domingo, 5 de fevereiro de 2012
Nova Lotus E20
Eis o novo carro da Lotus E20 (ex-Renault) a ser pilotado por Kimi Raikkonen e Romain Grosjean em 2012. Como vemos ele tem o famigerado "calombo" no bico, mas ele é mais discreto que o da Ferrari e Caterham, com sua parte central quase plana em relação às laterais protuberantes.
De resto nada de muito diferente do já visto nos concorrentes ou mesmo no modelo do carro do ano anterior, mas isso é por fora, vai saber por dentro das "entranhas" do carro...
Clique nas imagens para ampliá-las
VÍDEO:
Volte em mais instantes para mais fotos e detalhes!
De resto nada de muito diferente do já visto nos concorrentes ou mesmo no modelo do carro do ano anterior, mas isso é por fora, vai saber por dentro das "entranhas" do carro...
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A McLaren-Lamborghini
Em 1993, já vendo que os motores Ford não tinham futuro na equipe, Ron Dennis decidiu testar os motores V12 da Lamborghini para ver se eram uma alternativa boa para a temporada de 1994. Em testes sigilosos, Ayrton Senna e Mika Hakkinen andaram com um MP4-8 (o dessas 3 fotos) especialmente adaptado ao motor e gostaram do que sentiram, embora admitam que o motor precisava evoluir mais para se tornar realmente um motor top.

Após os testes em Silverstone e no Estoril, Ayrton Senna disse: "É muito bom, mas precisa de mais força e não é muito sofisticado. Eu tenho certeza que pode ser muito bom para a próxima temporada (...) eu tenho certeza que seria muito interessante eu correr com o motor Lamborghini no Japão".
Mika Hakkinen, outro que testou o motor nas duas ocasiões, disse em 2007: "Eu lembro bem claramente daqueles testes, haviam alguns problemas, é claro. Ele (o motor) era muito comprido, longo, pra começar, e isso não ajudava o (equilíbrio do) chassis. O consumo de combustível era maior (que o do V8 da Ford) e precisava de mais refrigeração, mas era um motor muito excitante", disse
"Nunca vou esquecer a sensação daquele momento", lembra Hakkinen. "Era impressionante, a potência continuava vindo, era fantástico, nós estavamos realmente, realmente voando, mas na reta do hangar (em Silverstone) indo pra curva Stowe, ele explodiu... E eu quero dizer, realmente explodiu! Foi muito grande, talvez a maior explosão de motor que eu já tive. Foi chocante, na verdade. Pedaços do motor e pistões voando pela esquerda e pela direita, passando pelo meu capacete. Foi uma explosão tão grande que fez um rombo no assoalho. Ainda assim foi um dos momentos mais especiais da minha carreira na Formula 1, e tinha um som incrível..."
Giorgio Ascanelli, hoje na Diretor técnico da Toro Rosso mas na época engenheiro de pista de Senna, relembra: "Foram meses de trabalho sólido e no meio da temporada: novo controle de largada, chassis revisado, câmbio, eletrônica... foi muito trabalho. Só uma grande equipe como a McLaren poderia ter feito isso", diz."Nós fizemos algo bem especial. (O carro) era um pouco mais longo e pesado que o modelo com motor V8, mas era mais estável, tratava melhor os pneus e era consideravelmente mais potente."
Pouco após os testes, entretanto, Ron Dennis preferiu optar por uma parceria com a fabricante francesa Peugeot, que estava determinada a ingressar na Formula 1 para enfrentar sua rival Renault, e para isso queria uma parceira de peso como a McLaren, estando dispostos a abrir generosamente a carteira para garantir a preferência, o que pareceu determinante para seduzir Ron Dennis, que estava mal servido com os Ford inferiores aos usados na Benetton. Ron também gostou preferiu essa possibilidade por se tratar de um motor mais compacto e econômico (V10) e com mais possibilidades de desenvolvimento por se tratar de uma fábrica com experiência em diversas competições internacionais.
Com essa surpreendente desistência da McLaren, a Chrysler, então dona da Lamborghini, ficou tão chateada que cancelou o desenvolvimento do motor, deixando a atual parceira Larrousse na mão, saiu da Formula 1 e (não só por isso, é claro) no ano seguinte vendeu a marca de esportivos italiana para um desconhecido grupo Malaio, que posterioremente a vendeu à Volkswagen, de quem é até hoje.

Após os testes em Silverstone e no Estoril, Ayrton Senna disse: "É muito bom, mas precisa de mais força e não é muito sofisticado. Eu tenho certeza que pode ser muito bom para a próxima temporada (...) eu tenho certeza que seria muito interessante eu correr com o motor Lamborghini no Japão".
Mika Hakkinen, outro que testou o motor nas duas ocasiões, disse em 2007: "Eu lembro bem claramente daqueles testes, haviam alguns problemas, é claro. Ele (o motor) era muito comprido, longo, pra começar, e isso não ajudava o (equilíbrio do) chassis. O consumo de combustível era maior (que o do V8 da Ford) e precisava de mais refrigeração, mas era um motor muito excitante", disse
"Nunca vou esquecer a sensação daquele momento", lembra Hakkinen. "Era impressionante, a potência continuava vindo, era fantástico, nós estavamos realmente, realmente voando, mas na reta do hangar (em Silverstone) indo pra curva Stowe, ele explodiu... E eu quero dizer, realmente explodiu! Foi muito grande, talvez a maior explosão de motor que eu já tive. Foi chocante, na verdade. Pedaços do motor e pistões voando pela esquerda e pela direita, passando pelo meu capacete. Foi uma explosão tão grande que fez um rombo no assoalho. Ainda assim foi um dos momentos mais especiais da minha carreira na Formula 1, e tinha um som incrível..."
Giorgio Ascanelli, hoje na Diretor técnico da Toro Rosso mas na época engenheiro de pista de Senna, relembra: "Foram meses de trabalho sólido e no meio da temporada: novo controle de largada, chassis revisado, câmbio, eletrônica... foi muito trabalho. Só uma grande equipe como a McLaren poderia ter feito isso", diz."Nós fizemos algo bem especial. (O carro) era um pouco mais longo e pesado que o modelo com motor V8, mas era mais estável, tratava melhor os pneus e era consideravelmente mais potente."
Pouco após os testes, entretanto, Ron Dennis preferiu optar por uma parceria com a fabricante francesa Peugeot, que estava determinada a ingressar na Formula 1 para enfrentar sua rival Renault, e para isso queria uma parceira de peso como a McLaren, estando dispostos a abrir generosamente a carteira para garantir a preferência, o que pareceu determinante para seduzir Ron Dennis, que estava mal servido com os Ford inferiores aos usados na Benetton. Ron também gostou preferiu essa possibilidade por se tratar de um motor mais compacto e econômico (V10) e com mais possibilidades de desenvolvimento por se tratar de uma fábrica com experiência em diversas competições internacionais.
Com essa surpreendente desistência da McLaren, a Chrysler, então dona da Lamborghini, ficou tão chateada que cancelou o desenvolvimento do motor, deixando a atual parceira Larrousse na mão, saiu da Formula 1 e (não só por isso, é claro) no ano seguinte vendeu a marca de esportivos italiana para um desconhecido grupo Malaio, que posterioremente a vendeu à Volkswagen, de quem é até hoje.
2 anos de BLOG
2 anos depois, centenas de milhares de visitas, mais de mil posts, milhares de comentários. Tudo isso vai continuar e melhorar cada vez mais, sempre se mantendo fiel a sua proposta inicial: O BLOG JOSÉ INÁCIO FALOU é blog autoral, que expressa visões que tenho sobre fatos amparado por dados reais, isento em suas análises sem que isso se traduza em ataque ou deboche contra quem quer que seja (na verdade, se pensarmos bem isenção, de fato não existe no mundo, pois a partir do momento que se opta escrever primeiro sobre X e não Y ou Z, indiretamente já se "escolheu" o assunto X, mesmo que o texto seja frio).
Além disso hoje temos um Programa de TV com o mesmo nome, ao vivo todas as 4ªs feiras às 14:00 horas na tela da http://www.alltv.com.br , com sua reprise sempre disponível aqui no dia seguinte.
Obrigado a todos vocês, meus leitores, mola propulsora de minhas pesquisas, leituras e análises sobre esse assunto que tanto amo: Fórmula 1 e automobilismo em geral.
Além disso hoje temos um Programa de TV com o mesmo nome, ao vivo todas as 4ªs feiras às 14:00 horas na tela da http://www.alltv.com.br , com sua reprise sempre disponível aqui no dia seguinte.
Obrigado a todos vocês, meus leitores, mola propulsora de minhas pesquisas, leituras e análises sobre esse assunto que tanto amo: Fórmula 1 e automobilismo em geral.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Force Índia, uma equipe sem patrocínios reais
Quem vê a bela e reluzente imagem acima tem certeza que a equipe está "montada no dinheiro" para fazer bons campeonatos, não é? Não necessariamente. A verdade é que a maior parte do dinheiro da equipe vem dos donos dela, não de patrocinadores. Com isso a equipe depende diretamente do bolso (e do ego) deles para existir, podendo fechar assim que eles cansarem da brincadeira ou tiverem que apertar os cintos dos seus gastos, caso de Vijay Mallya, sócio majoritário da equipe cuja companhia aérea, por exemplo, acumula dividas bilionárias com credores e até salários de pilotos vem atrasando há meses.
Com a entrada do também indiano Sahara Group, espera-se que a equipe tenha uma injeção de dinheiro, mas ninguém garante o compromisso a longo prazo dele também, que pode ver a equipe como um bem a ser vendido por uma boa oferta assim que quiser.
Abaixo coloquei a mesmíssima imagem do carro acima, sem os patrocinadores "de mentirinha", isso é, sem as marcas que na verdade ou são de seus donos, como Sahara, Kingsfisher, FlyKingsfisher, Vladivar, White y MaCkay, UBGroup, Royal Challengers - ou que não colocam dinheiro algum: Pirelli (aparecem em todos os carros por cederem os pneus) e a campanha pela direção segura da FIA. Descontados todos esses chamativos nomes, sobra muito pouco para se ver e bancar o carro, não é?

