quinta-feira, 8 de maio de 2014

Eddie Irvine, o grande fã de Senna


Nem todos sabem, mas o ex-piloto Eddie Irvine, com quem Ayrton Senna saiu no tapa em 1993 (e posteriormente fizeram as pazes, conforme eu mostrei AQUI), era grande fã do tricampeão, a ponto de no início de sua carreira usar um capacete igualzinho ao do brasileiro famoso. Na foto abaixo vemos o irlandês alinhado para o tradicional GP de Macau de Fórmula 3 de 1989 com as inconfundíveis cores do capacete amarelo azul e verde, já famosos na McLaren, que por coincidência dividiam o mesmo patrocinador.

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1989: capacete idêntico
Um ano mais tarde, em 1990, ele acabou mudando de equipe e o desenho e as cores do seu modelo, mas que ainda assim guardaram grandes semelhanças com o original, até finalmente mudar o lay out para o mais conhecido laranja e verde (visto na primeira foto, na sua corrida de estréia na F1 em Suzuka onde teve o arranca-rabo com o brasileiro) que usou a maior parte de sua carreira. No fim de sua permanência na Fórmula 1, quando já corria pela equipe Jaguar, ele usou o desenho de um felino estampado sobre um fundo preto em seu casco. Clique nas imagens para ampliá-las

1990, na equipe Jordan de F3, ainda lembrava bastante Senna
Entre 1993 e 2000, com as cores que usou por mais tempo


No inicio dos anos 2000 veio o tigre

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Muitas novidades no GP da Espanha


Como tradicionalmente ocorre no GP da Espanha, em Barcelona, a grande maioria das equipes deverão vir com novidades em seu carro. Após três semanas de intervalo e agora numa etapa em seu continente natal as equipes tiveram tempo de preparar várias mudanças em suas fábricas para aperfeiçoar seus bólidos. Já sabemos que Sauber virá com um carro mais leve, mas que infelizmente apenas um ficou pronto a tempo do GP e será usado por seu piloto mais leve, Esteban Gutierrez. Pobre Sutil, que já é 15 quilos mais pesado.

Além disso a Red Bull virá com um chassis novo para Sebastian Vettel, que tem apanhado de Daniel Ricicardo nesse começo de temporada - mas os carros continuarão iguais entre eles. Também temos mudanças aerodinâmicas nos carros da equipe dos energéticos, bem como nos da Williams, Ferrari (que fez um intensivão com Kimi), McLaren (que quer voltar ao pódio mas que nem pontuar tem conseguido), Force Índia e possivelmente Lotus, Toro Rosso e mesmo nas pequenas Marussia e Caterham. Outra novidade que deve dar uma apimentada no grid é a já anunciada atualização no software dos motores Renault, que deve aproximá-los em potência das equipes equipadas com propulsores Mercedes.

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Assim, como quase todas as equipes virão com atualizações, se é que não todas, teremos que ver qual delas fez melhor a sua lição de casa em relação às rivais nesse potencial mini rearranjo de forças no grid da Fórmula 1. Será um final de semana bem interessante para se acompanhar e é claro que mostrarei para vocês essas novidades aqui!


Piquet e Alboreto terminam corrida sem gasolina

No GP da Europa de 1984 houve uma cena inusitada. Michele Alboreto da Ferrari e Nelson Piquet da Brabham disputavam a segunda posição quando a gasolina dos dois acabou na reta de chegada na hora da bandeirada. Piquet ainda lembra de dar uma balançada no carro para pegar o restinho de combustível e passar o italiano, mas não antes de cruzarem a linha de chegada nas posições em que estavam.

