quinta-feira, 4 de março de 2010

Mulheres e compras

Outro dia estava admirando uma mulher no shopping, jovem, magra, bem vestida, com as curvas certas nos lugares certos e exclamei silenciosamente: "Ê, que beleza..." Depois fiquei imaginando como seria a personalidade dela, o convívio diário, hábitos, se era boa de conversa. Também fiquei imaginando outras coisas de ordem mais prática e instintiva, se é que vocês me entendem, mas não vou abordar isso aqui...

Ela se foi, apressada com suas sacolas de compras atrás de mais compras, e fiquei pensando nas diferenças comportamentais de homens e mulheres.

Essa moça estava sozinha, mas tente sair com uma para fazer compras, e verá que pode ser um verdadeiro martírio. Elas te intimam a acompanhá-la, dizem que "vai ser rapidinho, é só uma blusinha", e lá vamos nós, como um boi para o abate.
Chegamos ao shopping e, imagine, não vamos para a tal loja da blusinha, e sim para todas as lojas no caminho (menos as que nós homens queremos), onde ela fica escolhendo, escolhendo... Vai para o provador com meia dúzia de roupas para experimentar e a vendedora em seu encalço, elogiando tudo e sugerindo outras peças. Enquanto isso, aguardamos no corredor da loja, entediados e com sorriso amarelo para as vendedoras. Se você tiver sorte, há onde sentar, mas isso é raro, normalmente temos que ficar em pé mesmo, ente compradoras que te olham como se você fosse uma atração de zoológio por estar lá dentro, e "ai" da gente se tentamos sair:

-Como assim dar uma volta, Carlos Alberto? Nada disso, fique aqui que quero sua opinião para essas calças!

O que mais assusta é esse "ésse" no fim da "calçaS". E aí ela entra no provador e sai, duas vezes, cada hora com uma calça mais parecida que outra, e torna a entrar no provador e sair com a anterior e no fim quer que você escolha:

-Mas como assim escolher, são iguaizinhas! Você diz.
-Iguais? Essa é dois milímetros mais curta, são azuis diferentes e o corte é outro!
-Ah tah, entendi... Huumm... gostei mais da segunda.
-Da segunda? Ai, tem certeza, achei a outra mais bonita, ela da uma "realçada" na minha imagem...!
"Realçada na imagem" essa é boa. Agora calça é RP... E você responde:
-Você fica linda nas duas, e se você já escolheu, porque me pergunta? Leva a que você gostou mais.

E lá vai ela para o provador com cara de quem ouviu uma ofensa grave. Aprendi que mulher não quer a opinião dos homens, apenas quer ouvir o seu próprio ponto de vista repetido com uma voz mais grossa.

E depois desse embate da escolha de calças, onde ao fim ela acaba escolhendo uma terceira opção (mais cara), ela vai pra outra loja, agora de sapatos, depois outra de acessórios, etc até enfim chegar, falida, na tal loja da blusa. Chegando lá ela demora uma hora e meia pra se convencer se realmente "precisa" dessa blusa. Não precisa, claro, ela já tem 5 iguais, mas pra ela, são diferentes, e acaba comprando.

A essa alturas você já está com sono, de mau humor, com os pés parecendo um leque aberto de tanto andar e ficar de pé, carregando sacolas que ficam batendo nas suas pernas.

Claro que estar a dois, passear é gostoso, mas as mulheres tem que entender que homens vão para um lugar com objetivos definidos: Ir ao cinema ou comprar a calça tal. Ponto! Nessas horas de escolher entre centenas de roupas, sapatos, bolsas, etc, ela não precisa um namorado ou marido e sim de uma amiga, de preferência forte, com uma caçamba para carregar as sacolas e com rodinhas!

Mas enfim, são essas pequenas idiossincrasias que nos fascinam na mulher e que as faz ainda mais interessantes.

Se beber, não pegue a sacola






Veja o que faz a "marvada"! Mas temos que admitir que esse chão todo plano é muito traiçoeiro...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Mudanças e detalhes técnicos da F1

Escrevo essa coluna para mostrar alguns detalhes técnicos que passam despercbidos para nós, fãs da F-1.

Começo com 3 curiosidades que devem ter passado desapercebidas por muitos: Na Williams o detalhe de uma foto que evidencia uma pequena entrada de ar para refrigerar o Câmbio e o memento em que eles testaram a tal bigorna/barbatana. Por fim, na Red Bull um disfarce para tentar mascarar o verdadeiro escapamento do motor(o verdadeiro é o de baixo):


Agora vem as modificações de fato. Mercedes e Renault modificaram bastante o formato das asas de seu spoiler dianteiro, vejam:


Também na Renault, reparem como ela mudou o o local e o formato da haste de fixação de seus retrovisores, e como a Force-Índia mudou o formato do seu bico:

Agora, coloco 4 difusores para vocês compararem. Notem as similaridades e diferenças entre os conceitos adotados pelos projetistas de cada equipe: Renault, Red Bull, Williams, e 2 da Ferrari, de vistos de trás e de cima:



Para encerrar, uma comparação visual dos principais carros vistos sob o mesmo ângulo:



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terça-feira, 2 de março de 2010

A mutação da Williams

Enquanto as favoritas Ferrari, Red-Bull, Mclaren e Mercedes monopolizam as atenções da mídia internacional, a tradicional equipe de Frank Williams e Patrick Head atualmente no "pelotão intermediário" da F1, afia suas garras para tentar se meter nesse grupo e beliscar um pódio.

Vejas como, silenciosamente, a Williams mudou desde o início dos testes. Nas 2 primeiras fotos ao lado, vemos a lateral do carro. Veja a parte da carenagem na frente das rodas traseiras: Agora tem uma parte preta que se estende do fim das entradas de ar laterais até o assoalho.

Note também como aquele pequeno difusor de ar retangular ao lado do cockpit, agora se estende até mais embaixo, e ganhou uma curva (o carro de baixo é o novo).

Agora observe essas fotos abaixo do carro visto de frente. Nota algo diferente? Reparou como as entradas de ar laterais estão bem mais esguias na nova versão, à direita?



Por fim, prestem atenção na imagem abaixo. Vejam o tamanho e complexidade do difusor do carro de Barrichello e Hulkenberg. Trata-se de uma peça bem complexa com verdadeiros túneis que terminam acima do assoalho jogando o ar para trás e para cima, para ganhar Downforce:



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Grandes mulheres, grandes carros 3


O "casal" de hoje é Leci Brandão e o Dodge Dart.

Leci Brandão da Silva, nascida no Rio de Janeiro em 12 de Setembro de 1944, é cantora, compositora e umas das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira.

Começou sua carreira no início da década de 1970, tornando-se a primeira mulher a participar da ala de compositores da Mangueira. Ao longo de sua carreira, gravou 20 álbuns e três compactos.

Participou do Festival MPB-Shell promovido pela Rede Globo, em 1980, com a música "Essa tal criatura". Em 1985, gravou "Isso é fundo de quintal". Também regravou o sucesso "Papai vadiou" do sambista Pedro Pedreiro entre outros. Atuou na telenovela "Xica da Silva" da TV Manchete, como Severina. Atualmente, além de se dedicar à carreira musical, é membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Desde 2003 também vem exercendo a função de comentarista dos desfiles de escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, pela Rede Globo.

Já o Dodge Dart foi fabricado no Brasil entre 1969 e 1980. O primeiro modelo saiu somente na versão 4 portas (o coupé saiu em 1971) sendo que nesse mesmo ano foi eleito o carro do ano, segundo a Revista Autoesporte - principal publicação especializada da época.

Possui o maior motor a gasolina fabricado no Brasil. Trata-se de um V8 5.2 L ou 318 pol3 , 198 cv brutos com gasolina comum e 215 cv nos modelos RT preparados para receber gasolina AZUL maior taxa de compressão. Tem funcionamento suave, disponibilizando torque a qualquer momento.

O motor foi projetado nos EUA em meados de 60 e durou até o fim dos anos 90 no modelos Dodge Dakota e Jeep Grand Cherokee Limited, mas já com injeção eletrônica, desenvolvendo cerca de 250cv. Tem uma resistência incontestável pois derivava dos caminhões da linha Dodge, os modelos D-100.

O Dart foi o modelo-base para os outros modelos fabricados na familia V8 da Dodge no Brasil, que mudavam conforme o estilo e o acabamento. Os modelos fabricados no Brasil a partir de 1971 diferiam do modelo americano principalmente na estética frontal e traseira, porém a engenharia da motorização era a mesma utilizada nos modelos importados. Seus concorrentes diretos no setor de luxuosos era o Ford Galaxie e entre os esportivos enfrentava o Ford Maverick V8 (ver coluna "Grande mulheres, grandes carros 2") e Chevrolet Opala 250-S.

