quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O grande erro da Fórmula 1

A organização da Fórmula 1 anunciou antes de ontem algumas medidas que me pareceram bem interessantes. Uma é interessante pelo seu lado positivo: Os pilotos terão números fixos a serem escolhidos, que os acompanharão para onde quer que rumem, facilitando sua identificação para os fãs, como já acontece na Nascar e na MotoGP e mesmo parcialmente na Fórmula 1 do passado (quem não conhece o 46 de Valentino Rossi ou o não se lembra do red five de Nigel Mansell nos tempos de Williams?), o que também deve facilitar a venda de camisetas, bonés etc de cada piloto.

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A outra novidade, ao meu ver, descabida, é dar pontos em dobro para a etapa final da Fórmula 1, que em 2014 será em Abu Dhabi. Ora, se os pontos são em dobro, a corrida deveria ter algum desavio extra para justificar! Que coloquem mais 100 quilômetros em sua duração ou algo do tipo. Entendo que a ideia seja tentar garantir emoção até a última corrida do campeonato, especialmente em Abu Dhabi onde nada de mais costuma acontecer em sua linda mas modorrenta pista, pois agora as equipes terão um estímulo a mais para manter o desenvolvimento de seus carros até o fim do ano, mas fórmulas mágicas não resolvem isso.

Além disso, repito, pontuar em dobro deve estar atrelado a um mérito maior por parte de seus competidores ao enfrentarem um desafio igualmente maior, senão vira apenas uma gincana maluca. Ah, e se para critérios de comparação histórica a pontuação dos pilotos já foi jogada no lixo com os sistemas que passaram a imperar na última década, agora então o despropósito fica ainda mais acentuado (avisem o Fernando Alonso).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Uma Ferrari de Fórmula Indy

Nem todos sabem mas em 1986, quando a FIA pressionava as equipes de Fórmula 1 a adotarem motores V8, contra os V12 que tradicionalmente usavam. Assim, a tradicionalíssima Ferrari ameaçou se bandear para os Estados Unidos para a temporada seguinte, 1987, seguindo um antigo e declarado desejo do comendador Enzo Ferrari de que seus carros um dia conquistassem as 500 Milhas de Indianápolis, como a Lotus já fizera com Jim Clark no passado.

Para provar suas intenções contratou o projetista Gustav Brunner que desenhou o modelo que vocês vem nessas fotos, o 637, seguindo as regulamentações que a CART ordenava na época, incluindo um novo motor V8 2,65L Turbo

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O carro de alumínio e fibra de carbono, foi testado por Michelle Alboreto e depois apresentado oficialmente à imprensa mundial. Só que não passou de pressão mesmo, com John Barnard, projetista da divisão principal, cancelando tudo em cima da hora para focar todos os recursos no projeto de 1989, quando os motores turbos estariam banidos da F1. Desse modo este carro nunca competiu na categoria americana, virando apenas um dispendioso artigo de museu. Teria sido bem interessante...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pacific Team Lotus

Em 1995 a equipe Lotus não existia mais, após décadas de história na Fórmula 1 (eles até já tinham projetado o carro desse ano, como mostrei AQUI). Com o direito de uso do seu nome vendido a David Hunt, irmão do campeão de 1976 James Hunt, passou a formar uma parceria meramente nominal com a nanica equipe Pacific - egressa da Fórmula 3000 - que estreara no ano anterior com um carro excepcionalmente lento mas que desta vez vinha com um novo projeto que prometia melhores resultados, especialmente agora que se viam aliados ao nome tradicional da Fórmula 1, formando a Pacific Tem Lotus.

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Infelizmente essas esperanças não se concretizaram, especialmente porque ainda dependiam fortemente do dinheiro de pilotos pagantes e lentos que entravam e saiam ao longo da temporada, de modo que tanto a Pacific como a Lotus desapareceriam novamente da categoria ao fim dessa único ano juntos., como a Simtek no mesmo ano e a Larousse um ano antes. Realmente uma pena, pois até que o carro deles era bonito... Clique nas imagens para ampliá-las!

Williams contrata mais reforços

Shaun Whitehead, quando ainda era da Red Bull
Em sua reestruturação em busca da melhores resultados após a péssima temporada de 2013 a Williams anunciou mais dois reforços importantes na sua área técnica e que já assumem suas posições agora mesmo no começo dessa semana.

