quarta-feira, 6 de julho de 2011

Equipe Renault perde "Renault" e será Cosworth

O jornalista Fábio Seixas, da Folha de S. Paulo deu o furo no seu blog, que abaixo reproduzo:

"Com o anúncio do contrato Williams-Renault, comentou-se por aí que a fábrica francesa forneceria motores para quatro equipes em 2012.
Errado. Este blogueiro apurou que serão três: Williams, Lotus e Red Bull.
A Lotus-Renault usará motores Cosworth a partir do ano que vem.
Perderá não só sobrenome mas a atenção especial que a Renault lhe devotava. Será o rompimento oficial da marca francesa da estrutura que carregou seu nome após a saída da Benetton da F-1.

A partir de 2012, toda essa atenção, com ares de parceria técnica mais sólida, estará voltada para a Williams."

(FONTE: Blog do Fábio Seixas )

Mas o mais interessante é: Qual será o nome da equipe ano que vem? Para mudar o nome da equipe ela precisará da aprovação de todas as equipes e a "Team Lotus" dificilmente vai aceitar um nome que tenha "Lotus".

Será que termos uma "Renault-Cosworth" como em 2010 na BMW Sauber Ferrari?

A outra opção é um registro novo junto a FIA, mas aí ela perderia todo o dinheiro de Bernie Ecclestone em relação aos direitos de imagem desse ano, pois no papel, é uma outra equipe e não tem porque receber dinheiro da que deixou de existir. Exatamente por isso a Sauber manteve o "BMW" no nome em 2010.

Além disso, como equipe mesmo, ela perderá o prestígio do nome e a maior qualidade dos motores franceses. reforçando cada vez mais que trata-se de uma equipe em crise e em início de decadência e não ascensão como chegou-se a acreditar bem no início do ano. Isso para não falar nos constantes rumores de falta de dinheiro que circulam pelos paddocks...

Outra questão: Robert Kubica, se puder voltar a F1, dificilmente terá nessa equipe um equipamento realmente competitivo e, mais uma vez reitero, SE voltar, poderá ser coadjuvante a bordo dela, de modo que poderá procurar outra equipe (lembre que ele não tem contrato com ninguém para 2012).

Também é importante notar que Bruno Senna tem contrato com a equipe Renault, essa equipe que vai perder os motores e terá de mudar de nome, não a fábrica francesa que agora se despede rumo à Williams.

Vamos aguardar a confirmação.

GP da Inglaterra: Programação da TV, informações e LINKS



Sexta-feira


5hs-6:30hs, 1º treino livre (SporTV)
9hs-10:30hs, 2º treino livre
(SporTV

Sábado
6h-7h, 3º treino livre (SporTV)
9hs-10hs, treino oficial - Classificação (Rede Globo)
18hs - treino oficial - REPRISE - (SporTV)

Domingo
9h, largada, 57 voltas (Rede Globo)
22h largada, 57 voltas - REPRISE - (SporTV)
COMENTAREI OS TREINOS E A CORRIDA NO MEU TWITTER, @inacio1

LINKS PARA ASSISITIR NO COMPUTADOR - É só clicar e fechar as chatas propagandas que aparecem bem no meio da bendita tela da "TV" (os botões de fechar ficam "disfarçados"):


Rede Globo   
SporTV    SporTV2   LINK Estrangeiro

terça-feira, 5 de julho de 2011

Coluna na REDETV!

Acaba de ser publicado no portal da REDETV! minha mais recente coluna sobre Formula 1.

O tema dela é a renovação técnica pela qual vem passando a equipe Williams e as melhores perspectivas dela (e consequentemente de Barrichello) para a temporada 2012.

Confira clicando nesse LINK!

Barrichello quer continuar na Williams, que quer Barrichello


Rubens Barrichello quer assinar sua renovação com a Williams para 2012. Na esteira de várias novidades na equipe, como a dispensa de Sam Michael ao fim do ano, a chegada do novo engenheiro-chefe Mike Coughlan, do novo chefe de aerodinâmica Jason Somerville  do novo chefe de operações de engenharia Mark Gillian Rubens Barrichello já estava inclinado a ficar no time, embora mantivesse conversas iniciais com outras.

Agora com a assinatura de um contrato de longo prazo com a fornecedora de motores Renault, tido como o segundo melhor motor do grid atrás apenas dos Mercedes em potência, mas mais econômico que eles (portanto com o carro largando mais leve com menos gasolina), Rubens Barrichello muito provavelmente não tem mais dúvidas: Quer ficar na Williams.

Sobre suas intenções em continuar por la, na cerimônia de lançamento da nova parceria Williams-Renault, Barrichello disse: “Eu fui contratado pela Williams para trazê-los de volta à frente, e essa parceria (c/ Renault) vai tornar isso muito mais fácil." e acrescentou: "Já andei atrás dos (carros equipado com) Renault e eles me parecem muito bons",  acrescentando em seguida: "Os espíritos estão animados. É claro que que quero correr no ano que vem, e acredito que com eles (William)". e continuou "Já falei com o Mike Coughlan semana e com um monte de gente e nessa semana devo conversar com os novos caras da aerodinâmica"

"Você pode ver uma luz no fim do túnel, isso é o que posso dizer. Não estou aqui para fazer número, para andar em círculos.  Já tive o bastante disso. Eu apenas quero um carro - como o da Brawn em 2009 - que me dê o que mereço e que ponha a equipe numa situação de prosperidade. Estamos indo na direção certa."

Sobre a vontade da Williams em manter Rubens Barrichello, ontem na mesma cerimônia o presidente da equipe, Adam Parr indicou: "Estou muito inclinado em mantê-lo no ano que vem".

