quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cartão Postal da Red Bull

Recebi a imagem do meu colega Speeder76 e repasso a vocês: O cartão da Red Bull dando uma nada sutil alfinetada na Ferrari e sua controversa ordem de equipe no GP da Alemanha. Aqui a da frase mais tristemente célebre de toda a temporada 2010 ganha ar de humor, veja:
 
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Raio X Benetton-Ford 1994

A grande vantagem do B194 foi ter ficado pronto muito antes de seus rivais. Além disso a Cosworth conseguiu um considerável salto no nível de desempenho do novo motor Ford Zetec-R V8, 25mm mais comprido que seu antecessor e um pouco mais pesado,e todo o conjunto mostrou grande estabilidade e agilidade desde o início do ano.

Pilotado por Michael Schumacher, Jos Vertappen, J. J. Lehto e Johnny Herbert, o B194 é muito semelhante ao B193. Do ano anterior para esse uma grande diferença foi a redução do tanque de combustível, graças a chegada do reabastecimento. Essa mudança permitiu uma redução de sua área frontal, com o rebaixamento do cockpit e da tomada de ar superior, mas para compensar isso foram montados radiadores maiores nas laterais do carro de modo a permitir o correto arrefecimento dos novos motores que chagavam a inéditos 15 mil giros.

A superioridade do conjunto foi abalada pelas duvidas da lisura do mesmo. Em San Marino a FIA descobriu que o carro tinha um sistema eletrônico proibido de largada, mas como não havia provas de que ele havia sido usado, não foram punidos, mas a sombra permaneceu até o fim do ano.

Pouco depois descobriu-se que a equipe não usava um filtro obrigatório na bomba de combustível e com isso ganhavam preciosos segundos no reabastecimento. Além disso ainda o fato de Schumacher ignorar uma bandeira preta no GP de Silverstone, sendo desclassificado dela e proibido de correr as 2 seguintes e depois ser desclassificado novamente em Spa por ter a prancha de madeira no assoalho do carro apresentado desgaste 10mm maior que o permitido não ajudaram em nada a reforçar a boa imagem.

Para coroar, a última corrida na Austrália Schumacher ainda jogou o seu carro quebrado sobre Damon Hill, enterrando de vez as chances dos méritos do carro se destacarem ante as ilegalidades ora de seu piloto, ora de sua equipe.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Raio X Benetton-Ford 1992

Desenhado por Ross Brawn e Rory Byrne, o B192 era um carro bastante competitivo, alcançando a importante marca de 12 pódios, incluindo-se aí a primeira vitória de Michael Schumacher na categoria justamente na pista que estreara um ano antes, Spa-Francorchamps.

O desempenho do carro, se não era extraordinário sequer ameaçando as imbatíveis Williams, foi suficiente para eclipsar o pouco confiável Mclaren-Honda MP4-7 de Ayrton Senna que apesar das 3 vitórias (mais 2 de Berger) nesse ano amargou um distante 4º lugar no campeonato de pilotos atrás do campeão Nigel Mansell, do vice Patrese e justamente de do piloto alemão em sua primeira temporada completa na F1. O outro piloto da Benetton a dirigir o B192 foi Martin Brundle.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Raio X Benetton-Ford 1990

O Benetton-Ford B190 foi projetado por Rory Byrne sob supervisão de John Barnard e teve como pilotos o brasileiro Nelson Piquet e o italiano Alessandro Nanini, que após se acidentar com um helicóptero perto de sua casa em Siena no fim daquele ano foi substituído pelo também brasileiro Roberto Pupo Moreno.

Esse carro venceu 2 corridas no ano, os GPs de Suzuka, no Japão e Adelaide, na Austrália, ambas com Piquet. No Japão, GP em que Senna acertou a traseira da Ferrari de Prost e sagrou-se bicampeão, a Benetton ainda viu sua vitória com dobradinha, com Moreno em segundo.

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Honda de volta a F1?

O diretor administrativo da Renault Jean Francois Caubet, que recentemente declarou que a mudança de regras de motores para 2013 significaria uma grande chance para a empresa francesa, disse também que outros grupos multinacionais podem estar de olho na F1.

Além do grupo VW-Porsche que já manifestou publicamente interesse e aprovação aos novos motores de quatro cilindros 1.6 Turbo, Caubet disse que "ha agora um terceiro grupo de olho na F1".

"São os japoneses", confirmou ele. "Estou surpreso com esse seu interesse nos novos motores, mas é claro que a questão do [corte] de custos pode ter mudado a atitude deles"

"Os europeus estão à frente, as tecnologias são novas - Eu suponho que eles não possam se dar ao luxo de não estar aqui", completou o diretor Francês, que ainda indicou que é a Honda que estaria considerando seriamente seu retorno a principal categoria do automobilismo mundial, mas agora como fornecedora de motores.

A Honda saiu da Formula 1 no fim da temporada de 2008, tendo como melhor resultado nesse ano um 3º lugar obtido por Rubens Barrichello no chuvoso GP da Inglaterra. Após anunciar sua saída, o espólio da equipe foi assumido por Ross Brawn e ganhou o Campeonato Mundial em 2009 com um carro projetado ainda com o dinheiro dos japoneses. No fim deste ano Ross a vendeu para a Mercedes-Benz.

