sexta-feira, 8 de março de 2013

Calendário oficial da F1

Esse é o calendário oficial da Fórmula 1 da temporada 2013. A etapa da Alemanha ainda estava balançando, não se sabendo exatamente se ocorrerá e em que pista, aparentemente com o martelo batido em favor de Nurburgring.

O GP da Europa que acontecia nas ruas de Valência, na Espanha, foi extinto e o GP de New Jersey adiado para 2014.

Entre as etapas da Hungria e da Bélgica, há o tradicional intervalo de quase 1 mês de férias de meio de ano da categoria, que continua terminando em Interlagos, São Paulo, confira:

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    ETAPA            CIRCUITO               DATA   
 1. Austrália        Melbourne           17 Março
 2. Malásia          Sepang              24 Março
 3. China            Shanghai            14 Abril
 4. Bahrein          Sakhir              21 Abril
 5. Espanha          Catalunha           12 Maio
 6. Mônaco           Monte Carlo         26 Maio
 7. Canadá           Montreal             9 Junho
 8. Grã Bretanha     Silverstone         30 Junho
 9. Alemanha         Nurburgring          7 Julho
10. Hungria          Hungaroring         28 Julho
11. Bélgica          Spa-Francorchamps   25 Agosto
12. Itália           Monza                8 Setembro
13. Cingapura        Circ. de Rua        22 Setembro
14. Coréia           Yeongam              6 Outubro
15. Japão            Suzuka              13 Outubro
16. Índia            Buddh               27 Outubro
17. Abu Dhabi        Yas Marina           3 Novembro
18. Estados Unidos   Américas            17 Novembro
19. Brasil           Interlagos          24 Novembro

Marussia afia os dentes contra Caterham

Apesar de ser a menor equipe da F1 em termos de orçamento, a Marussia, recentemente envolvida da polêmica troca de Luiz Razia por Jules Bianchi, promete incomodar muito sua rival Caterham esse ano, com base no que vimos nos testes de inverno.

Prova disso é que a equipe anglo-russa (sua sede e maioria de pessoal são ingleses, mas seu acionista majoritário e bandeira são russos) já vem trazendo novidades ao seu carro antes mesmo da primeira etapa na Austrália.

Já mostrei AQUI para vocês a nova carenagem que cobre o motor. Agora as novidades são um novo bico dianteiro, mais esguio e afilado e uma nova asa dianteira, com várias modificações nos elementos aerodinâmicos como: novos endplates (paredes verticais externas), terminação interna das aletas principais, aletas superiores novas e main front wing (asa-principal dianteira, aquela que se estende de um lado do carro sob a qual todas as outras estão em cima) com turning vanes (aqueles pequenos canais, túneis abaixo das extremidades) levemente redesenhados.

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Há quem acredite que a equipe vai começar melhor o ano que a Caterham. Se irá terminar o ano à frente, aí entram muitas variáveis na conta, pois a temporada é longa e a capacidade de reação da rival verde em tese é maior, mas certamente o time do carro vermelho preto e branco está se esforçando para corresponder às expectativas e assim abocanhar o valioso 10º lugar na tabela de construtores, que lhes escapou na última corrida da temporada passada. Clique nas imagens para ampliá-las!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Programa José Inácio Falou dessa semana!

No programa dessa semana falamos sobre os testes de inverno, o que esperar de cada equipe com base no que vimos nesses testes, da abertura da Stock-Car, da morte de Hugo Chávez e seu possível impacto no futuro de Pastor Maldonado na F1, d´outras notícias do automobilismo em geral, de como conseguir fazer sucesso com a mulherada e respondi, é claro, as perguntas feitas ao vivo pelo internautas no nosso chat interativo, confira, opine e DIVULGUE!

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Ferrari testa nova asa dianteira

Uma das novidades da equipe Ferrari nos últimos dias de testes da F1 em Barcelona, além dos novos escapamentos que já lhes mostrei AQUI, foi uma nova asa dianteira, com extremidades laterais levemente redesenhadas, uma nova micro asinha no canto superior externo, nova mini-asa superior agora levemente maior e curva, ao lado da maior, redenho das extremidades internas dos elementos principais, tanto perto das extremidades laterais externas quanto perto das hastes que ligam a asa ao bico do F138.

Como o grande mestre aerodinamicista e consultor extraordinário do blog Ricardo Divila me ensinou e eu já disse "N" vezes aqui, a asa dianteira de um F1 é tão complexa e trabalhada por que ela é que fundamentalmente define a distribuição de ar em todo o resto do carro: laterais, assoalho, entradas de ar, asa traseira, pneus, etc. Compare:

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Quanto cada um andou nos testes da F1

Esses são os números finais dos testes de inverno da pré-temporada 2013 da Fórmula, considerando as 3 sessões de 4 dias cada nas pistas de Jerez e Barcelona. Lembro que Pastor Maldonado e Valteri Bottas da Williams usaram o carro de 2012 na primeira sessão de testes.

