Esse fascinante e detalhado documentário (em inglês) mostra toda a preparação da Williams para a temporada de 1993, que seria vencida por eles e Alain Prost. É realmente uma jóia raríssima do acervo pessoal do leitor Henrique Rodrigues que disponibilizou e passou a dica e a primazia de divulga-la. Vale ser assistida com muita atenção, observando-se todas as conversas, trabalhos na fábrica e o clima interno da equipe na época em que estava no ápice de sua supremacia nas pistas:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5 - Final
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Porque Hulkenberg bateu
Essa foto não deixa dúvidas: Poucas curvas depois de largar do fundo, um fotógrafo flagrou o carro de Nico Hulkenberg com a asa dianteira danificada. Na imagem abaixo vemos claramente que ela está solta de um dos lados, não é preciso ser gênio para perceber que dentro do túnel, trecho de maior velocidade do circuito, a asa dianteira já fragilizada se soltou de vez com a forte pressão aerodinâmica, entrando embaixo das rodas dianteiras do carro impedindo o piloto de manter o controle. Portanto o acidente foi causado pelo próprio Nico, que tocou na traseira do carro de alguém após a largada, e não por falha da equipe. Veja:
F1 vs DTM vs CLK63 AMG vs Mercedes C350
Da vasta série de testes "F1 vs carros de rua" esse é o vídeo mais recente, de 2007, com direito a pit-stop e tudo. Os desafiantes são:
Fernando Alonso a frente da Mclaren MP4/22 com "mais de 750 cv";
Jamie Green, conduzindo o Mercedes DTM com "mais de 500cv";
Bernd Mayländer, com o Mercedes CLK 63 AMG de 507 cv;
Susie Sttodart, pilotando um Mercedes C 350 de 272 cv
Não deixa de ser interessante ver a fase em que a Mclaren e Alonso ainda estavam em "Lua de mel..." e um enchia a bola do outro, rasgando mutuos elogios...
Fernando Alonso a frente da Mclaren MP4/22 com "mais de 750 cv";
Jamie Green, conduzindo o Mercedes DTM com "mais de 500cv";
Bernd Mayländer, com o Mercedes CLK 63 AMG de 507 cv;
Susie Sttodart, pilotando um Mercedes C 350 de 272 cv
Não deixa de ser interessante ver a fase em que a Mclaren e Alonso ainda estavam em "Lua de mel..." e um enchia a bola do outro, rasgando mutuos elogios...
terça-feira, 18 de maio de 2010
Cosworth quer continuar com a Williams
A Williams pode estar pensando em trocar a Cosworth por outro fornecedor de motores, mas a fábrica inglesa não vai desistir fácil de sua parceria. Mark Gallagher, Diretor Geral da Cosworth F1 declarou que quer manter a parceria com a equipe de Grove, que julga importantíssima, e elogiou Rubens Barrichello."Uma das enormes vantagens de se trabalhar com um equipe como a Williams, e particularmente com um piloto de grande experiência como Rubens Barrichello, é o nível de feedback que eles nos dão, que exige que a Cosworth corresponder todas as preocupações e otimisar nossa performance em todos os passos do caminho."
"Isso porque eles são comprovadamente vencedores, como nós, e sabem o que é necessário. O CA2010 (nome do motor) já alcançou ou excedeu suas metas mas também trouxe outros pontos que estamos trabalhando duro para resolver. Isso é parte da natureza incansável da Formula 1 e suas exigências técnicas.
Tudo que compromete o desempenho e a confiabilidade ou atrapalha os pilotos é um desafio para nós, e temos apenas um objetivo em mente: Dar aos nossos clientes a melhor solução de motores possível, seja para as equipes novas reduzirem suas diferenças para as equipes estabelecidas, seja para a Williams voltar para o pelotão da frente."
Sobre a decepção da Williams com seus motores, ainda disse:
"Uma coisa que sabíamos e que nos levou à parceria com a Williams é que precisávamos de uma equipe referencial de excelência, então a decepção deles com as primeiras 5 corridas é totalmente compartilhada pela Cosworth"
Sobre o problema de perda de desempenho dos motores conforme eles envelhecem, Gallagher declarou:
Nós vimos a deterioração da performance e, conforme avançamos na vida útil dos motores, seremos capazes de medir isso" Ele disse "Certamente temos consciência que há espaço para melhorar a durabilidade de alguns componentes, então podemos garantir que essa perda será compensada. O problema de degradação não é, de nenhuma maneira, um fator definitivo para nós, mas significa sim que quando os pilotos dirigem um motor novo eles tem boa performance que se perde mais rapidamente do que eles gostariam, - e certamente mais do que nós gostaríamos - Agora estamos em condições de medir isso."
