLaren pode realmente dar trabalho para a Red Bull nesse segundo semestre, mas lutar pelo título já seria um pouco demais.

Red Bull: Ainda com um ótimo carro, mas já não tão superior, Vettel correu com a cabeça e não se arriscou em disputas desnecessárias tendo a enorme vantagem de pontos que tem para lhe dar conforto na corrida pelo título, mas nem por isso deixou de passar quando teve as oportunidades certas. Webber desde a classificação não acompanhou o ritmo de Vettel, mas ainda segue na vice-liderança.

Ferrari: O desempenho do carro não foi grande coisa, dando a impressão que a McLaren avançou um pouco mais que eles tanto em velocidade como em ritmo de corrida mas Fernando conseguiu capitalizar melhor e chegou ao pódio, mesmo depois de rodar e espalhar algumas vezes. Massa, que também rodou, perdeu mais tempo nas ultrapassagens e no breve momento que disputou com Alonso foi superado facilmente. Pra quem largou em quarto, chegar em sexto é ruim. 1 minuto atrás daquele que largou atras de si, pior. Com isso Alonso continua com mais do que o dobro de pontos do brasileiro, que precisa melhorar mais rapidamente em sua aparente reação.

Force-Índia: Mais uma vez a equipe indiana fica na cola das equipes grandes. Ok, não exatamente na cola, pois seu ritmo era bem inferior, mas pouco a pouco vão descontando os pontos para a Sauber. Parabéns para Di Resta que não fez besteira chegando em 7º e uma palmada na mão de Sutil, que fez, chegando lá atrás em 14º.

Toro Rosso: E Sebastien Buemi mostra como se faz uma corrida de recuperação. Sair do fundão para pontuar tem sido seu forte. Dessa vez se superou: de 23º para 8º é digno de nota sim, mostra que o carro é razoavel e o piloto e a estratégia de boxes funcionaram direitinho. Alguersuari só não chegou melhor porque rodou ao tentar passar Kobayashi onde não dava, mas ainda assim marcou seu pontinho.

Mercedes: Depois de uma boa largada de Rosberg e Schumacher, decepcionou tanto em ritmo de corrida como em estratégia. Schumacher quebrou, mas chegou a liderar circunstâncialmente. O carro não deve evoluir muito mais visto que a equipe já foca no modelo 2012.

Sauber: Dessa vez a estratégia de parar uma vez a menos não funcionou e Kobayashi protagonizou uma das maiores sequências de ultrapassagens já vistas nesse ano, só que no polo passivo. Perez também não fez milagres e ambos não pontuaram.

Renault: Depois de não conseguir se firmar entre as equipes mais rápidas na classificação, o mesmo se deu na corrida. Heidfeld pegou fogo quando não fazia nada demais e Petrov terminou a corrida não fazendo nada demais. Me desculpem os diretores da equipe, mas não adianta culpar Heidfeld pela desgraça da equipe pois é o carro que não evoluiu, mesmo que os pilotos não sejam brilhantes nem lideres natos.

Williams: Parece que as novidades ajudaram minimamente o carro. Minimamente, nada dramático. É outra equipe que deve estar focando seus esforços no carro de 2012. Nessa corrida Barrichello poderia concretamente ambicionar pontos, mas o consumo elevado dos pneus e uma troca errada de pneus arruinaram essas chances (quando ele, Maldonado e outros colocaram pneus intermediários e a chuva sumiu). Ainda assim fez tempos de voltas melhores. Pastor penou mais e só chegou à frente das nanicas. Vamos ver se até Spa a novela da renovação do Brasileiro desincalacra de uma vez.

Lotus Virgin e HRT: As Lotus abandonaram, mas davam mostras de terem melhor ritmo que antes, se descolando de suas colegas de fundo de grid mas ainda não rápidas o suficiente para incomodar Williams e Sauber, por exemplo. No mais palmas para Ricciardo que em sua terceira corrida chegou à frente de seu experiente companheiro Liuzzi e ainda colocou D´Ambrosio no bolso.



Veja o resultado do GP da Hungria de F1

1º. Jenson Button (ING/McLaren), 70 voltas
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 3s5
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 19s8
4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 48s3
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 49s7
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 83s1
7º. Paul di Resta (ESC/Force India), a 1 volta
8º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 1 volta
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1 volta
10º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), a 1 volta
11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), a 1 volta
12º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1 volta
13º. Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 2 voltas
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 2 voltas
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber), a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN
17º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin), a 4 voltas
18º. Daniel Ricciardo (AUS/HRT), a 4 voltas
19º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin), a 5 voltas
20º. Vitantonio Liuzzi (ITA/HRT), a 5 voltas

Não Terminaram:

Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Nick Heidfeld (ALE/Renault)
Jarno Trulli (ITA/Team Lotus)

sábado, 30 de julho de 2011

Programa José Inácio Falou de 27/07/2011

 Esse é o "Programa José Inácio Falou" de 27/07/2011, que falou sobre o GP da Alemanha de F1, sobre o GP da Hungria também, da situação contratual de Barrichello com a Williams, respondeu perguntas feitas ao vivo pelos internautas no nosso chat e falou sobre um tema polêmico: Drogas

Resultado e análise da classificação do GP da Hungria

Esses são os resultados finais do treino classificatório do Grande Prêmio da Hungria de Formula 1.

