Eis o vídeo com as imagens do atual piloto da Sauber e estreante na categoria Sérgio Perez testando a Ferrari F1 de 2009 na semana passada. Lembrando que o mexicano tem pré-contrato com a Ferrari, que por sua vez teria a opção de promovê-lo a titular já em 2013 após a possível saída de Felipe Massa da escuderia italiana rumo a outra equipe do grid, isso por que só nas equipes grandes, pelo menos até esse momento, os contratos de Felipe Massa, Mark Webber, Lewis Hamilton, Jenson Button (outro possível candidato à vaga do brasileiro), Michael Schumacher e Nico Rosberg devem todos vencer no fim do ano que vem.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Quando pagar mico paga bem
Não sei se vocês já viram, pois esse comercial abaixo estrelado por Mark Webber não é exatamente uma novidade, embora seja recente, mas de qualquer maneira eu mostro por quê nunca deixa de ser interessante ver o que um contrato de patrocínio e um publicitário sem inspiração (ou ao contrário, inspirado a causar vergonha alheia) obriga um piloto a fazer, no caso de Mark cantar temas leitosos correndo de kart e derrubando caixas de leite longa vida.
sábado, 17 de setembro de 2011
Carro bom vs Carro ruim
A foto abaixo é bem ilustrativa. Compara um carro da Hispânia e um da Sauber percorrendo uma curva. Ok, não se trata da mesma curva (lamentávelmente não havia foto dos dois carros nela), mas tomei o cuidado de escolher curvas com ângulos de viragem parecidos e zebras de mais ou menos mesma altura nas pistas de Valência e Hungria, dois circuitos relativamente travados e com carga aerodinâmica parecida para melhor efeito comparativo, e as evidências estão aí:
Repare que, mesmo "subindo" com a frente mais na zebra, a traseira do carro da Hispânia se inclina exageradamente para o lado de fora da curva, usando muito mais o curso da suspensão (ou regulagem dela é mais mole) e desequilibrando o fluxo de ar sobre o carro e a aderência/tração na saída da curva. Já o carro da Sauber, conhecido conseguir poupar pneus e assim conseguir arriscar estratégias de menos pit-stops que seus adversários, tem um comportamento muito mais neutro, equilibrado e suspensão mais rígida, em que pese o carro estar usando menos zebra no contorno da curva, compare:
Repare que, mesmo "subindo" com a frente mais na zebra, a traseira do carro da Hispânia se inclina exageradamente para o lado de fora da curva, usando muito mais o curso da suspensão (ou regulagem dela é mais mole) e desequilibrando o fluxo de ar sobre o carro e a aderência/tração na saída da curva. Já o carro da Sauber, conhecido conseguir poupar pneus e assim conseguir arriscar estratégias de menos pit-stops que seus adversários, tem um comportamento muito mais neutro, equilibrado e suspensão mais rígida, em que pese o carro estar usando menos zebra no contorno da curva, compare:
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Programa José Inácio Falou de 14/09/2011
Eis o "Programa José Inácio Falou" dessa semana, confiram, espalhem e OPINEM!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Massa vs Alonso, comparativo volta-a-volta
Conforme escrevi aqui há algum tempo e conversei com vocês no meu programa de TV, Felipe Massa é um piloto rápido e competitivo. Isto posto, Desde que passou a correr contra Fernando Alonso, salvo raras excessões, tem apanhado bastante do espanhol em voltas de classificação e ritmo de corrida e não parece reagir.
Tomemos como exemplo o último GP da Itália e, Monza, onde ambos correram com estratégias parecidas, trocando os pneus o mesmo número de vezes e pelos mesmos tipos de compostos. Abaixo a comparação volta a volta de Alonso e Massa:
Conforme os quadradinhos verdes e vermelhos demonstram, Fernando Alonso foi mais rápido que Massa na maioria da voltas e mesmo se compararmos as 4 voltas em de entrada e saída de boxes dos dois, o Espanhol foi mais rápido em todas, e dessa vez não houve nenhum problema nos pit-stops de ninguém.
