sábado, 15 de outubro de 2011

GP da Coreia do Sul - Classificação e breve análise

E Hamilton foi lá e fez. Muito bacana a pole dele que, espero, se transforme em vitória e transforme o sorumbático piloto naquele empolgado garoto de 2007 a 2009. Na classificação de hoje as pequenas surpresas para mim foram não ver Button fechar a primeira fila com Hamilton, pois a McLaren parecia superior e ver Massa a frente de Alonso, pois este abortou sua última volta rápida, provavelmente quando viu já no seu primeiro setor que não superaria o brasileiro. Resta ver se amanhã o brasileiro também termina à frente do espanhol, o que não aconteceu em condições similares no GP do Japão último.

Bruno Senna não conseguiu fazer frente a seu companheiro Vitaly Petrov, disse que a falta de quilometragem nessa pista com um carro bom pesou contra. É sim um argumento verdadeiro e não tiro sua razão, mas daqui pra frente ele tem que correr atrás do prejuízo, pois em tese essa diferença de experiência dos dois vai se repetir em todas as pistas até o final do ano e não é bom pra ele ficar por baixo.

Barrichello, Maldonado e a Williams tentaram uma estratégia ousada de poupar pneus e tentar sair só no fim do treino. Com o carro ruim que dispõem as chances de encaixar uma volta suficientemente rápida de prima eram exíguas e a possibilidade de um dos dois ser eliminado no Q1 eram grandes e dessa vez coube ao brasileiro ser eliminado. Ao menos Barrichello terá um invejável estoque de pneus novos para a corrida de amanhã, que deverá ser com pista seca.

De resto palmas ao bom ritmo das Force Índia, que passaram para o Q3, e para as Toro Rosso, que ficaram bem no grid. As notas negativas vão para Schumacher, que tentou a mesma estratégia da Williams para o Q2 e largará da 12º posição e para Sérgio Perez, de quem esperava mais que um 17º lugar.

Veja o grid de largada da corrida desse domingo (a largada será às 4 da manhã na TV Globo, com o horário de verão já em vigor):

Q1
1º. Lewis Hamilton (McLaren), 1min35s820
2º. Sebastian Vettel (Red Bull), 1min36s042
3º. Jenson Button (McLaren), 1min36s126
4º. Mark Webber (Red Bull), 1min36s468
5º. Felipe Massa (Ferrari), 1min36s831
6º. Fernando Alonso (Ferrari), 1min36s980
7º. Nico Rosberg (Mercedes), 1min37s754
8º. Vitaly Petrov (Lotus Renault), 1min38s124
9º. Paul di Resta (Force India), sem tempo
10º. Adrian Sutil (Force India), sem tempo
Q2
11º. Jaime Alguersuari (Toro Rosso), 1min38s315
12º. Michael Schumacher (Mercedes), 1min38s354
13º. Sebastien Buemi (Toro Rosso), 1min38s508
14º. Kamui Kobayashi (Sauber), 1min38s775
15º. Bruno Senna (Renault), 1min38s791
16º. Pastor Maldonado (Williams), 1min39s189
17º. Sergio Pérez (Sauber), 1min39s443
Q3
18º. Rubens Barrichello (Williams), 1min39s538
19º. Heikki Kovalainen (Lotus), 1min40s522
20º. Jarno Trulli (Lotus), 1min41s101
21º. Timo Glock (Virgin), 1min42s091
22º. Jérôme D'Ambrosio (Virgin), 1min43s483
23º. Vitantonio Liuzzi (Hispania), 1min43s758
24º. Daniel Ricciardo (Hispania), sem tempo


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Barrichello ganha capacete de Vettel

"Presentaço que ganhei hoje. Faltava este capacete pra minha coleção". Com essas palavras Rubens Barrichello contou aos seus seguidores no Twitter que ganhou um presente especial do Bicampeão Sebastian Vettel: seu capacete de corrida.

Barrichello já tem mais de 20 capacetes de outros pilotos, além de outros tantos dele mesmo com pinturas comemorativas que usou ao longo dos mais de 30 anos de carreira.