Em 1980 a Volkswagen comprou o restante das ações da fábrica brasileira e em 1981 sua produção foi interrompida. Neste mesmo período a fábrica parou de produzir ali automóveis, aproveitando porém os motores V8 em sua linha de caminhões utilitários.

Desde então Os modelos desse carro podem ser encontrados entre colecionadores cuja minoria os "tunam", mas a maior parte de seus proprietários os mantém com a maior originalidade possível, fazendo com que o preço desses exemplares custe até 60 mil reais.

A relação entre Leci e o Dart é total, pois ambos são, cada uma à sua maneira, brasileiros e tem grande admiração de seus fãs (que comentário mais genérico heim! Prometo pensar em algo melhor na próxima coluna).

fonte: Wikipedia, Clube do Dodge, minha memória

segunda-feira, 1 de março de 2010

"Hymn For My Soul"



Para encerrarmos bem o dia, Joe Cocker, com cara de "empresário de mercado financeiro", com todo o gás aos 65 anos! O apresentador também vale ser observado, uma mistura de Cauby Peixoto com Eduardo Dusek.

O que você pode fazer por mim hoje?

Um depósito de 100 milhões de dólares já seria um bom começo!

Mas a pergunta vai mais fundo do que a epiderme de nossa tez consumista e de nossa mente proletária.

Num mundo com tanta pressa, com tanto trânsito, poluição, violência (física, moral, visual), o que podemos fazer pelo outro? Não vou aqui começar uma crônica como as de última página de revistas semanais, onde se altera pequenas estocadas com lições de moral, com vivências do autor pontuado por gracejos ocasionais para dar "leveza" ao tema. Nada disso! Serei duro, cortante e contundente. Mas colocarei algumas passagens pessoais e terá uma dose de humor, para não ficar pesado...

Quando pego meu carro, tenho prazer em dirigir. Prazer físico, quase tangível. Eu realmente gosto de dirigir. Parte desse prazer certamente decorre do fato de eu não "ter que dirigir", mas sim de eu o fazer quando quero, na hora que quero. No trânsito de São Paulo, parte desse prazer se esvai, pois além do asfaltamento irregular, com buracos tão grandes que tem seu próprio comércio e economia, valetas quem nem trator passa sem raspar o para-choques... Além disso, muitos dos demais motoristas são agressivos, barbeiros e em alguns casos, verdadeiras toupeiras (não eu, claro). Gente que, malandramente fica com seu carro na faixa (vazia) da esquerda para na última hora enfiar o bico na sua faixa bem em cima do cruzamento, para furar a fila que ele não pegou.

Também tem o oposto. Gente que fica, sozinha, na faixa da direita com viragem livre, mas pára no semáforo, porque quer mesmo é ir em frente, e com isso impede o fluxo que poderia - e deveria - estar livremente escoando à direita. Para essa gente, não ha buzina que baste. (já queimei duas).

Como vocês perceberam, sou tranquilo e pacífico, mas acabava adquirindo um comportamento hostil ao volante, mais ou menos como naquele desenho animado do Pateta. Mas a vida é uma caixinha de surpresas...

Eis que um dia eu estava na Avenida Brasil, acabando de cruzar a Avenida Rebouças vindo de Pinheiros, na faixa da esquerda (nesse trecho são mais de seis) quando um taxista, munido de um Chevrolet Meriva vem, desde a faixa da esquerda até a da extrema direita - a minha - cruzando a todos em velocidade incompatível com a situação, perfazendo uma linha reta como a que cruza as bandeiras de mergulho, terminando bem na minha frente. Eu, o Paladino da justiça, defensor da reforma agrária (não do MST), não permito! Lépido, aperto minha buzina como se fosse a trombeta do Apocalipse, avisando-o tronitroantemente que seu fim está próximo, e avanço. Ele freia subitamente, percebendo que seu reinado de arrojo estava acabado e buzina de volta (que audácia!), passo devagar ao lado dele e com as mãos faço o gesto de "passa por cima" com um semblante blasé.

Pronto! Foi a senha para que o espírito de Hagar, o terrível, possuísse o corpo do taxista que grudou na minha traseira e me seguia colado a poucos centímetros a cada mudança de faixa. Percebendo que a situação agora ganhara contornos pessoais, saí da avenida na primeira oportunidade virando à direita, com o taxi em meu encalço, que me ultrapassa e emparelha. Abre a janela e surge por detrás do volante a figura de um velhinho irado, vociferando palavras de ordem entre perdigotos, tosses e veias saltadas, chamando-me para o confronto físico.

