
Hoje é dia de
Ângela Rô Rô e o Ford
MaverickÂngela Maria
Diniz Gonçalves, nascida no Rio de Janeiro em 5 de
dezembro de 1949,
começou a estudar piano clássico já aos 5 anos de idade. Na sua juventude, foi musicalmente influenciada por
Maysa (sim, a do seriado),
Ella Fitzgerald e Jacques
Brel. Na década de 60, no auge da ditadura militar, mudou-se para Londres, onde trabalhou em restaurantes e cantou em
Pubs.
Em sua volta ao Brasil, nos anos 70, ela foi contratada pela
Polygram, gravando
inúmeros sucesso, de sua autoria, como
Meu Grande amor e
Meu mal é a Birita, tendo como uma de suas
características a
vóz grave e rouca (daí o
"Rô Rô") e a pronuncia com forte acento carioca, sobretudo nas letras "r". Sua vida pessoa, igualmente marcante, foi marcada por escândalos, graças a seu temperamento forte, alcoolismo e uso de drogas. Exemplos de
polêmica vão desde sair de um programa de televisão ao vivo, passando por acusações de que teria agredido sua então namorada
Zizi Possi e o
incêndio de seu próprio apartamento. Depois desse
período conturbado, no início dos anos 2000 ela largou as drogas e o álcool, emagreceu e voltou a fazer sucesso, apresentando um
Talk-
Show no Canal Brasil, lançando CD´s,
DVD´s e ganhando
prêmios como cantora.
O Ford
Maverick foi o primeiro
"muscle car" produzido no Brasil, a partir de 1973, ainda que seu
projeto seja dos EUA, de 1968. No país, seus motores eram inicialmente um 3.0L 6 cilindros em linha ou o importado 5.0L V8. Depois o 3.0, lento e beberrão, foi
substituído pelo 2.3L 4 cilindros, mais rápido e
econômico, mas a má fama do motor antigo comprometeu as vendas desse também, pois os consumidores pensavam, "se o antigo que era maior, não andava, imagine esse". O carro em sua versão 2 portas e com motor V8 era muito veloz e querido pelo público, apesar da visibilidade ruim e espaço apertado para quem vai no banco de trás. Com o passar dos anos, ele sofreu pequenas modificações estéticas e mecânicas e chegou a ter uma versão especial "
quadrijet" com carburador de corpo quadruplo mudanças no motor, que o fazia chegar de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e atingir 205 km/h de velocidade máxima, o recorde nacional da época.
No fim da
década de 70, a fama de beberrão do carro e suas formas tidas como datadas, bem como a
adoção de modificações estéticas duvidosas e o motor 2,3 como item de série, fez com que suas vendas
caíssem, tendo assim sua produção encerrada em 1979, com mais de 108 mil carros vendidos. Durante a
década de 80 o preço dos modelos usados caiu muito, tornando-se um carro rejeitado pelo mercado, mas na
década de 90 e 2000 seus modelos usados voltaram a ser
cultuados e valorizados,
especialmente as versões V8.
A relação entre Ângela
Rô Rô e os Ford
Maverick se da porque ambos eram belos e
beberrões, fazendo muito sucesso no passado, dando uma sumida no fim da
década de 80 e inicio de 90, dando a volta por cima e tornando a ser admirados e
cultuados - merecidamente -
nos dias de hoje.