Veja as fotos do capacete de Vettel (com dedicatória logo acima da viseira) e de parte da coleção particular de Barrichello, que ele mesmo postou hoje e repare que nno seu acervo, além de capacetes, ha um volante da Stewart e uma réplica dos tempos de Ferrari etc: 


Clique nas imagens para ampliá-las

Veja a asa que a Ferrari usará em 2012

Com o disse (e outros também), a Ferrari testou nessa sexta a asa que pretende usar no carro de 2012 (ou ao menos o conceito dela. Veja e compare-a com a asa tradicional dessa temporada: a nova tem apenas dois elementos principais mas tem um corte na asa inferior, conferindo a ela um efeito distinto da asa dupla simples mas sem todos os efeitos da asa tripla que vem sendo usada atualmente. Além disso os apêndices aerodinâmicos (pequenas asas acima das principais) também foram redesenhadas, assim como as laterais que estão aparentemente mais simples. (Clique na imagem para ampliá-la)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A nova asa dianteira da Sauber

Sauber estreou na fase asiática (mas não em Cingapura, e sim Japão) uma asa dianteira com desenho completamente novo. Ao invés de uma mudança numa aletinha alí ou num elementozinho acolá: nessa asa dianteira tudo é novo, dos elementos principais aos apêndices aerodinâmicos, passando até para o formato da asa-base que se estende por quase toda a largura da peça. Parece que ela já deu seus resultados, com Kobayashi largando em 7º e Sérgio Perez chegando em 8º, ambos com uma tática de parar nos boxes uma vez a menos que seus rivais, mostrando que a Sauber continua boa em poupar pneus.  Clique na imagem para ampliá-la
 

Programa José Inácio Falou de 12/10/2011

Nesse programa mais longo, tivemos a companhia do meu iPhone, falamos do GP do Japão, alguma coisa sobre a Coreia (esqueci!), respondi a muitas perguntas e dei as mais novas notícias da Formula 1. Além disso fiz uma "Câmera da Verdade" sobre Rafinha Bastos e o patrulhamento moralista.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

GP da Coreia do Sul - Programação, horários e LINKS



Quinta-feira 
22hs-23:30hs, 1º treino livre (SporTV)

Sexta-feira
2hs-3:30hs, 2º treino livre
(SporTV)
23hs-00:00
3º treino livre (SporTV)

Sábado
2h-3h, treino oficial - Classificação (Rede Globo)
9h - treino oficial - REPRISE - (SporTV)

Domingo
4h, Corrida - 55 voltas (Rede Globo)
16h - Corrida - 55 voltas - REPRISE - (SporTV)
COMENTAREI OS TREINOS E A CORRIDA NO MEU TWITTER, @inacio1

LINKS PARA ASSISITIR NO COMPUTADOR - É só clicar, esperar um pouco e fechar as chatas propagandas que aparecem bem no meio da bendita tela da "TV" (os botões de fechar ficam "disfarçados"):


LINK 1


LINK 2

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Hamilton perdido

Todos devem ter a mesma pergunta quando pensam em Lewis Hamilton: O que acontece com o piloto britânico? Como se sabe, ele tem muito talento, muito mesmo, sabendo extrair toda a velocidade de um carro, mesmo que as vezes à custa de um maior consumo de pneus. Além disso ele sempre foi muito agressivo nas disputas de posições na pista, não exitando em dividir uma freada ou mesmo "trocar tinta" com o adversário se acreditasse que a ultrapassagem fosse possível.

Em 2011 entretanto Lewis Hamilton parece ter perdido a mão na dosagem de seu arrojo e protagonizou a maioria dos acidentes entre carros nos GP´s (ok, Schumacher também deu lá sua contribuição, mas foi menor), e na sua lista de vítimas estão Button, Kobayashi, Maldonado e principalmente Felipe Massa, que parece ter seu carro magnetizado pelo de Hamilton.

Não vamos aqui nos perder analisando a culpabilidade do inglês (olha o termo jurídico dos tempos de advocacia sendo útil de novo!), que parece ser claramente o causador da maioria dos incidentes em que se envolveu. Pensemos porquê deles serem tão numerosos e porque ele não tem conseguido evitá-los.

Um dos fatores que vejo é sua insatisfação por não dispor de um equipamento vencedor como nos tempos de 2007 e 2008. Essa é a terceira temporada consecutiva em que a McLaren não tem o melhor carro e começa o ano por baixo, correndo atrás do prejuízo, e por mais que sempre consiga recuperar algum terreno, não disputa o título com chances reais.

Hamilton, mais que o já maduro e mais seguro Button, não parece se conformar com isso e tenta extrair no braço o que o carro não tem e sobretudo nas corridas deixa seu ímpeto cegar-lhe a visão da realidade não antevendo que baterá logo mais e que isso é evitável se ele adiar sua tentativa por apenas mais duas curvas ou uma volta no máximo. Além disso não percebe que se for mais "na manha" provavelmente pouparia mais seus pneus.

Outro fator que pode influenciar seu mau momento é sua vida pessoal que passou a ser menos ligado à pistas e mais à popstars do showbizz musical a partir do momento que passou a namorar a "Pussycat Girl" Nicole Scherzinger e ter sua carreira administrada não mais pelo seu pai mas pelo empresário de celebridades Simon Fuller. Desde então nomes da musica passaram a ser sua companhias mais do que pessoas ligadas ao universo do qual deveria estar envolvido, o automobilismo. A presença desses nomes é tamanha que Ron Dennis teria expulsado a cantora Rihanna do box da McLaren no GP do Canadá.
Junte portanto a insatisfação de Hamilton com um equipamento que nunca nasce realmente competitivo, some o fato de sua mente estar dispersa em pensamentos do showbizz, adicione um empresário que não é da área e aparentemente ausente (segundo o pai de Hamilton) e ainda acrescente um companheiro de equipe eficiente, que cativa a equipe e com maior experiência e frieza em visualizar uma corrida e o resultado será o Hamilton volátil que estamos vendo.

Tudo isso explica totalmente a maré ruim de Hamilton? Não, mas certamente ajudam a traçar um retrato mais realista das possíveis razões que levaram o campeão de 2008 à atual lamentável situação.

Resta torcer para que as pessoas que o cercam consigam reconduzir Hamilton ao caminho do equilíbrio psicológico perdido, mas para isso ele tem que perceber que precisa mudar, fazer uma correção de rota. Quando (e se) isso acontecer, tenho certeza que teremos ótimos espetáculos novamente e possivelmente novos títulos se o equipamento permitir.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Números enganosos

Hoje selecionei os tempos de voltas de Michael Schumacher e Nico Rosberg, pilotos da Mercedes GP para mostrar como o simples acesso aos números pode levar a conclusões erradas se não houver a correta interpretação deles.

Segundo os números acima, Schumacher fez a melhor corrida entre os dois, até porque chegou em 6º, à frente inclusive de uma Ferrari, carro mais rápido que o seu, e Rosberg em 10º, atrás de carros como Renault e Sauber, em tese mais lentos que sua Mercedes.

Entretanto, devido a problemas mecânicos na classificação Rosberg largou lá do 23º lugar e numa corrida com apenas um abandono teve que negociar ultrapassagens com mais de uma dezena de carros para chegar onde chegou, o que compromete e muito o ritmo de voltas de qualquer piloto, até porque quanto mais pra frente chegava, melhores eram os carros que enfrentava.

Não quero com isso diminuir a corrida em ritmo forte que Schumacher fez, mas se prestarmos bem atenção veremos que Rosberg fez um trabalho notável com o equipamento que dispunha saindo da última fila e os números frios dos tempos de volta na tabela acima não refletem essa realidade.

Por isso deve-se olhar a corrida com mais distanciamento do que emoção: para entender a dinâmica da corrida de cada piloto, evitando assim julgamentos iniciais tendenciosos e errados por não refletir com a necessária friezaos sobre os dados disponíveis (tempos de voltas, entrevistas dos pilotos, equipes etc)