segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A nova asa da Red Bull

Consciente que não deve repousar sobre os louros das vitórias, a equipe Red Bull estreou no último GP uma nova asa dianteira, com mais e diferentes elementos aerodinâmicos, certamente alguns deles já visando o carro de 2012 de Sebastian Vettel e Mark Webber, expediente, aliás, que outras equipes também já estão recorrendo:                                                       (Clique na imagem para ampliá-la.)
(1) Aleta levemente curvada  onde antes era reta;
(2) Novo elemento curvo, em forma de "L" invertido, parecido com o que a McLaren já adota há alguns meses;
(3) Novas canaletas inferiores na base da asa principal, com intuito de criar um vórtice de ar e assim conduzir um fluxo de ar correto até o início do assoalho do carro, aumentando a pressão aerodinâmica no assoalho e difusor, segundo o engenheiro Craig Scarborough (esse elemento poderá ser mantido para o carro do ano que vem, o RB8);
(4) Por fim, também se percebe o desaparecimento de um bulbo que havia sob o bico do carro,  já recuado sob o cockpit do piloto.



sábado, 1 de outubro de 2011

GP do Japão 1988

Lembre como foi a última volta de Ayrton Senna no GP que lhe deu o primeiro título da Formula 1 em 1988, 23 anos atrás em Suzuka. Direto do túnel do tempo...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Senna vs Petrov

Como sabemos, Senna e Petrov travam uma batalha particular para ver quem vai ter a primazia da equipe na escolha de um caso Robert Kubica realmente volte à Formula 1. Se o polonês correr pela equipe em 2012, Além dos patrocinadores, a equipe avaliará o potencial de cada um deles aumentar o número de apoios financeiros, e aí sobrenome e mesmo o país de onde cada um vem terão influência nesse quesito.

Tirando isso também se analisará, claro, o desempenho na pista de cada um, e aí Bruno Senna tem tido uma surpreendente vantagem em cima de Petrov, que por sua maior experiência com a equipe e familiaridade com o carro em tese deveriam proporocinar-lhe um maior domínio sobre Bruno, quando na verdade observa-se o oposto.

Como exemplo, tomemos o GP de Cingapura, onde o brasileiro mesmobatendo e tendo que parar nos boxes uma vez a mais para trocar seu bico terminou à frente de Vitaly Petrov que nada sofreu, além do carro ruim, comum à ambos.

Analisando os tempos de volta, fica patente que Senna foi consistentemente mais rápido, mesmo disputando mais posições e (assim) realizando ultrapassagens. Lembre-se que com o acidente Bruno caiu para a 22ª posição e passou, entre outros, o companheiro Petrov. Esse melhor desempenho, em sendo constante, somado às potencialidades de angariar patrocínios que discorri acima e a um melhor entrosamento entre Bruno e a equipe podem ajudar-lhe bastante para garantir sua vaga de títular para o ano que vem.

Que continue assim pelas próximas 5 etapas que faltam.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Programa José Inácio Falou de 28/09/2011

Nesse programa discutimos sobre o GP de Cingapura, o desempenho dos pilotos e equipes nessa pista, o entreveiro entre Hamilton e Massa, o futuro de Rubens Barrichello, periguetes entre outras coisas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Massa vs Hamilton vs Alonso, comparação volta-à-volta

Abaixo você acompanha volta à volta o GP de Cingapura de Lewis Hamilton (5º) e Felipe Massa (9º). Olhando os tempos de volta dos pilotos duas coisas podem ser facilmente concluídas:

1ª - O carro da McLaren é melhor que o da Ferrari, permitindo ao inglês, em linhas gerais, ser mais rápido que o brasileiro.

2ª - Após a saída do Safety-Car Hamilton foi consistentemente mais veloz que Massa, justificando o porque dele, mesmo tendo caído para 19º após tocar no brasileiro, parar para trocar o bico e ser punido com o Drive-through, conseguiu terminar num bom 5º lugar enquanto o brasileiro perdeu mais tempo atrás de carros mais lentos (os mesmos carros que Hamilton passou com mais facilidade, indo lá pra frente passar os carros já não tão lentos de Mercedes e Force Índia).
Agora se compararmos as voltas de Massa com as de Fernando Alonso (abaixo), notaremos que o brasileiro até teve uma primeira parte de corrida razoável, com tempos de volta semelhantes, mas desde que perdeu as posições por conta do pneu furado por Hamilton não conseguiu mais acompanhar o ritmo do espanhol, em que pese o nada desprezível fato de Alonso, lá na frente, não ter perdido tanto tempo disputando posições com carros mais lentos (mas disputou com Webber e após uma parada de box, por exemplo, chegou a ficar preso atrás de Barrichello do pelotão mais lento).