Só no fim da corrida quando Alonso já estava com os pneus mais desgastados (ele trocou 6 voltas antes de Massa) que o brasileiro conseguiu encaixar umas voltas boas em cima dele, e ainda assim alternaram no final, com Felipe ficando com a volta mais rápida entre os dois, sem que isso refletisse, absolutamente, em uma corrida melhor.
O fato é que se Massa se queixa de ter problema com o aquecimento de pneus, algo válido no início da corrida e após os pit-stops, mas como vemos na comparação volta-a-volta, mesmo com eles aquecidos o ritmo de corrida dele tem deixado a desejar em relação ao de Alonso.
Interessante lembrar que Felipe disse após a corrida: "Só posso estar desapontado com o sexto lugar, porque hoje eu definitivamente poderia lutar por um lugar no pódio", só que mesmo quando não tinha nenhum adversário à sua frente, Massa não apresentou um ritmo melhor que o do espanhol (nem que o de Hamilton, quando este finalmente se livrou de Schumacher) e no breve período que disputou com Webber, o australiano foi mais rápido, ficando a impressão de que se não tivesse sido tocado talvez pudesse ambicionar apenas a 5ª posição de Schumacher (que possivelmente teria sido ultrapassado por Webber e seria 6º, se Webber continuasse na corrida com a veloz Red Bull).
Como curiosidade apenas o fato de que Alonso e Massa fizeram coincidentemente a volta de número 44 exatamente com o mesmo tempo até nos milésimos.
Tomemos como exemplo o último GP da Itália e, Monza, onde ambos correram com estratégias parecidas, trocando os pneus o mesmo número de vezes e pelos mesmos tipos de compostos. Abaixo a comparação volta a volta de Alonso e Massa:
Só no fim da corrida quando Alonso já estava com os pneus mais desgastados (ele trocou 6 voltas antes de Massa) que o brasileiro conseguiu encaixar umas voltas boas em cima dele, e ainda assim alternaram no final, com Felipe ficando com a volta mais rápida entre os dois, sem que isso refletisse, absolutamente, em uma corrida melhor.
O fato é que se Massa se queixa de ter problema com o aquecimento de pneus, algo válido no início da corrida e após os pit-stops, mas como vemos na comparação volta-a-volta, mesmo com eles aquecidos o ritmo de corrida dele tem deixado a desejar em relação ao de Alonso.
Interessante lembrar que Felipe disse após a corrida: "Só posso estar desapontado com o sexto lugar, porque hoje eu definitivamente poderia lutar por um lugar no pódio", só que mesmo quando não tinha nenhum adversário à sua frente, Massa não apresentou um ritmo melhor que o do espanhol (nem que o de Hamilton, quando este finalmente se livrou de Schumacher) e no breve período que disputou com Webber, o australiano foi mais rápido, ficando a impressão de que se não tivesse sido tocado talvez pudesse ambicionar apenas a 5ª posição de Schumacher (que possivelmente teria sido ultrapassado por Webber e seria 6º, se Webber continuasse na corrida com a veloz Red Bull).
Como curiosidade apenas o fato de que Alonso e Massa fizeram coincidentemente a volta de número 44 exatamente com o mesmo tempo até nos milésimos.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Papel de Parede 5
Conforme faço de tempos em tempos, troquei o papel de parede do BLOG e dessa vez a imagem escolhida foi da estreia de Bruno Senna como titular do Renault R31 em Spa-Francorchamps, Bélgica. Quem quiser baixar a imagem em alta resolução só precisa clicar na foto ao lado para ela abrir e então salvá-la.
Os erros da Williams
Desde o fim da parceria com a BMW a Williams, com raras excessões, tem tomado muitas decisões erradas. A mais recente foi ter aceitado a demissão do diretor técnico deles Sam Michael, já anunciado como novo Diretor Esportivo da McLaren, mostrando que o mercado sabe que não era ele o problema na equipe azul e branca.
