quarta-feira, 26 de maio de 2010

O momento de Massa

Felipe Massa passa por um momento desafiador em sua carreira. Não um momento difícil. Difícil talvez para a torcida brasileira, que é bipolar e exige apenas vitórias de seus ídolos.
Os dois carros da Ferrari esse ano tem sofrido com problemas para obter o melhor rendimento e aquecer alguns tipos específicos de pneus, e entre os dois pilotos da equipe, Felipe Massa tem sido o maior desfavorecido. Porque?

O brasileiro é mais lento? O brasileiro entregou os pontos? O brasileiro sentiu o golpe? Nada disso. Segundo declarações do próprio Felipe Massa, isso ocorre especialmente com ele devido ao seu estilo de pilotagem, que tem como característica a agressividade nas saídas de curva, mas o contorno delas é mais suave, poupando pneus e o câmbio, fatores que são importantes na durabilidade do equipamento mas que poderiam justificar uma maior demora no aquecimento dos pneus, uma vez que eles seriam menos maltratados.

Isso não é ruim, é bom. Essa condução de Massa pode lhe possibilitar stints mais longos com um mesmo tipo de pneus, basta que a Ferrari consiga corrigir o problema que é do carro e que (como já disse) afeta os seus dois pilotos.

Nesse sentido, o GP da Turquia pode significar uma nova fase para a equipe italiana, pois eles prometem estrear lá várias novidades aerodinâmicas e talvez mecânicas para reduzir essa questão do rendimento dos pneus e tentar reduzir a diferença para as Red Bull, e a reboque disso, Felipe Massa poderá ter um equipamento que lhe permita reduzir a diferença que Alonso tem sobre ele na tabela do campeonato, e isso numa pista que conhece muito bem e tem três vitórias nos últimos 4 anos. Numa corrida normal aqui onde o resultado na pista seja superior ao de Alonso pode lhe dar a dose extra de confiança para iniciar uma nova fase nessa disputa interna e, num único movimento, enterrar de uma vez por todas as especulações acerca de sua improvável substituição na equipe para o ano que vem. (clique nas fotos para ampliá-las)
 

terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A importância do GP da Turquia

A corrida que ocorrerá nesse próximo fim de semana será uma corrida especialmente importante para a maioria das equipes e muitos pilotos.

Para Schumacher, será um teste para saber se o carro da Mercedes com entre-eixos mais longo realmente se adaptou melhor a ele do que a Rosberg, como deu a entender pelo resultado da corrida em Barcelona. Em Mônaco não conta muito porque o carro usado era com o entre-eixos antigo, mais curto, e as ultrapassagens lá são muito mais complicadas. Rosberg verá até que ponto tais modificações não se adaptam a ele e a Mercedes verá se pode alimentar algum esperança de disputar o título ou se já pode se dedicar ao carro do ano que vem.

Para Felipe Massa e Fernando Alonso também será importantíssimo, seja para reforçar o domínio do espanhol sobre o brasileiro, que vem sofrendo particularmente com problema de aquecimento de pneus, seja para avaliar se o novo pacote aerodinâmico que a Ferrari estreia na pista turca, uma das suas favoritas do brasileiro, vai trazê-lo à uma condição de maior competitividade ante a seu companheiro e assim afastar os rumores cada vez maiores de que Kubica ou Webber poderiam assumir seu lugar no ano que vem.

Para a Ferrari em si também será importante, pois esse novo pacote, além de poder solucionar a questão do aquecimento dos pneus, como mencionei acima, será um indicativo de suas reai chances no campeonato ante a evolução de suas rivais diretas Mclaren e sobretudo Red Bull.

A Red Bull é outra equipe para qual esse GP terá muita importância para atestar a velocidade de seus carros e, sobretudo, para ver se os problemas mecânicos que os afligiram em outras corridas não se repetem mais e lhes permite disparar na tabela do campeonato. Seus pilotos também terão uma corrida decisiva. Para Webber no sentido de comprovar que sua boa fase não é ocasional, e sim porque é realmente rápido além de constante, e para Vettel, com a troca de seu chassis, para verificar se o fato dele ter comido poeira de seu companheiro nas duas últimas corridas e classificações é problema do carro ou de piloto mesmo.

Para a Mclaren também será importante, pois com as pequenas novidades que se apresentarão na Turquia, deverão ter uma ideia mais clara se estão mesmo a frente das Ferrari e quão atrás estão da Red Bull em competitividade.