Ainda sobre a equipe de Frank Williams, acrescentou:
"Para um time como a Williams, cada coisa que compromete a performance deles, devido à posição que estão (como equipe grande), significa muito."
Passado o bom início, estamos agora em condições de ver como uma equipe como a Williams e um piloto como Rubens Barrichello, que francamente só se interessam por chegar ao pódio, tem de exigências. E em todas as áreas onde nossos motores não estão correspondendo ao desempenho esperado, teremos que subir mais um degrau, então a pressão está aí e nós temos que trabalhar em muitos desses problemas."
Gallagher insiste que Cosworth e Williams devem trabalhar juntas para melhorar seus rendimentos:
"É uma questão de trabalhar junto, os escapamentos, por exemplo, são um item da Williams, assim como as entradas de ar, e é por isso que temos que trabalhar com eles como mão e luva. Em termos de performance máxima, a Williams tem o potencial para nos levar para frente. Estamos usando a Williams para por pressão sobre nós mesmos e para corresponde-la, porque quando uma equipe como a Williams não está conseguindo os resultados que quer, eles mesmos se pressionam.
Nós temos a responsabilidade de fazer tudo que pudermos para ajudar a Williams, e por isso deverá ser bom quando eles voltarem a estar onde deveriam - que é marcando pontos regularmente e brigando por podiums. Para mim, isso é o que vai garantir nosso futuro e vender mais motores para outras equipes.", encerrou Gallagher.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A volta da família Griswold
Quem tem mais de 20 anos certamente vai se lembrar dos filmes "Férias Frustradas" que passavam na sessão da tarde. Eis que depois muito tempo fizeram um curta-metragem reunindo parte da família, se tiverem um pouco de tempo (cerca de 12 minutos) vejam:
O dilema da Williams
Como alguns de vocês tem percebido, o desempenho dos motores Cosworth está deixando a desejar. Por se tratar de um motor novo, é natural que seu desempenho seja menos forte que os de seus rivais, mas o fato dele estar liberado do congelamento até o inicio de Março, teria lhe dado condições de avançar onde as outra fabricantes estão restritas a mudanças mínimas.
Pois bem, o campeonato começou, as restrições passaram a valer para a Cosworth também e as melhorias esperadas partir desse momento passaram a ser bem mais reduzidas. Esse congelamento de que tanto se fala é relativo, pois o motor pode sim ser alterado em coisas mínimas, como compostos dos materiais, mapeamento da injeção eletrônica, desenho do escapamentos e outras minúcias técnicas, todos fatores que influenciam no desempenho. A prova disso é o motor Ferrari, que como os demais estava congelado desde o fim de 2006, mas só esse ano passou a quebrar. Ora, se ele não quebrava e passou a quebrar é porque algo mudou(*)... Mudou na tentativa de deixá-lo mais econômico, o que seria seu ponto fraco no ano anterior.
Com o passar dos GP´s, o Cosworth mostrou ter boa potência e torque, mas duas questões estão incomodando seus clientes: 1- A potência só é boa em altas rotações, o que faz com que o desempenho do carro no resto da faixa de giros seja sofrível, pois há um "buraco" até chegar à rotação onde o motor se mostra mais forte. Isso prejudica sobretudo nas saídas de curvas, e acelerações. 2- Perda de potência com o desgaste dos motores. Os motores que tem que durar cerca de 3 GPs tem perdido potência conforme vai ficando velho, todos os motores sofrem disso, mas os Cosworth estariam sendo especialmente afetados nesse quesito, fazendo com que a perda de desempenho seja substancial em relação aos rivais.
Com isso Williams e Lotus começam a prospectar alternativas para 2011. A Lotus estaria em conversações com a Renault e a Williams tentaria Renault além da a Mercedes.