Mas quem, então, seria o grande responsável pela decadência do time? Pela até hoje infeliz dispensa de Adrian Newey em 1997 (ele queria ser diretor técnico e Patrick Head não queria abrir mão desse cargo, dizem) e a mal sucedida parceria com a BMW os nomes ainda são os de Patrick Head, Frank Williams e Mario Thiessen, mas desde 2006, ano da estreia da Williams sem o apoio dos alemães o novo "CEO", isso é, diretor geral e manda-chuva é Adam Parr, um homem até então sem nenhuma tradição ou mesmo conhecimento do mundo do automobilismo, egresso do mercado financeiro.
E o que ele conseguiu desde sua chegada? Que a equipe ano a ano perdesse competitividade nas pistas e consequentemente patrocinadores de peso. A lista de nomes que deixaram a equipe em sua gestão é numerosa e estelar: RBS, Accenture, Allianz, Petrobras, Hamleys, Budwiser, Philips, FedEx, Puma, Castrol, Tata Motors, Air Asia, Lenovo, All Saints, Hell, M&L...
"Mas a Williams vem tendo balanços positivos há alguns anos, revertendo os prejuízos de outros tempos", dirá alguém. sim. O grupo Williams, que tem negócios paralelos como desenvolver KERS para a indústria automotiva (Porsche, Jaguar, etc) vem tendo balanço positivo, mas a equipe em si vê seu orçamento diminuir com a debandada de patrocinadores. E qual o resultado?
A perda de Rosberg em 2009 para a mais sedutora Mercedes e depois a triste dispensa do talentoso Nico Hulkenberg para a entrada de Pastor Maldonado que, vá lá, não tem decepcionado, foram outras das decisões erradas. Mas de qualquer modo foi uma óbvia opção pelos petrodólares (que por virem diretamente do ditador Hugo Chavez, espanta eventuais outros patrocinadores temerosos da associação de imagem) em detrimento a um plano de longo prazo que Hulkenberg representava.
Além disso, fecharam uma infrutífera parceria com a Toyota em 2007 que os obrigava a andar com o fraquíssimo Kazuki Nakajima, o que lhes custou valiosos pontos no campeonato e na credibilidade. Agora com a pífia temporada de 2011 a Williams, 6ª no campeonato de construtores em 2010, amarga a 9ª colocação só a frente das nanicas Lotus, Virgin e HRT, o que significa menos dinheiro da divisão de direitos de imagem pago por Bernie Ecclestone (com base na posição final do campeonato) e o risco de mais algum patrocinador sair. Então o que Adam Parr, com sua mente financista estaria pensando? "Vou leiloar a outra vaga da equipe, de Rubens Barrichello!" E como consequência ouvimos boatos de que Adrian Sutil com seus patrocinadores no bolso e outros novatos bem fornidos já estariam conversando com a equipe para substituir o experiente brasileiro, justamente agora em 2012 quando a equipe estará com nova equipe técnica, novos motores e precisando de toda experiência possível para já começar o ano com um carro mais acertado. Ora, Barrichello já correu com motores Hart, Peugeot, Ford, Ferrari, Honda, Mercedes, Toyota (num teste com a Williams no fim de 2009), Cosworth... Se ha alguém útil para a equipe agora é ele, que ainda é claramente competitivo e motivado.
Para mim, parece que o problema da equipe é sumamente gerencial e quem responde por essa área é justamente o senhor Parr, que leva a Williams, com as devidas distintinções de história e infra-estrutura, para o mesmo caminho trilhado pela Tyrrell, que nos seus estertores vivia a base de pilotos pagantes, por mais que no discurso dissessem que acreditavam verdadeiramente neles.
A Williams vai falir como a Tyrrell? Não creio, mas se leiloar suas duas vagas dificilmente a equipe poderá se ver livre dos pilotos pagantes e provavelmente ficará sendo figurante no meio do grid, sendo usada como trampolim para os pilotos chegarem a equipes melhores ou, se não tiverem futuro, ficarem por lá até seus dinheiros acabarem. Ah! Mas ainda assim haveriam brilharecos ocasionais em algumas corridas, para a alegria dos saudosistas.
Acorda Williams!
