sábado, 18 de dezembro de 2010

Honda de volta a F1?

O diretor administrativo da Renault Jean Francois Caubet, que recentemente declarou que a mudança de regras de motores para 2013 significaria uma grande chance para a empresa francesa, disse também que outros grupos multinacionais podem estar de olho na F1.

Além do grupo VW-Porsche que já manifestou publicamente interesse e aprovação aos novos motores de quatro cilindros 1.6 Turbo, Caubet disse que "ha agora um terceiro grupo de olho na F1".

"São os japoneses", confirmou ele. "Estou surpreso com esse seu interesse nos novos motores, mas é claro que a questão do [corte] de custos pode ter mudado a atitude deles"

"Os europeus estão à frente, as tecnologias são novas - Eu suponho que eles não possam se dar ao luxo de não estar aqui", completou o diretor Francês, que ainda indicou que é a Honda que estaria considerando seriamente seu retorno a principal categoria do automobilismo mundial, mas agora como fornecedora de motores.

A Honda saiu da Formula 1 no fim da temporada de 2008, tendo como melhor resultado nesse ano um 3º lugar obtido por Rubens Barrichello no chuvoso GP da Inglaterra. Após anunciar sua saída, o espólio da equipe foi assumido por Ross Brawn e ganhou o Campeonato Mundial em 2009 com um carro projetado ainda com o dinheiro dos japoneses. No fim deste ano Ross a vendeu para a Mercedes-Benz.

Raio X Benetton-Ford 1988

Eis o "raio x" do Benetton-Ford B188, usada por Thierry Boutsen e Alessandro Nanini na temporada de 1988. Nessa temporada ainda conviviam no grid carros com motores 1.5L V6 turbo com motores aspirados de 3.5L V12, V10 e V8 (como o Ford do Benetton acima)

Os melhores resultados dele foram expressivos sete terceiros lugares nos GP´s do Canadá, Detroit, Alemanha, Hungria, Portugal, Espanha e Japão, garantindo à equipe uma confortável 3ª colocação no Campeonato Mundial de Construtores daquele ano.

Clique na imagem para ampliá-la e analisar os detalhes desse carro!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ordens de equipe liberadas

Muitos me perguntam o que penso da liberação das ordens de equipe na Formula 1. Penso que sua liberação foi uma favor à transparência, pois elas sempre ocorreram nesses 8 anos em que foram proibidas, só que de formas cifradas.

Ao invés do piloto receber a ordem de deixar-se passar, era orientado por eufemismos técnicos pré-combinados, como "diminua o ritmo, seu consumo está alto", "poupe pneus", "coloque o botão X em posição Y" ou mesmo com estratégias de box não tão positivas que acarrete na inversão de posições. Agora a partir do ano que vem, em tese, quando houver ordens de equipe elas terão de ser escancaradas e públicas, para que todos saibam que ela ocorreu.

Isso, entretanto, pode não ocorrer.  Uma equipe de Formula 1 sabe o quão importante é sua imagem com o público.O desgaste da Ferrari com sua mal disfarçada ordem à Massa na Alemanha é prova de como talvez algumas equipes prefiram continuar o uso da linguagem cifrada para obrigar seus pilotos cumprirem ordens desagradáveis, usando as ordens de equipe apenas em último caso, se o piloto se fizer de bobo por muitas voltas, ou se a situação no campeonato for absolutamente clara a favor de um piloto em detrimento de seu companheiro, que, já no fim do ano, esteja matematicamente fora da páreo por seus próprio méritos.

Portanto acho que tanto a FIA como os telespectadores devem ficar bem atentos a "movimentos estranhos" entre companheiros de equipe nas corridas nos primeiros 2/3 do campeonato.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: Red Bull

Encerrando o ciclo de avaliação do desempenho das equipes de Formula 1, iniciado lá de baixo com a Virgin, A Red Bull fecha, assim como sua própria temporada, com chave de ouro essa sessão.

Já desde a segunda metade de 2009 o RB5 mostrou-se um carro superior a todos os demais no grid, Brawn inclusive, mostrando a força daquele chassis especialmente depois que teve seu difusor duplo instalado.

Fechando aquela temporada em alta, ficava claro que o ano seguinte, sem grande mudanças de regulamento, contariam com uma excelente base para seu próximo carro.

E foi o que aconteceu. O RB6 foi a evolução natural do bem sucedido modelo do ano anterior, mas dessa vez com seu duplo difusor não mais adaptado, e sim desenhado desde os primeiros rabiscos na prancheta para extrair o máximo de desempenho em perfeita sintonia com todo o projeto do carro, incorporando soluções inovadoras como o câmbio inclinado para aumentar o espaço do difusor e os escapamentos baixo, para alimentá-lo de gases quentes.

Além do difusor ainda inovaram nas polêmicas asas dianteiras flexíveis, que até agora acredita-se que não era apenas a asa que se inclinava, e sim toda a frente do carro a partir da dianteira do assoalho que também se inclinaria conforme ganhava velocidade.

Enfim, quaisquer que tenham sido os artifícios usados por Adrian Newey na construção desse carro, era garantia de maior velocidade nas curvas de média e alta velocidades, compensando com folgas as reclamações da equipe sobre a alegada falta de potência dos motores Renault, algo muito relativo, uma vez que as potências são próximas e o que se perde dela se ganha em dirigibilidade e economia de combustível (peso a menos no carro), conforme Adam Parr, o diretor técnico da Williams lembrou durante o ano.

O calcanhar de Aquiles do carro entretanto, era sua durabilidade. Em pelo menos 3 ocasiões Vettel perdeu vitórias certas por problemas mecânicos, seja nos freios, seja no câmbio ou motor, e com isso se distanciou da liderança do campeonato, algo que só viria a exercer quando foi efetivamente o campeão.

Mas nem só de carro vive uma equipe, seus pilotos tem um papel fundamental e nesse ano Webber e Vettel protagonizaram um belo duelo nas pistas e fora delas, com vantagem de Webber nessa segunda modalidade.
Nas pistas Webber capitalizava sua regularidade e sangue frio, enquanto Vettel, mais afoito cometia alguns erros tolos, que o faziam patinar na busca de sua taça de campeão, talvez sentido a pressão psicológica de seu companheiro que mostrava-se surpreendentemente veloz e aguerrido.

No fim do ano, entretanto, Vettel venceu 3 das 4 últimas corridas (só não venceu as 4 porque o motor o deixou na mão enquanto liderava na Coréia) e foi a vez de Webber dar mostras de abatimento com a recuperação do alemão. Pode-se adicionar a isso a hoje conhecida fissura no ombro do Australiano, que pode ter pesado em sua queda de desempenho, mas como o próprio nega, crio que o peso dessa dor não foi determinante na derrocada de Webber.

No fim, de maneira apoteótica, Vettel venceu Alonso e Webber na disputa pelo título e passou a imagem que na F1 o bem (Red Bull) pode vencer o mal (Ferrari e suas ordens de equipe), o que pode ser uma maneira simplista e até inocente de enxergar a F1, mas que certamente vem muito a calhar para a imagem da categoria como esporte.

Para 2011 as mudanças nas regras não são radicais, mas certamente mais consideráveis do que as entre 2009 e 2010 e nessas oportunidades equipe boas podem cair (como Ferrari e Mclaren em 2009) e equipes que não estão no topo pode mostrar alguma força (a própria Red Bull), mudando um pouco o jogo de forças no Grid.

Nessas horas quem tem, uma vez mais, uma boa base do carro do ano anterior e um engenheiro criativo e arrojado como Newey pode ser dar bem. De novo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: McLaren

Depois de um inicio de 2009 fraquíssimo, à exemplo de sua rival Ferrari, a Mclaren não teve chances de disputar o título daquele ano. Diferente de seu par italiano, entretanto, eles não jogaram a toalha e investiram na recuperação deu sua competitividade ainda naquele ano e o resultado, além das 2 vitórias, foi uma base mais sólida para o carro 2010.

Iniciada a pré-temporada desse ano, ficou patente que aquela estranha carenagem alongada sobre o carro teria alguma função diferenciada do que os olhos leigos classificavam como mero "desenho radical". Passado os testes logo seus dois pilotos, os mais recentes campeões da F1 Lewis Hamilton e Jenson Button mostram que a grande vantagem daquele carro era sua velocidade em reta, muito superior à de seus rivais.

O resultado foi que desde o começo do ano o MP4/25 mostrou-se em condições de disputar o título, ainda que não no mesmo nível de competitividade de Red Bull.

O primeira metade do ano foi passando, as vitórias se acumulando, com Button saindo-se melhor no começo e Hamilton no final e a Mclaren chegou a ter uma vantagem nos dois campeonatos (construtores e pilotos) que dava a entender que realmente poderiam ser campeões. Só que a vida... A vida é uma caixinha de surpresas, diria Joseph Klimber. Na etapa de Silverstone estrearam sua versão do escapamento baixo (blow-diffuser) e eis que foi um fracasso retumbante. Desse GP em diante a equipe penou para alcançar suas rivais em competitividade e os com a maioria circuitos sem grandes retas também não os ajudou a capitalizar seu duto frontal, a essas alturas ja copiados com quase tanta eficiência por suas rivais, e sua última vitória foi em Spa.

Com isso foram paulatinamente se distanciando dos esperados títulos e tiveram apenas um último semi-brilho em Abu Dhabi, etapa de encerramento, ao completar o pódio do campeão Vettel.

Seus pilotos Button e Hamilton mostraram serem merecedores dos créditos que tinham. Ok, Hamilton errou um pouco mais do que deveria, desgastando demais os pneus no inicio da campeonato e se arriscando em ultrapassagens mal-sucedidas. Só que depois disso ele parece ter compreendido melhor a importância da regularidade e passou a usar melhor a cabeça. Já Button, sabidamente mais cerebral e menos espetaculoso não se apequenou e aproveitou-se de sua maior calma para capitalizar duas vitórias no início do ano e depois, ainda que tenha caído um pouco de desempenho e sido eclipsado por Hamilton não passou nem perto de ser humilhado numa comparação. Outra coisa a se destacar foi a igualdade de tratamento conferida aos dois até o final do ano e clima leve entre ambos fora das pistas, ainda que dentro dela fossem aguerridos em suas disputas, como vimos na Turquia.

2011 promete ser mais uma ano competitivo para a equipe e seus pilotos, lutando por vitórias e provavelmente o título junto às já pré-candidatas Red Bull e Ferrari.

Imagens do McLaren 2011 vazam

Uma inocente visita ao museu da McLaren em sua sede acabou rendendo mais do que o inicialmente imaginado. Como a fábrica dos carros de F1 opera no mesmo lugar, todo envidraçado, um visitante conseguiu fotografar fortuitamente a construção do modelo 2011.

A imagem, de 29 de Novembro, não entrega muito do desenho do novo carro, mas pode-se perceber claramente que aquelas laterais elevadas perto do bico, como a Red Bull usou nos últimos anos e várias equipes a copiaram, não foi seguida pelo pessoal de Woking.

Veja a imagem do MP4-26 de Lewis Hamilton e Jenson Button sendo construído no canto direito da foto acima e sua ampliação no detalhe abaixo: (Clique nas imagens para ampliá-las)


sábado, 11 de dezembro de 2010

Asa traseira móvel



As grandes novidades da F1 2011 anunciadas pelo Conselho da FIA em Mônaco ontem foram as regras mais claras para o uso da asa traseira móvel e a remoção do artigo que proibia as ordens de equipe. Houveram outras novidades acerca do fechamento dos boxes, largura da faixa de rolagem nos boxes etc, mas as principais novidades que percebermos nas pista são as duas primeiras que mencionei.

Hoje falarei das asas traseiras móveis. Senão, vejamos:

A asa traseira móvel só poderá ser utilizada quando o competidor de trás estiver a menos de um segundo do competidor à sua frente. Só quem está atrás pode usar. A medição do "1 segundo de distância" se dará com base na cronômetragem e terá que ser autorizada caso a caso, pelos conselheiros desportivos da FIA que estiverem na corrida. Aparentemente tudo muito simples não?

