quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Escolha sua Williams-Martini

Hoje a respeitada revista inglesa Autosport confirmou a informação previamente dada pelo jornalista brasileiro Américo Teixeira Jr. em janeiro (e que comentamos AQUI à época) que a Williams será mesmo patrocinada pela empresa de bebidas Martini (além da seguradora Genworth e provavelmente da Petrobrás, que também está  regressando). O fato desse bom dinheiro chegar no mesmo momento em que fecham parceria com os motores Mercedes e da chegada de Felipe Massa e uma série de outros reforços de pessoal gabaritado na área técnica deixa os fãs da equipe otimistas por resultados melhores a partir dessa temporada.

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Uma dúvida entretanto, é a aparência da nova pintura da Williams. Será que veremos uma reedição atualizada de alguma das pinturas que a Brabham usou nos anos 70 (mais parecida com a primeira imagem) ou virão com algo completamente novo? Dentre essas opções que circulam na internet mostradas nesse post, qual você gostaria mais de ver de volta às pistas na Williams de Massa e Bottas?


Thierry Boutsen, primeira e última

Boutsen estreando numa Arrows-Cosworth 1983
O belga Thierry Boutsen correu por 10 anos na Fórmula 1, iniciando sua carreira pela Arrows em 1983, de onde só saiu em 1988 para a Benetton, onde ficou por duas temporadas. Depois ficou mais duas temporadas na Williams, onde ganhou 3 corridas e depois se transferiu, em 1991 para a Ligier, onde também ficou por duas temporadas. Em 1993 estava sem lugar para correr, mas com a ajuda de seu patrocinador, o banco Barclay, conseguiu encaixar-se na vaga de Ivan Capelli da Jordan, que havia tido um desempenho decepcionante em relação ao novato Rubens Barrichello e em comum acordo com a equipe saiu da equipe e se aposentou da categoria.

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Só que o veterano belga, um dos poucos amigos de Ayrton Senna no mundo da F1, não teve melhor sorte e também apanhou feio do brasileiro, sendo dispensado pela equipe após o GP da Bélgica, que por ser sua terra natal acabou por se tornar uma despedida apropriada para ele. No total Boutsen amealhou 3 vitórias, 15 pódios, 1 volta mais rápida e 1 pole position ao longo de seus 164 GP´s. Sua melhor posição num campeonato foi o 4º lugar em 1988 pela Benetton.
Boutsen em seu derradeiro carro de F1, a Jordan-Hart 1993

Reveja o programa "TV Corrida" com Edgard Mello Filho

Reveja a entrevista do piloto, narrador, comentarista e aviador Edgard Mello Filho ao programa "TV Corrida" dessa semana, contando com detalhes e aquele seu estilo rico e único detalhes de sua vida, carreira, além de histórias saborosas sobre seus anos acelerando nas pistas brasileiras e internacionais nas transmissões de Fórmula 1 e Fórmula Indy pelo mundo nas últimas décadas:

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Energy Station", o super motorhome da Red Bull

Depois de mostrar para vocês anos atrás os super motorhomes da McLaren e da Ferrari com Fernando Alonso, agora é a hora de vocês conhecerem outro impressionante motorhome da F1, no caso o da rival Red Bull, conhecido como "Energy Station", um lugar feito para receber convidados VIP´s, patrocinadores, possíveis novos parceiros e também abrigar os pilotos e dirigentes da equipes durante a estada deles no autódromo na fase européia, com direito a banheiros com chuveiro, restaurante, bar e tudo mais, confira (em inglês):

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Conversa com Felipe Massa

Acabo de sair da entrevista coletiva que o piloto da Williams Felipe Massa concedeu aos jornalistas em São Paulo e saio de lá com algumas informações interessantes colhidas na coletiva em si e também num pequeno bate papo informal minutos antes.

A ESCOLHA DA WILLIAMS

A primeira é que foi ele mesmo que escolheu e negociou com a Williams para correr por lá, sem tanta participação de seu empresário Nicolas Todt, que estava às voltas com a saída de Pastor Maldonado da mesma equipe antes do prazo contratual (que ia até o fim de 2015). Massa e a equipe de Frank começaram a negociar após o GP do Japão, tal como ocorrera com Bruno Senna em 2011.

O piloto contou que a escolha da Williams se deu por se tratar de uma equipe com uma ótima infra-estrutura e que está se fortalecendo seu plantel técnico contratando pessoas gabaritadas da concorrência, passo inverso, por exemplo, da Lotus, com que chegou a ser ligado no fim do ano passado e acabou sendo o destino do venezuelano.

Eu piscando os olhos bem no clique do papo com Felipe e Dudu Massa
PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Outro dado interessante diz respeito ao método de trabalho da nova equipe. Felipe conta que, à exemplo da Ferrari, tem sido muito ouvido quando dá dicas e faz considerações para melhorias no dia-a-dia do trabalho da Williams, sentido que as coisas mudam realmente após sua palavra. Seu companheiro Valteri Bottas parece especialmente interessado em aprender com a experiência do brasileiro.

O clima de trabalho na equipe é muito profissional, mais sério e sem tanta passionalidade que na latina Ferrari, mais parecido com o que conviveu em seus anos de Sauber, que também tinha um ambiente mais austero. Como exemplo relata que quando testava pela equipe suíça (nos anos em que os testes eram livres), ele dava cem voltas na pista, e retornava aos boxes com o carro sujo e quando retornava à pista o carro estava completamente limpo novamente, ao passo que na Ferrari "o carro entrava preto no box e saia preto", sem que isso seja uma crítica, visto que ambas funcionam com a mesma eficiência, apenas expondo as diferenças.

Massa também disse que aos poucos começa a fazer algumas brincadeiras com a equipe, porque é de sua personalidade e também para torná-la mais solta, algo que segundo tem sido bem recebido por todos, que gostam dessa nova experiência.

VISITA A SCHUMACHER

Felipe Massa mantem contato diário com pessoas diretamente ligadas à Michael Schumacher e continua torcendo e rezando por seu restabelecimento, confiante que a boa forma física do alemão possa ajudá-lo na recuperação. Ele conta que, sem que ninguém da imprensa mundial soubesse, visitou recentemente o piloto no hospital de Grenoble, na França, ficando bastante tempo ao lado da cama dele passando energia, e que se sentiu bem ao lado de Schumacher, que aparenta apenas estar dormindo.

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EXPECTATIVAS PARA 2014

Massa falou que a condução do carro mudou bastante em relação ao ano passado, com o torque do motor disponível numa faixa de giros muito mais baixa, o que somado a uma perda de pressão aerodinâmica dos novos carros (asas traseiras mais rasas e fim do escapamento que soprava seus gases no assoalho) deve gerar um desafio aos pilotos para evitar saídas de traseira e consequente desgaste de pneus. Sobre o novo sistema de ERS, que disponibiliza 160 cavalos por 33 segundos ao longo de cada volta, detalhou que seu acionamento não se dá mais por um botão, mas sim automaticamente segundo uma programação eletrônica pré estabelecida antes de cada corrida, com base no que sentiu nos treinos livres.

Sobre o novo câmbio de 8 marchas disse que como a relação de marchas é fixa o ano todo, haverá equipes, como Mônaco, que marchas como a 7ª ou 8º poderão nem ser utilizadas, ainda que estejam disponíveis, ao passo que em Monza deverão ser bem mais solicitadas, diferente das marchas mais reduzidas. O consumo de combustível também será um enorme desafio, com o estilo de pilotagem dos pilotos afetando diretamente no resultado das corridas.

Sobre a pontuação dobrada na última etapa do campeonato, ele simplesmente pensa que é algo que deve ser levado em conta, lembrando também que se essa regra valesse em 2008, ele teria saído de Interlagos com o título de campeão.

Testes de um F1 que nunca estreou


Já mostrei para vocês aqui no BLOG uma matéria sobre carros de Fórmula 1 que nunca disputaram um GP (clique AQUI para ver). Mas nesse caso temos um precioso vídeo dos testes privados da natimorta equipe japonesa DOME, que nunca chegou a alinhar seu carro no grid mas que fez esse e outros testes privados na sua terra natal.

