segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Berger volta a pilotar sua última Ferrari da F1

No fim de 2011 o austríaco Gerhard Berger, que correu pela escuderia italiana entre 1987-1989 e 1993-1995, recebeu um convite da Ferrari para, durante um evento de donos de carros antigos de Formula 1 da marca, voltar a pilotar o modelo F-412 T2 de 1995 projetado pelo controverso John Barnard.

Este também foi o último modelo que ele pilotou pelo time italiano (ele ainda correu mais 2 anos pela Benetton, também ao lado de Alesí) e também último modelo da Formula 1 a usar os lendários motores V12, pois com a redução da cilindrada de 3.5L para 3.0L nessa mesma temporada, essa configuração teria deixado de ser vantajosa.
Confira as fotos desse belo reencontro na após 16 anos que contou até com a ilustre presença de Luca de Montezemolo, presidente da Ferrari: (Clique nas imagens para ampliá-las)














domingo, 22 de janeiro de 2012

Alesí testando a Ferrari V12 1991

Nesse raro vídeo presenciamos o então recém contratado da Ferrari Jean Alesi testando o carro de 1991 ainda equipado com os motores 3.5L na famosa configuração V12 e com o câmbio semi-automático, novidade recente da equipe, na encharcada pista de Fiorano, Itália. Vale apena assistir e sobretudo ouvir para matar a saudade dos tempos que os F1 corriam com "motorzões" que não voltarão mais, visto que só diminuem ano a ano (3.5L - 3.0L - 2.4L e a partir de 2014 1,6L Turbo).

sábado, 21 de janeiro de 2012

FIA proíbe suspensão regulável

FIA proibiu a suspensão regulável que a Lotus desenvolveu (que mostrei aqui como funciona) e que outras equipes já estavam copiando já estariam copiando, com base no art. 3.1.5 do regulamento técnico. O referido artigo diz: "qualquer efeito aerodinâmico criado pela suspensão deverá se casual" e nesse caso a FIA entendeu que com o a suspensão era ativada por um dispositivo hidráulico de pressão vinculado ao freio, não era portanto"casual" e sim intencional ainda que por via indireta (nem eletrônica nem acionada manualmente pelo piloto).

Além da  Lotus, especialistas especulam que Ferrari e depois um pouco mais atrás, Mercedes e McLaren já estavam adiantadas nas suas versões do equipamento, mas a pressão das demais equipes, inclusive Red Bull, teria sido decisiva para reverter a aprovação que teria sido dada na semana retrasada.

Também segundo pessoas próximas à Lotus e Ferrari, equipes mais adiantadas com o andamento da invenção, ninguém ficou muito preocupado com a proibição da tal suspensão.

F1 sob medida

Veja como um carro de Formula 1 é todo feito sob medida para acolher confortavelmente seus pilotos no cockpit:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Niki Lauda volta ao lugar de sua quase morte

Nessa pequena mas boa reportagem da TV inglesa sobre o acidente em que Niki Lauda foi queimado até quase morrer no antigo circuito longo de Nurburgring, Alemanha, ele fala da emoção de voltar ao local, que na época da batida (1976) não tinha guard-rail interno separando a pista da encosta do morro e conta que pouco se lembra do acidente em si, que o conhece mais pelas imagens de TV do que pela memória real, mas lembra vivamente da ajuda vital dos outros pilotos que abandonaram a corrida para ajudar a tirá-lo de dentro de sua Ferrari enquanto ela ainda pegava fogo.

Após o acidente que quase o matou e desfigurou-lhe a face, o austríaco que fora campeão em 1975 ainda sagrou-se bicampeão pela mesma Ferrari em 1977 e tricampeão pela McLaren em 1984.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Programa José Inácio Falou de 18/01/2012

Nesse Programa falamos sobre a aposentadoria de Rubens Barrichello, contratação de Bruno Senna, de Petrov, Hispânia saída da Peugeot das corridas de Turismo etc e como sempre houve aquele bate-papo respondendo as perguntas feitas ao vivo no chat da alltv:

Baque na McLaren?

Visão do QG da equipe de F1 em Woking
Única das 4 equipes grandes que não tem apoio (entenda-se dinheiro) oficial de nenhuma montadora ou dono bilionário, a McLaren poderia enfrentar em 2012 uma temporada um pouco mais complicada que as últimas. Isso porque importantes nomes do seu pessoal técnico foi cooptado pela a Ferrari, caso de Pat Fry, novo diretor técnico da equipe italiana que chegou lá em janeiro do ano passado e desde então arregimentou mais ex-companheiros da McLaren, que não tem como cobrir as ofertas da Ferrari visto que depende de seus próprios ganhos e patrocinadores para fechar as contas todos os anos.

Conforme o ano foi passando e Fry ganhando a confiança dos italianos, ele (que foi trazido por Fernando Alonso) selecionou mais cabeças na McLaren, que estreiam esse ano por lá: Giacomo Tortora, um
No prédio à esquerda, a fábrica de carros de rua, à direita, a equipe de F1
especialista em aerodinâmica e estudos com simulador digital; Rupad Darek, outro especialista em aerodinâmica; Chris Heal e Lawrence Hodge, também nomes importantes da área técnica da equipe de Woking e por fim (pelo menos por enquanto) se fala que Bdukoski Martin, chefe de projetos também estaria de malas prontas para a região de Modena.


Some a isso o fato de Ron Dennis e Mansur Ojjeh recentemente terem gasto um bom dinheiro recomprando o resto das ações da Mercedes no time e ainda contraído um grande empréstimo para a construção da fábrica de carros esportivos de rua MP4-12C ao lado do monumental Quartel General elíptico da equipe e temos desta feita alguns ingredientes que poderiam afetar a curto prazo o sucesso da equipe nas pistas, resultando em um campeonato 2012 cercado de dúvidas quanto ao desempenho do novo
Linha de montagem dos carros de rua na nova fábrica
carro, já concebido e fabricado sem parte desse pessoal, que estava de "quarentena técnica" para poder trabalhar na Ferrari.

Tudo muito terrível, não? Não! Repare que usei "poderiam" em todas as sentenças... Antes que decretemos que esse será um ano ruim para a equipe inglesa, vamos lembrar que todas as vezes que a equipe enfrentou dificuldades (perda da Honda, saída de Senna, parceria fracassada com Peugeot, saída de Newey, etc), mais cedo ou mais tarde ela reagiu e venceu, isso porque seus donos (Mansur e Ron) são muito afinados e podres de ricos e se realmente quisessem que esses técnicos ficassem, cobririam as ofertas da Ferrari. O que são mais algumas centenas de milhares de dólares por ano pra quem tem centenas de milhões? "Então poque os liberou?" Porque a Inglaterra é o grande celeiro dos engenheiros da F1 e certamente a McLaren pensa ter gente no mínimo tão capacitada quanto os que se vão para substituí-los, e deve estar certa.

A McLaren estará viva, vivíssima, nesse campeonato, o que será ótimo para o espetáculo que é um mundial de F1 com pelo menos 3 equipes disputando vitórias.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Veja os patrocinadores que Senna trouxe à Williams

Além de trazer "sangue novo" e um sobrenome familiar a muitos engenheiros e mecânicos que trabalham na Williams desde os tempos de seu tio Ayrton, Bruno Senna também trouxe vitais patrocinadores ajudarão a equipe a  fechar o orçamento desse ano (cerca de 30 milhões de dólares, pelo que especulam), já que as tentativas de fechar um grande patrocinador no Qatar pelo visto não foi adiante.

Podemos ver em destaque na camisa de Bruno os novos patrocínios que ele trouxe (sem que isso diminua seus méritos como piloto, mas foram vitais para que ele tivesse uma vaga na F1): a empresa de telefonia brasileira Embratel (1), de propriedade do bilionário mexicano Carlos Slim, que já patrocina a Sauber com uma outra empresa de telefonia, a Claro.

Mais ao lado vemos o nome da famosa fabricante de lâminas de barbear Gillete (2). A seguir vê-se na área dos ombros o logotipo da petroleira OGX (3) de Eike Batista, que já havia adiantado pelo Twitter que o piloto fecharia contrato com a equipe inglesa e me disse que não haveria conflitos com a também petroleira PDVSA que apóia Pastor Maldonado.

Essas 3 empresas já apoiavam Bruno nos tempos que ele correu a segunda metade da temporada passada pela Renault (hoje Lotus). A próxima marca é chute meu: A marca de shampoo Heads & Shoulders (4) também deve ter vindo com Senna, visto que assim como as outras 3 marcas não estava lá no ano passado, é da mesma dona da Gillete (a Procter & Gamble) e Maldonado é careca... Por fim a marca da empresa brasileira MRV Engenharia (5) na outra manga da camisa. Boa sorte ao Bruno, que há de pegar um carro bem melhor que a carroça produzida pela Williams no ano passado.