segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Williams com a faca e o queijo na mão

Nunca uma equipe com desempenho tão fraco numa temporada teve tantos bons pilotos a sua disposição para contratar como a Williams está tendo atualmente. Repare bem que disse "com desempenho tão fraco numa temporada", pois a verdade é que a Williams, sob o ponto de vista desse ano, é uma âncora para a carreira de um piloto. Mas o fato é que 2012 deve ser melhor, com equipe técnica e motor novos, de modo que ela volta a ser atraente como uma equipe média.

Isto posto, Sutil, Barrichello, Senna e mesmo (correndo mais por fora) Petrov, Alguersuari, D´Ambrosio e Buemi gostariam de correr por ela, a maioria trazendo patrocínios de vultos variados e experiência também variada.

A Williams em breve vai se decidir sobre o que ela quer em 2012, levando em conta que o piloto que entrar provavelmente terá que liderar a equipe, já que Maldonado é inexperiente e, convenhamos, tecnicamente fraco para assumir o posto de líder.Também deverá ter que trazer patrocinadores consigo, já que a equipe está mal das pernas e terá ainda que ceder o carro no 1º treino livre para o finlandês Valtteri Bottas em quinze sextas-feiras, conforme previsto no novo contrato dele, devendo então o candidato ter razoável experiência para que esse treino a menos não pese tanto no desempenho e ajuste do carro no fim de semana da corrida.

A equipe deverá pesar todos esses aspectos e ainda considerar a questão motivacional: Quem é o melhor para fazer a equipe se entusiasmar de novo em sua fábrica: Um piloto experiente, que já conhece os meandros da Formula, de todas as pistas, da equipe e cada membro dela e passagens em diversas equipes, inclusive Top (Barrichello), ou pilotos mais novos, menos experientes mas com uma carreira em potencial pela frente e que precisam deslanchar, mas cujo feedback técnico pode não ser tão preciso numa temporada vital para a equipe em que eles tem que ir bem?

Não se engane, não será uma escolha fácil e as alternativas são todas muito qualificadas, cada uma à sua maneira.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Lançamento e teste da Williams 1994 com Senna e Hill

Já que a Williams-Renault de 1994 foi a pauta dos últimos dois posts, hoje vai mais um para encerrar (será mesmo?) o assunto. Trata-se de uma reportagem da TV inglesa sobre o lançamento do modelo FW16 em Janeiro de 1994 mostrando também a primeira vez em que Ayrton Senna testa o carro novo e uma breve entrevista com o então projetista da equipe Adrian Newey, hoje responsável pelo carro vencedores da Red Bull de Vettel e Webber, veja:

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!!!

Que todas as suas famílias sejam abençoadas com muita saúde, paz, harmonia, amor e prosperidade e que lembremos que hoje, mais do que a data de presentearmo-nos materialmente, é dia de nos sentirmos verdadeiramente presentados com a companhia de pessoas queridas e amadas, dando algo melhor que objetos embrulhados em papel colorido: nossa amizade, amor e sorriso sincero, como Ele vem nos ensinando há 2011 anos!

Gezur Krislinjden
- Frohe Weihnacht - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand - Nedeleg laouen - Bon Nadal - Chuk Sung Tan - Cestit Božic - Feliz Navidad - Gajan Kristnaskon - Hyvää joulua - Joyeux Noël - Kala Christougena - Kellemes Karácsonyt - Merry Christmas - Buon Natale - Merii Kurisumasu- Kung His Hsin Nien - God Jul - Buon Nadal - Wesolych Swiat Bozego - Narodzenia - Feliz Natal - Sarbatori Fericite - S prazdnikom Rozdestva Hristova - Klidné prožití Vánoc - Srozhdestvom Kristovym !!!