Não. Essa cronometragem onde será auferida a "diferença autorizativa" de menos de 1 segundo, será com que base? Na última volta? No último trecho cronometrado? Em algum outro dispositivo (GPS) que mede em tempo real dos carro na volta inteira? Não se sabe.


Pois bem, com isso ainda indefinido, suponhamos que uma equipe com base no ponto de cronometragem "X" percebe que seu piloto está a menos de 1 segundo atrás de seu competidor pede a FIA autorização para o uso da asa, a FIA analisa e concede o direito de inclinar a asa.
Ora! Até esse procedimento todo ser autorizado e posto em prática pelo menos 4, 5 curvas já foram percorridas e a distância de 1 segundo foi alterada! E aí? A equipe rival vai apelar da decisão?

Suponhamos então outro caso: Um piloto está a mais de um segundo atrás de seu rival, disputando a 19ª colocação, só que o piloto a sua frente erra o ponto de freada e quem está atrás vê-se subitamente encostado em seu rival, a menos de 1 segundo! sua equipe corre para pedir autorização para usar a asa móvel. Só que nesse momento outros 4 carros estão em situação semelhante e se forma na porta da torre de controle uma pequena fila para concessão da autorização de uso da asa e todos perdem tempo e o momento de ultrapassar se perde... Ou se o pedido é por rádio ou telefone, as linhas ficam congestionadas e alguém sempre ficará na espera, se ferrando. E aí?

Vamos a mais um caso! Nas primeira voltas, vale usar isso? Afinal, pelo menos por 3 ou quatro voltas iniciais teremos a maioria dos carros a menos de 1 segundo atrás de seus rivais. E aí quem está atrás de alguém vai querer usar a asa, mas quem está a sua frente também está atrás de alguém e também vai querer usar a asa, e assim sucessivamente, anulando em parte o objetivo do uso delas. Além disso nessas voltas iniciais os conselheiros da FIA terão que analisar dezenas de pedidos várias vezes na mesma volta, pois teremos dezenas de carros encostados um nos outros. E aí, como eles vão dar conta de verificar e responder com celeridade a tantos pedidos simultâneos? Imagine em um circuito travado como Mônaco, Valência, Singapura, Abu Dhabi, Hungria entre outros se algum piloto um pouco mais lento segura todo um pelotão...

Muito bem. Com base nesse cenário de caos inadministrável, imaginemos que a FIA conceda então às equipes autonomia para usar a asa quando elas mesmas verificarem que estão a menos de 1 segundo de seu rival a frente.

Então uma equipe usa o trecho "X" para mostrar que está a 0,997 atrás e autoriza, mas a equipe do rival a frente certamente pode discordar disso porque tem como base o ponto "Y", onde seu piloto já estava a mais de 1,002 segundos a frente. E aí?

Mesmo que a FIA defina um ponto de cronometragem específico único, a decisão então terá sempre como base um momento que se alterou na prática e mesmo assim teremos centenas de pedidos ao longo da corrida para serem analisados por 3 ou 4 pessoas, as mesmas que em tese já estavam ocupadas esse ano verificando o comportamento em pista dos 24 pilotos e 12 equipes em manobras polêmicas, chicanes cortadas, linha de saída de boxes não respeitadas, pit-stops desastrados, etc.

Do jeito que foi apresentada sem detalhes e com regras difíceis de serem aplicadas na prática, haverá sobrecarga dos agentes da FIA encarregados de analisar os pedidos, erros, demora, contestações durante e após as corridas e margem para muita reclamação das equipes e torcedores. Só quero ver como vão resolver isso...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Balanço da temporada: Ferrari

Depois de um ano praticamente perdido em 2009 com um carro ruim e um de seus pilotos nocauteado por um acidente no meio da temporada, a equipe italiana radicalizou: Demitiu seu piloto mais caro o ex-campeão mundial (pela própria Ferrari) Kimi Raikkonen, mesmo mantendo o pagamento de seu salário por mais um ano e contratou para seu lugar o bicampeão Fernando Alonso.

Além disso, diferentemente da Mclaren que se esforçou para recuperar a competitividade de seu carro ainda durante aquela temporada, preferiram enterrar os desenvolvimento do F60 e focar no carro de 2010, que seria em tese o carro para voltarem ao topo.

