segunda-feira, 5 de maio de 2014

Senna pilotou duas Williams diferentes em 1994

O modelo antigo (esquerda) e o novo (direita)
Creio que pouca gente se atentou, ou pelo menos comentou isso publicamente, mas Ayrton Senna pilotou, na verdade, duas Williams diferentes na pré-temporada de 1994. A primeira foi uma foi a versão modificada e atualizada do carro de seu ex-grande rival Alain Prost de 1993, o FW15C, com as devidas adaptações para receber a suspensão convencional, que voltava a ser usada pela equipe depois de vencer com facilidade os títulos dos anos anteriores quando tinham a suspensão ativa e outros auxílios eletrônicos. A nova suspensão convencional, aliás, foi o calcanhar de aquiles desse carro no inicio da temporada.
O modelo antigo (esquerda) e o novo (direita)
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O outro carro, o que correu desde o começo da temporada de 1994 propriamente dita, era o FW16, que acabou estreando um pouco mais tarde nos testes de inverno (ilimitados, naquela época), e as principais diferenças visuais entre este modelo e o anterior, usado na apresentação do piloto à imprensa em sessão de fotos e filmagem eram até evidentes para um observador mais atento, compare: (Clique nas imagens para ampliá-las)

  • Pintura diferente, com mais presença do branco na carenagem que cobre o motor e ausência das inscrições "Elf" no bocal de reabastecimento e "Rothmans" abaixo do brasão na lateral dianteira;
  • Entradas de ar laterais mais altas no FW16, sem aquela ligeira curva na parte de baixo;
  • Extremidade do bico mais fina;
  • Asa dianteira com uma área arredondada a mais à frente do bico;
  • Carenagem à frente do cockpit lisa, sem os dois ressaltos para caber os amortecedores;
  • Asa traseira inferior em "V" e na cor preta;
  • Laterais do cockpit na mesma altura das entradas de ar, sem aquela borda do modelo anterior, necessárias pelas entradas de ar anteriores serem mais baixas.
  • Desenho do fim da carenagem do motor diferente, com a luz de sinalização incorporada ao centro e sem um ressalto para a suspensão
  • O carro novo era o único com bocal externo para reabastecimento, já que em 1993 isso não existia.
O modelo antigo (acima) e o novo (abaixo)

sábado, 3 de maio de 2014

A última pole position Senna

A última pole position de Ayrton Senna foi, naturalmente, na sua última corrida, na pista Enzo e Dino Ferrari em San Marino no dia anterior a sua morte, em 30 de abril de 1994, na mesma sessão onde faleceu o austríaco Roland Ratzenberger, da Simtek, conforme mostrei no especial sobre os 20 anos dos acidentes de Ímola nesses últimos dias. Abaixo vai o vídeo da TV inglesa da 65ª pole do brasileiro:

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Os últimos companheiros de Senna e Ratzenberger

Nesse ótimo documentário - em inglês - de 43 minutos narrado por Damon Hill e David Brabham, eles contam como foi ser os últimos companheiros de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger e os momentos e acontecimentos de Ímola, exatos 20 anos atrás. Muito bom.

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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O acidente de Senna - ao vivo na Globo

Senna bate após, ao que tudo indica, a barra de direção do seu carro se romper
Lembro muito vivamente de acompanhar pela TV Globo essas imagens, já reprisadas à exaustão nos programas de TV e internet ao longo dos anos.  Era o dia seguinte ao meu aniversário de 14 anos, e o acidente de Barrichello e de Ratzenberger nos dias anteriores estavam a assombrar a todos que acompanhavam a categoria com mais interesse. O motivo do acidente já é conhecido: a barra de direção de sua Williams se rompeu quando terminava de contornar a perigosa curva Tamburello, uma curva sem área de escape nem proteção contra impactos no muro.

Senna, desacordado, aguarda o socorro, que demora a chegar.
Mas outra coisa que lembrava muito bem era essa narração de Galvão Bueno, que ficou amalgamada em minha memória auditiva durante esses 20 anos, como a súbita elevação no tom de tom ano terminar a frase "...os carros atingem 300 quilômetros por hora" no momento do impacto, o inconformismo com a demora da chegada do socorro, a leve mexida de cabeça do piloto... Até existem fotos mais fortes e gráficas do atendimento após acidente por aí, mas não acho que trazê-las aqui some para alguma coisa.

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Dr. Sid Watkins chefia os primeiro trabalhos de atendimento médico.
Galvão, amigo de Ayrton Senna, se emocionou muito com o acidente e o subsequente atendimento médico, de forma que Reginaldo Leme meio que teve que assumir o papel de falar mais com o público pelo resto da transmissão da corrida enquanto o narrador tomava fôlego e ao mesmo tempo buscava saber mais informações sobre o estado do piloto.

Em seu livro de memórias, Dr. Sid Watkins contou mais sobre o momento do atendimento ao amigo brasileiro ainda na pista: "Ele parecia sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro pelas suas pupilas dilatadas que ele havia sofrido um grande trauma cerebral. Nós levantamos ele do cockpit e o deitamos no chão. Quando o fizemos, ele suspirou, e embora eu não seja religioso, eu senti seu espírito partir naquele momento."

