quinta-feira, 31 de março de 2011

Red Bull de olho em Hamilton

Leio que Helmut Marko, consultor da Red Bull, declarou que a possível contratação de Lewis Hamilton está sim na pauta da equipe para 2012.

Acho isso interessante. Hamilton, claro, é um piloto extremamente agressivo e rápido, um piloto que pode disputar títulos quando num carro à altura, portanto é natural que a equipe de "bebidas energéticas" (como desdenhou o próprio Hamilton outro dia) o coloque em seu cardápio de possibilidades futuras, especialmente sabendo que Mark Webber tem contrato apenas até o fim desse ano.

Mas algumas questões me vem a mente:

1 - Webber vai mesmo pendurar as chuteiras no fim do ano, se desencantar da F1 e se aposentar? Será que ficará realmente apagado essa temporada toda para justificar sua dispensa? Se fizer um ano bom e se mostrar competitivo, não será melhor negócio ter um piloto experiente dando suporte ao ainda não muito experiente Vettel por mais um ano?

2 - Será negócio para Hamilton sair do conforto familiar da McLaren, que lhe apoiou desde criança e é uma equipe que pode sim lhe dar mais títulos se acertar a mão nos carros, para se meter numa equipe onde o grande herói é Vettel, igualmente criado e cevado pela Red Bull desde menino?

3 - E o famigerado programa de jovens talentos da equipe, pra que serve se ninguém sobe da Toro Rosso para a equipe principal? Imagino que pilotos como Alguersuari, Buemi e tantos outros que estão em categorias de menores almejem um dia ser promovidos para a Red Bull, como o próprio Vettel foi ao fim de 2008. Se essa perspectiva se reduz muito, é uma silenciosa admissão seus pilotos não estão a altura da promoção e sinaliza um desperdício de dinheiro, já que as sementes desse dispendioso apadrinhamento não chegam a aflorar completamente.

Acho que ainda é muito cedo para se fechar questão nisso, a McLaren está longe de uma fase decadente e surpreendeu na Austrália com um sólido 2º lugar. Além disso Hamilton tem contrato até o fim de 2012 (se bem que contratos podem ser quebrados, como diria Kimi Raikkonen) e se sente bem onde está, fazendo juras de amor à McLaren e sua decana tradição em detrimento da "empresa de bebidas" que hoje lidera o campeonato. Mas como nada é para sempre, vale a pena observar se um dia esse jogo das cartas principais sofrerá um rearranjo, o que não acredito para 2012. Pelo menos em relação a Lewis Hamiltonl.

Programa "Esporte Motor" c/ José Inácio e Christian Fittipaldi

Eis o vídeo do meu programa "Esporte Motor" de 30/03/2011, repercutindo o GP da Austrália de Formula 1 com a douta presença do piloto do Trofeo Línea Christian Fittipaldi, que também já correu de F-1, F-Indy, Nascar, Stock-Car, nas 24 horas de Le Mans, 24 horas de Daytona (que ganhou), etc

Programa "Esporte Motor" c/ José Inácio e Christian Fittipaldi from inacio on Vimeo.
 
Esse programa, apresentado por mim ao vivo todas às Quartas-feiras às 14:00hs na ALLTV, dessa vez foi "mais sério", pois tinhamos visita e desde pequenino aprendi que devemos tratar bem as visitas. Enfim, mesmo sem minhas quase-bizarrices, o programa não ficou sisudo. Vejam, opinem e ESPALHEM!

PS: Mais uma vez a imagem congelada me passou a perna e dessa vez me deixou com cara de bêbado, ignorem, sim!?
 

quarta-feira, 30 de março de 2011

James Key, diretor técnico da Sauber demitido? Duvido


Informações não confirmadas do site especializado inglês F1 Times reportam que depois da Sauber ter falhado na vistoria técnica após o GP da Austrália e perder os 10 pontos por isso, seu diretor técnico James Key teria sido demitido da equipe.

Ainda segundo esse site, o time suíço teria se recusado a comentar o assunto, não confirmando nem negando a informação.

Essa é a "informação", agora vai a minha opinião: Apesar de não ser impossível, acho muito pouco provável que essa demissão realmente tenha ocorrido/ocorra, pois James Key foi tirado da Force-Índia em meados do ano passado por Peter Sauber exatamente por sua competência no que faz e prova disso é a sensível melhora no desempenho dos carros suíços desde sua chegada e a proporcional perda de rendimento da sua antiga casa, a Force Índia. Um profissional como Key vale muito para uma equipe sob pressão como a Sauber e seria rapidamente aproveitado por alguma de suas equipes rivais. Além disso, não parece haver disponível no mercado (pelo menos não abertamente) ninguém tão qualificado para assumir de imediato a vaga dele na escuderia de Hinwill.

Por mais que sua falha (ou de sua responsabilidade, enfim) tenha sido primária e acarretado numa pesada dupla desclassificação da equipe na prova de Melbourne (a asa traseira do carro não apresentou a curvatura exigida pela FIA), o papel crucial que desempenha na reestruturação e ascensão da equipe e a notória importância no plano de longo prazo da mesma me parecem suficientemente relevantes para lastrear sua permanência.