Conclusão: Force Índia é uma equipe frágil sob o ponto de vista financeiro e sua existência a médio longo prazo, como disse acima, depende diretamente da boa vontade de seus donos, cujo real comprometimento com a categoria é desconhecido.
Enquanto eles continuarem gostando de torrar dinheiro sem grande retorno direto, ok, mas o ideal é mudança do modelo de gestão para algo mais parecido com o da McLaren ou até mesmo da combalida Williams, que abriu seu leque de atuação empresarial criando parcerias com fabricantes de carros de rua como Porsche e Jaguar para criação de motores híbridos ou até mesmo lançando mão de recursos pouco “nobres”, como leiloar as vagas de seus pilotos, mas que ao menos lhe dá sobrevida enquanto sonham com uma distante guinada e a volta dos títulos.
Com a entrada do também indiano Sahara Group, espera-se que a equipe tenha uma injeção de dinheiro, mas ninguém garante o compromisso a longo prazo dele também, que pode ver a equipe como um bem a ser vendido por uma boa oferta assim que quiser.
Abaixo coloquei a mesmíssima imagem do carro acima, sem os patrocinadores "de mentirinha", isso é, sem as marcas que na verdade ou são de seus donos, como Sahara, Kingsfisher, FlyKingsfisher, Vladivar, White y MaCkay, UBGroup, Royal Challengers - ou que não colocam dinheiro algum: Pirelli (aparecem em todos os carros por cederem os pneus) e a campanha pela direção segura da FIA. Descontados todos esses chamativos nomes, sobra muito pouco para se ver e bancar o carro, não é?

