segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Segue o desmonte da Lotus


Segundo informações de bastidores de pessoas bem informadas em Fórmula 1, entre eles o jornalista bretão Joe Saward, um desmonte parcial da equipe Lotus, que sequer participou dos testes iniciais da categoria da semana passada com seu carro novo (foto acima), continua a ocorrer lá pelos lados de Enstone.

Foi revelado que depois de perder nomes importantes como seu piloto principal Kimi Raikkonen, seu diretor técnico James Allison, seu chefe de equipe Eric Boullier, seu chefe de aerodinâmica Dirk de Beer, chefe de aerodinâmica computacional Jarrod Murphy, chefe de performance Davi Wheater, e o engenheiro chefe Rod Nelson, a equipe dos carros pretos, dourados e vermelhos na verdade perdeu cerca de 70 funcionários e ainda pretende dispensar outros 30 de forma a reduzir seus custos.

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Além disso comenta-se que com tantas baixas o moral interno da equipe estaria baixo, sobretudo depois da fracassada associação com o grupo Quantum, com chegada de Pastor Maldonado, visto pela maioria como um piloto pagante e agora com a saída de Boullier do comando da equipe. A perda de motivação e de tantas pessoas (20% de seu pessoal, cujo total passará de 500 para 400 funcionários), grande parte dela gabaritadas e direto para a concorrência, que tem suas fábricas na vizinhança, poderá ter um preço no desenvolvimento do carro 2014 e até mesmo na concepção do carro de 2015.

Vamos ver como o novo chefe da equipe - e dono dela, Gerard Lopez vai lidar com essa situação, lembrando que no fim da semana passada foi anunciada a venda de cerca de 10% das ações da equipe para um grupo de comunicação russo, o que significa algum dinheirinho entrando. Resta agora aguardar os próximos passo e saber se esse dinheiro vai para o caixa da equipe ou direto para o bolso da Genii, que só teve prejuízos com a equipe desde que a compraram da Renault.

Audi fecha com di Grassi

Di Grassi e McNish
O piloto paulista Lucas di Grassi, que já tinha contrato com a equipe Audi da WEC para correr as etapas principais no ano passado agora fechou contrato para ser piloto titular da equipe em todas as etapas do campeonato 2014, assumindo o lugar do tricampeão das 24 Horas de Le Mans e recém aposentado Allan McNish.

Com isso di Grassi assumirá o volante do novo  Audi R18 de número 1 ao lado dos atuais campeões da categoria Tom Kristensen e Loïc Duval e cuja primeira corrida do ano será no dia 20 de abril nas 6 Horas de Silverstone, lembrando que o Brasil também recebe uma etapa em 30 de novembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

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Veja todos os novos F1

Marussia MR03
Sauber C33

Caterham CT05

Mercedes W05

Ferrari F14T

Force Índia VJ07

Red Bull RB10

Williams FW36

Toro Rosso STR9

McLaren MP4/29
Só faltou o carro da Lotus, única equipe a não estrear ou testar seu carro até agora, mas que deve fazê-lo na próxima sessão de testes no Bahrein daqui uma semana e meia.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Capacete ultra-resistente!

Esse é o capacete de Michael Schumacher no fim dos tempos da Ferrari. Aguenta até o massacre das lagartas de um tanque de guerra. Estivesse o heptacampeão vestindo um desses enquanto esquiava no fim do ano passado, provavelmente estaria numa boa após o tal acidente. Mas ninguém usa um capacete desse tamanho e peso para esquiar...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Testes coletivos da F1 1996

Nesse teste da pré-temporada de 1996 vemos algumas imagens interessantes. Além de várias equipes que não existem mais (Tyrrell, Minardi, Arrows, Benetton, Ligier...) e pilotos que não competem atualmente (todos), também podemos comparar os diferentes sons dos motores 3.0 V8 e V10 dos diversos fabricantes da época (Renault, Yamaha, Ferrari, Hart, Peugeot, Mercedes, Mugen-Honda, Ford com motores V10 e V8) , que não tinham restrição de desenvolvimento nem de giros e assim operavam em rotações um pouco diferentes uns dos outros, gerando sons também distintos.

Além disso vemos a Ferrari usando um modelo híbrido de 1995 mas já com o então inédito motor V10, e a rara imagem Jordan 196 de Barrichello ainda sem a pintura dourada da cigarreira "Benson & Hedges", já que ainda não haviam fechado acordo de patrocínio para aquela temporada, o que viria acontecer pouco tempo depois. Espero que curtam tanto quanto eu!