Mas como tudo é possível, vamos ver o que vai dar. Ou melhor, o que não não deverá mudar.

Force Índia estréia nova asa dianteira

Uma das equipes que mais perdeu desempenho se compararmos os inícios de ano de 2010 e 2011,a Force índia mostra que não vai aceitar facilmente essa queda. Na Austrália estreou um nova asa dianteira, como o desenho principal muito similar ao anterior, mas com novas aletas aerodinâmicas em sua superfície, como vemos nos quadrados destacados em amarelo.

Vamos lembrar que o próprio piloto da equipe, Adrian Sutil, disse que o inicio do ano talvez fosse mais difícil para eles, mas que tinham ambiciosos planos de constantes evoluções a serem apresentadas ao longo do ano inteiro, com as quais pretendem voltar a disputar os pontos com maior facilidade.

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terça-feira, 29 de março de 2011

O novo bico da Lotus

Se a Hispânia não só não usou o bico novo do carro apresentado em Barcelona como ainda correu com o do carro do ano passado adaptado, como mostrei aqui, a Lotus segue o caminho inverso e após testar no inverno europeu um modelo de bico mais curto, estreou na Austrália outro maior, mais alongado e mais esqgui em sua ponta.


Além disso, no fim das laterais do carro, pouco à frente das rodas traseiras e acima do escapamento, a carenagem ganhou "guelras" de ventilação parecidas com as usadas pela equipe Mercedes, para melhorar a dispersão do calor, compare:

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Resultado da enquete "Quem será o melhor novato de 2011?"

Perguntei-lhes quem seria o melhor piloto novato da F1 em 2011 e essas foram as respostas dadas por vocês antes do GP da Austrália:

Sergio Pérez - Sauber                        35%
Paul di Resta - Force Índia                33%
Pastor Maldonado - Williams            29%
Jerome D’Ambrosio - Virgin               1%

Como se vê, um resultado bastante apertado. Passado o GP alguém mudou de opinião? Por quê?

JA TEM ENQUETE NOVA AQUI EM CIMA DO LADO ESQUERDO, RESPONDA!

Porque Heidfeld não correu bem

Como falei em meu "Balanço final do GP da Austrália", Nick Heidfeld não correu muito bem nesse domingo, chegando 11 posições atrás de Petrov (9, depois que as duas Sauber foram desclassificadas).

Conforme eu também adiantei no texto, isso se deu em grande parte porque seu Renault R31 foi acertado logo na primeira curva e correu o resto do GP com a carenagem capenga, comprometendo sua aerodinâmica e performance. Veja com que carro Heidfeld correu todo o GP:

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domingo, 27 de março de 2011

F-Indy - GP de São Petersburgo - Resultado final

Essa foi a classificação final do GP de São Petersburgo (Flórida, EUA) de Formula Indy esse domingo:

1°. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi), 100 voltas
2°. Will Power (AUS/Penske), a 7s1
3°. Tony Kanaan (BRA/KV), a 16s1
4°. Simona de Silvestro (SUI/HVM), a 16s5
5°. Takuma Sato (JAP/KV), a 29s9
6°. Alex Tagliani (CAN/Sam Schmidt), a 30s4
7°. Raphael Matos (BRA/AFS), a 31s5
8°. Vítor Meira (BRA/AJ Foyt), a 35s7
9°. Oriol Servia (ESP/Newman-Haas), a 49s1
10°. Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold), a 56s8
11°. Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport), a 57s3
12°. J. R. Hildebrand (EUA/Panther), a 1min02s4
13°. Sebastian Saavedra (COL/Conquest), a 2 voltas
14°. Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold), a 2 voltas
15°. James Jakes (ING/Dale Coyne), a 3 voltas
16°. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi), a 4 voltas
17°. Graham Rahal (EUA/Ganassi), a 4 voltas
18°. Ryan Briscoe (AUS/Penske), a 5 voltas
19°. Ernesto Viso (VEN/KV), a 8 voltas
20°. Helio Castro Neves (BRA/Penske), a 15 voltas
21°. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport), abandonou
22°. Charlie Kimball (EUA/Ganassi), abandonou
23°. Mike Conway (ING/Andretti Autosport), abandonou
24°. Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport), abandonou
25°. Sébastien Bourdais (FRA/Dale Coyne), Não largou

Méritos, claro, do ganhador Dario Franchitti, atual campeão da categoria, seguido de Will Power, da sempre forte em circuitos mistos equipe Penske,  e de Tony Kanaan, que não testou nos testes coletivos semana retrasada, conheceu seu carro e equipe (uma equipe média, sem grandes recursos) há apenas 4 dias e conseguiu um ótimo 3º lugar no pódio. Hélio Castro Neves não terminou a prova porque foi envolvido da batida causada por Marco Andretti na largada, que capotou (pela terceira vez na curta carreira) levando mais 5 carros consigo.