Com base em todas essas declarações e no fato de que a equipe vai precisar de alguém experiente para  ajudar com informações precisas de pista na transição dos novos motores e da nova equipe técnica que vem chegando não me espantaria nada se o contrato do brasileiro for assinado muito em breve, nessa semana ou nas próximas, mesmo que só venhamos a saber disso daqui alguns meses.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O ocaso da Cosworth

Primeiro foi a Lotus, no fim de 2010, que a trocou pela Renault. Agora a Williams, sua principal parceira, faz o mesmo. O que o futuro reserva para a Cosworth na Formula 1?

Nao muito... Como uma fabricante independente a Cosworth depende (sim, independentes dependem) diretamente do dinheiro de seus clientes para desenvolver e manter seus motores. Com quatro equipes a possibilidade de se auto sustentar era boa, mas com duas, e logo as piores do grid, funcionando como um cartão de visitas negativo, essa chance diminui bastante, especialmente se considerarmos que já tem que pensar nos novos motores 1.6L V6 que devem estrear na Formula 1 em 2014 e cujo desenvolvimento custa muito caro.

Alem disso a PURE, marca de motor encabeçada pelo ex-dirigente da BAR Craig Pollock esta a cata de clientes, o que deve seduzir justamente as equipes mais sensíveis ao bolso com as quais a Cosworth mantém parceria.

Sem um número mínimo de equipes correndo com o seu equipamento, a divisão de motores de Formula 1 da fabricante inglesa chefiada por Mark Gallager não deverá ser financeiramente sustentável, quanto mais para viabilizar desenvolvimento do novo motor. E mesmo que ele nascesse, com o parco retorno técnico de suas parceiras dificilmente ele seria competitivo e continuaria sendo comercialmente pouco interessante para a imagem da fabrica que, assim, deve abandonar a categoria em breve como já fizeram no fim em 2006 quando a mesma Williams os trocaram pelo também pífios Toyota.


Williams fecha parceria com a Renault

A equipe Williams vai reviver a parceira com os motores Renault. A equipe anunciou que contara com os motores franceses a partir de 2012, incluindo 2013 e possivelmente 2014, conforme clausula que permite renovação. Nigel Mansell, Jacques Villeneuve e Rubens Barrichello estavam presentes no anuncio na sede da equipe.

A Williams manteve uma longa e bem sucedida parceria com a marca francesa entre 1989 e 1997.

Agora a pouco na cerimonia de anuncio Frank Williams disse: "Nosso ultimo relacionamento com a Renault foi um dos mais bem sucedidos na historia da Williams, mas não vamos nos permitir a viver do passado."


Em seguida acrescentou: "Temos que olhar para o futuro e continuar a reconstruir nossa reputação nas pistas, e espero que esse anuncio nos ajude ainda mais nesse sentido."


Com isso a fabricante passa a fornecer seus motores para 4 equipes de F1 simultâneamente (Renault, Red Bull, Lotus e agora Williams).

Volte aqui em instantes para mais detalhes.

Adam Parr fala demais

Mais uma pequena rusga se forma entre o presidente da equipe Williams, Adam Parr e alguém do mundo da Formula 1. Dessa vez foi com nada menos que Bernie Ecclestone.

Recentemente Parr declarou que a Formula 1 deveria ser mais lucrativa, desafiando abertamente a administração de Bernie ao comentar que "A renda dos direitos de TV da F1 rendem menos de 500 milhões de dólares enquanto a NFL (Liga de Futebol Americano) chega 4,2 bilhões de dólares e até mesmo o campeonato turco de futebol um pouco mais do que a gente".

É interessante Adam reclamar de Bernie publicamente se lembrarmos que poucos anos atrás a Williams pediu à Bernie um adiantamento de dinheiro em relação ao que receberia ao fim do ano pelos direitos comerciais para cobrir prejuízos e à época foi prontamente atendida por Ecclestone, uma benevolência que não deve se repetir caso a Williams precise de novo do poderoso dirigente após esse desafio público.

Por trás dessa estocada Parr não esconde que, junto com várias das demais equipes, ambiciona comprar ações da F1 para ser sócia da mesma e poder influir nos destinos comerciais da categoria.

Bernie Ecclestone responde que caso as equipes façam isso, elas seriam minoritarias e pouco influiriam e "além do mais" - já numa indireta a Parr - "poucas equipes tem condições financeiras para isso" e arremata claramente com cortante ironia: "Adam é um gênio na gestão de sua equipe, não há mais espaço no carro deles para mais patrocinadores."

Essa é a segunda vez que o presidente da equipe faz declarações infelizes. No começo do ano o mesmo Adam Parr disse que o atual sócio e co-fundador da equipe Patrick Head se aposentaria o fim desse ano, sendo prontamente desmentido pelo próprio, que declarou secamente: "Ele não está em posição de poder dizer isso. Meus planos não são de domínio público e e só serão quando eu der minha própria declaração ao fim do ano".

Talvez Adam Parr devesse se concentrar mais em trazer a velha e tradicional Williams de volta ao círculo das equipes ganhadoras e perder menos tempo em criar celeumas com pessoas-chave da F1 que só desgastam a imagem da equipe (a imagem dele é a que menos importa).

Lembremos que desde ele que assumiu a direção da equipe seus resultados na pista não foram exatamente animadores e comercialmente tampouco, com a perda de vários patrocinadores importantes ao longo dos últimos anos, como Compaq, Petrobrás, Castrol, RBS, Budweiser, Lenovo, Phillips, Allianz, HP, Fedex, entre outros.

domingo, 3 de julho de 2011

Ferrari F10 em Goodwood

De um passeio a bordo da Ferrari F10 (de 2010) pilotada por Marc Gené no Festival de Goodwood 2011, que ocorreu nesse fim de semana: