Depois de usar a mesmíssima asa dianteira desde o começo da temporada, evidenciando talvez uma certa letargia em reagir aos avanços da concorrência, a equipe de Fernando Alonso e Felipe Massa finalmente trocou o desenho desta para um mais moderno, seguindo a tendência de suas principais rivais que usam três laminas na asa dianteira. Abaixo a comparação do modelo antigo e do que estreou na décima etapa do mundial: (Clique na imagem para ampliá-la)
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
A evolução da Virgin
Apesar de andar lá no fundão, a Virgin é uma das três equipes novatas que mais avança nas evoluções de seus carros. Mesmo ainda não estando em condições de abalar a supremacia da Lotus entre as estreantes, ao menos consegue deixar a caótica Hispânia para trás. Prova disso são as evoluções de seus carros, que se não são tão drásticas e numerosas como nas equipes de ponta, são rotineiras o suficiente para dar a seus pilotos o mínimo de motivação para esperar por dias melhores em 2011. Na foto acima (1) vemos como o carro ganhou carenagem nova na traseira no estilo barbatana e consequente redesenho da cobertura de motor. Já na foto abaixo (2), vemos como sua asa dianteira aos poucos ganha um aspecto mais complexo e trabalhado em relação aos estágios iniciais da temporada: (Clique nas imagens para ampliá-las)
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Análise de meio do ano: VIRGIN
Para encerrar o ciclo de análises de meio do ano, falamos da nova equipe Virgin Racing, uma associação da antiga equipe Manor da GP2 e Richard Branson, o bilionário dono do Grupo Virgin que detém gravadoras, lojas, companhia aérea, espacial etc.
A equipe com ares de banda de rock de Lucas di Grassi e Timo Glock, assim como suas pares novatas Lotus e Hispania, sofreu e ainda sofre com a falta de quilometrarem, de modo que seus carros ainda estão bem aquém do desempenho de suas rivais estabelecidas e se não tem o mesmo ritmo de desenvolvimento nem é tão badalada quanto a Lotus, certamente é mais organizada e promissora que a caótica e periclitante equipe hispânica.
Como era de se esperar, ela ainda está lá atrás no pelotão, mas aos poucos vai atualizando seu carro gerado 100% por computador e sem túnel de vento. O calcanhar de Aquiles da equipe, entretanto, mais do que sua velocidade que até lhe permite disputas circunstanciais com a Lotus, é a a confiabilidade. O carro simplesmente quebra muito e de muitas maneiras diferentes, certamente tambem por culpa de sua concepção ter se dado no meio totalmente virtual.
Seus pilotos tem correspondido às expectativas depositadas neles, com mais experiente Timo Glock liderando o desenvolvimento do carro e Lucas Di Grassi aprendendo mais sobre o comportamento e reações do carro nas diferentes pistas e condições de pistas em corridas, qualificações e também dando suas conhecidas opiniões técnicas, ainda que sejam, via de regra, baseadas em na sua vivência em cima de versões não tão atualizada do carro comparadas às de seu companheiro alemão.
O que se espera até o fim do ano é que as pequenas mas importantes atualizações aerodinâmicas e mecânicas nos carros continuem chegando, para permitir encostar mais na Lotus, atrair potenciais patrocinadores e iniciar 2011 com uma base de conhecimentos e experiência maior aplicada ao novo carro que em breve já começará a ser desenhado, dessa vez com a ainda importante ajuda de um túnel de vento, espero.
A equipe com ares de banda de rock de Lucas di Grassi e Timo Glock, assim como suas pares novatas Lotus e Hispania, sofreu e ainda sofre com a falta de quilometrarem, de modo que seus carros ainda estão bem aquém do desempenho de suas rivais estabelecidas e se não tem o mesmo ritmo de desenvolvimento nem é tão badalada quanto a Lotus, certamente é mais organizada e promissora que a caótica e periclitante equipe hispânica.
Como era de se esperar, ela ainda está lá atrás no pelotão, mas aos poucos vai atualizando seu carro gerado 100% por computador e sem túnel de vento. O calcanhar de Aquiles da equipe, entretanto, mais do que sua velocidade que até lhe permite disputas circunstanciais com a Lotus, é a a confiabilidade. O carro simplesmente quebra muito e de muitas maneiras diferentes, certamente tambem por culpa de sua concepção ter se dado no meio totalmente virtual.
Seus pilotos tem correspondido às expectativas depositadas neles, com mais experiente Timo Glock liderando o desenvolvimento do carro e Lucas Di Grassi aprendendo mais sobre o comportamento e reações do carro nas diferentes pistas e condições de pistas em corridas, qualificações e também dando suas conhecidas opiniões técnicas, ainda que sejam, via de regra, baseadas em na sua vivência em cima de versões não tão atualizada do carro comparadas às de seu companheiro alemão.
O que se espera até o fim do ano é que as pequenas mas importantes atualizações aerodinâmicas e mecânicas nos carros continuem chegando, para permitir encostar mais na Lotus, atrair potenciais patrocinadores e iniciar 2011 com uma base de conhecimentos e experiência maior aplicada ao novo carro que em breve já começará a ser desenhado, dessa vez com a ainda importante ajuda de um túnel de vento, espero.
As novidades em Silverstone - Renault
Enquanto a sua versão do duto frontal ainda não fica pronta (está previsto para estrear em Spa), a Renault, conhecida por suas constantes evoluções, chegou a Silverstone trazendo mais algumas, como uma asa dianteira com novos "sidepods" ou defletores laterais. Além disso mudou o tamanho e formato das entradas de ar quem refrigeram seus freios dianteiros, tornado-os mais curvos veja os detalhes destacados na imagem abaixo: (Clique na imagem para ampliá-la)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Análise do meio de ano: Toro-Rosso
A irmã menor e mais pobre da Red Bull terminou o ano de 2009 sem os rumores de que seria vendida, como se ouviu no ano anterior. Além disso teve a promessa de seu proprietario Dietrich Mateschitz, que receberia um pequeno aumento de orçamento, visto que teria que conceber e produzir sozinha seus próprios carros, que antes eram gerados em íntima parceria com sua irmã maior com a valiosa assinatura de Adrian Newey.
Com início da temporada verificou-se que ela figuraria no nundo do pelotão intermediário, disputando posições com Sauber e Williams, antes dessas se recuperarem. Com o passar das corridas entretanto o desenvolvimento do carro foi ficando pra trás, sem nenhuma grande atualização como duto frontal, escapamento perto do assoalho, etc, de modo que seus jovens e rápidos pilotos Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari (fotos acima) tem visitado cada vez menos o Q3 e a zona de pontuação e a disputa com Sauber, Williams, Force Índia e Renault tem se resumido a momentos circunstanciais, quando pilotos dessas equipes tem algum problema ou um fins de semana pouco inspirados.
As pretensões da Toro Rosso não são muito grandes, para tristeza de seus pilotos. Ela é um celeiro de pilotos para serem preparados para, se mostrarem serviço, serem promovidos para a "nave mãe" Red Bull quando houver vaga. O mínimo que se pode esperar da equipe sediada em Faenza, Ítalia (na mesma fabrica da antiga Minardi) é que corra atrás dos prejuízos e avance mínimamente com as atualizações de seu carro, seja para possibilitar a seus pilotos o mínimo de competitividade seja para não ser engolida pela ascendente Lotus se ainda não esse ano, no seguinte onde estará mais forte.
Com início da temporada verificou-se que ela figuraria no nundo do pelotão intermediário, disputando posições com Sauber e Williams, antes dessas se recuperarem. Com o passar das corridas entretanto o desenvolvimento do carro foi ficando pra trás, sem nenhuma grande atualização como duto frontal, escapamento perto do assoalho, etc, de modo que seus jovens e rápidos pilotos Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari (fotos acima) tem visitado cada vez menos o Q3 e a zona de pontuação e a disputa com Sauber, Williams, Force Índia e Renault tem se resumido a momentos circunstanciais, quando pilotos dessas equipes tem algum problema ou um fins de semana pouco inspirados.
As pretensões da Toro Rosso não são muito grandes, para tristeza de seus pilotos. Ela é um celeiro de pilotos para serem preparados para, se mostrarem serviço, serem promovidos para a "nave mãe" Red Bull quando houver vaga. O mínimo que se pode esperar da equipe sediada em Faenza, Ítalia (na mesma fabrica da antiga Minardi) é que corra atrás dos prejuízos e avance mínimamente com as atualizações de seu carro, seja para possibilitar a seus pilotos o mínimo de competitividade seja para não ser engolida pela ascendente Lotus se ainda não esse ano, no seguinte onde estará mais forte.