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

4º e último dia de testes - Resultados e análise


No quarto e último dia de testes na pista espanhola de Jerez, o grande destaque do dia ficou por conta da desistência prematura da Red Bull de continuar na pista após sucessivos e prematuros problemas em seu conjunto motriz e especialmente no arrefecimento de seu carro conforme expliquei AQUI.

Nesses 4 dias a Red Bull foi a equipe que menos andou nos testes, perdendo até para a nanica Marussia cujo carro só saiu pela primeira vez à pista no fim do dia de ontem. Das equipes presentes equipadas com motores Renault, a pequena Caterham, quem diria, foi a que mais andou (ver tabelas abaixo).

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No dia de hoje coube a Felipe Massa e sua Williams liderar com folga a folha de tempos num dia de pista molhada e que só foi secando no fim de um dia frio, e que - insisto - ainda não quer dizer nada sobre quem será mais rápido durante essa temporada.

O que fica claro é que as equipes com motores Mercedes e Ferrari, sobretudo as que levam os nome dessas marcas, sofreram bem menos com a confiabilidade, amealhando ao longo dos dias uma boa e valiosa quilometragem, como vemos nessa tabela. Abaixo dela você confere os números totais dos 4 dias de testes.

Lembro que daqui duas semanas as equipes voltam a testar na quente pista do Bahrein, quando a Lotus-Renault finalmente estreará seu carro novo.



EQUIPE                                     Voltas
                    TOTAL POR MOTOR                       
Mercedes                           309                  Mercedes       875
Ferrari                               251                  Ferrari           444
McLaren-Mercedes              245                  
Renault          151
Williams-Mercedes              176
Sauber-Ferrari:                   163
Force Índia-Mercedes          146
Caterham-Renault                76
Toro Rosso-Renault              54

Marussia-Ferrari                  30
Red Bull-Renault                 21



Compare o som dos motores 2013 e 2014

Nesse pequeno vídeo podemos comparar claramente o som dos antigos motores 2.4L V8 que equipavam os carros da Fórmula 1 até 2013 com os novos propulsores 1.6L V6 Turbo que assumem seus lugares a partir dessa temporada. O bacana é que são imagens obtidas nos mesmos trechos da mesma pista de Jerez ao longo dos testes desse ano e do ano passado, veja:

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Red Bull faz fumaça e abandona testes mais cedo

Tempos quentes

Desde o incio dos testes da Fórmula 1 os carros equipados com motores Renault tem sofrido mais que as rivais com problemas de confiabilidade. Dentre elas, de longe a Red Bull é a que mais vem apanhando de seu carro. Entra dia e sai dia seus carros param na pista soltando fumaça após pouquíssimas voltas percorridas e a culpa seria deles mesmo, não apenas de sua fornecedora de motores, que também vem enfrentando uma série problemas técnicos enfrentados.

O que estaria ocorrendo adicionalmente com os austríacos é que o projeto do carro teria sido concebido de uma maneira que o motor e sobretudo o sistema de captação de armazenamento de energia, com as baterias do ERS teriam sido alojadas internamente de maneira inadequada, não permitindo a correta refrigeração necessária de todas as partes.

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O super projetista Adrian Newey, que estava presente aos testes, já teria inclusive voado ontem para a sede da equipe para voltar às pranchetas e reprojetar as partes deficientes do RB10, que enquanto isso, recebeu remendos feitos nos boxes para tentar - em vão - diminuir a asfixia do sistema, como vemos na abertura improvisada na lateral do carro nessa imagem abaixo.

Red Bull recorrendo à gambiarras para ver se consegue fôlego
No fim das contas o prejuízo da equipe foi grande, com seu carro percorrendo reles 21 voltas ao longo de 4 dias de testes (11 de Vettel, 10 de Ricciardo) e agora há pouco sendo anunciado que estão deixando Jerez mais cedo retornando para casa fara pensar nos pepinos, ao passo que a rival Mercedes, por exemplo, já deu bons 268 giros e continua na pista.

Isso é um drama? Ainda não, pois apesar do grande prejuízo com os poucos dados coletados certamente as competentes equipes de engenheiros da Red Bull e da Renault passarão as próximas duas semanas trabalhando numa solução para chegar ao teste do Bahrein em melhores condições, mas de qualquer modo é um grande tropeço para os campeões, deixando as equipes equipadas com motores Mercedes e mesmo a Ferrari com mais razões para se sentirem um pouco mais otimistas com esse começo melhor.