domingo, 6 de fevereiro de 2011

Entrevista com o médico que operou Kubica

Depois de passar por uma cirurgia de 7 horas de duração nessa tarde o Dr. Igor Rossello, médico que operou  Robert Kubica diz acreditar que vai demorar 1 ano para saber se a mão dele voltará ou não a ser totalmente funcional, mas o próprio médico destacou que já teve pacientes pilotos de moto que se recuperaram mais rápido.

A operação foi complexa, com a reconstrução de vários tecido danificados como ossos, tendões, nervos, veias, artérias, músculos, etc. Obviamente os ferimentos do piloto foram severos e as próximas semanas vão ser decisivas para saber se a mão está fora de risco ou se precisará sofrer nova intervenção cirúrgica, independente da mobilidade que ela poderá voltar a ter.

Abaixo a integra da entrevista com o Dr. Rossello, em inglês:

A vaga de Kubica

Enquanto saem as primeiras informações dando conta que o piloto Polonês vai se recuperar do acidente em alguns (possivelmente muitos) meses, naturalmente começam as especulações acerca de quem o substituiria no cockpit da Renault na temporada 2011.

Por mais que torçamos e acreditemos na recuperação do polones, é impossível não encarar o fato que alguém ficará no lugar dele até seu retorno.

As primeiras apostas recaem naturalmente sobre os pilotos reservas, Bruno Senna e Romain Grosjean. Nesse sentido Senna é declaradamente o favorito por sua maior e mais recente experiência na Formula 1, onde correu 18 das 19 etapas em 2010. Se esse for o caso, como muitos apontam, seria uma grande chance para o brasileiro, ainda que substituir um piloto ferido não seja agradável para ninguém.

Só que a coisa pode não ser bem assim. Kubica era o líder da equipe e era o piloto responsável pela maior parte do desenvolvimento do carro 2011, assim como foi pelo de 2010. Seu companheiro, o russo Vitaly Petrov, ainda não mostrou capacidade de liderança e tampouco tem a experiência necessária para assumir esse papel, e nessa situação Bruno Senna ou Grosjean teriam pouco a oferecer também.

E é exatamente pela necessidade de contar com um piloto experiente que lidere a equipe nos rumos a tomar na evolução do R31 que a Renault poderá cogitar a contratação de um piloto mais experiente para esse papel fundamental, e aí nomes como o do alemão Nick Heidfeld, dispensado da Sauber e do italiano Vitantonio Liuzzi, aposentado da Force Índia podem ganhar força nesse páreo. O nome do campeão de 2007 Kimi Raikkonen também pode ser considerado e, ainda que numa escala ainda menor de probalidade, até Nico Hulkenberg com uma ano de Williams teria condições de, correndo por fora, se apresentar para essa vaga, se já não tivesse contrato de longo prazo com a Force-Índia.

Por enquanto essas são apenas ilações, Bruno Senna continua sendo - segundo as palavras do Diretor Geral da equipe Eric Boullier na semana passada nos testes em Valência - o primeiro na linha de sucessão no caso de uma eventualidade. A eventualidade aconteceu, mas essas alternativas não deixam de ser reais e certamente vão ser lembradas internamente pela equipe antes de baterem o martelo.

Vamos aguardar e torcer pelo pronto reestabelecimento de Kubica.

Acidente de Kubica: imagens do resgate e informações

(ATUALIZADO) Como vocês sabem, Robert Kubica sofreu um acidente num Rally na Itália.

Na imagem ao lado, vemos seus pés no resgate de helicóptero.

A equipe Renault confirmou que Kubica sofreu fraturas na perna, braço e mão direitos e passa por uma cirurgia no Hospital de Santa Corona que estaria sendo chefiada por um especialista em cirurgia em mãos . Daniele Morelli, empresário do polonês, deu uma entrevista coletiva contando que o pilto está em cirurgia e que mais informações serão repasssadas assim que houver novidades.

Não adianta especular quanto tempo ele ficará de molho nem quão danoso foi o acidente, temos que aguardar um boletim mais preciso.