O que concluir com esses resultados? Red Bull (ou só Vettel?) reagiu, Mclarens na cola e Ferraris também. Massa, graças a uma boa volta dele e uma ruim de Alonso se classificou a frente do espanhol, só que assim como Hamilton ele larga do lado sujo o que pode ocasionar uma largada não tão boa, normalmente um ponto forte do brasileiro. De qualquer modo Massa encerrou a longa sequência de derrotas no grid que sofria para Alonso desde o GP da Bélgica do ano passado e isso deve lhe ajudar psicológicamente. Se ao fim da corrida ele estará à frente do Espanhol serão outros 500.

Button fez um bom terceiro lugar no seu GP de Nº 200, as Mercedes, um pouco melhorzinhas mas ainda bem longe do pódio passa a se concentrar no carro de 2012. Tirando isso parece que Force-Índia e Renault trocaram de posição no quesito competitividade, com Sutil e Di Resta indo bem e Petrov e Heidfeld nem tanto, por culpa sobretudo do carro, não tanto dos pilotos como Boullier dá a entender. Kobayashi não foi tão bem quanto Perez, mas costuma compensar isso com melhor ritmo de corrida, que afinal, é onde se ganha os pontos que a Sauber precisa pra continuar na 6ª colocação entre os construtores.

Na Williams o carro continua muito ruim, com Rubens Barrichello retomando à frente de Pastor Maldonado e com ambos poupando pneus para ver se conseguem um mísero pontinho na corrida que não deve ter chuva. Um bom resultado amanhã para o brasileiro (dentro do que o carro permitir, é claro) pode ajudá-lo a sacramentar a sua renovação contratual com a equipe, que está enrolando.

No fundão faz-se notar a melhora das Lotus com nova direção hidráulica, e o declínio das Virgin, mais distantes do ritmo dos carros verdes e misturados aos fracos HRT.
De resto nada a declarar. Qual o seu palpite para o pódio da corrida de amanhã? E para os brasileiros?

Pos.   Piloto    País/Equipe     Tempo/Dif.   Voltas

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 1min19s815 (14)
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 0s163 (12)
3º. Jenson Button (ING/McLaren), a 0s209 (15)
4º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s535 (15)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s550 (15)
6º. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 0s659 (16)
7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1s283 (12)
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s630 (19)
9º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 2s092 (17)
10º. Sergio Pérez (MEX/Sauber), sem tempo no Q3 (16)
11º. Paul di Resta (ESC/Force India), a 2s342 (15)
12º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 2s469 (13)
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), a 2s620 (14)
14º. Nick Heidfeld (ALE/Renault), a 2s655 (16)
15º. Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 2s869 (14)
16º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), a 3s164 (16)
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams), sem tempo no Q2 (10)
18º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus), a 4s547 (9)
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus), a 4s719 (8)
20º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin), a 6s479 (7)
21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania), a 6s508 (10)
22º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania), a 6s664 (11)
23º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 4s255 (9) - Punido c/ perda de 5 posições
24º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-), a 6s695 (8)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Resultado do 2º treino livre na Hungria

Esse é o resultado final da segunda sessão de treinos livres de hoje na Hungria. A se destacar a supremacia de Barrichello sobre Maldonado, de Alonso sobre Massa e que Heidfeld só ficou uma posição à frente de Bruno Senna que treinou com seu carro no primeiro treino da manhã:








quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dados interessantes sobre a corrida Húngara


Motor-Velocidade

Aceleração plena: 55%
Maior tempo com acelerador no máximo: 10.2 s
Exigência do motor: Baixa
Velocidade média: 195 km/h
Velocidade máxima: 305 km/h
Velocidade mínima: 90 km/h (Curva 1)
Velocidade média em curvas: 132 km/h
Volta de qualificação mais rápida: 1m19.071s (Michael Schumacher, 2004)
Volta mais rápida já registrada: 1m18.436 (Rubens Barrichello, 2004, Pré-classificação)

Freios:

Áreas de frenagens: 11
Frenagem mais rápida: Curva 1 (2,180 kW, 5.23 g)
Tempo sob frenagem: 15%
Exigência de freios: Media
Necessidade de resfriamento dos freios: Alta

Outros:
Carga aerodinâmica: Alta
Exigência de refrigeração: Alta
Troca de marchas por volta: 51
Uso do câmbio: Alto
Consumo de combustível: 2.3 kg/volta
Peso do combustível por volta: 0.3 s/10 kg (aprox. 0.07 s/volta)

Caracterísitcas da pista:
Ondulações: Médio/alto
Zebra: Alta na curva 7
Comprimento total das retas: 2950 m (57%)
Reta mais longa: 908 m
Perda no pitlane (sem contar o pit-stop): 19 s
Comprimento do pitlane : 364 m
Altitude: 220 m acima do nível do mar
Distancia para a primeira curva: 440 m