Ocorre que diferente da Lotus, a cobrança por resultados na Williams é imediata, pois chegar em 5º, 6º, 7º ou mesmo 8º lugar no campeonato tem grande importância para ela, especialmente quando suas rivais são tão competitivas como Renault, Force-Índia e até Toro-Rosso .Mas ate a troca de motor, por melhor que ele seja, levaria a equipe a mais um ano de transição, tendo que entender o funcionamento do motor e projetar o carro segundo os pesos, medidas, desempenho e consumo desse desse motor (quanto mais econômico for, menor o tanque, mudando a distribuição de peso) e isso sempre leva algum tempo e muito planejamento e investimento para se entender e extrair os melhores resultados.
Como sabemos a Williams não tem mais um orçamento gigantesco, mas sim um bom e enxuto valor que lhe permite uma evolução razoável ao longo de uma temporada, então se por um lado eles precisam de um motor que lhes permita ser rápidos desde já, por outro eles já tem uma parceira atualmente que não esconde que quer crescer junto com eles e agradá-los.
A pergunta que Frank Williams e Patrick Head devem estar se fazendo é: Vale a pena trocar de motor e começar algo completamente novo (de novo) com os riscos, gastos e eventuais retrocessos que isso acarreta mas ter a certeza de um motor melhor de um grupo automobilístico com recursos ilimitados para investir nele ou vamos seguir apostando nos Cosworth que poderiam melhorar mesmo não contando com uma montadora bilionária por trás, mas que nos tratam como seus clientes principais e que não deverão sumir da F-1 de uma hora para outra como grandes montadoras fazem (Peugeot, Ford, Honda, BMW, Toyota...)
Segundo se lê e se comenta nos bastidores, a Cosworth apresentaria na Turquia uma pequena evolução de seus motores, dentro do que o restrito regulamento permite. Esse pode ser o um importante teste para que a equipe inglesa bata o martelo se vai manter o seu atual fornecedor de motores ou se realmente vão atrás de outro já consolidado, pois o avanço seria insuficiente. Para a fábrica de motores, a aposta também é alta, pois eles querem e precisam de uma equipe de ponta e estruturada como a Williams para servir de base sólida para o seu desenvolvimento e avanços e não correr o risco de ficar carimbada como motor ruim de carros ruins, além da importância do prestigio de ser parceiro da escuderia de Grove
Não esperem uma grande evolução do motor nem uma decisão definitiva a esse respeito tão já, mas o GP da Turquia poderá ser um importante passo no ganho ou perda da confiança que a Williams deposita em sua parceira, a probabilidade maior é pela troca de fornecedor, mas de qualquer maneira essa decisão não passa de julho, pois o carro de 2011 já tem que nascer com seu motor definido.
ATUALIZADO:
* Apos essas várias quebras a FIA autorizou a Ferrari a retrabalhar o seu motor apenas para melhorar sua durabilidade, mas especialistas acreditam que junto com a maior resitência dos motores, eles ganharam cerca de 12 cavalos de potência.
Pois bem, o campeonato começou, as restrições passaram a valer para a Cosworth também e as melhorias esperadas partir desse momento passaram a ser bem mais reduzidas. Esse congelamento de que tanto se fala é relativo, pois o motor pode sim ser alterado em coisas mínimas, como compostos dos materiais, mapeamento da injeção eletrônica, desenho do escapamentos e outras minúcias técnicas, todos fatores que influenciam no desempenho. A prova disso é o motor Ferrari, que como os demais estava congelado desde o fim de 2006, mas só esse ano passou a quebrar. Ora, se ele não quebrava e passou a quebrar é porque algo mudou(*)... Mudou na tentativa de deixá-lo mais econômico, o que seria seu ponto fraco no ano anterior.
Com o passar dos GP´s, o Cosworth mostrou ter boa potência e torque, mas duas questões estão incomodando seus clientes: 1- A potência só é boa em altas rotações, o que faz com que o desempenho do carro no resto da faixa de giros seja sofrível, pois há um "buraco" até chegar à rotação onde o motor se mostra mais forte. Isso prejudica sobretudo nas saídas de curvas, e acelerações. 2- Perda de potência com o desgaste dos motores. Os motores que tem que durar cerca de 3 GPs tem perdido potência conforme vai ficando velho, todos os motores sofrem disso, mas os Cosworth estariam sendo especialmente afetados nesse quesito, fazendo com que a perda de desempenho seja substancial em relação aos rivais.
