segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Impressões da WEC - 6 Horas de São Paulo

Minutos antes da largada
No dia seguinte à corrida, minimamente refeito da correria e com todos vocês já tendo visto a dobradinha tranquila da Audi (a única rival a altura, Toyota, levou só um carro e quando esse bateu os alemães nadaram de braçada), vamos à algumas informações interessantes que colhi junto a pilotos e engenheiros e dirigentes da categoria sobre a própria WEC e sobre a Fórmula 1 também...

  • A Michelin desenvolve um composto específico para cada equipe da categoria. Para haver lisura, entretanto, as rivais podem testar ou escolher o modelo usado pela concorrente;
  • A mesma Michelin confirma a vontade de retornar para a F1 e já estão negociando com a FIA. Eles querem que as rodas da F1 passem do atual aro 13 para 18, mas isso geraria altos custos de reengenharia junto aos carro e às equipes, que já estão com problemas financeiros para os novos carros de 2014;
  • Além disso, a fornecedora francesa quer outra marca rival na categoria para concorrer com os seus pneus, não ser fornecedora única como é a Pirelli atualmente;
  • Conversando com um alto dirigente da Audi, ele garante que o programa da Porsche, que retorna em 2014 é totalmente estanque e diferente ao da Audi, sem um sequer saber sobre o projeto do outro apesar de ambas as marcas serem da Volkswagen e uma possível sinergia significar a possível economia de dezenas de milhões de euros;
  • Ainda segundo ele, o novo carro 2014 será visualmente parecido com desse ano, mas não terá nada em comum com ele, já que pneus e chassis serão mais estreitos por força de regulamento, que ainda exigirá maior eficiência energética dos motores;
  • O possível retorno da Ferrari em 2015 é tratado como um movimento lógico pelos rivais, pois possibilitaria a equipe italiana usar nos seus protótipos os mesmos motores novos da Fórmula 1 e assim ter duas plataformas de desenvolvimento para eles;
  • Segundo Nicolas Prost, só o programa do motor elétrico da Audi tem mais dinheiro do que todo o orçamento da equipe pela qual compete (e continuará em 2014), a independente Rebelion, que não conta com tal tecnologia.
  • A Porsche, que retorna à categoria principal em 2014, ainda não sabe se manterá equipe própria na GT, pela qual competem atualmente com o modelo 911. De qualquer forma seus carros continuarão a ser fornecidos oficialmente à interessados e possíveis parceiros;
Abaixo vão algumas fotos do evento, que certamente agradou muito a quem compareceu ao autódromo de Interlagos. Clique nas imagens para ampliá-las!
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Dentro do carro da Rebelion, equipe independente da LMP1, pela qual corre Nicolas Prost

A nada confortável posição dentro do protótipo da Toyota. Entrar e sair exige contorcionismo

Dentro de um protótipo da LMP2

Kamui Kobayashi, "o mito", em sua Ferrari antes dela pegar fogo 

Bruno Senna preparando-se para assumir o cockpit do Aston Martin. Depois ele foi acertado por um carro e quebrou

Os vencedores da Audi repousam sobre seus troféus

O interior do novo Porsche Carrera.

sábado, 31 de agosto de 2013

Raio-X do Audi R18 E-Tron


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Que tal vermos todas as entranhas dos "monstros" R18 E-Tron criados pela Audi para vencer as 24 Horas de Le Mans (como de fato venceu) e ser campeão em mais esse ano da WEC (como tem grandes chances de acontecer)? Vê-los pessoalmente aqui em Interlagos é algo que impressiona. Eles parecem andar sobre trilhos de tão rápidos e firmes que vão nas curvas! Clique na imagem para ampliá-la!

Fim de semana de WEC, Stock e F-Indy - LINKS!


Esse fim de semana vai ser bem movimentado para quem gosta de corridas! Teremos as corridas da "Le Mans 6 Horas de São Paulo", etapa da WEC, pouco depois da prova de Cascavel da Stock-Car. A tarde, ao longo da corrida de endurance também começa o GP de Baltimore da F-Indy, sendo que as duas primeiras serão televisionadas no Brasil pela Sportv e a última pela Bandsports!

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Na WEC teremos Bruno Senna com chances reais de ganhar a corrida com seu Aston Martin na categoria GTE-Pro, ao mesmo tempo que Audi e Toyota disputam a ponta na categoria mais rápida, a LMP1, num grid que terá 28 carros.

Na F-Indy Helio Castroneves luta para manter-se na ponta do campeonato, ao passo que Tony Kanaan tentará encaixar um bom resultado com seu carro da KV, enquanto na Stock-Car tenho a mais absoluta certeza que teremos mais uma vitória brasileira (dã!). Abaixo seguem os horários das largadas com seus respectivos links de TV, enjoy!
  • WEC - corrida - Domingo ao vivo no Sportv3 das 12:00 horas - LINKS DE TV
  • Stock-Car - corrida - Domingo ao vivo  no canal Sportv às 11:00 horas  - LINKS DE TV
  • Fórmula Indy - corrida - Domingo ao vivo às 15:30 na Bandsports - LINKS DE TV

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dança das cadeiras 2014

Vamos ver agora, com base nas poucas informações concretas e os muitos (e pouco confiáveis) rumores, como está a disputa pelas vagas para a temporada 2014 da Fórmula 1:

Em verde estão marcados os pilotos que sabemos já ter contratos assinados para 2014. Di Resta é um deles, embora a equipe tenha declarado que não o seguraria caso encontrasse uma vaga numa equipe top e o acordo entre a Williams e a PDVSA de Maldonado termina só em 2015.

Em amarelo estão os pilotos ainda sem contrato ou anúncio oficial para o ano que vem, caso dos brasileiros Felipe Massa e Felipe Nasr, sendo que em ambos os casos nem sabemos ao certo com que equipes seus empresários estariam mantendo conversas, mas elas já estariam ocorrendo, embora só a partir do fim de setembro que a maioria das negociações começam realmente a tomar mais forma no paddock.

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Pessoalmente penso que as coisas, sobretudo entre as equipes grandes, tendam a ficar mais estáveis do que os muitos e diferentes rumores apontam, pois em ano de grandes mudanças técnicas, ter um piloto se adaptando enquanto ainda tentam entender um carro completamente diferente não ajuda muito. Com isso creio em Kimi e Grosjean ficando na Lotus, Alonso e Massa (se reagir) na Ferrari e Ricciardo realmente subindo para a matriz Red Bull.

Nas médias, entretanto, onde o fator financeiro de cada piloto fala mais alto, sim, podem haver algumas mudanças. Mas vai saber se as coisas mudam amanhã... Agora façam as suas apostas:

Red Bull:
Sebastian Vettel
Daniel Ricciardo
Kimi Raikkonen


Mercedes:
Lewis Hamilton
Nico Rosberg

McLaren:
Jenson Button
Sérgio Perez

Ferrari: 
Fernando Alonso
Felipe Massa
Kimi Raikkonen
Nico Hulkenberg
Jules Bianchi


Lotus:
Kimi Raikkonen
Romain Grosjean
Nico Hulkenberg
Felipe Nasr
Fernando Alonso


Force Índia:
Paul Di Resta
Adrian Sutil
James Callado


Sauber:

Nico Hulkenberg
Esteban Gutierrez

Sergey Sirotkin
Jules Bianchi


Williams:

Pastor Maldonado
Valteri Bottas

Toro Rosso:
Jean-Eric Vergne
Antonio Felix da Costa
Felipe Nasr


Caterham:
Charles Pic
Giedo van der Garde

Felipe Nasr

Marussia:

Jules Bianchi
Max Chilton

Kevin Magnussen

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

20 anos separam essas duas Williams de F1

Fiz essa foto de duas réplicas de minha coleção. Elas mostram as Williams FW34 2012 de Bruno Senna e a FW14B 1992 de Nigel Mansell, com exatos 20 anos de diferença entre cada projeto. Ambas são do mesmo fabricante (Minichamps) e tem a mesma escala (1:43).

Interessante notar como os carros (e os pneus) eram mais largos e muito mais curtos do que os de hoje, lembrando que naquele tempo o motor Renault da Williams era maior (3,5 litros V10 contra o atual 2.4 litros V8) e portanto mais beberrão, provavelmente
exigindo um tanque de combustível maior que os de hoje, isso numa época que também não havia reabastecimento durante as corridas, que tinham a mesma duração das atuais.

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Sinal da evolução de uma Fórmula 1 que evoluiu muito sob o ponto de vista comercial, financeiro e técnico, com o peso da aerodinâmica se aprofundando muito na de lá para cá, mesmo com os regulamentos técnicos atuais restringindo muito mais a liberdade criativa dos projetistas.

Como curiosidade, lembro também que Michael Schumacher estava na ativa nessas duas distantes fases da categoria, correndo contra esses dois aí em cima. Clique na imagem para ampliá-la!

Carros da F1 2014 poderão ser ainda mais potentes


Para quem está preocupado com a queda dos tempos de volta dos carros da Fórmula 1 a partir de 2014, quando passam a valer as novas regras do regulamento técnico que introduz os motores 1.6L V6 turbo no lugar dos atuas 2.4L V8, parece que não haverá razões para grandes decepções.


Segundo a projeções iniciais, o novo motor deveria render cerca de 600 cavalos de potência e seria auxiliado por um novo KERS com 160 cavalos, e por um período de acionamento maior de 33 segundos por volta, sendo que atualmente ele gera 80 cavalos e pode ser usado por apenas 6 segundos a cada volta.

Ok, essa informação sobre o KERS está mantida e será essa potência e tempo mesmo, o que por si só já representará um grande ganho em relação aos tempos atuais. Ocorre que os atuais cálculos dos especialistas que acompanham o desenvolvimento dos motores dão conta que o avanço dos fabricantes nos projetos dos motores turbo avançou bastante desde os primeiros estudos e a potência já estaria se aproximando da casa dos 700 cavalos, portanto 100 a mais do que o imaginado inicialmente, o que somado com os 160 cavalos do sistema elétrico combinariam uma potência total na casa dos 850 cavalos, cerca de 70 a mais do que os motores aspirados da Fórmula 1 atual.