Mansell testando a Williams de Senna

Depois de vermos Ayrton Senna testando sua Williams no post de ontem aqui no BLOG, hoje temos outra rara imagem: Mansell testando pela primeira vez a Williams FW16 que fora de Ayrton Senna no tradicional circuito inglês de Brand Hatch no retorno dele à Formula 1 para tentar, com sua popularidade, estancar a perda de popularidade da categoria naquele ano pela do tricampeão brasileiro pouco antes naquela triste tarde em Ímola. Mais para frente a Williams estrearia o FW16B, uma evolução do carro original e que Senna cobrava desde o inicio dos testes de inverno, mas isso é assunto para outro post...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Senna testando a Williams-Renault

Nesse precioso vídeo de 28 de fevereiro de 1994 vemos Ayrton Senna testando o modelo FW16 que viria a correr as 4 primeiras etapas da temporada daquele ano, até o fatídico acidente em Ímola. Interessante notar como naqueles tempos as coisas eram mais simples, com carros de rua estacionados e circulando junto à área de box por onde passa o F1. Também curioso observar que apesar de Ayrton pilotar um carro com motor Renault, o carro que de rua ele saiu dirigindo, ainda vestido seu macacão de corrida, era da marca rival, Peugeot.

Ayrton Senna - F1 Test Session Williams Renault... por jmpontier

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cartão de Natal 2011 de Bernie Ecclestone

Graças à dica e árduo trabalho do meu amigo global Rafael Lopes e seu sempre diversificado e excelente blog Voando Baixo, conseguimos aquilo que eu e muitos estavam ansiosos ha dias para ver: O cartão postal de Natal de Bernie Ecclestone, que sempre tira sarro de alguém. Esse ano sobrou pra Hamilton e Massa, que se "encontraram" muito pelas pistas mundo afora. O cartão diz: "Lewis não está esperando pelo Natal, apenas por Felipe..."

O ano que Toro Rosso correu com 2 modelos diferentes

Poucos sabem ou se lembram, mas no ano de 2008 a equipe Toro Rosso usou dois modelos diferentes de carros ao longo daquela temporada. Nas 5 primeiras corridas do ano eles usaram um modelo híbrido STR2-B, o mesmo STR2 de 2007 adaptado ao regulamento de 2008, o que incluía uma nova proteção mais alta para a cabeça dos pilotos, nova central eletrônica padronizada fornecida pela McLaren, obrigatório para todos os carros como forma de prevenir softwares secretos de controle de largada, freios e tração, novos câmbios mais duráveis, suspensão dianteira redesenhada, para otimizar o aproveitamento dos pneus Bridgestone e o fluxo de ar para a traseira e aerodinâmica geral revisada
Se por um lado o STR2-B não era tão avançado como os novos modelos da concorrência, ao menos não sofria problemas de confiabilidade por se tratar de um carro mecanicamente conhecido, testado e aperfeiçoado ao longo de todo o ano anterior.

Já o modelo STR3 só estreou na sexta etapa do campeonato, no GP de Mônaco, uma etapa mais tarde do que o previsto por que não terem conseguido produzir peças de reposição suficiente a tempo de disputarem o GP de da Turquia com a devida margem de segurança.

O STR3 era um carro completamente novo e assim como o STR2, era basicamente o mesmo modelo da matriz Red Bull projetado por Adrian Newey, mas com adaptações para trabalhar com motor e câmbio Ferrari, que se provaram superiores aos Renault da equipe principal, resultando numa dominante primeira vitória de Sebastian Vettel no chuvoso fim de semana do GP de Monza e uma segunda metade de temporada melhor que a da equipe principal, fechando em alta o ano em que Gerhard Berger se despediu da sociedade na equipe e saiu da F1.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Raio X de um túnel de vento da F1

Um dos grandes segredos da performance de um carro é o sua eficiência aerodinâmica, e para se projetar um carro corretamente, além de um bom orçamento, uma equipe talentosa e experiente e de programas computador avançados é fundamental um túnel de vento moderno e bem calibrado para se verificar se na prática as peças projetadas e fabricadas resultam na performance planejada originalmente.

A imagem abaixo mostra a representação do túnel de vento da equipe Renault F1 (Lotus em 2012), em Enstone, Inglaterra, que teria passado recentemente por grandes atualizações, confira: (Clique nas imagens para ampliá-las)
Repare como o carro, na cor preta no centro da imagem, é pequeno ante a complexidade do gigantesco equipamento.