Mas quem, então, seria o grande responsável pela decadência do time? Pela até hoje infeliz dispensa de Adrian Newey em 1997 (ele queria ser diretor técnico e Patrick Head não queria abrir mão desse cargo, dizem) e a mal sucedida parceria com a BMW os nomes ainda são os de Patrick Head, Frank Williams e Mario Thiessen, mas desde 2006, ano da estreia da Williams sem o apoio dos alemães o novo "CEO", isso é, diretor geral e manda-chuva é Adam Parr, um homem até então sem nenhuma tradição ou mesmo conhecimento do mundo do automobilismo, egresso do mercado financeiro.
E o que ele conseguiu desde sua chegada? Que a equipe ano a ano perdesse competitividade nas pistas e consequentemente patrocinadores de peso. A lista de nomes que deixaram a equipe em sua gestão é numerosa e estelar: RBS, Accenture, Allianz, Petrobras, Hamleys, Budwiser, Philips, FedEx, Puma, Castrol, Tata Motors, Air Asia, Lenovo, All Saints, Hell, M&L...
"Mas a Williams vem tendo balanços positivos há alguns anos, revertendo os prejuízos de outros tempos", dirá alguém. sim. O grupo Williams, que tem negócios paralelos como desenvolver KERS para a indústria automotiva (Porsche, Jaguar, etc) vem tendo balanço positivo, mas a equipe em si vê seu orçamento diminuir com a debandada de patrocinadores. E qual o resultado?
A perda de Rosberg em 2009 para a mais sedutora Mercedes e depois a triste dispensa do talentoso Nico Hulkenberg para a entrada de Pastor Maldonado que, vá lá, não tem decepcionado, foram outras das decisões erradas. Mas de qualquer modo foi uma óbvia opção pelos petrodólares (que por virem diretamente do ditador Hugo Chavez, espanta eventuais outros patrocinadores temerosos da associação de imagem) em detrimento a um plano de longo prazo que Hulkenberg representava.Além disso, fecharam uma infrutífera parceria com a Toyota em 2007 que os obrigava a andar com o fraquíssimo Kazuki Nakajima, o que lhes custou valiosos pontos no campeonato e na credibilidade. Agora com a pífia temporada de 2011 a Williams, 6ª no campeonato de construtores em 2010, amarga a 9ª colocação só a frente das nanicas Lotus, Virgin e HRT, o que significa menos dinheiro da divisão de direitos de imagem pago por Bernie Ecclestone (com base na posição final do campeonato) e o risco de mais algum patrocinador sair. Então o que Adam Parr, com sua mente financista estaria pensando? "Vou leiloar a outra vaga da equipe, de Rubens Barrichello!" E como consequência ouvimos boatos de que Adrian Sutil com seus patrocinadores no bolso e outros novatos bem fornidos já estariam conversando com a equipe para substituir o experiente brasileiro, justamente agora em 2012 quando a equipe estará com nova equipe técnica, novos motores e precisando de toda experiência possível para já começar o ano com um carro mais acertado. Ora, Barrichello já correu com motores Hart, Peugeot, Ford, Ferrari, Honda, Mercedes, Toyota (num teste com a Williams no fim de 2009), Cosworth... Se ha alguém útil para a equipe agora é ele, que ainda é claramente competitivo e motivado.
Para mim, parece que o problema da equipe é sumamente gerencial e quem responde por essa área é justamente o senhor Parr, que leva a Williams, com as devidas distintinções de história e infra-estrutura, para o mesmo caminho trilhado pela Tyrrell, que nos seus estertores vivia a base de pilotos pagantes, por mais que no discurso dissessem que acreditavam verdadeiramente neles.
A Williams vai falir como a Tyrrell? Não creio, mas se leiloar suas duas vagas dificilmente a equipe poderá se ver livre dos pilotos pagantes e provavelmente ficará sendo figurante no meio do grid, sendo usada como trampolim para os pilotos chegarem a equipes melhores ou, se não tiverem futuro, ficarem por lá até seus dinheiros acabarem. Ah! Mas ainda assim haveriam brilharecos ocasionais em algumas corridas, para a alegria dos saudosistas.Acorda Williams!
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