Conclusão: Force Índia é uma equipe frágil sob o ponto de vista financeiro e sua existência a médio longo prazo, como disse acima, depende diretamente da boa vontade de seus donos, cujo real comprometimento com a categoria é desconhecido.
Enquanto eles continuarem gostando de torrar dinheiro sem grande retorno direto, ok, mas o ideal é mudança do modelo de gestão para algo mais parecido com o da McLaren ou até mesmo da combalida Williams, que abriu seu leque de atuação empresarial criando parcerias com fabricantes de carros de rua como Porsche e Jaguar para criação de motores híbridos ou até mesmo lançando mão de recursos pouco “nobres”, como leiloar as vagas de seus pilotos, mas que ao menos lhe dá sobrevida enquanto sonham com uma distante guinada e a volta dos títulos.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Force Índia já foi para a pista
Mal o novo carro da Force Índia-Mercedes foi apresentado e já foi estreando na pista, no caso em Silverstone, mesmo local da apresentação oficial instantes antes e não por coincidência vizinha de muro da sede da equipe desde os tempos que era a Jordan.
Confira o escocês Paul di Resta ao volante do VM05 fazendo o shakedown (checagem para ver se todos os equipamentos do carro funcionam):

E não perca nesse sábado 04/02 aqui no BLOG uma matéria bem diferente sobre uma faceta pouco conhecida da Force Índia, aguadem...
Confira o escocês Paul di Resta ao volante do VM05 fazendo o shakedown (checagem para ver se todos os equipamentos do carro funcionam):

E não perca nesse sábado 04/02 aqui no BLOG uma matéria bem diferente sobre uma faceta pouco conhecida da Force Índia, aguadem...
"Notícias da Velocidade"
Essa são algumas das "Notícias da Velocidade" que postei hoje no meu Twitter, o @inacioF1 , como tradicionalmente faço todas as manhãs. Siga-me lá e saiba das novidades todos os dias!
- F1 - Ferrari já terá 2 novos pacotes de atualizações no F2012: uma no último teste em Barcelona e outra na etapa de estréia na Austrália.
- F1 - Lembra que a Williams ia fazer um "shakedown" secreto do novo carro FW34 ontem na pista espanhola de Idiada? Não rolou porque choveu.
- F-Indy - Justin Wilson confirma mudança para a equipe Dale Coyne
- F-Indy - Rumores indicam que Chevrolet teria interesse em Barrichello na F-Indy. Ele também poderia ter apoio de outras empresas interessadas.
- F-Indy - A.J. Foyt está internado num hospital para tratar de uma infecção decorrente de uma cirurgia no joelho.
- F-Indy - Paul Tracy diz que 2012 será sua 22ª e última temporada na categoria.
- F-Indy - Takuma Sato assina com equipe Rahal-Letterman
- F1 - Nico Hulkenberg se solidariza à Adrian Sutil e diz que ele merece um lugar na F1.
- F1- Paul di Resta, da Force Índia, mira Lotus como meta a ser batida em 2012.
- F1 - Assim como Williams, Force Índia espera que proibição dos escapamentos sopradores ajude-os a alcançar as equipes de ponta.
- F1 - Banco Santander renova patrocínio da Ferrari por mais 3 anos
- F1- Rumores apontam que Petrov não foi anunciado no lugar de Trulli na Caterham porque seus patrocinadores ainda não pagaram o $$ combinado.
- F1 - HRT Anuncia o nome de seu 2º piloto, completando o grid desse ano: O Indiano Narain Karthikeyan
- F3 - Pietro Fantin deve correr a temporada 2012 da F3 inglesa pela tradicional equipe Carlin, a mesma que Felipe Nasr foi campeão em 2011.
Force Índia 2012
Eis as primeiras imagens da Force Índia 2012 O carro, elegante, também tem o tal "calombo" no bico, mas ele é mais discretoe "disfarçado" que o da Ferrari, por exemplo. As entradas de ar tem desenho que lembram o da Toro Rosso de 2011, isso é, bem "cavadas" em sua porção inferior, resultando numa área livre para o fluxo do ar, mas provavelmente uma pequena elevação do centro de gravidade.

E o carro já foi para a pista:

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