Os gritos continuaram e ele bateu a mão no cinto, soltando-o. Eu também. Ele abriu a porta. Eu me inclinei para o lado, dando a entender que iria fazer o mesmo. Quando o homem já estava a uns 4 metros do meu carro, engatei primeira marcha e saí, não dando tempo a ele de retomar sua perseguição a mim, e tudo acabou bem.

Após alguns quarteirões de reflexão, e conferidas para ver se ele não voltara a frequentar meu retrovisor, que balde d´agua fria... Em minha cruzada pela justiça transital deixei o homem, um trabalhador, idoso, provavelmente com artrite, completamente transtornado. Ok, sei que parte da raiva dele não era por minha causa, eu fui o estopim de sentimentos represados durante dias de trânsito lento, chuvoso, abafado... Mas ainda assim me bateu uma tristeza. Por mais que eu estivesse certo (e estava), não queria deixá-lo à beira de um AVC, de um enfarte. Esse acontecimento me fez refletir.

Desde então, se alguém faz uma besteira ou esperteza no trânsito na minha presença, fico bravo sim, só que bem menos, pois sei que esses contratempos quando ignorados não mudarão em nada o curso de minha vida. Se eu me desgastar a toa a além de poder causar um enfarte em outro, posso levar um tiro de alguém menos cordato. É mais ou menos como aquela sua tia que reclama de tudo: Por mais que te canse, não vale a pena se desgastar por algo que você não pode mudar.

Por isso, antes de perguntar o que você pode fazer por mim hoje, te digo o que eu faço por você todos os dias: Deixo o trânsito mais gentil!

E você, o que pode fazer por mim hoje? Se não puder seguir a dica da primeira linha, pelo menos dê passagem, use o retrovisor, o pisca, a educação...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Barrichello e a evolução da Williams


Hoje vou abordar especificamente a equipe Williams F1.Desde o lançamento do carro, em 1º de fevereiro, o carro da equipe inglesa se mostrou confiável, sem nenhuma quebra mecânica, nem problemas crônicos, apenas pequenos problemas "cosméticos" natural de carro novo em início de testes.

Mas se compararmos seu desempenho atual com o dos primeiros testes, notamos que ele está "da metade pra cima" nas folhas de tempo, ao passo que antes era o oposto. Isso signifiva que a equipe de Grove estará, necessariamente, entre as mais rápidas? Não. Porque? Por que com tanta diferença de peso de gasolina, fica difícil pontificar quem é quem na ordem de forças da F1 2010. Depreeende-se entretanto que a equipe está sim evoluindo, graças em parte aos aprimoramentos do motor da Cosworth, que como sabemos, tem seu desenvolvimento liberado até antes do GP do Bahrein e vem evoluindo em consumo, potência e dirigibilidade (ele não entrega a potência toda de uma vez, desequilibrando o carro).

Ontem, entretanto, Barrichello me disse por meio de seu "twitter" que do começo dos testes até o dia de hoje, que encerra os testes de inverno, a área em que o carro mais teve ganhos foi a aerodinâmica, uma área em que nós mortais mal percebemos as evoluções menos óbvias, devido à sutileza dessas alterações, não captadas pelas fotos que correm o mundo (com excessão da foto principal acima, da barbatana testada pela Williams). Sam Michael, Diretor técnico da Williams creditou uma parte dessa evolução às informações que o brasileiro passa ao mecânicos sobre, por exemplo, comportamento dos pneus, outro ponto fundamental no desempenho do carro.



Ainda sobre a evolução do bólido, quando perguntei-lhe sobre o seu equilíbrio, Barrichello respondeu: "já está bem... com tanque cheio precisamos melhorar". E essa melhora pode, ao menos em parte já ter chegado, pois segundo o ex-piloto de F1 e seu amigo Luciano Burti, Rubens testou um novo pacote aerodinâmico hoje, último dia de testes. E o resultado vocês viram: Barrichello, declaradamente sem forçar tudo do carro, fechou a 0,398 do melhor tempo dos testes e seu companheiro foi ainda melhor, mostrando que a Williams não está na disputa por título, mas poderá beliscar alguns pódios.

Como uma curiosidade final, ainda ontem, quando lhe perguntaram se pensava em mudar o visual de seu capacete devido à semelhança com o de seu companheiro Nico Hulkenberg, Barrichello falou: "
tenho alguma coisa em mente mas na primeira (corrida) vou original"!


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