Raio X Benetton-Ford 1988

Eis o "raio x" do Benetton-Ford B188, usada por Thierry Boutsen e Alessandro Nanini na temporada de 1988. Nessa temporada ainda conviviam no grid carros com motores 1.5L V6 turbo com motores aspirados de 3.5L V12, V10 e V8 (como o Ford do Benetton acima)

Os melhores resultados dele foram expressivos sete terceiros lugares nos GP´s do Canadá, Detroit, Alemanha, Hungria, Portugal, Espanha e Japão, garantindo à equipe uma confortável 3ª colocação no Campeonato Mundial de Construtores daquele ano.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ordens de equipe liberadas

Muitos me perguntam o que penso da liberação das ordens de equipe na Formula 1. Penso que sua liberação foi uma favor à transparência, pois elas sempre ocorreram nesses 8 anos em que foram proibidas, só que de formas cifradas.

Ao invés do piloto receber a ordem de deixar-se passar, era orientado por eufemismos técnicos pré-combinados, como "diminua o ritmo, seu consumo está alto", "poupe pneus", "coloque o botão X em posição Y" ou mesmo com estratégias de box não tão positivas que acarrete na inversão de posições. Agora a partir do ano que vem, em tese, quando houver ordens de equipe elas terão de ser escancaradas e públicas, para que todos saibam que ela ocorreu.

Isso, entretanto, pode não ocorrer.  Uma equipe de Formula 1 sabe o quão importante é sua imagem com o público.O desgaste da Ferrari com sua mal disfarçada ordem à Massa na Alemanha é prova de como talvez algumas equipes prefiram continuar o uso da linguagem cifrada para obrigar seus pilotos cumprirem ordens desagradáveis, usando as ordens de equipe apenas em último caso, se o piloto se fizer de bobo por muitas voltas, ou se a situação no campeonato for absolutamente clara a favor de um piloto em detrimento de seu companheiro, que, já no fim do ano, esteja matematicamente fora da páreo por seus próprio méritos.

Portanto acho que tanto a FIA como os telespectadores devem ficar bem atentos a "movimentos estranhos" entre companheiros de equipe nas corridas nos primeiros 2/3 do campeonato.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: Red Bull

Encerrando o ciclo de avaliação do desempenho das equipes de Formula 1, iniciado lá de baixo com a Virgin, A Red Bull fecha, assim como sua própria temporada, com chave de ouro essa sessão.

Já desde a segunda metade de 2009 o RB5 mostrou-se um carro superior a todos os demais no grid, Brawn inclusive, mostrando a força daquele chassis especialmente depois que teve seu difusor duplo instalado.

Fechando aquela temporada em alta, ficava claro que o ano seguinte, sem grande mudanças de regulamento, contariam com uma excelente base para seu próximo carro.

E foi o que aconteceu. O RB6 foi a evolução natural do bem sucedido modelo do ano anterior, mas dessa vez com seu duplo difusor não mais adaptado, e sim desenhado desde os primeiros rabiscos na prancheta para extrair o máximo de desempenho em perfeita sintonia com todo o projeto do carro, incorporando soluções inovadoras como o câmbio inclinado para aumentar o espaço do difusor e os escapamentos baixo, para alimentá-lo de gases quentes.

Além do difusor ainda inovaram nas polêmicas asas dianteiras flexíveis, que até agora acredita-se que não era apenas a asa que se inclinava, e sim toda a frente do carro a partir da dianteira do assoalho que também se inclinaria conforme ganhava velocidade.

Enfim, quaisquer que tenham sido os artifícios usados por Adrian Newey na construção desse carro, era garantia de maior velocidade nas curvas de média e alta velocidades, compensando com folgas as reclamações da equipe sobre a alegada falta de potência dos motores Renault, algo muito relativo, uma vez que as potências são próximas e o que se perde dela se ganha em dirigibilidade e economia de combustível (peso a menos no carro), conforme Adam Parr, o diretor técnico da Williams lembrou durante o ano.

O calcanhar de Aquiles do carro entretanto, era sua durabilidade. Em pelo menos 3 ocasiões Vettel perdeu vitórias certas por problemas mecânicos, seja nos freios, seja no câmbio ou motor, e com isso se distanciou da liderança do campeonato, algo que só viria a exercer quando foi efetivamente o campeão.

Mas nem só de carro vive uma equipe, seus pilotos tem um papel fundamental e nesse ano Webber e Vettel protagonizaram um belo duelo nas pistas e fora delas, com vantagem de Webber nessa segunda modalidade.
Nas pistas Webber capitalizava sua regularidade e sangue frio, enquanto Vettel, mais afoito cometia alguns erros tolos, que o faziam patinar na busca de sua taça de campeão, talvez sentido a pressão psicológica de seu companheiro que mostrava-se surpreendentemente veloz e aguerrido.

No fim do ano, entretanto, Vettel venceu 3 das 4 últimas corridas (só não venceu as 4 porque o motor o deixou na mão enquanto liderava na Coréia) e foi a vez de Webber dar mostras de abatimento com a recuperação do alemão. Pode-se adicionar a isso a hoje conhecida fissura no ombro do Australiano, que pode ter pesado em sua queda de desempenho, mas como o próprio nega, crio que o peso dessa dor não foi determinante na derrocada de Webber.

No fim, de maneira apoteótica, Vettel venceu Alonso e Webber na disputa pelo título e passou a imagem que na F1 o bem (Red Bull) pode vencer o mal (Ferrari e suas ordens de equipe), o que pode ser uma maneira simplista e até inocente de enxergar a F1, mas que certamente vem muito a calhar para a imagem da categoria como esporte.

Para 2011 as mudanças nas regras não são radicais, mas certamente mais consideráveis do que as entre 2009 e 2010 e nessas oportunidades equipe boas podem cair (como Ferrari e Mclaren em 2009) e equipes que não estão no topo pode mostrar alguma força (a própria Red Bull), mudando um pouco o jogo de forças no Grid.

Nessas horas quem tem, uma vez mais, uma boa base do carro do ano anterior e um engenheiro criativo e arrojado como Newey pode ser dar bem. De novo.