O projeto deu errado por vários motivos: falta de patrocínios, pela recusa da Mugen-Honda em fornecer motores e com isso os constantes adiamentos do projeto - que começou no fim de 1995 e finalmente foi abandonado em 1999 com a forte parceria entre a BAR e a Honda que acabaram por relegá-los ao esquecimento.

O carro das imagens que você vê foi projetado pelo engenheiro Akiyoshi Uko e foi testado pelo piloto italiano Marco Apicella (fotos acima) e posteriormente Shinji Nakano, sendo os dois últimos com participações em corridas de Fórmula 1.

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Motores turbo: F-1 vs F-Indy


      FÓRMULA 1 2014

  • Capacidade: 1.6 Litros Turbo 
  • Potência: entre 600/650 cavalos
  • bloco: 6 cilindros com ângulo de abertura em "V" de 90º
  • Ers com 160 cavalos acionáveis por 33 segundos por volta
  • Combustível: Gasolina
  • Tanque: até 100 quilos por corrida (aprox. 139 litros) sem reabastecimento
  • 4 válvulas por cilindro
  • Injeção direta de combustível nos cilindros
  • Rotação máxima: 15.000 rpm
  • Fabricantes: Mercedes, Ferrari, Renault e Honda (este a partir de 2015)
  • Câmbio semi-automático de 8 marchas + ré
  • Dimensões do carro: 1,80 de largura máxima, 0,95m de altura máxima e cerca de 5,20m de comprimento (varia a cada equipe).
  • Peso mínimo do carro com o piloto e sem o combustível: 691 quilos (701 em 2015).
     
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      FÓRMULA INDY 2014


  • Capacidade: 2.2 litros biturbo
  • Potência: entre 550 e 730 cavalos, dependendo da pressão dos turbos e uso do "push-to-pass".
  • Bloco: 6 cilindros em "V"com abertura entre 60º e 90º
  • Combustível: Etanol (álcool) 
  • Tanque: 70 litros com reabastecimento livre.
  • Injeção direta de combustível nos cilindros
  • Rotação máxima de 12.000 rpm
  • Fabricantes: Chevrolet e Honda
  • Câmbio semi-automático de 6 marchas + ré
  • Dimensões do carro: 2,01 de largura, 1,12m de altura e 5,01m de comprimento
  • Peso mínimo do carro com o piloto e sem combustível: 701 quilos (ovais de 1,5 milhas e Indianápolis) e 714 quilos (ovais pequenos e circuitos mistos)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Lotus pode anunciar novo chefe de equipe

Martin Withmarsh
Depois de perder seu líder Eric Boullier (e uma impressionante centena de outros funcionários, conforme mostrei AQUI) para a concorrência, a equipe Lotus parece pronta para reagir e anunciar um novo chefe de equipe capaz de motivar e liderar a esquadra de volta a um rumo ascendente - isso se o carro for bem nascido.

O nome do antigo e silenciado chefe da rival McLaren Martin Withmarsh foi um dos mais comentados nos bastidores, mas pessoas próximas a ele entendem que por mais que o desafio seja interessante, aceitar esse convite com a Lotus num momento tão delicado e com restrições orçamentárias mais severas poderia ser um passo atrás para o inglês, que assim poderia optar por permanecer na sua atual organização, ainda que numa nova função num outro ramo do grupo.

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Olivier Quesnel
Outro nome ventilado e que assume ter sido procurado é o do francês Olivier Quesnel, líder da equipe Citroën, multicampeã do Campeonato Mundial de Rally (WRC). Entretanto ele mesmo assume que sua idade de 64 anos é um fator a ser ponderado ao analisar o convite, isso para não falar é claro na mesma questão técnico-financeira delicada pela qual a equipe estaria enfrentando, o que poderia limitar suas possibilidades de sucesso em sua incursão nas pistas de asfalto.

Vale lembrar que as últimas equipes que trouxeram um líder consagrado do mundo do Rally para a Fórmula 1 foram a BAR, que com David Richards foi vice-campeã de 2004 e a Ferrari, que ressurgiu nos anos 90 e se tornou suprema no inicio dos anos 2000 sob a batuta do também francês Jean Todt. Em comum, entretanto, esses dois também chegaram mais jovens às suas novas equipes no grid e com elas em condições financeiras bem mais confortáveis.