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É claro que também haverá as novas restrições técnicas no carro (bico bem mais baixo, escapamento central e único sem efeitos aerodinâmicos, asa traseira sem aquela asa inferior, asa dianteira mais estreita, fim dos apêndices aerodinâmicos no entorno das entradas de ar laterais, etc.), mas segundo se comenta no meio, as equipes também já estaria conseguindo contornar relativamente bem essas limitações de modo a não perder tanta carga aerodinâmica como se esperava.

Em tese tudo isso deveria se refletir em tempos de voltas bem próximos aos atuais, ainda que as equipes fatalmente devam enfrentar problemas de quebras dos motores, KERS e desgaste acentuado de pneus nesse primeiro ano, já que a soma de tantas novas variáveis de engenharia será totalmente nova tudo terá a interrogação do ineditismo experimental, só que (e esse é um importante "só que") a economia de combustível passará a ter um peso fundamental nessa nova engenharia de corrida, então não adianta muito ter o motor mais potente se ele gastar mais combustível que os rivais o que o brigaria suas equipes a saírem mais carregados/pesados de combustível, mas como o tamanho do tanque também será bem menor, acabaria por obrigar os pilotos a aliviarem o pé ao longo da corrida sob o perigo de sofrer uma pane seca...

Agora nos cabe esperar (ansiosamente) para ver como todas essas novidades vão funcionar e como os diferentes carros das 11 equipes vão aparentar!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Red Bull usou bico mais alto


Além das novidades na traseira dos seus RB9, que mostrei AQUI na semana passada, Adrian Newey trouxe para a Red Bull um novo bico para os carros de Sebastian Vettel e Mark Webber.

Essa nova peça, como vemos nas imagens acima e ao lado, é ligeiramente mais alta e esguia que os modelos adotados anteriormente, que ainda tinha uma leve curvatura descendente na sua extremidade.

Além disso, as laterais da asa dianteira ainda ganhou um sutil redesenho em sua abertura lateral, como o detalhe ao lado evidencia.

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Agora resta-nos esperar para ver se essa novidade será utilizada apenas em circuitos de maior velocidade média como Spa e Monza, tendo portanto uma função específica de configuração de baixa pressão aerodinâmica, ou se perdurará em pistas mais travadas também, como as ruas de Cingapura. Clique nas imagens para ampliá-las:

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Alonso-Ferrari Azedou? Entenda a teoria de Alonso na Lotus

Reação fria da Ferrari ao bom resultado de Alonso em Spa foi sintomático

A mais recente onde de rumores da Fórmula 1 dão conta de um improvável, mas possível cenário onde o bicampeão Fernando Alonso sairia da Ferrari com destino à Lotus.

Tal teoria diz que Alonso está insatisfeito com a falta de melhores resultados no time italiano, que pela quarta temporada consecutiva não lhe dá um carro a altura das Red Bull, de modo que don Fernando estaria ficando preocupado em não ganhar um título pelo sétimo ano consecutivo, sabendo não vai ficar mais jovem a cada ano que passa nessa batalha.

Com isso em mente ele poderia voltar para a Lotus (sim, voltar, lembre-se que a Lotus era a Renault, equipe pela qual ele foi bicampeão em 2005/2006) com o apoio do banco Santander e um maior envolvimento oficial da fabricante francesa de motores. Outra possibilidade é ele estar usando essa possível transferência para pressionar a Ferrari por melhores resultados - o que seria uma estratégia burra, já que os italianos sabidamente não reagem bem a esse tipo de ameaça.

Assim, a possível negociação da Ferrari com Kimi seria um plano B dos italianos para o caso do espanhol realmente sair no fim dessa temporada, já que o finlandês é o único piloto TOP disponível no mercado.

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Isso pode acontecer? Pode, mas acho que seria um tiro no pé para o espanhol, lembrando que a Ferrari acaba de levar o nome forte da área técnica da Lotus (James Allison) para lá e que a equipe dos carros pretos e dourados está sabidamente com problemas financeiros, a ponto de atrasar os pagamentos de salário de Kimi e ainda não ter acordo fechado para fornecimento de motores para 2014.

Além disso, se a Ferrari precisa de Alonso, na minha opinião o melhor piloto do grid atual, o bicampeão precisa ainda mais dos italianos, já que dentre os carros disponíveis (e McLaren, Red Bull e Mercedes não estão), a Ferrari mesmo com tropeços no seu desenvolvimento, é a melhor opção.

De qualquer modo fica evidente que o clima entre Alonso e a Ferrari já foi melhor, como vimos pelo frio tratamento que ambas as partes se trataram após o expressivo segundo lugar conquistado na Bélgica. Como disse Niki Lauda ao analisar essa situação em Spa, Alonso precisa motivar mais a equipe, não fazer ameças veladas ou reclamar publicamente, pois os italianos detestam ser colocados contra a parede e já mandaram campeões falastrões passear antes. Pergunte a Alain Prost.