O volante de um F-1, com o passar dos anos passou a ser cada vez menor, menos redondos e a acumular mais funções. No início era apenas o que se propunha a ser: um volante. Com a modernização da civilização e consequentemente das corridas, o volante passou a acumular botões para falar com o rádio, aletas do câmbio, o próprio painel do carro, além de diversas regulagens de motor, injeção eletrônica, câmbio, aerofólio, limitação de velocidade nos boxes etc, que passaram a ser colocados lá, para desespero das pessoas comuns que quando vêem um volante moderno de F-1 sentem que jamais conseguiriam operá-lo, especialmente a 300km/h, num cockpit apertado, sem visibilidade externa, com vibração e barulho ensurdecedor do motor a sua volta e com seu corpo sendo jogado pelas forças da gravidades em cada frenagem, aceleração e curva, isso sem falar dos outros carros doidos pra te deixar pra trás.
Abaixo vemos bem essa evolução começando com o volante de um Maserati 1957 (1), BRM 1971 (2), Ferrari 1989 (3), Benetton 1995 (4), Jordan 2000 (5) e BMW-Sauber 2009 (6). (Clique na imagem para ampliá-la)
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Análise de meio do ano: Mclaren
Depois de um inicio de temporada onde parecia que ela disputaria com Mercedes e sobretudo Ferrari a vaga de "melhor equipe depois da Red-Bull" a equipe de Ron Dennis, equipada com os melhores motores do grid (Mercedes) vem mostrando grande capacidade reação, a mesma capacidade de reação que a tirou da luta pela mediocridade com a Ferrari no ano passado e que a possibilitou ganhar corridas numa era em que Brawn e Red-Bull dominava. Além disso, o famoso e pioneiro duto frontal, o mais avançado e bem concebido deles, diga-se, lhes dá a vantagem de poder sempre andar com bastante carga aerodinâmica em todos os circuitos, mesmo os de alta, permitindo unir o melhor dos mundos: Baixo arrasto e alta velocidade nas retas, com o duto acionado, e grande pressão nas curvas, ajudando os pneus aderirem mais, quando o duto não está funcionando.
Mas as razões que explicam a boa fase da Mclaren não são meramente técnicas e mecânicas, são também humanas: Seus pilotos. Lewis Hamilton tem sido, de longe, o piloto mais combativo do grid, arriscando sempre e tirando o máximo de seu carro, mesmo quando isso não é necessesariamente a melhor alternativa, mas que na maioria das vezes funciona, além de ser garantia de bom entretenimento pra quem assiste. Além dele, Jenson Button também tem mostrado força, justamente numa área em que seu companheiro não desenvolveu tanto: estratégia. O atual campeão mundial tem se mostrado muito mais cerebral, poupando o carro em momentos chave para poder usá-lo mais em outros trechos da corrida, preservando pneus, não se envolvendo em divididas arriscadas que lhe custem um bico ou uma punição, extraindo do carro o que ele como piloto não tão arrojado consegue e pontuando o máximo que pode, mesmo que isso signifique não se envolver numa disputa direta por todas as vitórias, embora já tenha feito isso e ganhado.
Com uma mistura de uma equipe que não desiste nunca e evolui continuamente seu carro (exatamente o calcanhar de Aquiles da Ferrari), a Mclaren consegue oferecer a seus pilotos uma grande chance de ganhar o campeonato também baseados na regularidade ainda não obtida pela Red-Bull, que já viu mais de uma vez a vitória garantida escorrer-lhes das mãos baseados exatamente num outro campo que os ingleses não tropeçam: Confiabilidade de carro e pilotos. A Mclaren, via de regra, não quebra e seus pilotos, mesmo quando disputam posições entre si, não batem um no outro nem mergulham em complexas piruetas na traseira de retardatários. Agora resta ver se as demais evoluções previstas para o time vão colocá-la definitivamente no mesmo patamar de Red-Bull e se conseguirão administrar a atual vantagem e manter a dianteira nos campeonatos de construtores e pilotos.
Mas as razões que explicam a boa fase da Mclaren não são meramente técnicas e mecânicas, são também humanas: Seus pilotos. Lewis Hamilton tem sido, de longe, o piloto mais combativo do grid, arriscando sempre e tirando o máximo de seu carro, mesmo quando isso não é necessesariamente a melhor alternativa, mas que na maioria das vezes funciona, além de ser garantia de bom entretenimento pra quem assiste. Além dele, Jenson Button também tem mostrado força, justamente numa área em que seu companheiro não desenvolveu tanto: estratégia. O atual campeão mundial tem se mostrado muito mais cerebral, poupando o carro em momentos chave para poder usá-lo mais em outros trechos da corrida, preservando pneus, não se envolvendo em divididas arriscadas que lhe custem um bico ou uma punição, extraindo do carro o que ele como piloto não tão arrojado consegue e pontuando o máximo que pode, mesmo que isso signifique não se envolver numa disputa direta por todas as vitórias, embora já tenha feito isso e ganhado.
Com uma mistura de uma equipe que não desiste nunca e evolui continuamente seu carro (exatamente o calcanhar de Aquiles da Ferrari), a Mclaren consegue oferecer a seus pilotos uma grande chance de ganhar o campeonato também baseados na regularidade ainda não obtida pela Red-Bull, que já viu mais de uma vez a vitória garantida escorrer-lhes das mãos baseados exatamente num outro campo que os ingleses não tropeçam: Confiabilidade de carro e pilotos. A Mclaren, via de regra, não quebra e seus pilotos, mesmo quando disputam posições entre si, não batem um no outro nem mergulham em complexas piruetas na traseira de retardatários. Agora resta ver se as demais evoluções previstas para o time vão colocá-la definitivamente no mesmo patamar de Red-Bull e se conseguirão administrar a atual vantagem e manter a dianteira nos campeonatos de construtores e pilotos.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Análise de meio do ano: Renault
Depois de quase fechar as portas no ano passado e ter 75% de suas ações compradas por um fundo de investimentos de Luxemburgo chamado Genii, a Renault teve uma temporada de testes de inverno tímida, com resultados discretos e todos apostaram que seria uma grande decepção do ano e que Robert Kubica teria se ferrado em ir pra lá. Mais indícios disso vieram quando a imprensa deu grande destaque ao fato de Vitaly Petrov só ter ganhado a outra vaga por levar um caminhão de dinheiro, indicando que a saúde financeira da equipe não era tão forte como se esperava a ponto de depender de um piloto pagante.
Começa o campeonato e com o passar das corridas Robert Kubica mostra que o carro da equipe francesa é capaz sim de alcançar bons resultados, sempre se intrometendo no território que Red Bull, Mclaren, Ferrari e Mercedes deveriam reinar sozinhas. Isso se deve as constantes evoluções do carro da Renault, que apresenta novidades em absolutamente todas as etapas. Além disso, a capacidade de liderança do piloto polonês tem sido muito elogiada pela equipe, que diz te-lo como líder dessa virada da equipe, por ser muito dedicado, motivado e detalhista. O resultado é que está sempre pontuando e atualmente está na frente de Felipe Massa,dos dois pilotos da Mercedes e encostado em Fernando Alonso na tabela do campeonato.
Vitaly Petrov, se não mostra o mesmo brilho de seu companheiro, mostra que é um bom piloto e que, para um novato, tem cometido poucos erros, marcou seus primeiros pontinhos (discretos 6 até agora). É um grande piloto? Ainda não da pra saber, mas deverá, aos poucos, ganhar mais confiança e se tornar mais regular, e quem sabe, assegurar vaga para 2011, isso se o dito novo patrocinador da equipe (Mastercard) não conseguir levar Kimi pra lá.
Começa o campeonato e com o passar das corridas Robert Kubica mostra que o carro da equipe francesa é capaz sim de alcançar bons resultados, sempre se intrometendo no território que Red Bull, Mclaren, Ferrari e Mercedes deveriam reinar sozinhas. Isso se deve as constantes evoluções do carro da Renault, que apresenta novidades em absolutamente todas as etapas. Além disso, a capacidade de liderança do piloto polonês tem sido muito elogiada pela equipe, que diz te-lo como líder dessa virada da equipe, por ser muito dedicado, motivado e detalhista. O resultado é que está sempre pontuando e atualmente está na frente de Felipe Massa,dos dois pilotos da Mercedes e encostado em Fernando Alonso na tabela do campeonato.
Vitaly Petrov, se não mostra o mesmo brilho de seu companheiro, mostra que é um bom piloto e que, para um novato, tem cometido poucos erros, marcou seus primeiros pontinhos (discretos 6 até agora). É um grande piloto? Ainda não da pra saber, mas deverá, aos poucos, ganhar mais confiança e se tornar mais regular, e quem sabe, assegurar vaga para 2011, isso se o dito novo patrocinador da equipe (Mastercard) não conseguir levar Kimi pra lá.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A primeira volta de Schumacher
Aos que acham que o alemão já está acabado, apenas está fazendo figuração e se "divertindo" na F-1, esse video onboard da primeira volta em Valência mostra que ele ainda é bem combativo, passando 4 pilotos na largada: Petrov, Sutil, Liuzzi e seu proprio companheiro, Rosberg.
Ainda acho que o alemão está devendo sim, mas também acho que o carro não ajuda e que na atual F-1 sem testes, ele precisa de mais tempo para ter as coisas mais ao seu gosto. Não se enganem, ele está correndo atrás e pode conseguir melhores resultados, seja esse ano ou em 2011.
Ainda acho que o alemão está devendo sim, mas também acho que o carro não ajuda e que na atual F-1 sem testes, ele precisa de mais tempo para ter as coisas mais ao seu gosto. Não se enganem, ele está correndo atrás e pode conseguir melhores resultados, seja esse ano ou em 2011.
Análise de meio do ano: Ferrari
Até agora esse ano tem sido de certa forma decepcionante para a equipe do espanhol Alonso e do Brasileiro Massa. Depois de uma polêmica temporada na Mclaren e dois fracos anos na Renault, muitos esperavam que a chegada do bicampeão na Ferrari fosse reeditar a quadra imbatível dos tempos de Schumacher/Barrichello/Todt/Brawn e que Massa viesse forte como em 2008. Só que depois da vitória circunstâncial no Bahrein a equipe não mostrou mais força para oferecer resistência à Red-Bull e mais recentemente Mclaren. Adicione a isso a inconstância de Massa, em parte graças a um carro em que ainda não se sente 100% a vontade e que não se adapta bem aos pneus mais duros. Igualmente inconstante tem sido Alonso, o que o impediu de marcar valiosos pontos. Internamente, Don Fernando tem sido constantemente mais rápido que o brasileiro, que devido a seu estilo de pilotagem (nem melhor nem pior, apenas diferente) sofre mais com a questão dos pneus que não aquecem, mas que de qualquer forma ainda não mostrou nenhuma atuação brilhante como em anos anteriores, mostrando que pode estar sentindo um pouco o peso de um companheiro tão forte e participativo nos rumos da equipe e do desenvolvimento do carro, papel que monopolizava nos tempos de Kimi.
Com as recentes mudanças no mecânicas e algumas aerodinâmicas no projeto, verificou-se na classificação do GP de Valência que o carro italiano melhorou bastante em relação às corridas anteriores, mas devido a entrada do Safety-Car, não pudemos medir diretamente seu desempenho em relação às rivais em ritmo de corrida, de modo que Silverstone será um teste de vital importância para a Ferrari descobrir se de fato ainda pode ambicionar o título desse ano ou se já deve se dedicar ao carro 2011.
Com as recentes mudanças no mecânicas e algumas aerodinâmicas no projeto, verificou-se na classificação do GP de Valência que o carro italiano melhorou bastante em relação às corridas anteriores, mas devido a entrada do Safety-Car, não pudemos medir diretamente seu desempenho em relação às rivais em ritmo de corrida, de modo que Silverstone será um teste de vital importância para a Ferrari descobrir se de fato ainda pode ambicionar o título desse ano ou se já deve se dedicar ao carro 2011.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Comerciais/curtas que nos fazem pensar
Dois comerciais e um filmete (cerca de 3 minutos) que nos fazem refletir.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A situação da Williams para o futuro
Desde 2006 a equipe Williams se tornou independente. Com o fim da parceria de 5 anos com a montadora BMW, a equipe inglesa deixou de contar com o apoio técnico e (sobretudo) financeiro alemão e passou a utilizar os motores da também independente fábrica da Cosworth.
Insatisfeita com os resultados e ambicionando uma nova parceria de longo prazo, estabeleceram entre 2007 e 2009 uma aparentemente vantajosa união com a Toyota, que lhes "dava" motores e Kazuki Nakjima como um de seus pilotos, sem ter que pagar-lhes nada, o que financeiramente poderia ser interessante mas que no fim das contas não era, pois o motor fraco não lhes permitia grande desempenho e este piloto em particular não marcava os pontos que deveria e, ao contrário, batia bastante o carro. Como consequência a Williams, na prática tinha apenas um piloto trabalhando por eles, Rosberg, e assim a pontuação no campeonato ficava abaixo do potencial da equipe e com isso tinha menor participação no dinheiro distribuído por Bernie Ecclestone (direito de imagens) tendo como base a classificação final no campeonato de construtores e também consequentemente, menor visibilidade para seus patrocinadores, que começaram a minguar com a falta de resultados sólidos.
Antes da Toyota anunciar oficialmente seu retumbante fracasso e sair da F-1 com o rabo entre as pernas, a própria Williams ja havia percebido que essa parceria lhe era danosa, e percebendo que seu principal piloto estava de saída, decidiu começar uma nova era, dispensando Toyota, Nakagima e cia., buscando um fornecedor de motores independente (Cosworth novamente) e dois pilotos que lhes permitisse alcançar resultados mais sólidos (Barrichello e Hulkenberg).
Assim começou 2010, com um carro novo, motor novo e pilotos novos que agregavam experiência, velocidade e comprovado talento. Só que para dificultar as coisas, neste ano existem mais equipes disputando as primeiras colocações (Red-Bull, Mclaren, Ferrari e Mercedes), há no pelotão intermediário times que estão estão muito bem (Renault e Force-Índia), e há ainda equipes que, se não estão melhores que eles, estão a espreita de eventuais tropeços para roubar-lhes pontos (Toro-Rosso e agora, Sauber), com isso, alcançar grandes resultados fica muito mais difícil.
Em meio a esse cenário todo o maior patrocinador da Williams, o banco escocês RBS, já anunciou que deixa equipe no fim do ano, decisão essa tomada ainda em 2009 em meio a crise financeira internacional onde amargaram grandes prejuízos (em 2010, aliás, a equipe estaria recebendo apenas metade do valor dos anos anteriores, cerca de 11 milhões de libras). Lembrando que em anos recentes Petrobrás (combustíveis), Budweiser (cerveja) e levou o calote de mais de 10 milhões de libras de um de seus patrocinadores (Hamleys e Mappin & Webb), que faliu. Além disso, a companhia aérea Air Asia também anunciou que vai abandonar o barco, pois seu dono é também sócio da equipe Lotus e declarou que não faria sentido patrocinar equipes rivais (o Santander discorda). Como se não bastasse, o site português autosport nem sempre confíavel nos furos que anuncia (como a "certissima" parceira Williams-VW que segundo eles ja deveria ter sido anunciada há meses) disse que a Phillips estaria decepcionada com os resultados dessa temporada e deverá troca-los por uma equipe mais forte, bem como um outro patrocinador menor (talvez a McGregor), ficando com a AT&T como sua possível única grande marca no carro.
Aparentemente tudo muito preocupante não? Nem tanto segundo Adam Parr, diretor executivo da equipe. Em recente entrevista ele declarou que "a maior parte de nosso orçamento já está coberto para o ano que vem, mas nós estamos em conversas com nossos atuais e e potenciais futuros parceiros (patrocinadores) para aumentá-lo". e ainda comentou "Não sei se alguma equipe já está com todo o seu orçamento do ano que vem garantido, a não ser que alguém esteja literalmente assinado um cheque", demonstrando que a situação da Williams está dentro do controle e da normalidade da F-1.
Além disso, o recente 4º lugar obtido por Barrichello em Valência lhes garantiu o sétimo lugar "isolado" na classificação e fundados motivos para esperar mais pontos nas próximas etapas e quem sabe brigar com Force-Índia pela 6ª colocação na tabela de construtores e assim mostrar a eventuais patrocinadores descontentes ou interessados uma bem-vinda demonstração de força e poder de reação que pode ajudar a fechar contratos (alguns de longo prazo, como foi a RBS) e garantir um futuro com mais recursos e assim, com sorte, tentar sair da fase perigosamente descendente que se encontra e quem sabe despertar o interesse de algum parceiro forte como foi a BMW.
Só por curiosidade, veja como eram os orçamentos das equipes em 2008 (não há mais recentes disponíveis). Considerem que de lá pra cá certamente houve uma redução nesses números após a crise, especialmente para Renault e Sauber, ao passo que Force-Índia aumentou.
Em milhões de dólares:
Toyota: $445.6m
McLaren: $433.3m
Ferrari: $414.9m
Honda: $398.1m
Renault: $393.8m
BMW Sauber: $366.8m
Red Bull Racing: $164.7m
Williams: $160.6m
Toro Rosso: $128.2m
Force India: $121.85m
Super Aguri: $45.6m
Total: $3,073.45m
Insatisfeita com os resultados e ambicionando uma nova parceria de longo prazo, estabeleceram entre 2007 e 2009 uma aparentemente vantajosa união com a Toyota, que lhes "dava" motores e Kazuki Nakjima como um de seus pilotos, sem ter que pagar-lhes nada, o que financeiramente poderia ser interessante mas que no fim das contas não era, pois o motor fraco não lhes permitia grande desempenho e este piloto em particular não marcava os pontos que deveria e, ao contrário, batia bastante o carro. Como consequência a Williams, na prática tinha apenas um piloto trabalhando por eles, Rosberg, e assim a pontuação no campeonato ficava abaixo do potencial da equipe e com isso tinha menor participação no dinheiro distribuído por Bernie Ecclestone (direito de imagens) tendo como base a classificação final no campeonato de construtores e também consequentemente, menor visibilidade para seus patrocinadores, que começaram a minguar com a falta de resultados sólidos.
Antes da Toyota anunciar oficialmente seu retumbante fracasso e sair da F-1 com o rabo entre as pernas, a própria Williams ja havia percebido que essa parceria lhe era danosa, e percebendo que seu principal piloto estava de saída, decidiu começar uma nova era, dispensando Toyota, Nakagima e cia., buscando um fornecedor de motores independente (Cosworth novamente) e dois pilotos que lhes permitisse alcançar resultados mais sólidos (Barrichello e Hulkenberg).
Assim começou 2010, com um carro novo, motor novo e pilotos novos que agregavam experiência, velocidade e comprovado talento. Só que para dificultar as coisas, neste ano existem mais equipes disputando as primeiras colocações (Red-Bull, Mclaren, Ferrari e Mercedes), há no pelotão intermediário times que estão estão muito bem (Renault e Force-Índia), e há ainda equipes que, se não estão melhores que eles, estão a espreita de eventuais tropeços para roubar-lhes pontos (Toro-Rosso e agora, Sauber), com isso, alcançar grandes resultados fica muito mais difícil.
Em meio a esse cenário todo o maior patrocinador da Williams, o banco escocês RBS, já anunciou que deixa equipe no fim do ano, decisão essa tomada ainda em 2009 em meio a crise financeira internacional onde amargaram grandes prejuízos (em 2010, aliás, a equipe estaria recebendo apenas metade do valor dos anos anteriores, cerca de 11 milhões de libras). Lembrando que em anos recentes Petrobrás (combustíveis), Budweiser (cerveja) e levou o calote de mais de 10 milhões de libras de um de seus patrocinadores (Hamleys e Mappin & Webb), que faliu. Além disso, a companhia aérea Air Asia também anunciou que vai abandonar o barco, pois seu dono é também sócio da equipe Lotus e declarou que não faria sentido patrocinar equipes rivais (o Santander discorda). Como se não bastasse, o site português autosport nem sempre confíavel nos furos que anuncia (como a "certissima" parceira Williams-VW que segundo eles ja deveria ter sido anunciada há meses) disse que a Phillips estaria decepcionada com os resultados dessa temporada e deverá troca-los por uma equipe mais forte, bem como um outro patrocinador menor (talvez a McGregor), ficando com a AT&T como sua possível única grande marca no carro.
Aparentemente tudo muito preocupante não? Nem tanto segundo Adam Parr, diretor executivo da equipe. Em recente entrevista ele declarou que "a maior parte de nosso orçamento já está coberto para o ano que vem, mas nós estamos em conversas com nossos atuais e e potenciais futuros parceiros (patrocinadores) para aumentá-lo". e ainda comentou "Não sei se alguma equipe já está com todo o seu orçamento do ano que vem garantido, a não ser que alguém esteja literalmente assinado um cheque", demonstrando que a situação da Williams está dentro do controle e da normalidade da F-1.
Além disso, o recente 4º lugar obtido por Barrichello em Valência lhes garantiu o sétimo lugar "isolado" na classificação e fundados motivos para esperar mais pontos nas próximas etapas e quem sabe brigar com Force-Índia pela 6ª colocação na tabela de construtores e assim mostrar a eventuais patrocinadores descontentes ou interessados uma bem-vinda demonstração de força e poder de reação que pode ajudar a fechar contratos (alguns de longo prazo, como foi a RBS) e garantir um futuro com mais recursos e assim, com sorte, tentar sair da fase perigosamente descendente que se encontra e quem sabe despertar o interesse de algum parceiro forte como foi a BMW.
Só por curiosidade, veja como eram os orçamentos das equipes em 2008 (não há mais recentes disponíveis). Considerem que de lá pra cá certamente houve uma redução nesses números após a crise, especialmente para Renault e Sauber, ao passo que Force-Índia aumentou.
Em milhões de dólares:
Toyota: $445.6m
McLaren: $433.3m
Ferrari: $414.9m
Honda: $398.1m
Renault: $393.8m
BMW Sauber: $366.8m
Red Bull Racing: $164.7m
Williams: $160.6m
Toro Rosso: $128.2m
Force India: $121.85m
Super Aguri: $45.6m
Total: $3,073.45m
sábado, 26 de junho de 2010
Novidades da Renault em Valência
A incansável equipe Renault mais uma vez mostrou que não dorme no ponto. Em Valência, além da já tradicional modificação na asa dianteira (1), pois foram 5 modificações desde o começo do ano, a equipe Robert Kubica e Vitaly Petrov também aderiu aos escapamentos com terminação no assoalho junto à base inferior das suspensões traseiras como vemos nessa fotografia (2) e esse frame da transmissão de TV (3), que ajuda a mostrá-lo, por estar sem a roda traseira. O resultado pode ser visto com seus dois pilotos classificados no Q3. Clique nas imagens para ampliá-las: 

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