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No fim deu Prost, Alboreto e Piquet, com os dois últimos encostando seus carros na saída de box e fazendo aquele típico gesto de "É, fazer o que...!?" com os braços abertos um para o outro duas vezes, numa cena cômica, antes de se abraçarem a caminho do pódio. Ainda dá para ver a Ligier do discreto François Hesnault encostando atrás da dupla pela mesma razão após cruzar em 10º lugar três voltas atrás



terça-feira, 6 de maio de 2014

A briga - e a paz - de Senna e Irvine

O novato e retardatário Irvine dando canseira ao líder Senna

Em sua corrida de estreia, o GP do Japão em Suzuka, 1993, o jovem Eddie Irvine se meteu numa confusão com Ayrton Senna. Liderando a corrida, o tricampeão se aproximou do 6º colocado para dar-lhe uma volta quando, após certa dificuldade em ultrapassá-lo, viu-se encaixotado atrás de Damon Hill, o 5º. Foi então que o retardatário Irvine, que disputava com Damon Hill da Williams o 5º posto mas uma volta atrás, devolveu a ultrapassagem no brasileiro e ainda quase bateu rodas, até finalmente ser superado e ficar para trás.

Após a cerimônia do pódio da prova vencida por ele, ainda vestido com o macacão de corrida e a cabeça quente, Senna foi aos boxes da equipe Jordan tirar satisfações com o impetuoso novato e a coisa entre eles esquentou...

O momento chave da discussão, descontados alguns palavrões, teria sido mais ou menos esse (confira o áudio original em inglês abaixo):



Senna: "(...) Porque você me passou naquela chicane?"
Irvine: "Porque você estava muito lento."
Senna: "Então como é que você me explica eu ter lhe dado uma volta?"
Irvine: "Se ia tão rápido, então porque não me ultrapassou?"

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Essa última resposta atrevida teria irritado Senna que o empurrou com as duas mãos, derrubando-o sobre uma mesa. Ao ficar de pé novamente o irlandês ainda levou soco do brasileiro no lado direito do rosto, quando finalmente a turma do "deixa disso" interviu separando os exaltados pilotos...

O que pouca gente lembra - ou sabe, é que nos testes de inverno de 1994 em Portugal, já na Williams, Senna procurou Irvine nos boxes da Jordan para selar a paz e encerrar a cisma, conforme essa rara foto obtida pelo Rian Assis e publicada em seu ótimo blog F1 Nostalgia comprova:
A paz veio no início do ano seguinte

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Senna pilotou duas Williams diferentes em 1994

O modelo antigo (esquerda) e o novo (direita)
Creio que pouca gente se atentou, ou pelo menos comentou isso publicamente, mas Ayrton Senna pilotou, na verdade, duas Williams diferentes na pré-temporada de 1994. A primeira foi uma foi a versão modificada e atualizada do carro de seu ex-grande rival Alain Prost de 1993, o FW15C, com as devidas adaptações para receber a suspensão convencional, que voltava a ser usada pela equipe depois de vencer com facilidade os títulos dos anos anteriores quando tinham a suspensão ativa e outros auxílios eletrônicos. A nova suspensão convencional, aliás, foi o calcanhar de aquiles desse carro no inicio da temporada.
O modelo antigo (esquerda) e o novo (direita)
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O outro carro, o que correu desde o começo da temporada de 1994 propriamente dita, era o FW16, que acabou estreando um pouco mais tarde nos testes de inverno (ilimitados, naquela época), e as principais diferenças visuais entre este modelo e o anterior, usado na apresentação do piloto à imprensa em sessão de fotos e filmagem eram até evidentes para um observador mais atento, compare: (Clique nas imagens para ampliá-las)

  • Pintura diferente, com mais presença do branco na carenagem que cobre o motor e ausência das inscrições "Elf" no bocal de reabastecimento e "Rothmans" abaixo do brasão na lateral dianteira;
  • Entradas de ar laterais mais altas no FW16, sem aquela ligeira curva na parte de baixo;
  • Extremidade do bico mais fina;
  • Asa dianteira com uma área arredondada a mais à frente do bico;
  • Carenagem à frente do cockpit lisa, sem os dois ressaltos para caber os amortecedores;
  • Asa traseira inferior em "V" e na cor preta;
  • Laterais do cockpit na mesma altura das entradas de ar, sem aquela borda do modelo anterior, necessárias pelas entradas de ar anteriores serem mais baixas.
  • Desenho do fim da carenagem do motor diferente, com a luz de sinalização incorporada ao centro e sem um ressalto para a suspensão
  • O carro novo era o único com bocal externo para reabastecimento, já que em 1993 isso não existia.
O modelo antigo (acima) e o novo (abaixo)

