sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Williams em Caracas

Conforme contei antes de todos os sites brasileiros no meu Twitter em Novembro, a Williams anunciou ontem que vai realizar no próximo dia 14 um grande "Road Show" que havia sido programado inicialmente para o fim de 2010 mas que foi adiado devido as torrenciais chuvas que abateram a capital Venezuelana.

Agora confirmado para a próxima sexta-feira, o evento que marcará estreia oficial de Pastor Maldonado p-ela equipe depois que foi confirmado como titular para esse ano se dará no entorno de um dos mais importantes monumentos do país, "Los Proceres". Além do passeio de Maldonado com o carro do ano passado por lá ainda é a esperada a presença do Presidente e seu financiador Hugo Chavez e milhares de pessoas para assistir o evento.

Será interessante ver se o piloto já ostentará no macacão os novos patrocinadores da Williams desse ano, e se o carro do evento manterá a pintura original usada em 2010.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Raio X Ferrari 1990

Mais uma vez, agora sob outro ângulo, voltamos ao modelo 641 que quase deu o título a Alain Prost em 1990, não tivesse Senna acertado-lhe a traseira em Suzuka naquele ano como "retribuição" pela trancada que recebera na mesma pista no ano anterior. Quer dizer, quase deu em termos pois sem essa batida ele poderia ter continuado na disputa, mas como estava um pouco atrás na pontuação, não necessariamente quer dizer que o francês ganharia.

O carro equipado com um motor 3.5 V12 ganhou 6 corridas naquele ano, 5 com Prost e 1 com Nigel Mansell. Nesse ano a grande batalha foi tornar o câmbio automatizado (o pioneiro da Formula 1) desse carro confíavel e o clima dentro da equipe mais unido. Unido em torno dele, tanto que Mansell saiu brigado de lá por ver que Prost mandava em tudo e voltou para a Williams, onde se daria melhor no fim de 1991 e ganharia o título em 1992.

Essa Ferrari era uma evolução do novo projetista de Maranello, Steve Nichols sobre o modelo 640 de 1989, este projetado pelo "Adrian Newey da época", John Barnard. Tinha como grande trunfo a maior resistência mecânica do que o seu predecessor, que já era rápido e assim manteve-se neste ano.

Clique nas imagens para ampliá-las e estudá-las!

Mark Webber rebolando

Nesses tempos de marasmo de F1, recebi por e-mail no fim de semana esse video gravado em setembro, onde o piloto autraliano Mark Webber "é flagrado" rebolando em um daqueles jogos de simulador de dança, tudo no melhor estilo Suplicy de ser, vejam:



Atualizado: Vi que em outros sites também ja colocaram o vídeo. Só comprova como as pessoas gostam de ver os outros passando vergonha.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Roberto Carlos entrevista Ayrton Senna

Vasculhando pelo You Tube, encontrei esse precioso vídeo. Alguns de vocês já podem ter visto, afinal ele não é novidade e ja deve estar circulando pela internet ha algum tempo, mas não deixa de ser interessante:

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Porque a Force Índia não divulga seus pilotos

Interessante essa demora da Force Índia em divulgar os nomes de seus pilotos.

Hoje veio-me a notícia que Willy Weber, empresário de Hulkenberg ainda não garante que seu piloto vá ser realmente o piloto reserva da equipe indiana pois ainda estariam negociando com outras equipes. As alternativas para Hulk seriam correr na Hispânia, se ele levasse muito dinheiro para lá (e se a equipe realmente correr esse ano) ou ser reserva em alguma outra equipe além da própria Force-Índia.

Mas isso não é razão para o time de Vijay Mallya posterga tanto o anuncio de seus pilotos. Essa razão tem nome: Vitantonio Liuzzi. Segundo o jornalista inglês J. Saward que cobre a F1, como Liuzzi não teve um desempenho péssimo a ponto de justificar aos olhos de uma corte arbitral uma rescisão por falta de desempenho, Vijay estaria tentando convencer Liuzzi a abdicar de sua vaga na equipe em favor de Paul di Resta de maneira pacífica. Isso porque a equipe já vem tendo vários reveses nos tribunais, perdendo batalhas jurídicas para ex-patrocinadores, ex-pilotos e assim correndo o risco de perder a credibilidade junto às instituições que gerem a F1 e analisam suas pendegas legais. Para isso o dono da equipe estaria oferecendo uma quantidade ainda maior de dinheiro que a multa contratual de rescisão lhe daria, para que não houvesse litígio nos tribunais nem mais desgaste à imagem do time e de seu dono. Só que para Liuzzi receber um saco de dinheiro e não correr em 2011 não é um negócio vantajoso pois suas chances de voltar a um cockpit de F1 seriam muito remotas no futuro, seja por seus resultados não-tão-grandiosos, seja porque não tem um grande patrocinador para bancá-lo no futuro.

Ora, então Liuzzi poderia usar esse dinheiro que receberia a mais para comprar sua vaga na Hispânia, onde sua experiência e o dinheiro da Force Índia seriam muito bem vindos, pensará alguém. Mas para Liuzzi, e com toda a razão, não compensa. Correr nessa equipe (que nem sabemos se realmente alinhará e com que carro) colocaria os pregos que faltam no caixão de sua carreira.

Desse modo a negociação com Liuzzi ganhará ainda mais alguns capítulos silenciosos e somente depois de resolvido teremos o anuncio de quem vai pilotar para a equipe esse ano.

A ver.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Force-Índia bate o martelo, resta ser reserva

Leio que o Jornal suíço "Blick" cravou Adrian Sutil e Paul di Resta como sendo os pilotos titulares da Force-Índia esse ano. Será um "line up" 50% Alemão 50% Escocês para a escuderia Indiana. Aparentemente conseguiram se livrar do contrato que Liuzzi teria garantindo assento esse ano. Sutil ficar já era até previsível, pois ele tem 3 temporadas de experiência, é rápido e trás 2 milhões no bolso.

A outra vaga entretanto era disputada pelo trio Ítalo-Germânico-Escocês: O italiano Vitantonio Liuzzi, que tinha contrato válido para esse ano e mostrou-se um grande piloto nas categorias de base mas que nunca realmente confirmou isso na F1 e pelos alemães Nico Hulkenberg, promessa alemã que depois de uma estreia fraca reagiu e teve um bom primeiro ano na Williams mas foi dispensado em favor do talento de "Pa$tor" Maldonado e Paul di Resta, atual e rápido piloto de testes da equipe e protegido da Mercedes, por quem foi campeão da DTM em 2010.

Ao que tudo indica a Force-Índia escolheu di Resta com base em seu potencial e no desconto que obteriam nos pagamentos pelos motores Mercedes-Benz com que correm. Esse desconto pode ter sido bem vindo, por exemplo, para pagar a multa contratual do italiano.

Mas o que mais me chama atenção é que Hulkenberg seria o piloto reserva da equipe. O rápido Hulk mero piloto reserva? E de uma equipe média? Hum... Isso reforça como as coisas estão feias para pilotos sem dinheiro na F1. Isso também serve para mostrar como a luta silenciosa de vários pilotos como Lucas di Grassi e Bruno Senna para conseguir uma simples vaga de piloto reserva numa equipe boa é mais encarniçada do que muitos pensam, mesmo estando essa função praticamente sem uso e com pouco futuro na F1 sem testes da atualidade.

Raio X Williams-Renault 1997

Último carro projetado por Adrian Newey na Williams, não por acaso foi o último carro da equipe a vencer o campeonato de construtores e pilotos em 1997. Quando o ano começo o projetista já não trabalhava mais na fábrica e recebia para ficar em casa enquanto os advogados da Williams e da McLaren se degladiavam acerca da data exata do término do contrato que o impedia de já trabalhar para Ron Dennis. Em agosto Adrian foi finalmente para a McLaren, que seria campeão com folgas no ano seguinte.

Sobre o FW19, ele era uma nítida evolução do FW18 que acabara de ser campeão com o dispensado Damon Hill. Apesar da Renault ter avisado que deixaria a F1 no final desse ano, as evoluções do motor 3.0 V10 RS9/RS9A e RS9B não diminuíram e permaneceram competitivas e atualizadas até o último GP, sendo 14mm mais baixo e 11 quilos mais leve que os motores utilizados em 1996. O novo carro também tinha agora um cambio mais compacto e sistema de refrigeração revisto, isso sem falar nas modificações realizadas durante o ano nos braços de suspensão que precisaram ser fortalecidos para aguentar freios cada vez mais fortes e pequenas modificações na asa dianteira. Além disso introduziram um sistema eletrônico de balanceamento de frenagem, previsto para estrear apenas em 1998 mas que teve uma versão mais simplificada usada a partir do GP de Monza.

O carro sofria entretanto, de uma tendência de baixar de frente nas frenagens que atrapalhou um pouco seus pilotos, sobretudo em condições de pista molhada onde o ajuste do carro tinha que ser "amolecido", facilitando ainda mais essa tendência, mas nada que impedisse a equipe de conquistar seu 9º título de construtores e ver seus piloto Jacques Villeneuve Campeão Mundial de Pilotos daquele ano e Heinz-Harald Frentzen 3º colocado.

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Raio X Copersucar

Hoje, domingo, dia de pensar no trânsito da estrada deja porque vai enfrentá-lo seja porque não precisará passar por essa tarefa herculea e esta rindo a toa, lanço-lhes um desafio!

Esse Raio-X é do Fittipaldi-Copersucar de F1. Certo, não precisa ser um gênio para deduzir isso olhando o desenho... Mas essa equipe correu em 8 temporadas, de 1975 à 1982. De que ano é o carro acima? Quais os dados técnicos dele? Só dou uma dica: Não é o carro da estréia, mas é dos primeiros anos.

Clique na imagem para ampliá-la e estudá-la melhor.

Fica o desafio!