Veja as imagens do carro dele após o acidente. Desconsiderem a narração alarmista em italiano, uma vez que àquela hora não se sabiam maiores informações:

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A foto acima (clique para ampliá-la) e as imagens abaixo são do momento do resgate e mostram o rosto com algumas manchas roxas próximas ao olho, o respirador artificial acoplado à sua boca e os pés do piloto, aparentemente inteiros. O risco de amputação das mãos foi afastado e agora segue a luta para reestabelecer os movimentos de suas mãos, algo vital pra se guiar a 300 km/h e operar o câmbio e os diversos botões de regulagem do carro.

Vamos torcer pelo melhor.

Horário das corridas de F1

Essa é a tabela com os horários no Brasil de todas as vinte corridas do Campeonato Mundial de Formula 1 de 2011 que serão transmitidas pela Rede Globo, Rádio Jovem  Pan AM, CBN e Rádio Bandeirantes.

Os únicos horários ainda indefinidos são o do estreante Grande Prêmio da Índia, mas que deve ocorrer na nossa madrugada, pela localização e diferente fuso horário e o do Bahrein, que pode ser remarcado no fim do ano:



27 de Março - GP da Austrália - 3h
10 de Abril - GP da Malásia - 5h
17 de Abril - GP da China - 4h
08 de Maio -
GP da Turquia - 9h
22 de Maio - GP da Espanha - 9h
29 de Maio -
GP de Mônaco - 9h
12 de Junho - GP do Canadá - 14h
26 de Junho -
GP da Europa - 8h
10 de Julho - GP da Inglaterra - 9h
24 de Julho -
GP da Alemanha - 9h
31 de Julho - GP da Hungria - 9h
28 de Agosto -
GP da Bélgica - 9h
11 de Setembro - GP da Itália - 9h
25 de Setembro -
GP de Singapura - 9h
09 de Outubro - GP do Japão - 3h
16 de Outubro -
GP da Coreia - 3h
30 de Outubro - GP da Índia - a definir
13 de Novembro -
GP de Abu Dhabi - 11h
27 de Novembro - GP do Brasil - 14h

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Renault R31 em números

Além de contar com os inovadores e comentados escapamentos que saem na embaixo das entradas de ar laterais do carro, o Renault R31 reúne atributos e informações bastante interessantes.

Veja alguns números surpreendentes e outros curiosos do carro pilotado por Vitaly Petrov e Robert Kubica que liderou os testes em Valência semana passada:

  • 0.0 segundos demora a troca de marchas do R31
  • 1,6 segundos é o tempo de desaceleração dos 100 km/h até sua parada completa.
  • 4,9 segundos de 0 a 200 km/h
  • 6 horas necessárias para a montagem do carro com 12 mecânicos
  • 7 marchas
  • 10 kg, o peso pneu dianteiro Pirelli
  • 30 kg, o peso da cabeça do piloto com capacete suportando uma força máxima de 4.5 G
  • 60 litros por segundos é a quantidade de água dispersada por um pneu Pirelli de chuva extrema a 300 km/h
  • 90 C,  temperatura ideal de funcionamento de um pneu Pirelli
  • 400 kilojoules, quantidade de energia armazenada pelas baterias do KERS em uma volta.
  • 640 kg, peso mínimo do carro em 2011
  • 1,100 C, temperatura que pode alcançar um disco de freio durante a corrida
  • 2,500 trocas de marcha durante um GP
  • 4,000 peças necessárias para a montagem do motor RS27 - 2011 V8 2.4L
  • 10,000 é o número de peças analisadas no túnel de vento anualmente.
  • 250,000 horas empregadas no desenvolvimento do R31
  • 0,1 segundos mais rápido por volta fica o carro devido a redução do peso por consumo de combustível, sem levar em conta o desgaste dos pneus.
  • 3 segundos, a troca das 4 rodas em um pit-stop
  • 5 corridas devem durar as caixas de câmbio.
  • 6,67 segundos, é o tempo que se poderá usar o KERS por numa volta
  • 8 motores para cada piloto em 2011
  • 18,5 psi, pressão média de um pneu Pirelli
  • 42 voltas por segundo dá um pneu a 300 km/h
  • 87,75 kilojoules deve suportar o "Santo Antônio" do carro durante os crash-tests da FIA
  • 130 decibéis produzem o motor RS27-2011 nas suas rotações máximas
  • 18.000 rotações por minuto alcançam um motor RS27-2011
  • 500 C, é a temperatura que pode chegar a embreagem.
  • 900 C, é a temperatura dos escapamentos em plena aceleração.
  • 1,500 partes em cada motor RS27-2011
  • 2,500 km deverá percorrer cada motor RS27-2011 em 2011
  • 9,000 desenhos técnicos criados no desenvolvimento do R31
  • 495 funcionários tem a equipe Renault F1
  • 30,000 é o total de peças que compõem o novo R31

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nova McLaren - Imagens e análise


No novo modelo que Lewis Hamilton e Jenson Button vão pilotar, além do grande entre-eixos o que mais chama atenção são as entradas de ar em forma de "L" nas laterais, criando uma grande área desobstruída junto ao corpo do carro visando um maior fluxo de ar para a asa traseira inferior do carro na busca da maior pressão aerodinâmica perdida com a proibição dos difusores duplos. Outra singularidade do MP4/26 é uma entrada de ar "auxiliar" atrás da entrada superior principal, um conceito já explorado pela Williams em 2009 e 2010 (veja foto ao lado comparando as duas) ligeiramente ampliado nesse carro. Na sua parte da frente nada chama muito a atenção, pois o bico e asa dianteira permanecem com formatos parecidos com o visto no fim da temporada passada. A asa dianteira em si, assim como em todas as equipes quando apresentaram seus modelos novos, não há de ser definitiva, devendo sofrer alterações no seu desenho até a estreia no GP do Bahrein devido aos resultados obtidos nos testes coletivos (quinta-feira que vem já recomeçam, em Jerez).

Quanto à suspensão traseira, como as imagens não são muito claras, parecem ser tipo "pull-rod" que ocupam menos espaço (se não for, modifico o texto e aviso) e o escapamento, algo que vem sendo alvo de atenção dos projetistas, também será diferente dos demais carros no grid até agora: embora a imagem mostre-o saindo num lugar "normal" na parte de baixo atrás do motor, ele é falso, foi alocado ali para confundir os incautos. O escapamento definitivo só será conhecido (e escondido) nas pistas, com muito custo (será algo no estilo da Renault?). Outra peculiaridade é uma saída de ar no centro do fim carro, uma saída central única (ver quadrado amarelo na foto abaixo) que parece despejar o fluxo de ar vindo da "entrada de as superior secundária" na parte central da asa traseira inferior, após ele passar por um pequeno radiador de resfriamento (será do KERS?) para aumentar o fluxo de ar (ver última foto).

Clique nas imagens para ampliá-las.            


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Balanço de fim dos testes - Números

Testes em Valência - Tempos combinados dos 3 dias (1,2 e 3 de Fevereiro de 2011). As equipes marcadas com um asterisco(*) ao lado utilizaram seus carros 2010 nos testes, que são mais rápidos e confiáveis, uma vez que já foram exaustivamente testados e aprimorados ao longo de todo o ano passado e não tem que perder tempo entendendo o Kers,  a asa móvel, etc, além de contar com a ajuda do difusor duplo, banido nesse ano e que dá mais aderência a esses carros.