sábado, 3 de maio de 2014

A última pole position Senna

A última pole position de Ayrton Senna foi, naturalmente, na sua última corrida, na pista Enzo e Dino Ferrari em San Marino no dia anterior a sua morte, em 30 de abril de 1994, na mesma sessão onde faleceu o austríaco Roland Ratzenberger, da Simtek, conforme mostrei no especial sobre os 20 anos dos acidentes de Ímola nesses últimos dias. Abaixo vai o vídeo da TV inglesa da 65ª pole do brasileiro:

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Os últimos companheiros de Senna e Ratzenberger

Nesse ótimo documentário - em inglês - de 43 minutos narrado por Damon Hill e David Brabham, eles contam como foi ser os últimos companheiros de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger e os momentos e acontecimentos de Ímola, exatos 20 anos atrás. Muito bom.

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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O acidente de Senna - ao vivo na Globo

Senna bate após, ao que tudo indica, a barra de direção do seu carro se romper
Lembro muito vivamente de acompanhar pela TV Globo essas imagens, já reprisadas à exaustão nos programas de TV e internet ao longo dos anos.  Era o dia seguinte ao meu aniversário de 14 anos, e o acidente de Barrichello e de Ratzenberger nos dias anteriores estavam a assombrar a todos que acompanhavam a categoria com mais interesse. O motivo do acidente já é conhecido: a barra de direção de sua Williams se rompeu quando terminava de contornar a perigosa curva Tamburello, uma curva sem área de escape nem proteção contra impactos no muro.

Senna, desacordado, aguarda o socorro, que demora a chegar.
Mas outra coisa que lembrava muito bem era essa narração de Galvão Bueno, que ficou amalgamada em minha memória auditiva durante esses 20 anos, como a súbita elevação no tom de tom ano terminar a frase "...os carros atingem 300 quilômetros por hora" no momento do impacto, o inconformismo com a demora da chegada do socorro, a leve mexida de cabeça do piloto... Até existem fotos mais fortes e gráficas do atendimento após acidente por aí, mas não acho que trazê-las aqui some para alguma coisa.

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Dr. Sid Watkins chefia os primeiro trabalhos de atendimento médico.
Galvão, amigo de Ayrton Senna, se emocionou muito com o acidente e o subsequente atendimento médico, de forma que Reginaldo Leme meio que teve que assumir o papel de falar mais com o público pelo resto da transmissão da corrida enquanto o narrador tomava fôlego e ao mesmo tempo buscava saber mais informações sobre o estado do piloto.

Em seu livro de memórias, Dr. Sid Watkins contou mais sobre o momento do atendimento ao amigo brasileiro ainda na pista: "Ele parecia sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro pelas suas pupilas dilatadas que ele havia sofrido um grande trauma cerebral. Nós levantamos ele do cockpit e o deitamos no chão. Quando o fizemos, ele suspirou, e embora eu não seja religioso, eu senti seu espírito partir naquele momento."

Aos que ainda se perguntam se naquela manhã de domingo ele "sentia que iria morrer", me parece bastante claro que não, haja vista que ele levava uma bandeira da Áustria no cockpit do seu carro para homenagear o falecido Roland Ratzenberger, num claro sinal que ele pretendia vencer - e portanto terminar a prova são e salvo.



Assim como nesse post de Ratzenberger de ontem, as imagens ainda são fortes. Esse fim de semana negro, junto com o grave acidente de Karl Wendlinger da Sauber na etapa seguinte (Mônaco) catalizaram uma série de mudanças fundamentais para a dramática elevação dos padrões de segurança da Fórmula 1, que desde então não teve mais mortes em suas corridas. Alem disso, ainda em vida, Ayrton Senna criou o Instituto Ayrton Senna e que acabaria por perpetuar e multiplicar seu legado de grandeza para milhões de crianças carentes que foram atendidas nas últimas décadas,

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