Será que essa piora do ritmo de corrida do brasileiro ante ao do espanhol é reflexo de andar no meio do pelotão de carros mais lentos? Terá o tão discutido desânimo e menor combatividade dele nessa temporada influído também nesse momento? Creio que a é resposta pode ser sim para ambas as perguntas. Veja e opine:


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Disputa entre companheiros de equipe - PARTE 2 - Pontos

Depois de compararmos o placar de posições de largadas entre os companheiros de equipe, vamos comparar o de pontos. Nessa tabela abaixo só estão computados os GP´s em que a atual dupla de pilotos correram juntas. Petrov por exemplo, tem 34 pontos, mas desde que Senna chegou só marcou 2, como o brasileiro, então nesse critério eles estão empatados. O mesmo se aplica à dupla da Hispânia, embora nenhum tenha pontuado deles, nesse caso à esquerda estão os que chegaram mais vezes à frente.

Confira:

Sebastian Vettel       309 x  182    Mark Webber
Jenson Button          185 x 168   
Lewis Hamilton
Fernando Alonso    184 x  84     Felipe Massa

Nico Rosberg              62 x 52     Michael Schumacher
Adrian Sutil                 28 x 20   Paul Di Resta 
Kamui Kobayashi        27 x 9   Sérgio Perez 
Jaime Alguersuari      16 x 13   Sebastian Buemi
Rubens Barrichello    4 x 1     Pastor Maldonado
Bruno Senna              2 x 2     Vitaly Petrov  
Heikki Kovalainen        0 x 0   Jarno Trulli
Vitantonio Liuzzi           0 x 0   Daniel Ricciardo
Timo Glock                   0 x 0   Jerôme D´Ambrosio

Disputa entre companheiros de equipe - PARTE 1 - Grid

Esse é o placar provisório de comparativo entre companheiros de equipe no que tange à posições de largadas da atual da temporada de F1. Lembremos que com a maior importância do ajuste do carro para o ritmo de corrida (consumir menos pneus, poupar jogo de pneus mais macios, etc), o que não necessariamente é o melhor para a classificação, a posição de largada acaba tendo um peso um pouco menor do que nos outros anos no resultado da corrida:

Sebastian Vettel       11 x  3    Mark Webber
Lewis Hamilton         10 x 4     Jenson Button
Fernando Alonso   12 x 2     Felipe Massa

Nico Rosberg           12 x 2     Michael Schumacher
Bruno Senna           2 x 1     Vitaly Petrov
Rubens Barrichello 8 x 6     Pastor Maldonado
Paul Di Resta            8 x 6    Adrian Sutil
Sérgio Perez             9 x 5    Kamui Kobayashi
Sebastian Buemi      10 x 4   Jaime Alguersuari
Heikki Kovalainen     11 x 3   Jarno Trulli
Vitantonio Liuzzi        4 x 2   Daniel Ricciardo
Timo Glock              11 x 3   Jerôme D´Ambrosio

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

GP de Cingapura - Resultados e análise "equipe-por-equipe"

Como tem sido a tônica desse ano inteiro, foi mais um GP vencido com facilidade por Sebastian Vettel e disputado no pelotão intermediário, com acontecimentos polêmicos como a batida de Hamilton em Massa e o vôo de galinha de Schumacher.

Red Bull: Mais uma vez sobrou na pista sob a direção irretocável do virtual bicampeão Vettel. Webber pra variar largou mal (estava no lado sujo da pista) e passou o resto da corrida tentando minimizar os prejuízos, mas não teve ritmo para ameaçar Button que tinha um carro inferior.

McLaren: Melhor carro após a Red Bull, não teve, entretanto, como fazer frente Vettel. Button fez tudo que pode, administrou bem seus pneus e abriu vantagem suficiente para não ser ameaçado por Webber no final. Hamilton largou mal (no lado sujo também) e fez mais uma besteira na batida com Massa (3ª foto), desperdiçando sua chance de chegar ao pódio quem sabe até no lugar de Button, mas fez uma segunda metade de GP bem agressiva e recuperou parte do terreno perdido na sua lambança inicial.

Ferrari: Com um carro que era de fato a terceira força do grid, chegou num modesto quarto lugar com Alonso, atrás apenas dos carros que lhe são superiores e que não cometeram erros (Hamilton cometeu, ficou atrás). Massa poderia até ter feito uma corrida razoável chegar junto com Alonso, imagina-se, mas o estabanamento de Lewis impediu-nos de aferir isso. Com o quiprocó todo foi parar lá atrás e terminou num fraquíssimo 9º lugar, posição muito ruim mesmo em considerando seu acidente e que Hamilton, que por ocasião das punições chegou a ficar ainda mais atrás terminou numa posição bem melhor. Ok, o carro de Hamilton era melhor, mas o brasileiro pareceu resignado por tempo demais na pista. Fora dela não: foi mostrar ao Hamilton sua insatisfação pela barbeiragem dele (4ª foto).

Force-Índia: Talvez não consiga alcançar a Renault no campeonato de construtores, mas a equipe indiana da cada vez mais indicações que é a real quinta força do grid (as vezes até quarta, disputando com a Mercedes). Di Resta soube capitalizar a parada de box a menos e chegou num bom 6º lugar e Sutil, 8º mostrou que a equipe tem bom ritmo também em pistas travadas.

Mercedes: Numa pista onde o motor não fala tão alto, o desempenho do chassis deixou um pouco a desejar de novo. Terminaram atrás de "todas" as equipes com motores Mercedes, no caso de Rosberg, e ainda viu seu piloto mais experiente cometer um erro de principiante ao acertar a traseira de Perez ocasionando a entrada do Safety-car.

Sauber: Perez pontuou, o que é razoável, mas perdeu mostra que a equipe perdeu o fôlego que tinha no começo do ano e não deve retomar a 6ª colocação no campeonato de construtores perdido para o time acima. Pra por mais pressão, a Toro Rosso está em seu encalço à apenas 7 pontos de distância. Koba não foi bem, chegando em 14º, 2 voltas atrás do líder.

Williams: Se na classificação deram a entender que poderiam tentar marcar pontos, na corrida a impressão se desfez. Não que seu ritmo fosse péssimo, mostrando que as novidades no carro tiveram algum efeito, mas não tinham pique para tentar nada, apenas torcer por desistências. Maldonado largou bem e passou Barrichello. No fim da corrida, com pneus mais novos conseguiu repassar o brasileiro e terminou em 11º. Rubinho largou mal (lado sujo do grid, lembra?), perdeu a posição pro Maldonado e depois de comboiá-lo por um bom tempo teve sua estratégia de uma parada a menos arruinada com a entrada do Safety-car, que o obrigou a antecipar seu último pit deixando-o tempo demais com os mesmos pneus no trecho final e sem abrir a diferença ideal. No fim da corrida Maldonado e Buemi chegaram a tirar 4 segundo por volta, sendo a ultrapassagem mera questão de tempo. O 13º lugar com os pneus em farrapos foi o resultado.

Toro Rosso: Com histórico de marcar pontos em corridas em que largam do fundo, dessa vez a equipe decepcionou e nada marcou. Buemi foi o 12º e Alguersuari abandonou numa batida perto do fim da corrida quando estava mais atrás ainda. Não marcou ponto e perderam a chance de se aproximar da Sauber.

Renault: Classificação ruim, corrida pior. Bruno bateu no muro logo no começo e perdeu o bico, obrigando-o a parar uma vez mais e sepultando qualquer ideia de disputar pontos. O carro realmente não gostou nada dessa pista. Se Senna não teve uma corrida decente, Petrov teve uma digna de nota negativa: mesmo sem bater terminou atrás de Bruno Senna e atrás ainda de Heikki Kovalainen da tradicionalmente mais fraca Lotus.

Lotus, Virgin, Hispânia. Aqui os louros vão para a equipe verde e amarela de Tony Fernandes. Eles terminaram em uma posição baixa, é verdade, mas à frente do carro de sua rival de honra a Renault preta e dourada, mostrando que de fato cada vez mais se destacam no pelotão do fundão. Trulli ficou com o motor pelo caminho. Virgin terminou com D´Ambrosio, já que Glock abandonou e a Hispânia viu mais uma vez seus dois carros terminarem, o que mostras que os problemas de confiabilidade do começo do ano parecem mesmo superados

Ordem de chegada:
1º. Sebastian Vettel (Red Bull), 1h59min06s537
2º. Jenson Button (McLaren), a 1s737
3º. Mark Webber (Red Bull), a 29s279
4º. Fernando Alonso (Ferrari), a 55s449
5º. Lewis Hamilton (McLaren), a 1min07s766
6º. Paul di Resta (Force India), a 1min51s067
7º. Nico Rosberg
8º. Adrian Sutil (Force India), a 1 volta
9º. Felipe Massa (Ferrari), a 1 volta
10º. Sergio Pérez (Sauber), a 1 volta
11º. Pastor Maldonado (Williams), a 1 volta
12º. Sebastien Buemi (Toro Rosso), a 1 volta
13º. Rubens Barrichello (Williams), a 1 volta
14º. Kamui Kobayashi (Sauber), a 2 voltas
15º. Bruno Senna (Renault), a 2 voltas
16º. Heikki Kovalainen (Lotus), a 2 voltas
17º. Vitaly Petrov (Renault), a 2 voltas
18º. Jerome D’Ambrosio (Virgin), a 2 voltas
19º. Daniel Ricciardo (Hispania), a 4 voltas
20º. Vitantonio Liuzzi (Hispania), a 4 voltas
Não completaram:
Jaime Alguersuari (Toro Rosso)
Jarno Trulli (Lotus)
Michael Schumacher (Mercedes)
Timo Glock (Virgin)

E você, o que achou da corrida?