David Wheater (é mais um que) sai da Lotus e após quase 8 anos e agora assume o posto de chefe de performance aerodinâmica da rival, acompanhado de Shaun Whitehead, que por mais de 7 anos bateu cartão na equipe Red Bull e agora passa a ser chefe de processo aerodinâmico. Ambos responderão ao chefe do setor de aerodinâmica Jason Somerville que por sua vez se reporta a Pat Symonds, novo diretor técnico da equipe desde julho.

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Com a chegada desse pessoal, de Felipe Massa, aliada a possibilidade do engenheiro Rob Smedley também engrossar fileiras em Grove e ainda a chegada dos novos motores da Mercedes, muitos acreditam que a Williams poderá ter em 2014 uma temporada sensivelmente melhor que dos últimos anos, com chances até de ser o destaque no pelotão intermediário com mais frequência.

A ver.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Roberto Moreno na Ferrari


Pouca gente sabe, ou lembra, mas Roberto Pupo Moreno foi piloto oficial da Scuderia Ferrari de Fórmula 1 (Chico Landi correu com uma, mas pelo que se sabe não era contratado da equipe oficial).

Abaixo vemos ele testando o protótipo Ferrari 639, que deu origem a famosa Ferrari 640 que foi lançada em 1989 com Nigel Mansell e Gerhard Berger ao volante, quando os motores turbo haviam sido banidos, dando origem a uma série de carros que evoluiu até 1991.
 
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Moreno testou por 55 dias no carro o inédito e revolucionário câmbio semi-automático, que conquistaria a vitória logo em sua corrida de estréia pelas mãos de Mansell na pista do Rio de Janeiro no começo do ano seguinte, quando Moreno já tinha deixado o posto de piloto de testes para ser titular da pequena equipe Coloni.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A super mansão de Jorge Lorenzo

Normalmente esse blog não fala muito sobre o mundo das duas rodas, mas hoje farei uma exceção parcial para mostrar esse vídeo apresentando a super casa do bicampeão de 2010 e 2012 (e vice de 2011 e 2013) da Moto GP Jorge Lorenzo nos arredores de Barcelona. Nada mal...

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Jarno Trulli, piloto e viticultor

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Nem todos sabem, mas o ex-piloto de Fórmula 1 Jarno Trulli além de velocidade também gosta muito de vinhos. Na verdade gosta tanto que até os produz com suas próprias e diferentes marcas na região italiana de Abruzzo, mesma região de sua cidade natal, Pescara.

O piloto cuja última experiência na Fórmula 1 foi testando o então carro novo da Caterham no início de 2012 (pouco depois acabou substituído por Vitaly Petrov, que trazia patrocínio russo) sempre foi um amante de vinhos e os produzia mesmo antes de se aposentar.

Se alguém aqui conseguir achar e provar algum deles por favor avise aqui e conte o que achou do sabor!
 

Lotus 112, o carro que nunca correu

A temporada de 1994 foi a última da real e original equipe Lotus na Fórmula 1 (a atual só comprou os direitos de uso do nome). Acossada por dívidas e falta de resultados mais vigorosos, a outrora gigante das pistas já vinha em declínio desde o fim dos anos 80 e finalmente abriria o bico e anunciaria que não correria na temporada seguinte.

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Apesar da situação financeira delicada, a decisão final de suspender o projeto do novo projeto de 1995, o Lotus 112, entretanto, só foi tomada em dezembro, quando seu projetista Chris Murphy já vinha testando um modelo em escala confeccionado em fibra de carbono no túnel de vento da Universidade de City, na Inglaterra. Assim, o 112 foi último carro de Fórmula 1 projetado pela verdadeira Lotus.

Em 1995 o direito do nome Lotus já havia sido vendido a David Hunt, irmão mais novo do falecido piloto campeão James Hunt, que o associou à equipe nanica Pacific, que assim se tornou Pacific Team Lotus. Ao fim dessa única temporada entretanto, a parceria e a própria equipe também acabariam e pelo mesmo motivo: falta de dinheiro e resultados. Clique nas imagens para ampliá-las!