Aos que ainda se perguntam se naquela manhã de domingo ele "sentia que iria morrer", me parece bastante claro que não, haja vista que ele levava uma bandeira da Áustria no cockpit do seu carro para homenagear o falecido Roland Ratzenberger, num claro sinal que ele pretendia vencer - e portanto terminar a prova são e salvo.



Assim como nesse post de Ratzenberger de ontem, as imagens ainda são fortes. Esse fim de semana negro, junto com o grave acidente de Karl Wendlinger da Sauber na etapa seguinte (Mônaco) catalizaram uma série de mudanças fundamentais para a dramática elevação dos padrões de segurança da Fórmula 1, que desde então não teve mais mortes em suas corridas. Alem disso, ainda em vida, Ayrton Senna criou o Instituto Ayrton Senna e que acabaria por perpetuar e multiplicar seu legado de grandeza para milhões de crianças carentes que foram atendidas nas últimas décadas,

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

A reação de Senna ao acidente de Ratzenberger

Senna corre para chegar ao local do acidente de Ratzenberger
Nesse pequeno mas impactante vídeo, parte do filme-documentário sobre Ayrton Senna, vemos a reação do tricampeão ante as imagens ao vivo do pavoroso acidente do piloto da pequena equipe Simtek Roland Ratzenberger no treino classificatório de Ímola em 30 de abril de 1994 e as subsequentes tentativas de reanimação cardíaca do austríaco atendido ainda na pista.

Depois dos cuidados inciais, Senna ainda vestido com o macacão de competição, saiu em disparada correndo dos boxes da Williams (imagem principal, acima) e se dirigiu ao centro médico, onde teria recebido a informação do falecimento do piloto.

Em seguida, Ayrton pegou carona num carro de apoio para se deslocar até o local do acidente na pista, onde se 
inteirou melhor dos acontecimentos com o médico-chefe da Fórmula 1, Dr. Sid Watkins, como vemos nessa outra imagem ao lado. 


Alerto que são imagens desse vídeo são bastante contundentes, mesmo 20 anos depois...


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A morte de Ratzenberger

Há 20 anos, na classificação do GP de Ímola de 1994 morria o piloto austríaco Roland Ratzenberger num pavoroso acidente a mais de 320 quilômetros por hora.

O piloto teve parte da sua asa dianteira desprendida do seu carro algumas curvas antes após perder o controle da traseira do monoposto da Simtek e dar uma rodada, atingindo uma zebra alta com a parte dianteira do carro que então se fragilizou e acabou por se soltar no trecho de maior velocidade do circuito, não aguentando a forte pressão aerodinâmica e tirando a possibilidade do piloto contornar a veloz curva Villeneuve, a curva seguinte à Tamburello. 


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Quem testemunhou o momento chave que custaria a vida do piloto foram os torcedores da arquibancada, dentre os quais este que fez essa rara imagem acima e o brasileiro Christian Fittipaldi, da equipe Footwork, que vinha logo atrás do carro da Simtek quando este já voltava para a pista (note os pneus traseiros sujos denunciando o passeio fora do asfalto). Triste dia...
O corpo de Rateznberger é levado para o hospital



terça-feira, 29 de abril de 2014

20 anos depois, Barrichello lembra a morte de Senna

Nesse vídeo gravado no último fim de semana, Rubens Barrichello lembra do seu acidente na sexta-feira dia 29 de abril e da morte de seu amigo e ídolo Ayrton Senna dois dias depois em 1º de maio e as consequências disso na corrida e ano seguintes.

Barrichello lembra também do legado deixado pelo tricampeão como na melhora de segurança da categoria e os importantes trabalhos sociais do IAS, o famoso Instituto Ayrton Senna, liderado desde o inicio pela irmã Viviane Senna:

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A forte batida de Barrichello

Instintivamente, Barrichello tenta proteger a cabeça com as mãos
Ferido, Barrichello recebe os primeiro cuidados do Dr. Sid
Nessas fotos acima, abaixo, ao lado e também no vídeo abaixo, trecho do famoso filme-documentário sobre Ayrton Senna, vemos o violentíssimo acidente que Rubens Barrichello sofreu nos treinos livres da sexta-feira, dia 29 de abril de 1994 no fatídico GP de Ímola de Fórmula 1 na sexta

Após perder o controle do seu carro, o piloto decolou em alta velocidade com seu Jordan-Hart numa zebra alta da variante bassa e capotou violentamente após atingir a grade de proteção sem o "desconto" da desaceleração e absorção de impacto na barreira de pneus, já que ele acabou voando por cima deles. 

Barrichello é levado ao helicóptero médico
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Nesse acidente ele ficou inconsciente e quase morreu asfixiado pela própria língua, que por cerca de 6 minutos bloqueou suas vias respiratórias, que só foram desobstruídas com a chegada do médico da F1, o professor Sid Watkins - a consequência é que ele pouco se lembra desse dia, da batida, resgate, da visita de Senna no ambulatório, e até de coisas um pouco posteriores, como o funeral do tricampeão.

No vídeo vemos também a reação da equipe Jordan e do tricampeão da Williams, que, proibido de entrar pelos seguranças, teve que pular o muro do centro médico para obter informações sobre o estado de saúde de Barrichello e transmití-las à imprensa que aguardava notícias na entrada do local. Clique nas imagens para ampliá-las