sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Carro usado por Ayrton Senna está a venda


Um Honda NSX de 1992, um esportivo que teria sido usado pelo tricampeão Ayrton Senna em Portugal, está à venda numa página da internet.

O carro tem apenas 31 mil milhas e tem todas as peças originais dos tempos que seria usado pelo piloto, inclusive um jogo de tapetes "com as pegadas originais de Ayrton" (foto ao lado), como enfatiza o atual proprietário do carro na descrição do carro de que resolveu se desfazer após dezessete anos sob sua guarda.

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Atualmente o preço para levar o esportivo está na casa dos 180 mil reais e os lances poderão ser feitos até o dia 17 desse mês. Você se interessou e quer mais detalhes? Clique AQUI:

Mansell 60 anos


Foi ontem, eu sei, mas como estive ocupado o dia inteiro, a homenagem aos 60 anos do "leão" Nigel Mansell, campeão da Fórmula 1 de 1992 e da Fórmula Indy de 1993 sai hoje, com algumas imagens marcantes de sua bem sucedida carreira que vai desde a estreia na equipe Lotus entre 1980 e 1984, ano este em que desmaiou dramaticamente empurrando o carro para a linha de chegada. Depois foi para a Williams entre 1985 a 1988, onde lutou por 2 temporadas com Piquet para ser campeão, com o brasileiro vencendo em 87.

Depois disso partiu para a Ferrari entre 1989 e 1990, mas com a chegada do controlador Prost, voltou à Williams em 1991 e foi, finalmente campeão em 1992, sendo demitido e partindo para a América e a Fórmula Indy entre 1993, quando também foi campeão.

Em 1994, menos motivado na Indy, retornou à Williams na segunda metade 1994 para substituir o falecido Ayrton Senna, passagem essa que lhe rendeu a derradeira vitória no GP da Austrália. Depois assinou com a McLaren mas não cabia no carro e quando lhe construíram um para o seu tamanho, seus resultados com o fraco carro daquele ano não foram nada bons, encerrando seu contrato mais cedo. Em 1996 correu na BTCC com um Ford Mondeo e no fim do ano tentou uma vaga na F1 de 1997 pela Jordan, mas a equipe acabou por escolher Fisichella após os apagados resultados do veterano nos testes.

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Entre 2006 e 2007 ele disputou as poucas corridas da GP Masters contra nomes como Emerson Fittipaldi, René Arnoux, Dereck Warwick, Hans Joachim Stuck, Jacques Lafitte, Ricardo Patrese, entre outros, onde ganhou 2 corridas e depois alinhou seu protótipo nas famosas 24 Horas de Le Mans em 2010 ao lado de seus dois filhos, mas bateu logo na 5ª volta. Desde então participa de eventos beneficentes e como comissário em corridas da Fórmula 1 e nesse ano participou do comentado comercial do novo Ford Fusion, onde a velha rivalidade na pista contra Nelson Piquet num pega na pista:










quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Assista o "TV CORRIDA" dessa semana

No programa "TV CORRIDA" dessa semana começamos o balanço de meio de ano da Fórmula 1, assunto do qual falamos bastante, além de Fórmula Indy, F-Truck, Stock-Car etc, além de ainda contarmos com a bem vinda presença da bela Sara lendo as suas perguntas do CHAT! Espero que gostem!

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

As férias da Force Índia

Enquanto a Fórmula 1 está de férias, os mecânicos da Force Índia passam seu tempo livre como podem! Paul Di Resta e Adrian Sutil certamente já pensam com onde poderão correr em 2014. O escocês querendo alçar vôos mais altos e o alemão em manter-se na categoria.

Domenicali, o questionável líder da Ferrari

Stefano Domenicali assumiu como chefe da equipe Ferrari em 2008, quando o francês Jean Todt saiu da equipe para cuidar de sua vida, antes de voltar como presidente da FIA.

Naquele mesmo ano em que assumi o a chefia da equipe (antes era o diretor esportivo), a Ferrari conquistou o campeonato de construtores, com Felipe Massa quase sendo campeão do mundo escudado pelo então campeão Kimi Raikkonen e tudo parecia muito bem.

Só que as regras técnicas para a temporada seguinte mudaram completamente e se o carro de 2008 era uma evolução do campeão usado em 2007, nascido na gestão de Todt e sob um conjunto de regras estáveis, o novo carro de 2009 era o primeiro projeto completamente novo da equipe agora liderada pelo italiano e o resultado foi dos mais decepcionantes, com apenas uma vitória na turbulenta temporada que ainda viu Felipe Massa se acidentar e ficar fora do sua metade final.

Em 2010 veio o F10, outro projeto novo, visto que o anterior era simplesmente ruim e era mais curto, já que tinha o tanque de combustível bem menor para contemplar os reabastecimentos agora proibidos. Esse carro foi bem melhor e a equipe ganhou 5 corridas no ano, mas não conseguiu levar o título, ficando com a 3ª posição na tabela de pontos, dominada com folga pela Red Bull.

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No ano de 2011 o novo modelo da Ferrari, o 150 Itália teve ainda menos desenvoltura no campeonato, só vencendo uma única corrida enquanto a Red Bull levou nada menos que 11, terminando uma vez mais na 3ª posição no campeonato de construtores.

Veio 2012 e com o novo ano, um novo carro, no caso um carro que nasceu muito ruim e foi evoluindo ao longo do ano, onde ganharam 3 corridas na primeira metade do ano, mas que ainda assim não chegou aos pés da rival Red Bull, que no cronômetro continuava fazendo carros superiores.

Agora veio 2013, o F138, começou o ano muito promissor, mostrando-se um competidor que poderia aspirar um enfrentamento com o RB9 de Vettel, mas... - e sempre tem um "mas" na Ferrari dos últimos anos - o carro foi perdendo competitividade corrida a corrida, terminar no pódio, mesmo para Alonso foi se tornando cada vez mais difícil e as classificações mostraram-se particularmente desalentadoras. Some-se a isso as constantes desculpas de que "o túnel de vento está descalibrado" e "as atualizações não funcionaram como o esperado", obrigando-os a migrar para o da Toyota, mas que já também estaria sob suspeita...

E o que podemos concluir desse quadro todo? Que sob a gestão de Stefano Domenicali a Ferrari jamais se encontrou verdadeiramente na posição de ter o melhor carro, como na gestão Todt/Brawn, por mais que tenha contado com Kimi Raikkonen e Fernando Alonso para pilotar e nomes técnicos importantes como Pat Fry, Loic Bigois, Martin Bester, Ben Agathangelou e mais recentemente James Allison, que ainda não teve tempo para produzir.

Depois de tantas cabeçadas, o que vem o dirigente dizer sobre os reiterados decepcionantes resultados das últimas etapas (onde já perderam a vice-liderança para a Mercedes e veem o 3º posto acossado pela Lotus)? "Nós não sabemos exatamente qual é o problema, parece que perdemos a vantagem que tínhamos em ritmo de corrida no começo do ano."

Será que a Ferrari não cogita que um dos problemas pode ser exatamente o seu chefe?

Eu não estou aqui afirmando categoricamente que o problema, é Stefano Domenicali ou apenas ele, mas que diante de um quadro de tantos insucesso e onde a principal peça de ligação entre tantas variáveis é ele, a Ferrari deveria examinar com muito mais severidade essa possibilidade, já que mesmo cercado de todos esses recursos não conseguem conceber um projeto vencedor, e o papel do chefe da equipe é exatamente esse: garantir a excelência em todas as áreas, especialmente numa equipe onde o dinheiro é tão abundante, para vencer o campeonato...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Endividada, Lotus atrasa salário de Kimi e funcionários

Tentando enfaticamente manter Kimi Raikkonen na equipe para a temporada de 2014, a Lotus não está conseguindo as condições financeiras necessárias para fazê-lo com a paz desejada, uma vez que está atolada em uma enorme e crescente dívida milionária.

Como já mostrei AQUI, a Lotus vem acumulando ano após ano prejuízos pesados com suas operações: Só em 2012 fecharam com 85 milhões de dólares no vermelho, vindo de outros 31 milhões de prejuízo em 2011 e mais 51 milhões de rombo em 2010. Agora, segundo o site alemão Motorsport-Total, a equipe está atolada hoje numa dívida de 120 milhões de euros (366 milhões de reais), causando atrasos nos pagamentos de engenheiros, mecânicos e fornecedores (o badalado diretor técnico James Allison, recentemente anunciado na Ferrari, teria saído de lá ao sentir o tamanho do problema), além de já terem encerrado o desenvolvimento do carro que ainda disputa o título de 2013, apenas com as novidades já previstas a serem implementadas nas pistas determinadas.

 
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Como se não bastasse, a equipe sediada em Enstone, Inglaterra, também atrasou o salário de Kimi Raikkonen, que disse recentemente: "Isso aconteceu no ano passado e agora de novo, então não é o ideal, mas tenho certeza que eles vão resolver isso" , mas pelo que se comenta já teria ido se queixar da situação à Bernie Ecclestone. Esse tipo de dor de cabeça justamente agora nas férias da Fórmula 1 quando as negociações para o ano seguinte costumam tomar mais forma e quando os rumores sobre convites de Red Bull e Ferrari ao finlandês emergem com alguma força não ajudam nada a equipe.

A grande salvação da equipe viria de patrocinadores e sobretudo, de um novo sócio. No começo do ano acreditava-se que o grupo americano Honeywell embarcaria na equipe, tanto que as laterais dos carros pintadas no mesmo tom de vermelho da logomarca da empresa teriam surgido já antecipando a possível parceria, que não aconteceu. Mais recentemente chegou a ser divulgado que um consórcio de investidores chamado Infinity Racing teria adquirido 35% das ações da equipe em troca de uma substancial injeção de recursos, só que pouco depois do anuncio a equipe voltou a se manifestar, dizendo que o negócio ainda não tinha sido fechado e que, portanto o dinheiro salvador não havia chegado.

Para piorar um pouco mais, ainda segundo o site alemão, as relações entre o dono da equipe, Gerard Lopes e Bernie Ecclestone (que ano passado já teria socorrido a equipe de uma situação pré-falimentar adiantando dinheiro dos direitos de TV), teria esfriado nos últimos tempos, com a ponte entre o manda-chuva da F1 e a Lotus agora sendo feita pelo chefe de equipe Eric Boullier.

Assim, parece que a Lotus está atulhada de problemas complexos para resolver e isso pode influenciar diretamente no projeto do completamente novo carro de 2014, que estaria nascendo no meio de muita turbulência interna e contingências financeiras. Será que Kimi Raikkonen vai dar muito peso a essas recorrentes intabilidades na hora de decidir o seu futuro na F1? Se ele resolver sair da equipe, ela sobreviveria sem seu nome de peso, quando sabemos que mesmo com o midiático campeão lá dentro encontrar investidores não está sendo nada fácil?

Só o tempo dirá...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O grande erro da Williams tem conserto?

O grande erro da Williams, de forma simples e direta, sem rodeios nem floreios, foi dispensar Adrian Newey no início de 1997. Não por acaso, este foi o último ano em que a equipe teve um carro para conquistar o título mundial.

De 1998 até hoje, 15 temporadas, portanto, a Williams só caiu de produção e mesmo durante o período de associação com a gigante BMW, parte do qual muitos acreditavam garantir-lhe o melhor motor do grid, a equipe inglesa não produziu um chassis vencedor. Depois do fim da parceria (na realidade sociedade) com os alemães, pouco a pouco a equipe foi perdendo patrocinadores e relevo na Fórmula 1, entrando num circulo vicioso: com carros piores, os resultados eram piores, com resultados piores os patrocinadores foram minguando e sem o dinheiro deles, a equipe foi perdendo os melhores técnicos e os pilotos passaram a ser escolhidos não pelo que fazem, mas por quanto trazem.

O último ano em que a equipe teve os dois pilotos contratados por seu talento, que recebiam salários, foi 2010, com Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, depois disso, ao menos um de seus pilotos, senão os dois, foram escolhidos com base no dinheiro que levam. Na verdade se lembrarmos que Kazuki Nakajima só estava lá entre o fim 2007 e 2009 por causa dos motores Toyota, vemos que a coisa já vem mais de trás.

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E porque a equipe cometeu o erro fatal de dispensar Newey? Por que o projetista queria se tornar sócio da equipe, ter ações dela e tanto Frank Williams como Patrick Head, à época únicos donos da equipe, não quiserem isso, deixando o inglês que lhe projetara os carros que haviam conquistado os títulos de construtores de 1992, 93, 94, 96 e 97 bastante frustrado a ponto de partir para a McLaren, que se beneficiou imediatamente de sua chegada, conquistando o título de 98, o primeiro após Ayrton Senna.

Depois disso Newey continuou colocando a McLaren na disputa do título, quase foi para a Jaguar em 2001, mas acabou saindo em 2006 pois, segundo se comentava, a equipe de Ron Dennis não lhe deu a carta branca que queria para reestruturar o setor de engenharia à seu gosto, o que conseguiu na Red Bull, onde ainda iria ganhar muito mais dinheiro, cerca de 10 milhões de dólares por ano naquela época (hoje certamente mais) e já caminha para o seu 4º título consecutivo pela equipe.

O fato da equipe não ter entrado nos trilhos de um projeto vencedor desde então, denota outro erro: Administração. A equipe simplesmente não conseguiu se reencontrar mais, mesmo quando o dinheiro não faltava. E qual a solução para a Williams? Se associar à um grande fabricante, como a McLaren anunciou recentemente com a Honda! Simples não? Afinal todos sabem que a estrutura da equipe ainda está entre as melhores da categoria, só que conseguir esse sócio de peso, além de muito difícil agora que anunciou que comprará os motores da Mercedes entre 2014 à 2016, também é complicado exatamente porque um parceiro fabricante sabe que o staff técnico da equipe não conta com nomes de peso no vital setor aerodinâmico, visto que as estrelas como Newey, Aldo Costa, Paddy Lowe, Ross Brawn, Rory Byrne, James Allison etc já estão sob milionários contratos nas rivais e quem está lá hoje fez esse carro que só marcou 1 ponto após 10 etapas...

A maior esperança para a equipe acaba sendo então a chegada de seu novo diretor técnico, Pat Symonds, aquele mesmo que deu a ordem para Nelsinho Piquet bater de propósito em 2008, quando chefiava o mesmo setor na Renault liderada por Briatore.

Independente dessa grande mácula em seu currículo, será que ele terá condições de reconduzir a Williams à uma curva ascendente? Ele não é projetista, mas chefiará os da Williams e terá que extrair o melhor deles para evitar no ano que vem a repetição da hecatombe que estamos vendo nessa temporada. Só nos resta aguardar - e torcer - por um melhor futuro da equipe que, honestamente, tenho profundas dúvidas que consiga ser campeã novamente...