As novidades em Silverstone - Williams
A Williams foi outra equipe a introduzir uma série de mudanças em seus carros na etapa de Silverstone. O Escapamento que era no fim dos pontões laterais (1), saiu dalí para se instalar junto ao assoalho (3) para alimentar o difusor de ar traseiro, como manda a cartilha da Red bull, ganhando assim mais pressão aerodinâmica. Além disso aperfeiçoaram o duto frontal que joga ar n a asa traseira(2), ganhando velocidade nas retas. Um sinal de aperfeiçoamento é o fechamento da segunda entrada de ar (4)que havia atrás do Santo Antonio até a etapa de Valência, veja: (Clique nas imagens para ampliá-las)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Análise do meio de ano: RED BULL
Depois de uma temporada forte em 2009, a Red Bull começou a temporada 2010 como uma das grandes favoritas aos título de construtores e pilotos. A receita básica para isso foi a mesma do ano anterior: Andrian Newey, Sebastian Vettel e Mark Webber. Um item que eles tentarm adicionar foi o motor Mercedes, mas isso foi vetado pela sua rival Mclaren, obrigando-os a ficar com os apenas razoáveis Renault. Mesmo assim a confiança era tanta que o lançamento do carro da equipe foi o último entre as grandes, perdendo uma valiosa sessão de testes para evitar que copiassem alguma ideia de seu carro.
No início do ano, a Red Bull parecia continuar o problema que lhe afetou também no ano anterior: Confiabilidade. Vettel perdeu duas corridas, onde tinha tudo para vencer, por problemas do carro. Com o passar do tempo esses problemas parecem ter sido solucionados, mas ainda assim aprecem de vez em quando, e se não tiram seus pilotos da corrida, os obrigam a não tirar tudo que o carro tem a oferecer.
Recentemente entretanto a equipe tem um grande problema nas mãos, seus pilotos. Sebastian Vettel, ainda que menos, continua cometendo alguns erros típicos de pilotos afoitos e ainda inexperientes e Mark Webber sabendo-se menos talentoso, tem usado seu poder de fazer pressão política e psicológica para tentar desestabilizar seu companheiro e ganhar a disputa interna da equipe, mesmo que fique contra esta. O grande risco dessa estratégia de Webber e que a disputa interna acabe por favorecer suas rivais mais harmônicas, sobretudo a Mclaren, de quem está atrás na tabela.
Mais do que uma vitória de Mclaren ou Ferrari, a eventual perda desses títulos seria uma enorme derrota interna da Red Bull, que assinaria com letras garrafais o livro dourado da incompetência, graças sobretudo a falta de pulso do seu diretor Christian Horner que não tem conseguido domar seus próprios empregados. Eles ainda tem o melhor carro e uma excelente combinação de talento e experiência pilotando-os, resta ver se nesse segundo semestre conseguirão colocar ordem na equipe e capitalizar esse potencial ou se repetirão, guardadas as devidas proporções, o fiasco da Mclaren de 2007.
No início do ano, a Red Bull parecia continuar o problema que lhe afetou também no ano anterior: Confiabilidade. Vettel perdeu duas corridas, onde tinha tudo para vencer, por problemas do carro. Com o passar do tempo esses problemas parecem ter sido solucionados, mas ainda assim aprecem de vez em quando, e se não tiram seus pilotos da corrida, os obrigam a não tirar tudo que o carro tem a oferecer.
Recentemente entretanto a equipe tem um grande problema nas mãos, seus pilotos. Sebastian Vettel, ainda que menos, continua cometendo alguns erros típicos de pilotos afoitos e ainda inexperientes e Mark Webber sabendo-se menos talentoso, tem usado seu poder de fazer pressão política e psicológica para tentar desestabilizar seu companheiro e ganhar a disputa interna da equipe, mesmo que fique contra esta. O grande risco dessa estratégia de Webber e que a disputa interna acabe por favorecer suas rivais mais harmônicas, sobretudo a Mclaren, de quem está atrás na tabela.
Mais do que uma vitória de Mclaren ou Ferrari, a eventual perda desses títulos seria uma enorme derrota interna da Red Bull, que assinaria com letras garrafais o livro dourado da incompetência, graças sobretudo a falta de pulso do seu diretor Christian Horner que não tem conseguido domar seus próprios empregados. Eles ainda tem o melhor carro e uma excelente combinação de talento e experiência pilotando-os, resta ver se nesse segundo semestre conseguirão colocar ordem na equipe e capitalizar esse potencial ou se repetirão, guardadas as devidas proporções, o fiasco da Mclaren de 2007.
A asa da discordia da Red-Bull
Mais do que a asa em si, a maior diferença mais notável é o bico.Na foto abaixo, vemos os dois modelos, o de cima é o bico velho, que Webber teve que usar na classificação e na corrida, o de baixo é o novo, de Sebastian Vettel, que segundo a revista italiana especializada Autosprint, teria sido inspirado no bico da Force-Índia, comparem: (Clique na imagem para ampliá-la)
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