sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nova McLaren - Imagens e análise


No novo modelo que Lewis Hamilton e Jenson Button vão pilotar, além do grande entre-eixos o que mais chama atenção são as entradas de ar em forma de "L" nas laterais, criando uma grande área desobstruída junto ao corpo do carro visando um maior fluxo de ar para a asa traseira inferior do carro na busca da maior pressão aerodinâmica perdida com a proibição dos difusores duplos. Outra singularidade do MP4/26 é uma entrada de ar "auxiliar" atrás da entrada superior principal, um conceito já explorado pela Williams em 2009 e 2010 (veja foto ao lado comparando as duas) ligeiramente ampliado nesse carro. Na sua parte da frente nada chama muito a atenção, pois o bico e asa dianteira permanecem com formatos parecidos com o visto no fim da temporada passada. A asa dianteira em si, assim como em todas as equipes quando apresentaram seus modelos novos, não há de ser definitiva, devendo sofrer alterações no seu desenho até a estreia no GP do Bahrein devido aos resultados obtidos nos testes coletivos (quinta-feira que vem já recomeçam, em Jerez).

Quanto à suspensão traseira, como as imagens não são muito claras, parecem ser tipo "pull-rod" que ocupam menos espaço (se não for, modifico o texto e aviso) e o escapamento, algo que vem sendo alvo de atenção dos projetistas, também será diferente dos demais carros no grid até agora: embora a imagem mostre-o saindo num lugar "normal" na parte de baixo atrás do motor, ele é falso, foi alocado ali para confundir os incautos. O escapamento definitivo só será conhecido (e escondido) nas pistas, com muito custo (será algo no estilo da Renault?). Outra peculiaridade é uma saída de ar no centro do fim carro, uma saída central única (ver quadrado amarelo na foto abaixo) que parece despejar o fluxo de ar vindo da "entrada de as superior secundária" na parte central da asa traseira inferior, após ele passar por um pequeno radiador de resfriamento (será do KERS?) para aumentar o fluxo de ar (ver última foto).

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Balanço de fim dos testes - Números

Testes em Valência - Tempos combinados dos 3 dias (1,2 e 3 de Fevereiro de 2011). As equipes marcadas com um asterisco(*) ao lado utilizaram seus carros 2010 nos testes, que são mais rápidos e confiáveis, uma vez que já foram exaustivamente testados e aprimorados ao longo de todo o ano passado e não tem que perder tempo entendendo o Kers,  a asa móvel, etc, além de contar com a ajuda do difusor duplo, banido nesse ano e que dá mais aderência a esses carros.

O numero para se prestar atenção é o do total de voltas completadas pelas equipes que já correm com os carros 2011, pois significa que são os mais resistentes e que coletaram mais dados até agora. Esse grupo é liderado por Ferrari, Williams, Red Bull e Renault :

Pos.    Piloto                       Equipe                 Tempo          Voltas
1°. Robert Kubica                 Renault                  1:13,144         199
2°. Adrian Sutil                     Force India*           1:13,201         117
3°. Fernando Alonso             Ferrari                   1:13,307         206
4°. Jenson Button                  McLaren*             1:13,553         105
5°. Sebastian Vettel               Red Bull                1:13,614         136
6°. Paul di Resta                    Force India*         1:13,844         139
7°. Mark Webber                  Red Bull               1:13,936         122
8°. Nico Hulkenberg              Force India*          1:13,938          71
9°. Felipe Massa                  Ferrari                1:14,017           80
10°. Timo Glock                    Marussia Virgin*  1:14,207         148
11°. Gary Paffett                    McLaren*           1:14,292           91
12°. Pastor Maldonado          Williams              1:14,299          130
13°. Lewis Hamilton               McLaren             1:14,353          83
14°. Sérgio Perez                   Sauber                 1:14,469          146
15°. Michael Schumacher       Mercedes            1:14,537          125
16°. Nico Rosberg                 Mercedes            1:14,645            78
17°. Sébastien Buemi             Toro Rosso         1:14,801           119
18°. Kamui Kobayashi           Sauber                1:15,621            68
19°. Jérome D'Ambrosio       Marussia Virgin*  1:16,003            71
20°. Rubens Barrichello      Williams            1:16,023           128
21°. Vitaly Petrov                  Renault                1:16,351            28
22°. Jaime Alguersuari           Toro Rosso         1:16,474            84
23°. Narain Karthikeyan        Hispania*             1:16,535           188
24°. Heikki Kovalainen          Lotus                  1:20,649           15
25°. Jarno Trulli                     Lotus                   Sem tempo       38

Voltas completadas por equipes:

1°. Force India*         327
2°. Ferrari                286
3°. McLaren*             279
4°. Williams             258
5°. Red Bull               258
6°. Renault                 227
7°. Marussia Virgin*   219
8°. Sauber                 214
9°. Toro Rosso          203
10°. Mercedes           203
11°. Hispania*           188
12°. Lotus                   53

Nova Red Bull - Imagens e análise

O novo carro da Red Bull, o RB7, é uma clara evolução do mesmo carro que ganhou o titulo do ano passado, que por sua vez já era uma evolução do rápido RB5 de 2009. Se o carro de 2010 já era notoriamente o mais rápido do grid, seu maior problema era a pouca resitência, apresentando ora problemas no motor, ora nos freios, ora sistema hidráulico, o que combinado com um certa inconstância de seus pilotos (Vettel nos primeiros 2/3 do campeonato e Webber no 1/3 final) postergou o título de pilotos até a última etapa, quando estavam inclusive atrás do marcador e com o de construtores assegurado.


Para evitar surpresas na confiabilidade de seu carro, a Red Bull disse que correu contra o relógio para aprontar o modelo para os testes inicias em Valência, e conseguiu. Desde sua estreia o carro não apresentou nenhum problema técnico (aparente, pelo menos) e de quebra (!) sempre esteve entre os mais rápidos na folha de tempos (liderou com Vettel no primeiro dia), mostrando que aparentemente começaram o ano num patamar mais sólido do que o ano anterior.

O motor, à exemplo de 2010, continua sendo fornecido pela francesa Renault, assim como o KERS. Os sistemas hidráulicos e câmbio são desenvolvidos pela própria equipe (que os fornece à Lotus também).

Externamente o carro tem os mesmos ingredientes do modelo anterior: bico alto, achatado e largo, traseira diminuta e compacta, suspensão tipo pull-rod, que ocupa menos espaço, barbatana de tubarão no limite do regulamento, não mais se prolongando até a asa traseira e - aí entre uma diferença importante - um sistema de escapamento que joga os gases quente diretamente no assoalho, através de um duto no fim do assoalho (veja nas imagens 3 e 5) que não estava lá quando da apresentação do carro (4).

Se essa solução não é radical como a da Renault, pode ser entendida como mais simples também. Alguns já especulam se esses escapamentos teriam uma bifurcação no assoalho, mas já afasto essa possibilidade uma vez que o regulamento da FIA é taxativo que só podem haver 2 saídas de escape.

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Carro de Massa pega fogo, veja

Hoje pela manhã enquanto dava suas primeira voltas nos testes coletivos a bordo da Ferrari F150, Felipe Massa enfrentou problemas no motor e teve seu carro parcialmente incendiado. Com isso ele a Ferrari demoraram algumas horas para localizar e corrigir o problema, devolvendo o carro em condições de correr novamente e voltar aos testes somente no fim do dia lá pelas 14:36hs (11:360hs daqui), faltando pouco menos de 2 e meia horas para o término das atividades dessa semana.

Não custa lembrar que Massa só testou o carro hoje, com Alonso tendo pilotado o carro nos 2 primeiros dias. Em termos de quilometragem certamente não é o melhor cenário para o brasileiro, mas por outro lado não é nada que vá influenciar dramaticamente no desenvolvimento do carro para o seu estilo de pilotagem. Veja as imagens:
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Tempos Finais dos testes da F1

Esses são os tempos finais dos carros/pilotos que testaram HOJE em Valência.
1  KubicaRenault 1m13.144s
2  SutilForce India 1m13.201s  +0.057
3  ButtonMcLaren 1m13.553s  +0.409
4  WebberRed Bull 1m13.936s  +0.792
5  MassaFerrari 1m14.017s  +0.873
6  GlockVirgin 1m14.207s  +1.063
7  MaldonadoWilliams 1m14.299s  +1.155
8  PerezSauber 1m14.469s  +1.325
9  SchumacherMercedes 1m14.537s  +1.393
10  BuemiToro Rosso 1m14.801s  +1.657
11  KarthikeyanHRT 1m16.535s  +3.391

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nova Toro Rosso - Imagens e análise

A equipe Toro Rosso tem uma missão inglória: Ser competitiva sem gastar dinehiro, porque seu dono prioriza a equipe principal Red Bull com pilotos, engenheiros e orçamento melhores. Ainda assim ela deve ser competitiva o suficiente para dar a seus pilotos, aspirantes a ascender à Red Bull, condições de mostrar velocidade e talento.

