terça-feira, 27 de julho de 2010

Red Bull e sua asa dianteira flexivel

Outro assunto que foi polêmico no GP da Alemanha seria a asa dianteira da Ferrari e sobretudo Red-Bull que seriam flexíveis sob grande velocidade, mas que no final da corrida foram liberados por passarem nos testes da FIA e estarem dentro das especificações mínimas de rigidez exigidas . Só que olhando para os testes pré-temporada encontramos evidencias que apontam que testaram sim a tal asa flexível. Talvez eles tenham conseguido fazê-la funcionar como o desejado e passar nos testes. Veja as imagens 1 e 2 e note como os testes para esse objetivo parecem de fato terem existido: (Clique nas imagens para ampliá-las)

 

Mais uma razão pra briga Webber x Vettel?

Analisando os carros da Red Bull que correram no GP de Silverstone e que deram aquela polêmica toda por causa do bico que só Vettel usou, repare que pode haver mais um componente que causou essa briga: Um duto frontal diferente para o alemão que passou desapercebido pela grande mídia. Veja que na imagem comparando os dois carros pelo mesmo ângulo, enquanto no carro de Webber atrás da câmera de TV superior ha uma superfície lisa e uniforme (1), no carro de Vettel é perceptível uma pequena entrada de ar (2), compare: (Clique na imagem para ampliá-la)
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Barrichello tira sarro dos outros pilotos - o outro lado

Independente de toda a polêmica da Ferrari, Barrichello ontem teve mais um dia de humor. Seu ex-companheiro de Brawn GP Jenson Button teve presença de espírito para usar a camiseta que recebeu de seu amigo brasileiro. Enquanto a camiseta que Barrichello usou mostrava a frase "Eu bati o Stig", a que ele deu a Hamilton, Webber e Button tinha os dizeres "Eu NÃO bati o Stig", Veja:

Ressaca do dia seguinte

Depois de todo o dissabor de ontem com a marmelada Ferrarista (também houve uma marmelada da Formula Indy, tirando a vitória merecida de Helio Castro Neves), já fico imaginando o descrédito que Felipe sofrerá a partir dessa semana.

Em suas declarações posteriores, Massa disse não temer a repercussão negativa entre os torcedores brasileiros, pois acredita que eles lembrarão do Massa guerreiro que disputou o título de 2008. Engana-se. Para alguns temas, povo é conhecido por ter memória curta (ao que os políticos agradecem), mas quando se trata de avacalhar, espezinhar e fazer piada, o povo tem memória afiada (ao que Barrichello lamenta).

Grande parcela brasileiros que assiste F1 não gosta realmente da corrida, gostam sim é de ver brasileiros ganhando, pois incutiram que o prazer da competição não está na competição em sí, nas maravilhas técnicas que aqueles pilotos são capazes, no máximo apuro aerodinâmico e mecânico aqueles carros representam na pista, os 24 melhores e mais caros carros do mundo. Isso se deve em parte parte ao bombardeio de algumas emissoras que vinculam diretamente a atratividade da competição a presença brasileiros no lugar mais alto do pódio, como se os demais pegas na pista fossem menos interessantes, arriscados ou meritórios. O brasileiros se acostumaram a Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e especialmente a Ayrton Senna, o mais mediático dos multicampeões brasileiros.

O problema é esse: O tempo passou, as circunstâncias mudaram, a Formula 1 mudou, mas os hábitos do brasileiro não mudaram, alimentados pela eterna esperança de um mega-piloto que ganha tudo contra todos, que peita seu chefes de equipe (mas o brasileiro que quer isso não peita o seu próprio chefe no escritório) e que não veio, pelo menos não do Brasil.

Essas expectativas que Massa frustrou. Expectativas tão enormes que seu talento não teria condições de corresponder, especialmente contra um rival que se mostrou mais poderoso dentro da própria equipe, Fernando Alonso. Massa obedeceu ordens sim podia ter peitado? Sim, mas ia se ferrar com a equipe, então aceitou e se ferrou com o Brasil.

Agora ele se encontra num limbo que já teve Barrichello como hóspede. Um passou a bandeira para o outro no ideário de fracasso nacional. Barrichello depois da polêmica austríaca de 2002 já mudou de equipe algumas vezes, ganhou corridas e hoje, se não tem o prestígio de antes junto ao brasileiros, ao menos recuperou parte de sua paz como piloto, talvez até por já não ser tão cobrado (a cobrança estava em Massa). Vamos ver como Felipe se recupera, como será seu futuro na Ferrari atualmente dominada por Alonso, se terá futuro nela ou assim como Rubens, só será feliz de novo numa nova equipe.

domingo, 25 de julho de 2010

Massa e a marmelada Ferrarista

Mais uma vez a Ferrari rasga a ética esportiva e dá, claramente, uma ordem para um piloto brasileiro deixar-se ultrapassar por um europeu badalado. Sai Barrichello e Schumacher, entra Massa e Alonso. O brasileiro, resignado e consciente de que pode ter sua vida muito dificultada pela equipe no futuro, aceita, mas o faz de maneira que todos vissem a presepada.

Com isso o público mundial da F1 e particularmente o brasileiro sofre um duro soco na cara, e a F1 perde ainda mais sua credibilidade e provavelmente audiência e possíveis parceiros comerciais.

Uma vergonha. Não tanto de Massa, que assim como Barrichello há 8 anos, apenas cumpriu ordens de sua empregadora (lembrem-se, ele é empregado), mas para a Ferrari que engendra essas jogadas sujas e a FIA que permite esse tipo de jogo podre. Para Alonso também poderia ser uma vergonha, uma vez que ele foi o beneficiário que não só sabia do esquema como também o queria e cobrava, mas como Alonso não tem a moral lá muito reta, então não sentirá vergonha alguma, é um legítimo Dick Vigarista.

Aliás, Schumacher ao menos deu o troféu de 1º a Barrichello e o colocou em seu lugar no pódio austríaco enquanto Alonso não se fez de rogado e fingiu ser meritória sua vitória, sorrindo e celebrando com maior desfaçatez.

Muitos falarão: Massa devia ter recusado, ou soltado os cachorros ao fim da prova, como Rubens Barrichello fez na Áustria. Não é bem assim. Hoje a F-1 não permite mais aqueles arroubos de 2002. Os contratos são ainda mais complexos e amarrados, exatamente já prevendo situações como essa com base no nessa experiência adquirida. Além disso, Massa é empregado da Ferrari, se comprar essa briga, será sabotado e caso resolva se demitir e rasgar o contrato recém assinado, além de ter que pagar uma multa milionária, todas as equipes relevantes que poderiam ser alternativas para ele já estão com seus pilotos definidos para o ano que vem, e não iriam querer contratar um piloto explosivo que não faz o que é melhor para a equipe.

É triste, mas a culpada é a FERRARI, com a conivência da FIA caso ela não faça nada.

Uma vergonha.

ATUALIZADO (13:02)

A FIA acaba de dar uma multa de 100 mil dólares para a Ferrari e vai mandar o caso para avaliação do Conselho Mundial do Esporte a Motor, que pode gerar alguma punição.

Não creio que o atual presidente da FIA, que deu ordem idêntica à Barrichello em 2002, vá ser muito duro nessa punição, se é que vai haver uma. Como curiosidade, há 8 anos a multa que a Ferrari recebeu pela marmelada na Áustria foi de 1 milhão de dólares. 

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sábado, 24 de julho de 2010

Domenicali dá nota 10 para talento de Alonso e 8,5 para Massa

Em um artigo informal para o jornal alemão Bild, os chefes das 4 equipes mais bem classificadas no campeonato da F1 foram convidados a dar notas sobre seus pilotos e acabaram revelando dados interessantes sobre os pilotos e como são vistos por seus chefes.

Na Red Bull entre outros itens avaliados, Mark Webber recebeu nota zero no quesito "ser playboy", o que já seria ruim, mas nem tanto comparado a Vettel, que recebeu menos um de Christian Horner.

Na Mclaren Martin Withmarsh concedeu a Jenson Button nota 10 em "ser playboy", enquanto Hamilton tirou 10 em "sensibilidade do piloto", "talento" e "camaradagem".

Já na equipe Mercedes, Norbert Haug deu nota 10 a Schumacher em "habilidade técnica" e 9 para Rosberg. Em compensação, no item "ser playboy", Nico Rosberg ganhou 9 e Schumacher 8.

No time italiano o chefão Stefano Domenicali parece ter levado a ideia de avaliação mais a sério. Em "sensibilidade do piloto" Fernado Alonso ganhou nota 9 enquanto Felipe Massa recebeu 8,5. Além disso o espanhol também recebeu 10 pelo no item "talento", enquanto para Massa Domenicali 8.5. Massa superou Alonso no quesito "camaradagem", com um 10 ante o 9 de Alonso.

Na soma geral de pontos das mesma equipes, sairam vencedores do comparativo, segundo os seus próprios chefes, Sebastian Vettel na Red Bull, Jenson Button na Mclaren e Fernando Alonso na Ferrari. Na equipe Mercedes o somatório resultou num conveniente empate entre Michael Schumacher e Nico Rosberg.

Para ver a reportagem e as notas completas no original em alemão, cliquem AQUI.

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Mclaren mexe (de novo) na sua traseira

Sem trocadilhos, dessa vez foi o formato do fim do escapamento que foi alterado para a classificação, visando provavelmente gerar um fluxo mais amplo e lateral na saída dos gases emitidos pelo motor, veja na comparação das imagens abaixo: (Clique nas imagens para ampliá-las)
 

Mclaren mexe em sua traseira

Apesar do título com alto potencial para trocadilhos, refiro-me à traseira do MP4/25, que teve seu desenho levemente alterado depois da fracassada estreia em Silverstone. Nas imagens comparadas abaixo notamos que em Hockenheim a traseira do carro ganhou "guelras" de tubarão (1) provavelmente para saída de ar e dispersão de calor, sendo que antes era inteiramente lisa e fechada. Também percebe-se que no modelo usado em Silverstone o escapamento era inteiramente coberto pela carenagem, ao passo que o modelo na Alemanha deixa sua extremidade descoberta, tornado visível que além do escape esta montado junto ao assoalho, sua saída também tem uma angulação voltada ligeiramente ainda mais para baixo (2). (Clique na imagem para ampliá-la)
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