Com isso Williams e Lotus começam a prospectar alternativas para 2011. A Lotus estaria em conversações com a Renault e a Williams tentaria Renault além da a Mercedes.
Ocorre que diferente da Lotus, a cobrança por resultados na Williams é imediata, pois chegar em 5º, 6º, 7º ou mesmo 8º lugar no campeonato tem grande importância para ela, especialmente quando suas rivais são tão competitivas como Renault, Force-Índia e até Toro-Rosso .Mas ate a troca de motor, por melhor que ele seja, levaria a equipe a mais um ano de transição, tendo que entender o funcionamento do motor e projetar o carro segundo os pesos, medidas, desempenho e consumo desse desse motor (quanto mais econômico for, menor o tanque, mudando a distribuição de peso) e isso sempre leva algum tempo e muito planejamento e investimento para se entender e extrair os melhores resultados.
Como sabemos a Williams não tem mais um orçamento gigantesco, mas sim um bom e enxuto valor que lhe permite uma evolução razoável ao longo de uma temporada, então se por um lado eles precisam de um motor que lhes permita ser rápidos desde já, por outro eles já tem uma parceira atualmente que não esconde que quer crescer junto com eles e agradá-los.
A pergunta que Frank Williams e Patrick Head devem estar se fazendo é: Vale a pena trocar de motor e começar algo completamente novo (de novo) com os riscos, gastos e eventuais retrocessos que isso acarreta mas ter a certeza de um motor melhor de um grupo automobilístico com recursos ilimitados para investir nele ou vamos seguir apostando nos Cosworth que poderiam melhorar mesmo não contando com uma montadora bilionária por trás, mas que nos tratam como seus clientes principais e que não deverão sumir da F-1 de uma hora para outra como grandes montadoras fazem (Peugeot, Ford, Honda, BMW, Toyota...)Segundo se lê e se comenta nos bastidores, a Cosworth apresentaria na Turquia uma pequena evolução de seus motores, dentro do que o restrito regulamento permite. Esse pode ser o um importante teste para que a equipe inglesa bata o martelo se vai manter o seu atual fornecedor de motores ou se realmente vão atrás de outro já consolidado, pois o avanço seria insuficiente. Para a fábrica de motores, a aposta também é alta, pois eles querem e precisam de uma equipe de ponta e estruturada como a Williams para servir de base sólida para o seu desenvolvimento e avanços e não correr o risco de ficar carimbada como motor ruim de carros ruins, além da importância do prestigio de ser parceiro da escuderia de Grove
Não esperem uma grande evolução do motor nem uma decisão definitiva a esse respeito tão já, mas o GP da Turquia poderá ser um importante passo no ganho ou perda da confiança que a Williams deposita em sua parceira, a probabilidade maior é pela troca de fornecedor, mas de qualquer maneira essa decisão não passa de julho, pois o carro de 2011 já tem que nascer com seu motor definido.
ATUALIZADO:
* Apos essas várias quebras a FIA autorizou a Ferrari a retrabalhar o seu motor apenas para melhorar sua durabilidade, mas especialistas acreditam que junto com a maior resitência dos motores, eles ganharam cerca de 12 cavalos de potência.
As novidades da Williams
Muito se falou das atualizações que a Williams teria trazido para Mônaco, que seriam 2: asa dianteira e aerofólio traseiros novos.A asa dianteira, se olharmos com muito cuidados nas fotos abaixo, vermos que não há diferença alguma. Eu pelo menos não consegui ver, (se alguém conseguir, me mostre). Na asa traseira entretanto vemos claras diferenças: No destaque (1) vemos que na base da asa principal havia um buraco, provavelmente uma passagem de ar que agora é menor, tem outro formato e se encontra mais acima, no centro da asa. Nas laterais (2) percebemos que os pequenos filetes laterais que permitiam passagem de ar mudaram de formato, sendo agora arqueadas e menos numerosas, veja as fotos (clique para ampliá-la):
domingo, 16 de maio de 2010
Sutil mudança na Mercedes
Outra equipe que presentou modificações no circuito monegasco foi a Mercedes, que além de trazer a configuração de entre-eixos do carro antigo (mais curta), apresentou também uma sutil modificação nas hastes de fixação de sua asa dianteira. Antes elas eram mais retas ao passo que agora tem uma ligeira inclinação, como atesta a foto abaixo, veja:
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