E com essa missão que a Toro Rosso trouxe para esse ano um modelo mais ousado (mas nem por isso bombástico) que o seu predecessor. Teoricamente esse é um carro completamente desenvolvido lá, sem nenhuma colaboração da matriz Red Bull, algo que duvido um pouco, pois há soluções parecidas. Ainda assim é notório que o STR6 guarda menos semelhanças com o RB7 do que o STR5 com o RB6.

Uma da grande, senão a maior, diferença externa está nas entradas de ar laterais. Enquanto o desenho da Red Bull e quase todas as outras tem uma reentrância embaixo da abertura dianteira que se alarga até encontrar a largura total do carro, na Toro Rosso essa reentrância profunda se estende por todo o comprimento do carro até a traseira, criando dois grandes corredores de ar sob as laterais do modelo, conferindo um maior fluxo direto de ar até a traseira do carro. Se o efeito será tão bom quanto planejam, o tempo dirá, mas não nos esqueçamos que erguer tudo aquilo que ficaria encostado no assoalho tem um preço: Elevar o centro de gravidade, o que pode comprometer o equilíbrio do carro.

Além disso o resto do carro não trás nada de novidade. O bico é parecido com o do ano anterior, mas sem aqueles veios elevados nas extremidades de cima que formavam um discreto "U" quando olhado de frente, a entrada de ar superior é parecida com a do ano anterior, apenas um pouco mais alongada.

Mecânicamente a Toro Rosso continua utilizando motores e câmbio comprados da Ferrari. Esse ano o KERS também é comprado da Ferrari. A suspensão traseira é do tipo "pull-rod" como muitas outras equipes, por ser menor e portanto atrapalhar menos o fluxo de ar na traseira e os escapamentos estão com suas saídas dispostas sobre o assoalho, exatamente embaixo da letra "J" da grafada na foto acima.
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Nova Lotus - Imagens e análise

Com a missão de ser 8ª colocada no campeonato de construtores desse ano, o "Team Lotus" chefiado por Tony Fernandes e (pela qual vou me referir apenas por "Lotus" até o fim da disputa Jurídica entre ela e a Renault), lançou o seu carro à pista publicamente pela primeira vez no segundo dia de testes coletivos.

O carro de 2011 que será guiado por Heikki Kovalainen e Jarno Trulli certamente é mais ousado e avançado que o de 2010, quando estrearam na F1. Percebe-se claramente no Modelo T128 um desenho mais refinado em seu bico, mas fino, nas entradas de ar laterais, mais esguias e trabalhadas na sua curvatura (ano passado eram mais "quadradas"). A entrada de ar superior, no entanto, é o que mais chama atenção. Ela utiliza praticamente o mesmo desenho que a Mercedes usou no ano passado e que havia sido proibido para 2011.

Segundo a FIA esse modelo de "Santo Antonio" do carro, que deveria proteger a cabeça do piloto de ser esmagada em uma capotagem poderia afundar com facilidade na terra, brita ou qualquer superfície mais mole, deixando portanto a cabeça do piloto vulnerável. Percebe-se nesse sentido que o pilar central dessa proteção é mais grossa que o utilizado por sua "matriz criativa", Mercedes, mas se essa sutil diferença vai ser suficiente para para não ter problemas com a FIA, teremos que esperar.

Quanto às suspensões, nenhum grande segredo: A dianteira é tradicional, com seus pontos de fixação com uma montagem mais elevada e na traseira usam o sistema "pull-rods", mais compacto, de centro de gravidade mais baixo e com menor arrasto aerodinâmico, como às da Red Bull. Aliás, a opção por essa geometria não é exatamente uma surpresa uma vez que utilizam o mesmo motor (Renault) e tanto o seu câmbio como o sistema hidráulico são fornecidos pela equipe de Vettel e Webber.

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Tempos dos testes da F1 (final)

Eis os tempos finais dos testes da F1 de hoje:

1  AlonsoFerrari 1m13.307s
2  VettelRed Bull 1m13.614s  +0.307
3  Di RestaForce India 1m13.844s  +0.537
4  HamiltonMcLaren 1m14.353s  +1.046
5  KubicaRenault 1m14.412s  +1.105
6  KarthikeyanHRT 1m14.472s  +1.165
7  RosbergMercedes 1m14.645s  +1.338
8  GlockVirgin 1m15.408s  +2.101
9  BarrichelloWilliams 1m16.023s  +2.716
10  PerezSauber 1m16.198s  +2.891
11  MaldonadoWilliams 1m16.266s  +2.959
12  BuemiToro Rosso 1m16.359s  +3.052
13  AlguersuariToro Rosso 1m16.474s  +3.167
14  WebberRed Bull 1m17.365s  +4.058
15  KovalainenLotus 1m20.649s  +7.342