Com os primeiros dias de testes do carro 2010, ao mesmo tempo que ficou claro se tratar de um carro melhor que seu anterior, ja apareceram os primeiros rumores de que o carro não seria rápido o suficiente e precisaria ser amplamente revisto numa segunda versão, conforme cantei a bola AQUI .

Iniciado o campeonato, a vitória de Alonso no Bahrein iludiu os mais entusiasmados que chegaram a acreditar que seria uma temporada arrasadora da esquadra Italiana.

Mas o engano foi passageiro. Terminada a corrida inicial evidenciou-se que o carro não tinha a mesma velocidade de suas rivais Mclaren e sobretudo, Red-Bull, tanto que só foram ganhar de novo depois de 10 corridas e, para coroar, ainda foi a mais suja, vil, baixa e torpe vitória do campeonato de 2010, com Felipe Massa sendo obrigado a dar passagem a Fernando Alonso para logo em seguida ambos fazerem discursos afinados de que nada aconteceu e que não houve ordem.

Desde então a Ferrari passou a ter sua própria e numerosa torcida contra, sobretudo porque suas duas rivais diretas davam provas, em todas as corridas, de que seus pilotos recebiam um tratamento realmente igual para disputar o título.

O carro desde o meio do ano entretanto, melhorou, passando por várias modificações aerodinâmicas e mecânicas (lembrem-se dos motores que quebravam) e chegou a um nível de competitividade que permitia pontuar mais robustamente e aproveitar os vacilos da Red Bull quando essa cometia algum erro ou sofria problemas e perdia corridas ganhas, o que permitiu a Alonso chegar na etapa final na improvável posição de favorito e líder do campeonato.

Mas eis que o destino aprontou das suas e o Espanhol caiu do cavallino e perdeu o campeonato encaixotado atrás da improvável Renault de Petrov enquanto Vettel saboreava mais uma de suas vitórias, essa definitiva e arrebatadora.

Quanto à seus pilotos, bem, não ha muito a se dizer que já não seja sabido: Fernando Alonso deu um banho em Massa em todo o ano, sobretudo em sua metade final. Massa sofreu com os novos pneus que não aqueciam como deveriam e nem ele nem a Ferrari conseguiram resolver completamente esse problema na temporada. Além disso, aquela ultrapassagem de Alonso nos boxes da China serviu de alerta a Felipe que seu companheiro seria muito mais duro do que ja prometiam os especialistas. O fato é que Alonso construiu pouco a pouco uma vantagem na pontuação relevante o suficiente a ponto de convencer a Ferrari a fazer uso da imoral ordem interna para fazer Felipe ceder sua vitória na Alemanha. Nesse momento ele percebeu que apesar de seus nove anos de vínculo com os italianos, foi o espanhol e em apenas 6 meses que conquistara a confiança, simpatia e até preferência da equipe e isso jogou sua motivação ja abalada por um carro pouco feliz ao seu estilo de pilotagem, no subsolo.

2011 deverá ser para a Ferrari um ano melhor em matéria de carro, que segundo (sempre) prometem, será mais veloz que esse desde o começo. Para seus pilotos entretanto, vejo uma situação perigosamente estabilizada com Alonso confortavelmente instalado na posição principal e Massa na secundaria. Caberá ao brasileiro rearranjar suas forças para superar o espanhol nas pistas - desde o começo do ano - e reconquistar a confiança da equipe para evitar ter que ouvir novas mensagem desagradáveis pelo rádio, especialmente agora que elas foram liberadas pela FIA.

O poder de reação de Felipe Massa em 2011 será decisivo para sua carreira na Ferrari com consequências diretas no seu futuro na F1. Se ele for bem, a escolha entre ficar na Ferrari ou aceitar convites de equipes boas e com possibilidades de lhe dar um carro para disputar título será dele, que estará no controle da situação. Já se seu desempenho for medíocre, parecido com o desse ano, poderá até ser dispensado da Ferrari e convites em equipes "menos boas" é o que restarão e consequentemente suas chances de título minguarão. Mas não se iludam, Felipe não entregará os pontos sem muita luta.