Como tempos de volta podem ser muito enganadores nessas ocasiões, tempos que observar mais é a quilometragem total, para ver se um carro é confiável, sendo uma base sólida para desenvolvimento, não tendo a equipe que se preocupar em entender problemas e podendo se dedicar ao refino do desempenho do modelo. Nesse sentido a Sauber e a Mercedes aparecem muito bem nas tabelas, cabendo ao estreante Esteban Gutierrez a bem-vinda liderança nos números individuais, o que certamente ajudará na sua adaptação com a nova categoria.

Sobre os números em si, lembro que a distância total da pista de Jerez é de 4.428 km ao passo que a de Barcelona é maior, com 4.655 km, o que resultou em números diferentes na relação total de quilometragem (critério principal para posicionamento no ranking), mesmo com um número de voltas semelhante ou mesmo inferior ao de um piloto abaixo na tabela.

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Pilotos:

Pos. Piloto               / Voltas       / Quilômetros:
1. Esteban Gutiérrez / 607 voltas / 2.768 km
2. Nico Rosberg / 575 voltas / 2.639 km
3. Lewis Hamilton / 563 voltas / 2.584 km
4. Nico Hülkenberg / 554 voltas / 2.538 km
5. Sergio Pérez / 554 voltas / 2.538 km
6. Max Chilton / 550 voltas / 2.535 km
7. Paul di Resta / 553 voltas / 2.519 km
8. Jean-Éric Vergne / 536 voltas / 2.454 km
9. Charles Pic / 516 voltas / 2.364 km
10. Valtteri Bottas / 514 voltas / 2.352 km
11. Fernando Alonso / 505 voltas / 2.350 km
12. Sebastian Vettel / 513 voltas / 2.343 km
13. Felipe Massa / 513 voltas / 2.336 km
14. Romain Grosjean / 495 voltas / 2.270 km
15. Mark Webber / 495 voltas / 2.264 km
16. Pastor Maldonado / 483 voltas / 2.213 km
17. Giedo van der Garde / 469 voltas / 2.148 km
18. Jenson Button / 455 voltas / 2.090 km
19. Daniel Ricciardo / 448 voltas / 2.050 km
20. Kimi Räikkönen / 260 voltas / 1.182 km
21. Jules Bianchi / 253 voltas / 1.165 km
22. Adrian Sutil / 249 voltas / 1.159 km
23. Luiz Razia / 113 voltas / 500 km
24. James Rossiter / 61 voltas / 270 km
25. Pedro de la Rosa / 51 voltas / 225 km
26. Davide Valsecchi / 16 voltas / 74 km


Equipes:

Pos. Equipe     / Voltas   / Quilômetros:
1. Sauber / 1.161 voltas / 5.306 km
2. Mercedes / 1.138 voltas / 5.224 km
3. Ferrari / 1.069 voltas / 4.913 km
4. McLaren / 1.009 voltas / 4.629 km
5. Red Bull / 1.008 voltas / 4.607 km
6. Williams / 997 voltas / 4.565 km (333 voltas com o carro 2012)
7. Caterham / 985 voltas / 4.512 km
8. Toro Rosso / 984 voltas / 4.505 km
9. Force Índia / 980 voltas / 4.480 km
10. Marussia / 799 voltas / 3.669 km
11. Lotus / 771 voltas / 3.527 km

Maldonado e a morte de Chávez


Como todos sabemos, Pastor Maldonado (e alguns outros pilotos) tem sua carreira internacional no automobilismo bancada pela PDVSA, a petroleira venezuelana, graças a interferência direta de Hugo Chávez para que isso ocorresse.

Como todos também sabemos, Hugo Chávez morreu e agora muita gente deve estar se perguntando se o novo líder venezuelano Nicolás Maduro ou algum possível substituto de o posição a ele que pode ser alternativamente eleito nas próximas eleições manterá o dispendioso plano de investimento na Fórmula 1.

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Se puxarmos pela memória, dizia-se à época do anuncio da parceria entre Williams e PDVSA que o acordo seria de 5 anos, não necessariamente com Maldonado como titular, mas sim alguém designado em comum acordo entre a equipe e o patrocinador. Na prática essa pessoa é Maldonado, até porque ele tem feito por merecer. Tal contrato (de cerca de 30 milhões de euros por ano), como todos na F1, certamente deve ter lá suas bem amarradas cláusulas que permitiriam sua finalização antes da hora  - um não pagamento de parcela, como bem sabe Luiz Razia, pode ser um deles - mas se Maduro ou outro líder da situação se mantiver no poder, as coisas deverão continuar como estão pois o plano seguiria o interesse desse grupo dominante. Se a oposição vencer, entretanto, a coisa pode mudar de figura, pois certamente eles promoveriam uma reavaliação total dos investimentos do país e esses patrocínios, tão vinculados pessoalmente à figura de Hugo Chávez, de quem Maldonado era amigo e apoiava publicamente, certamente estariam entre elas.

Pelo cenário eleitoral que vemos atualmente as chances de Maduro permanecer no poder são maiores, então ao menos para essa temporada tudo fica como está. Uma vez eleito diretamente Nicolás Maduro pode ele mesmo mudar de opinião, talvez até para imprimir sua própria marca administrativa? Sim, mas se essa improvável decisão ocorrer, o mais provável seria, uma vez mais, a manutenção do atual contrato vigente ao menos até o final de 2013.

Em resumo, se o pessoal de Chávez se mantiver no poder como a maioria acredita que ocorrerá, não creio que Pastor Maldonado perderá muitas horas de seu sono temendo por seu futuro na categoria máxima do automobilismo mundial. Certeza? Ninguém tem, vamos aguardar para ver.


terça-feira, 5 de março de 2013

McLaren e Honda juntas em 2015



Muito tem se comentado nos bastidores da Fórmula 1 sobre uma possível nova associação entre a equipe McLaren e a fabricante japonesa Honda.

Essas conversas fazem sentido especialmente se lembrarmos as relações entre a equipe inglesa e os atuais parceiros alemães da Mercedes já foram melhores, a ponto da sociedade de ambas na composição acionária da equipe ter sido desfeita em 2008 e pouco depois a marca da estrela adquirir sua própria equipe (Brawn) e atualmente vem atraindo pessoal-chave dos rivais e ainda parceiro ingleses, como o piloto Lewis Hamilton e diretor técnico Paddy Lowe.

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Mas porque só em 2015 (fala-se até em 2016) e não em 2014, quando estreiam os novos motores V6 1.6 Turbo? Porque a ideia da Honda e possivelmente de outras montadoras que pensam em regressar à Fórmula 1 com esses novos motores é atrair o pessoal técnico que projetou esses novos motores da Renault, Mercedes e Ferrari, que já saberiam exatamente que caminhos tomar e sobretudo que não tomar para a criação de um novo propulsor, evitando assim que essas fabricantes que retornariam de gastar enormes fortunas no desenvolvimento e pesquisa em caminhos errados já tentados e descartados por eles.

O problema é que se eu e você sabemos disso, a Mercedes também sabe e como seu atual contrato de fornecimento com a McLaren termina no fim do ano, estaria pressionando desde já para renová-lo por 2014 e 2015, sendo apenas o primeiro ano a opção mais provável que os ingleses devem escolher, já antevendo a chegada dos parceiros nipônicos que, segundo rumores não confirmados, já estariam trabalhando em conjunto com a equipe inglesa em processos colaborativos em solo inglês.

Se pensarmos bem, assinar apenas para 2014 seria uma ótima opção para a McLaren e para a Honda, já que teriam 1 ano de dados dos novos motores Mercedes para ajudar no desenvolvimento paralelo dos novos propulsores, dando farto material para uma comparação real de consumo, comportamento, curva de torque, potência e durabilidade para o pessoal da fábrica e significaria só um anos de sangria nas contas da equipe, já que eles pagaram pelos motores Mercedes e pelos Honda provavelmente não.

Tanto a Honda como a McLaren não comentam - mas também não negam - o assunto, de modo que deveremos aguardar mais um pouco para sabermos se os dois vão mesmo fechar um acordo ao mesmo tempo revivendo a histórica parceria vista entre 1988 e 1992 e encerrando a longeva e igualmente memorável união de 20 anos entre McLaren e Mercedes eque teve nomes como Mansell, Hakkinen, Raikkonen, Alonso e Hamilton entre seus pilotos.

Meu palpite? Essa volta nipônica e a reedição da antiga parceria vai acontecer sim.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Compare todas as traseiras dos F1

Nessas imagens obtidas sob ângulos muito parecidos, temos a ótima oportunidade de compararmos asas traseiras e, sobretudo os assoalhos e difusores dos carros 2013 da Fórmula 1. Os conceitos são muitas vezes parecidos, até porque todos os carros são concebidos sob um regulamento técnico muito restritivo e os princípios da aerodinâmica são os mesmos para todos, mas ainda assim é muito interessante analisar detidamente as sutis diferenças em aletas, curvas, dimensões das sessões verticais e até altura do solo de cada carro.Resistam à tentação de tenar adivinhar pelas imagens qual carro desgasta mais ou menos os pneus, as fotos foram tiradas em momentos e dias diferentes na última sessão de testes.

As maiores diferenças visíveis são asas curvas em ceu centro, alguns com monkey seat (aquela mini-asinha mais alta) no meio da asa de baixo, assoalhos com gurney flaps ou até versões mais elaboradas disso, como mini-asinhas em todo seu contorno final, etc, tudo em busca de equacionar a difícil combinação de aumentar o downforce, a pressão aerodinâmica sem ganhar mais do indesejado arrasto, ou drag.

Como um desafio extra, quero vem quem consegue adivinhar quais são cada um dos 11 carros das imagens, lembrando que os patrocinadores estampados nas asas traseiras lhes ajudarão muito nessa identificação, confira: Clique nas imagens para ampliá-las.

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