O numero para se prestar atenção é o do total de voltas completadas pelas equipes que já correm com os carros 2011, pois significa que são os mais resistentes e que coletaram mais dados até agora. Esse grupo é liderado por Ferrari, Williams, Red Bull e Renault :

Pos.    Piloto                       Equipe                 Tempo          Voltas
1°. Robert Kubica                 Renault                  1:13,144         199
2°. Adrian Sutil                     Force India*           1:13,201         117
3°. Fernando Alonso             Ferrari                   1:13,307         206
4°. Jenson Button                  McLaren*             1:13,553         105
5°. Sebastian Vettel               Red Bull                1:13,614         136
6°. Paul di Resta                    Force India*         1:13,844         139
7°. Mark Webber                  Red Bull               1:13,936         122
8°. Nico Hulkenberg              Force India*          1:13,938          71
9°. Felipe Massa                  Ferrari                1:14,017           80
10°. Timo Glock                    Marussia Virgin*  1:14,207         148
11°. Gary Paffett                    McLaren*           1:14,292           91
12°. Pastor Maldonado          Williams              1:14,299          130
13°. Lewis Hamilton               McLaren             1:14,353          83
14°. Sérgio Perez                   Sauber                 1:14,469          146
15°. Michael Schumacher       Mercedes            1:14,537          125
16°. Nico Rosberg                 Mercedes            1:14,645            78
17°. Sébastien Buemi             Toro Rosso         1:14,801           119
18°. Kamui Kobayashi           Sauber                1:15,621            68
19°. Jérome D'Ambrosio       Marussia Virgin*  1:16,003            71
20°. Rubens Barrichello      Williams            1:16,023           128
21°. Vitaly Petrov                  Renault                1:16,351            28
22°. Jaime Alguersuari           Toro Rosso         1:16,474            84
23°. Narain Karthikeyan        Hispania*             1:16,535           188
24°. Heikki Kovalainen          Lotus                  1:20,649           15
25°. Jarno Trulli                     Lotus                   Sem tempo       38

Voltas completadas por equipes:

1°. Force India*         327
2°. Ferrari                286
3°. McLaren*             279
4°. Williams             258
5°. Red Bull               258
6°. Renault                 227
7°. Marussia Virgin*   219
8°. Sauber                 214
9°. Toro Rosso          203
10°. Mercedes           203
11°. Hispania*           188
12°. Lotus                   53

Nova Red Bull - Imagens e análise

O novo carro da Red Bull, o RB7, é uma clara evolução do mesmo carro que ganhou o titulo do ano passado, que por sua vez já era uma evolução do rápido RB5 de 2009. Se o carro de 2010 já era notoriamente o mais rápido do grid, seu maior problema era a pouca resitência, apresentando ora problemas no motor, ora nos freios, ora sistema hidráulico, o que combinado com um certa inconstância de seus pilotos (Vettel nos primeiros 2/3 do campeonato e Webber no 1/3 final) postergou o título de pilotos até a última etapa, quando estavam inclusive atrás do marcador e com o de construtores assegurado.


Para evitar surpresas na confiabilidade de seu carro, a Red Bull disse que correu contra o relógio para aprontar o modelo para os testes inicias em Valência, e conseguiu. Desde sua estreia o carro não apresentou nenhum problema técnico (aparente, pelo menos) e de quebra (!) sempre esteve entre os mais rápidos na folha de tempos (liderou com Vettel no primeiro dia), mostrando que aparentemente começaram o ano num patamar mais sólido do que o ano anterior.

O motor, à exemplo de 2010, continua sendo fornecido pela francesa Renault, assim como o KERS. Os sistemas hidráulicos e câmbio são desenvolvidos pela própria equipe (que os fornece à Lotus também).

Externamente o carro tem os mesmos ingredientes do modelo anterior: bico alto, achatado e largo, traseira diminuta e compacta, suspensão tipo pull-rod, que ocupa menos espaço, barbatana de tubarão no limite do regulamento, não mais se prolongando até a asa traseira e - aí entre uma diferença importante - um sistema de escapamento que joga os gases quente diretamente no assoalho, através de um duto no fim do assoalho (veja nas imagens 3 e 5) que não estava lá quando da apresentação do carro (4).

Se essa solução não é radical como a da Renault, pode ser entendida como mais simples também. Alguns já especulam se esses escapamentos teriam uma bifurcação no assoalho, mas já afasto essa possibilidade uma vez que o regulamento da FIA é taxativo que só podem haver 2 saídas de escape.

(Clique nas imagens para ampliá-las):