A Williams usará um motor Cosworth com um novo mapeamento eletrônico, que talvez lhes permita corrigir parcialmente o problema de falta de torque em baixas rotações, o que compromete a dirigibilidade do carro, e junto com as novas asas traseiras e dianteiras, recuperar o terreno perdido para Force-Índia, isso se a equipe conseguir produzir nessas 2 semanas "inter-GPs" mais cópias dessas peças, pois as originais foram destruídas nos acidentes em Mônaco.

A Renault, que sempre trás alguma novidade para o carro, mesmo que de fora não percebamos, deverá confirmar sua força como 5ª equipe mais forte e verificar seu poder de fogo para tentar brigar com a Mercedes para serem os 4º colocados.

Force-Índia, e Toro-Rosso seguirão brigando com a Williams, uma acima e a outra abaixo em competitividade, para largar e chegar entre as 10 primeiras posições e amealhar pontos. Sauber seguirá lutando contra seus problemas de velocidade e principalmente mecânicos, que lhe impediu de marcar um mísero ponto, o que lhe atrapalha em sua dura missão de conseguir patrocinadores que lhe garanta sobrevida para 2011.

As novatas Lotus, Virgin e Hipania, nessa ordem, seguirão buscando progredir com a mesma evolução de mapeamento eletrônico de motor que a Williams usará, com destaque para diGrassi que finalmente estreará o carro atualizado, como o que seu companheiro usou nas últimas duas corridas.

sábado, 22 de maio de 2010

O Toyota que nunca foi: F110

Vazaram na internet as imagens do carro que a Toyota preparou para correr em 2010 e que a Stefan GP quase comprou. Nas fotos, o carro ainda "cru", e depois já pintado de vermelho, ensaiando umas aceleradas no estacionamento da firma. Uma pena, o carro parecia bem desenhado com o bico lembrando as Williams...

E pensar que esse carro não correrá jamais, pois os carros de 2011 por terem difusores duplos proibidos e o Kers de volta vão exigir outro projeto desde a estaca zero.

Um crime com a assinatura da incompetência da Toyota Racing.

Veja as fotos e clique nelas para ampliá-las:

Nigel Mansell: F-1 X F-Indy

O então campeão mundial da Formula 1 de 1992 explica as diferenças (em inglês) entre um Formula 1 e o seu novo carro de F-Indy da equipe Newman-Haas, com o qual seria campeão ao fim de 1993:



PS: O especial sobre as todas sedes das equipes de F-1 voltarão a ser publicados a partir do sábado que vem.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

As sedes das equipes: Mercedes

A partir de agora soltarei fotos das fábricas/sedes de todas as equipes da F1, para que todos vejam o tamanho do investimento por trás dos carros que vemos nas pistas. Como as fotos de dentro das instalações são praticamente impossíveis, para não revelar segredos como novos projetos ou mesmo métodos mais eficientes de produção, o foco desses reportagens serão os prédios, suas fachadas e fotos aéreas.
Começamos com a atual campeã mundial, a Mercedes-Benz, ex-Brawn, ex-Honda, ex-BAR, e ex-Tyrrell, embora a Tyrrell tenha sido a única a não ter utilizado essas instalações, localizadas na cidade de Brackley, região de Northamptonshire no Reino Unido. A área da Mercedes (ainda com legendas da Brawn GP no Google Earth) é a que compreende os dois prédios que se encontram dentro do círculo amarelo:

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Por dentro da fábrica da Williams... em 1993!

Esse fascinante e detalhado documentário (em inglês) mostra toda a preparação da Williams para a temporada de 1993, que seria vencida por eles e Alain Prost. É realmente uma jóia raríssima do acervo pessoal do leitor Henrique Rodrigues que disponibilizou e passou a dica e a primazia de divulga-la. Vale ser assistida com muita atenção, observando-se todas as conversas, trabalhos na fábrica e o clima interno da equipe na época em que estava no ápice de sua supremacia nas pistas:

PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3

PARTE 4


PARTE 5 - Final

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Porque Hulkenberg bateu

Essa foto não deixa dúvidas: Poucas curvas depois de largar do fundo, um fotógrafo flagrou o carro de Nico Hulkenberg com a asa dianteira danificada. Na imagem abaixo vemos claramente que ela está solta de um dos lados, não é preciso ser gênio para perceber que dentro do túnel, trecho de maior velocidade do circuito, a asa dianteira já fragilizada se soltou de vez com a forte pressão aerodinâmica, entrando embaixo das rodas dianteiras do carro impedindo o piloto de manter o controle. Portanto o acidente foi causado pelo próprio Nico, que tocou na traseira do carro de alguém após a largada, e não por falha da equipe. Veja: