quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Balanço de fim dos testes - Números

Testes em Valência - Tempos combinados dos 3 dias (1,2 e 3 de Fevereiro de 2011). As equipes marcadas com um asterisco(*) ao lado utilizaram seus carros 2010 nos testes, que são mais rápidos e confiáveis, uma vez que já foram exaustivamente testados e aprimorados ao longo de todo o ano passado e não tem que perder tempo entendendo o Kers,  a asa móvel, etc, além de contar com a ajuda do difusor duplo, banido nesse ano e que dá mais aderência a esses carros.

O numero para se prestar atenção é o do total de voltas completadas pelas equipes que já correm com os carros 2011, pois significa que são os mais resistentes e que coletaram mais dados até agora. Esse grupo é liderado por Ferrari, Williams, Red Bull e Renault :

Pos.    Piloto                       Equipe                 Tempo          Voltas
1°. Robert Kubica                 Renault                  1:13,144         199
2°. Adrian Sutil                     Force India*           1:13,201         117
3°. Fernando Alonso             Ferrari                   1:13,307         206
4°. Jenson Button                  McLaren*             1:13,553         105
5°. Sebastian Vettel               Red Bull                1:13,614         136
6°. Paul di Resta                    Force India*         1:13,844         139
7°. Mark Webber                  Red Bull               1:13,936         122
8°. Nico Hulkenberg              Force India*          1:13,938          71
9°. Felipe Massa                  Ferrari                1:14,017           80
10°. Timo Glock                    Marussia Virgin*  1:14,207         148
11°. Gary Paffett                    McLaren*           1:14,292           91
12°. Pastor Maldonado          Williams              1:14,299          130
13°. Lewis Hamilton               McLaren             1:14,353          83
14°. Sérgio Perez                   Sauber                 1:14,469          146
15°. Michael Schumacher       Mercedes            1:14,537          125
16°. Nico Rosberg                 Mercedes            1:14,645            78
17°. Sébastien Buemi             Toro Rosso         1:14,801           119
18°. Kamui Kobayashi           Sauber                1:15,621            68
19°. Jérome D'Ambrosio       Marussia Virgin*  1:16,003            71
20°. Rubens Barrichello      Williams            1:16,023           128
21°. Vitaly Petrov                  Renault                1:16,351            28
22°. Jaime Alguersuari           Toro Rosso         1:16,474            84
23°. Narain Karthikeyan        Hispania*             1:16,535           188
24°. Heikki Kovalainen          Lotus                  1:20,649           15
25°. Jarno Trulli                     Lotus                   Sem tempo       38

Voltas completadas por equipes:

1°. Force India*         327
2°. Ferrari                286
3°. McLaren*             279
4°. Williams             258
5°. Red Bull               258
6°. Renault                 227
7°. Marussia Virgin*   219
8°. Sauber                 214
9°. Toro Rosso          203
10°. Mercedes           203
11°. Hispania*           188
12°. Lotus                   53

Nova Red Bull - Imagens e análise

O novo carro da Red Bull, o RB7, é uma clara evolução do mesmo carro que ganhou o titulo do ano passado, que por sua vez já era uma evolução do rápido RB5 de 2009. Se o carro de 2010 já era notoriamente o mais rápido do grid, seu maior problema era a pouca resitência, apresentando ora problemas no motor, ora nos freios, ora sistema hidráulico, o que combinado com um certa inconstância de seus pilotos (Vettel nos primeiros 2/3 do campeonato e Webber no 1/3 final) postergou o título de pilotos até a última etapa, quando estavam inclusive atrás do marcador e com o de construtores assegurado.


Para evitar surpresas na confiabilidade de seu carro, a Red Bull disse que correu contra o relógio para aprontar o modelo para os testes inicias em Valência, e conseguiu. Desde sua estreia o carro não apresentou nenhum problema técnico (aparente, pelo menos) e de quebra (!) sempre esteve entre os mais rápidos na folha de tempos (liderou com Vettel no primeiro dia), mostrando que aparentemente começaram o ano num patamar mais sólido do que o ano anterior.

O motor, à exemplo de 2010, continua sendo fornecido pela francesa Renault, assim como o KERS. Os sistemas hidráulicos e câmbio são desenvolvidos pela própria equipe (que os fornece à Lotus também).

Externamente o carro tem os mesmos ingredientes do modelo anterior: bico alto, achatado e largo, traseira diminuta e compacta, suspensão tipo pull-rod, que ocupa menos espaço, barbatana de tubarão no limite do regulamento, não mais se prolongando até a asa traseira e - aí entre uma diferença importante - um sistema de escapamento que joga os gases quente diretamente no assoalho, através de um duto no fim do assoalho (veja nas imagens 3 e 5) que não estava lá quando da apresentação do carro (4).

Se essa solução não é radical como a da Renault, pode ser entendida como mais simples também. Alguns já especulam se esses escapamentos teriam uma bifurcação no assoalho, mas já afasto essa possibilidade uma vez que o regulamento da FIA é taxativo que só podem haver 2 saídas de escape.

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Carro de Massa pega fogo, veja

Hoje pela manhã enquanto dava suas primeira voltas nos testes coletivos a bordo da Ferrari F150, Felipe Massa enfrentou problemas no motor e teve seu carro parcialmente incendiado. Com isso ele a Ferrari demoraram algumas horas para localizar e corrigir o problema, devolvendo o carro em condições de correr novamente e voltar aos testes somente no fim do dia lá pelas 14:36hs (11:360hs daqui), faltando pouco menos de 2 e meia horas para o término das atividades dessa semana.

Não custa lembrar que Massa só testou o carro hoje, com Alonso tendo pilotado o carro nos 2 primeiros dias. Em termos de quilometragem certamente não é o melhor cenário para o brasileiro, mas por outro lado não é nada que vá influenciar dramaticamente no desenvolvimento do carro para o seu estilo de pilotagem. Veja as imagens:
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Tempos Finais dos testes da F1

Esses são os tempos finais dos carros/pilotos que testaram HOJE em Valência.
1  KubicaRenault 1m13.144s
2  SutilForce India 1m13.201s  +0.057
3  ButtonMcLaren 1m13.553s  +0.409
4  WebberRed Bull 1m13.936s  +0.792
5  MassaFerrari 1m14.017s  +0.873
6  GlockVirgin 1m14.207s  +1.063
7  MaldonadoWilliams 1m14.299s  +1.155
8  PerezSauber 1m14.469s  +1.325
9  SchumacherMercedes 1m14.537s  +1.393
10  BuemiToro Rosso 1m14.801s  +1.657
11  KarthikeyanHRT 1m16.535s  +3.391

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nova Toro Rosso - Imagens e análise

A equipe Toro Rosso tem uma missão inglória: Ser competitiva sem gastar dinehiro, porque seu dono prioriza a equipe principal Red Bull com pilotos, engenheiros e orçamento melhores. Ainda assim ela deve ser competitiva o suficiente para dar a seus pilotos, aspirantes a ascender à Red Bull, condições de mostrar velocidade e talento.

E com essa missão que a Toro Rosso trouxe para esse ano um modelo mais ousado (mas nem por isso bombástico) que o seu predecessor. Teoricamente esse é um carro completamente desenvolvido lá, sem nenhuma colaboração da matriz Red Bull, algo que duvido um pouco, pois há soluções parecidas. Ainda assim é notório que o STR6 guarda menos semelhanças com o RB7 do que o STR5 com o RB6.

Uma da grande, senão a maior, diferença externa está nas entradas de ar laterais. Enquanto o desenho da Red Bull e quase todas as outras tem uma reentrância embaixo da abertura dianteira que se alarga até encontrar a largura total do carro, na Toro Rosso essa reentrância profunda se estende por todo o comprimento do carro até a traseira, criando dois grandes corredores de ar sob as laterais do modelo, conferindo um maior fluxo direto de ar até a traseira do carro. Se o efeito será tão bom quanto planejam, o tempo dirá, mas não nos esqueçamos que erguer tudo aquilo que ficaria encostado no assoalho tem um preço: Elevar o centro de gravidade, o que pode comprometer o equilíbrio do carro.

Além disso o resto do carro não trás nada de novidade. O bico é parecido com o do ano anterior, mas sem aqueles veios elevados nas extremidades de cima que formavam um discreto "U" quando olhado de frente, a entrada de ar superior é parecida com a do ano anterior, apenas um pouco mais alongada.

Mecânicamente a Toro Rosso continua utilizando motores e câmbio comprados da Ferrari. Esse ano o KERS também é comprado da Ferrari. A suspensão traseira é do tipo "pull-rod" como muitas outras equipes, por ser menor e portanto atrapalhar menos o fluxo de ar na traseira e os escapamentos estão com suas saídas dispostas sobre o assoalho, exatamente embaixo da letra "J" da grafada na foto acima.
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Nova Lotus - Imagens e análise

Com a missão de ser 8ª colocada no campeonato de construtores desse ano, o "Team Lotus" chefiado por Tony Fernandes e (pela qual vou me referir apenas por "Lotus" até o fim da disputa Jurídica entre ela e a Renault), lançou o seu carro à pista publicamente pela primeira vez no segundo dia de testes coletivos.

O carro de 2011 que será guiado por Heikki Kovalainen e Jarno Trulli certamente é mais ousado e avançado que o de 2010, quando estrearam na F1. Percebe-se claramente no Modelo T128 um desenho mais refinado em seu bico, mas fino, nas entradas de ar laterais, mais esguias e trabalhadas na sua curvatura (ano passado eram mais "quadradas"). A entrada de ar superior, no entanto, é o que mais chama atenção. Ela utiliza praticamente o mesmo desenho que a Mercedes usou no ano passado e que havia sido proibido para 2011.

Segundo a FIA esse modelo de "Santo Antonio" do carro, que deveria proteger a cabeça do piloto de ser esmagada em uma capotagem poderia afundar com facilidade na terra, brita ou qualquer superfície mais mole, deixando portanto a cabeça do piloto vulnerável. Percebe-se nesse sentido que o pilar central dessa proteção é mais grossa que o utilizado por sua "matriz criativa", Mercedes, mas se essa sutil diferença vai ser suficiente para para não ter problemas com a FIA, teremos que esperar.

Quanto às suspensões, nenhum grande segredo: A dianteira é tradicional, com seus pontos de fixação com uma montagem mais elevada e na traseira usam o sistema "pull-rods", mais compacto, de centro de gravidade mais baixo e com menor arrasto aerodinâmico, como às da Red Bull. Aliás, a opção por essa geometria não é exatamente uma surpresa uma vez que utilizam o mesmo motor (Renault) e tanto o seu câmbio como o sistema hidráulico são fornecidos pela equipe de Vettel e Webber.

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Tempos dos testes da F1 (final)

Eis os tempos finais dos testes da F1 de hoje:

1  AlonsoFerrari 1m13.307s
2  VettelRed Bull 1m13.614s  +0.307
3  Di RestaForce India 1m13.844s  +0.537
4  HamiltonMcLaren 1m14.353s  +1.046
5  KubicaRenault 1m14.412s  +1.105
6  KarthikeyanHRT 1m14.472s  +1.165
7  RosbergMercedes 1m14.645s  +1.338
8  GlockVirgin 1m15.408s  +2.101
9  BarrichelloWilliams 1m16.023s  +2.716
10  PerezSauber 1m16.198s  +2.891
11  MaldonadoWilliams 1m16.266s  +2.959
12  BuemiToro Rosso 1m16.359s  +3.052
13  AlguersuariToro Rosso 1m16.474s  +3.167
14  WebberRed Bull 1m17.365s  +4.058
15  KovalainenLotus 1m20.649s  +7.342

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Escapamento frontal da Renault

Um dos temas mais discutidos não testes de Valência essa semana é o escapamento frontal (foto ao lado)da nova Renault R31. O invento consiste em levar os gases quentes do motor até a parte de baixo das entradas de ar laterais do mesmo para que esses sejam despejados sob o carro aumentado o fluxo de ar no assoalho visando maior ganho de pressão aerodinâmica ("downforce").

As grandes questões são: Esse fluxo de ar quente vai ter o efeito esperado? O fato do escapamento ter que cruzar o interior do carro com seus gases em altíssimas temperaturas vai trazer algum problema interno como super aquecimento e desgaste de algumas peças, causando perda de eficiência com seu uso prolongado ou até mesmo quebras?

Enquanto essas respostas não saem pois ainda precisa ser mais testado na pista, desvendemos o misterioso escapamento da Renault de Vitaly Petrov (que está testando hoje) e Robert Kubica, veja no detalhe: